Arquivo de Janeiro de 2010
O Ministério do Meio Ambiente junto com o Ibama embargaram 56 empresas de gesso por prejudicar Caatinga
Ao todo, 56 empresas foram acusadas de causar impactos negativos à Caatinga
Brasília - A Operação Mata Nativa do Ministério do Meio Ambiente fechou sete indústrias do polo de gesso de Araripe, no interior de Pernambuco. As empresas usavam madeiras nativas extraídas ilegalmente do bioma da região, a Caatinga. A ação de ontem (14) contou com a colaboração de agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), das polícias Civil e Militar, da Força Nacional, do Ministério Público, além da participação do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
O coordenador da operação, José Maurício Padrone, do Ministério do Meio Ambiente, contou que em 2007, o Ibama embargou 56 empresas de gesso da região do Araripe por crime ambiental. Elas voltaram a atuar depois de assinarem um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público.
“Sete empreendimentos foram definidamente fechados, isso é muito pouco, levando-se em conta que 70% de todos os empreendimentos trabalham na legalidade. Então, esses 30% têm de se adequar à nova realidade.”
De acordo Padrone, a região industrial do Araripe é a mais degradada de toda a Caatinga. “Esses empresários não são comprometidos com a preservação do meio ambiente. A troco de lucro pessoal, estão devastando completamente essa área.”
As empresas fechadas terão de pagar multa por crime ambiental e buscar um novo TAC com o Ministério Público para poderem voltar a funcionar.
Fonte: Agência Brasil
18 de Janeiro de 2010 às 09:05
admin
A CertBeef quer saber, qual a sua opinião sobre esse programa?
O senhor, produtor rural, acredita que esse programa está no caminho correto?
Você, técnico de campo (veterinário, zootecnista, agrônomo), acredita que esse programa representa o que o mercado precisa para esse momento?
Você, consumidor de carne, está satisfeito com esse programa para que coma carne com origem segura e responsável?
Queremos saber a sua opinião. Poste no nosso BLOG.
Equipe CertBeef
15 de Janeiro de 2010 às 11:09
admin
O objetivo das mudanças é conferir maior segurança ao sistema de rastreabilidade e simplificar as regras.
O novo Sistema de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (Sisbov) está em consulta pública desde 21 de dezembro; as sugestões devem ser enviadas no e-mail consultsisbov@agricultura.gov.br . Entre as normas publicadas estão os procedimentos operacionais para o produtor rural, certificadoras, agente certificador, matadouros-frigoríficos e fornecedor de elementos de identificação. Além disso, constam dados sobre a planilha padrão de identificação dos animais, requerimento de credenciamento de certificadora, de agente certificador e de fornecedor de elementos de identificação.
O agente certificador deverá ser graduado em engenharia agronômica, medicina veterinária ou zootecnia, habilitado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que poderá atuar como pessoa física autônoma ou contratada por certificadora cadastrada. O interessado em se habilitar ao cargo como pessoa física deverá apresentar requerimento ao superintendente federal de agricultura da unidade federativa em que pretende atuar.
A função de auditor será ocupada apenas por fiscal federal agropecuário ou servidor dos Serviços Estaduais de Defesa Agropecuária, com formação em uma das três áreas indicadas. As auditorias de certificação serão agendadas pelo produtor rural.
Já no Estabelecimento Rural Cadastrado no Sisbov (Eras), todos os bovinos e bubalinos serão obrigatoriamente identificados, exceto os animais nascidos na propriedade com até 10 meses, em que a identificação é facultativa. Para cadastrar o estabelecimento na Base Nacional de Dados o produtor deverá solicitar à Unidade Veterinária Local (UVL).
Mais seguro - De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, o objetivo das mudanças é conferir maior segurança ao sistema de rastreabilidade e simplificar as regras, principalmente, para o produtor rural, ao tornar o sistema mais acessível aos usuários. “Não haverá mais a necessidade de um intermediário para transmitir as informações do criador para o sistema. Assim, o produtor terá uma senha para inserir os dados no programa e o papel das certificadoras e dos agentes será o de certificar os animais”, explica.
De acordo com as propostas, o Sisbov continuará sendo de adesão voluntária e estará integrado com as operações do sistema de defesa sanitária animal nos estados (cadastro nas unidades veterinárias locais e controle da movimentação pela Guia de Trânsito Animal) e do Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (Sigsif), que confere a certificação final das carnes pelo serviço oficial.
Pela nova regra, o enfoque será dado aos animais que têm potencial para serem abatidos para exportação de seus produtos aos mercados que exigem rastreabilidade. “A cada movimentação dos animais entre as propriedades há necessidade de atualização da identidade com a nova fazenda, sem perder a relação desse animal com o estabelecimento de origem”, explica Kroetz.
Em relação ao controle de exportação para a União Europeia, continua a necessidade de permanência do animal de 90 dias em área habilitada e 40 dias na última propriedade. Hoje, já existem 1.827 estabelecimentos aprovados para exportação à União Europeia. Segundo informa o Mapa, o número representa aumento de 150% em relação ao registrado em 2008.
http://extranet.agricultura.gov.br/sislegis-consulta/consultarLegislacao.do?operacao=visualizar&id=21348
Fonte: DBO
14 de Janeiro de 2010 às 15:17
admin
Consumers are informed, can choose, and afford, healthy, sustainable food. This demand is met by profitable, competitive, highly skilled and resilient farming, fishing and food businesses, supported by first class research and development.
Food is produced, processed and distributed to feed a growing global population in ways which:
use global natural resources sustainably,
enable the continuing provision of the benefits and services that a healthy natural environment provides,
promote high standards of animal health and welfare,
protect food safety,
make a significant contribution to rural communities, and
allow us to show global leadership on food sustainability.
http://www.defra.gov.uk/foodfarm/food/strategy/
às 10:32
admin
Minas Gerais alcançou o número de 640 propriedades aptas a fornecer animais para frigoríficos exportadores para a União Europeia (UE) durante o ano de 2009. Esse número representa 34,22% das 1.870 propriedades em todo o Brasil e mantém o estado no primeiro lugar, seguido de Goiás e Mato Grosso.
Cada vez mais produtores rurais têm interesse em entrar para essa lista de exportação. Estar apto a exportar para a UE significa também poder exportar para todos os outros países, além de agregar valor ao seu produto. O bloco europeu possui exigências diferenciadas e por isso nem sempre quem comercializa com outros países pode comercializar com a UE, é preciso passar por auditorias antes de entrar na lista que classifica a propriedade como apta.
O produtor que deseja exportar carne para a o bloco europeu precisa realizar a rastrabilidade bovina em sua propriedade. Esta ação é realizada em Minas desde 2007 pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e trata-se de um sistema de controle de bovinos e bubalinos que permite sua identificação individual desde o nascimento até o abate, registrando todas as ocorrências ao longo de sua vida.
Para que o pecuarista seja auditado a propriedade precisa ser vistoriada por uma certificadora escolhida por ele, que verifique todos os quesitos estabelecidos pela Instrução Normativa nº 65 de 16 de dezembro de 2009 do Ministério da Agricultura. A publicação estabelece o Sistema de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (Sisbov).
A certificadora encaminha a relação das propriedades aprovadas pela sua vistoria à Superintendência Federal da Agricultura de Minas Gerais, que comunica ao IMA quais são as propriedades aptas a receber a auditoria oficial, tanto pelo IMA como pelo MAPA. Para que a propriedade seja aprovada pela vistoria da certificadora e ser auditada pelos órgãos oficiais leva em média 25 dias.
O diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, está satisfeito com trabalho realizado em 2009. “O Instituto tem trabalhado de acordo com a política do Governo do Estado, que visa priorizar as ações que permitam inserir o produto mineiro nos mercados internacionais”, afirmou o dirigente.
Além disso o diretor-geral explica que a rastreabilidade é uma das prioridades do Governo de Minas e está incluída no Projeto Estruturador Certifica Minas, que é gerenciado pelo IMA. “A rastreabilidade apresenta-se como uma das operações mais importantes da pecuária no momento, destacando-se ainda mais na criação de uma nova cultura entre os produtores e, consequentemente, possibilitando a garantia de qualidade dos produtos que chegam aos consumidores”, comenta.
Minas Gerais conta com 21 equipes do IMA para fazer o trabalho de auditoria nas fazendas. O Instituto possui 42 profissionais que trabalham com auditorias do Sisbov, o que permite a realização de cerca de 100 auditorias por mês.
Fonte: Luiza Baggio em Rede de Inovação Tecnológica para Defesa Agropecuária
13 de Janeiro de 2010 às 18:41
admin
Quando estourou a crise da vaca louca os consumidores europeus ficaram assustados. Costumavam confiar no seu sistema de produção. Depois da crise exigiram rastreabilidade. Queriam saber de onde vinha seu alimento. As autoridades sanitárias da União Européia aproveitaram o momento - uma janela de oportunidade, como dizia Kingdon - e implementaram a rastreabilidade para monitarar e evitar a dispersão de epidemias em animais.
No Brasil, os técnicos da inspeção veterinária desconfiaram que as exigências de rastreabilidade européias chegariam às carnes importadas, inclusive as brasileiras. No momento em que a vaca louca explodiu nos EUA, aquele país que era o maior exportador perdeu muitas vendas e assumimos seu lugar. Precisávamos garantir o aumento das vendas. Além disso, havia veterinários experientes que sabiam que haviamos importado muito gado europeu (matrizes e reprodutores), e seria importante saber onde atuar se a vaca louca se manifestasse nestes animais. Nesse contexto foi criado o Sisbov: o sistema de rastreabilidade do boi brasileiro.
Entretanto, as fazendas de bovinos de corte no Brasil não servem só para produzir carne. Quem nunca tinha ouvido falar que boi servia para lavar dinheiro e acobertar operações duvidosas pôde ter uma idéia de seu potencial no chamado Renangate. Como há grandes diferenças de produtividade, muitos pecuaristas também se aproveitam dessa brecha para pagar menos imposto, declarando menos vendas do que as efetivamente realizadas. Ao contrário da produção de suínos e aves, nos bois tem muita gente que a usa a atividade para outros fins, se não ilícitos, no mínimo duvidosos.
Sonegadores e pessoas ligadas a lavagem de dinheiro começaram a se assustar quando perceberam que o sisbov logo seria universal e obrigatório para todos. Ora, se todos os bois tivessem um brinco único, rastreável desde o nascimento até o abate, a Receita poderia, com o tempo, usar tal base de dados para prevenir sonegação, e a Polícia, o Ministério Público, e Coafpoderiam investigar lavagem de dinheiro. Entre outros conflitos, se formava uma incompatibilidade entre o acesso ao mercado de carne europeu e defesa veterinária versus o uso de gado para encobrir ilícitos.
Na produção de bovinos de corte no Brasil a maior parte da carne vai para o mercado nacional. Anos atrás a exportação era irrelevante, hoje embora respeitável não chega a rivalizar com o consumo interno. O peso dos interesses se dá aí: quem sonega ou lava dinheiro tinha muito a perder; os que produziam para exportação eram poucos, e tinham outros mercados além da Europa. Estava selada a silenciosa frente contra o Sisbov. Gente preocupada com o que estava em jogo começou uma discreta campanha para desacreditar o sistema. A Abiec, que representa os exportadores, ou não percebeu essa campanha ou não teve força suficiente para fazer frente a ela.
Verdade é que implantar um modelo de rastreabilidade como o Sisbov é uma tarefa complexa. Foram necessárias muitas mudanças. Algumas sugeridas por técnicos para refinar o controle. Outras pressionadas pelo lado de fora para afrouxar as regras. Nesse vai e vêm, equipe de auditoria da União Européia tinha aceito o modelo proposto. Quando voltaram noutra vez perceberam que ele tinha deixado de ser focado na sanidade, e resolveram então apertar o cerco. Começaram as crises. Nesse panorama o lobby anti-Sisbov pôde usar a instabilidade para colocar os pecuaristas contra o sistema. Disseram que as exigências da UE eram descabidas e que rastrear era caro.
Alguns parlamentares da bancada ruralista tiveram papel importante em descaracterizar o Sisbov. Com certeza parte de seus apoiadores insistiram para obstar a rastreabilidade, outra parte - que estava mais distante do debate - comprou a versão daqueles que seriam prejudicados, algo que poderia ser explicado pela chamada lei de ferro das oligarquias de Michels. O evento crucial foi o chamado “embargo” da União Européia que se deu quando inspetores europeus perceberam que as flexibilizações tinham ido longe demais. A partir daí, parlamentares tiveram a brecha que precisavam para legislar e enterrar a rastreabilidade, ironicamente agravando os problemas apontados pela UE.
Oficialmente, com a nova Lei 12.097, de 2009, o sisbov foi aperfeiçoado. Porém, a análise atenta do documento por técnicos do setor leva a concluir que a rastreabilidade foi enterrada de vez. Até marca a fogo está valendo agora no lugar dos brincos com chip eletrônico. E só será conhecido o paradeiro do boi nos seus últimos 90 dias de vida, isso numa média de vida de 3 anos. Infelizmente o corpo de veterinários responsável pela rastreabilidade não poderá fazer com muito com um arcabouço legal destes. Parece ser o tiro de misercórdia na rastreabilidade: o abate do sisbov. Esperemos a nova visita de inspetores europeus: estamos curiosos para saber o que farão os grandes frigoríficos com os cortes traseiros depois da provável suspensão que nos ronda. Melhor teria sido se os pecuaristas competentes - que devem ser a maioria silenciosa - tivessem se unido contra esse retrocesso.
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Luiz Antonio G. Rodrigues de Souza
Engenheiro Agrônomo - Especialista em Políticas Públicas
http://perfildaagricultura.blogspot.com/
às 11:44
admin
Pecuaristas de diversos estados brasileiros começam 2010 com o gosto amargo de 2009. No início do ano passado os principais frigoríficos do país entraram em recuperação judicial e durante os 365 dias de 2009 os pecuaristas aguardaram prazos legais e participaram de diversas Assembleias Gerais de Credores – AGC . “Um ano não foi suficiente para resolver esse problema que afetou em cheio os pecuaristas de Mato Grosso, que estão com mais de R$ 120 milhões de seu capital nas mãos dos frigoríficos Independência, Quatro Marcos e Arantes. Só conseguimos acertar com o Independência, que começa a pagar sua dívida no final de janeiro. Este mês teremos mais duas assembleias e esperamos que cheguem a um acordo.”, disse o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso - Acrimat, Luciano Vacari.
As duas AGC são com o Arantes e o Quatro Marcos. No dia 12 de janeiro de 2010, acontece a terceira Assembleia Geral dos Credores do Arantes, às 10h (horário de Brasília), no Ipê Park Hotel, na Rodovia Washington Luis, São José do Rio Preto - SP - Km 428. A dívida com os pecuaristas ultrapassa R$ 20 milhões, sendo que 65% desse débito são com os produtores de Mato Grosso, que representa R$13 milhões. O frigorífico propõe pagar a dívida em 12 parcelas, sem correção de juros e garantias de pagamento, a contar a partir da homologação do Plano na AGC. Os pecuaristas continuam exigindo juros e correção monetária da dívida pela taxa Selic a partir da data do pedido da Recuperação Judicial, e pagamento em 90 dias após a homologação do Plano na assembleia. “O montante da dívida do Arantes junto aos pecuaristas representa pouco mais de 2% e eles deveriam pensar bem e pagar o produtor, pois sem boi eles não continuam no mercado”, avisou Vacari.
A outra assembleia deste mês é a do frigorífico Quatro Marcos. No próximo dia 29 de janeiro, às 11 horas, no Hotel Pan Americano, Rua Augusta, número 778, Bairro da Consolação, São Paulo/ SP, os credores do frigorífico Quatro Marcos irão tentar pela quinta vez fechar um acordo para receber uma divida de R$ 427.869.332,67 pendente desde o início do ano de 2009. Com os pecuaristas o montante é de R$ 35,7 milhões, sendo R$ 26 milhões com 273 pecuaristas de Mato Grosso. A proposta do Quatro Marcos para os produtores é de pagamento da dívida com correção pela taxa Selic, porém, a partir da data aprovação do Plano de Recuperação Judicial. Além disso, aceitou diminuir o tempo de carência, que a princípio era de 12 meses a partir da aprovação do Plano, para julho de 2010. A proposta dos pecuaristas é que a carência para o início de pagamento das 12 parcelas seja março de 2010 e não julho como eles propuseram; que a correção pela taxa Selic seja retroativa a 6 de janeiro de 2009, quando foi homologado o pedido de Recuperação Judicial do Quatro Marcos e não a partir da aprovação do Plano na AGC.
“Esperamos resolver essa pendência de uma vez por todas. O pecuarista não pode continuar pagando pela incompetência dos frigoríficos. Hoje a pecuária brasileira tem toda condição de produzir com muita tecnologia, respeitando o meio ambiente e dentro dos padrões dos mercados mais exigentes. Por isso precisamos de indústrias compatíveis com a nossa eficiência”, analisou o superintendente da Acrimat.
Fonte: Assessoria/Só Notícias
7 de Janeiro de 2010 às 12:18
admin
Conta à história que por um erro no trajeto para o Novo Caminho das Índias, as caravelas de Pedro Álvares Cabral acabaram por descobrir o Brasil em abril de 1500. Seis anos antes deste imponderável episódio, já fora assinado o Tratado de Tordesilhas que definia os critérios para a partilha, entre Espanha e Portugal, das terras descobertas por Colombo e outros navegadores, motivo suficiente para supor-se que a descoberta de Cabral não tenha sido obra do acaso.
Com o intuito de legitimar seus direitos de exploração e garantir a posse sobre os bens destas terras, as duas potências da navegação daquela época negociaram a presença da Santa Inquisição em seus reinos e passaram a inventariar as riquezas que sucederam a este novo ordenamento na geografia do planeta.
Passados quinhentos anos muito pouco mudou nas relações entre colonizadores e colonizados. Penso isto, ao constatar que em curtíssimo tempo, no momento em que o Brasil ensaia passos na direção de utilizar seu vasto território, seu solo, sua água e seu clima para tornar-se o principal fornecedor de alimentos do mundo, uma nova verdade é anunciada: A Terra está aquecendo e o maior culpado é o agronegócio brasileiro.
Neste momento, não é conveniente falar que a maior poluição que produzimos é a feita com a miséria humana. Não é interessante ressaltar que a população está crescendo a uma taxa maior que a da produção de alimentos e que já atingimos uma cifra na ordem do bilhão de pessoas com fome crônica.
O ambientalismo, atualmente, tirou seu foco das fábricas, dos imensos conglomerados urbanos, das tecnologias ultrapassadas na geração de energia, da contaminação e exploração indiscriminada dos oceanos que ocupam mais de setenta por cento da superfície do planeta e apontou para o Brasil, para sua floresta amazônica, para sua produção agropecuária, para o seu rebanho bovino.
O incrível é que manipulações da informação, mesmo denunciadas, com a força de um rolo compressor passam a torturar nossas consciências, calando e emudecendo fundamentados arrazoados que indicam estarem equivocadas as atuais políticas de combate ao aquecimento global além das suspeitas de que as mesmas ocultem uma nova face da hegemonia econômica dos países desenvolvidos.
Com seu poder estas nações aliciam, organizam e financiam distintas milícias, alimentam-nas com algumas ideologias para dar sentido a suas existências e, com a astúcia de velhos predadores, distribuem armadilhas, catequizam os novos habitantes da terra de Cabral, desapropriam a Amazônia e boa parte de nosso território e como oferenda prometem deixar-nos contemplando, eternamente, o berço esplêndido.
Como brasileiro e engenheiro agrônomo espero que nossos representantes desconfiem da benevolência e dos afagos que lhes tem sido dirigidos e, com firmeza, defendam a agropecuária deste país. É uma obrigação e um dever para o bem do Brasil e da humanidade, proteger este setor que, reiteradamente, através de pesquisa científica e difusão de tecnologia, tem sido capaz de atender duas grandes metas, a de fornecer alimentos no presente e de preservar o ambiente para garantir o futuro.
Fonte: Eng. Agr. José L M Costa Kessler
às 12:18
admin
A produtora americana de frango Pilgrim’s Pride, cujo controle foi comprado pela brasileira JBS S.A., anunciou ontem, nos Estados Unidos, que eliminou 230 cargos administrativos e corporativos de sua estrutura, medida que faz parte da primeira fase da integração com a JBS. A Pilgrim’s, que recentemente saiu da recuperação judicial, será integrada com a JBS USA, sediada em Greeley, no Colorado.
Segundo a Pilgrim’s, haverá 160 demissões em sua sede em Pittsburg, no Texas, enquanto a companhia segue com os planos de consolidar as funções corporativas para os escritórios da JBS USA em Greeley. Os postos restantes serão eliminados em outras localidades, como Atlanta, Dallas and Broadway, Virginia.
A empresa informou que nenhuma das posições eliminadas está ligada à área de produção.
“Decisões como essas são sempre difíceis porque afetam as vidas de funcionários que contribuíram muito para a companhia ao longo dos anos, especialmente no período recente da reestruturação”, afirmou o presidente-executivo da empresa, Don Jackson, no comunicado.
“Mas ao mesmo tempo, essas mudanças são absolutamente necessárias para obtermos os benefícios completos de nossa integração com a JBS”, acrescentou.
A Pilgrim´s e a JBS USA continuam avaliando as necessidades das empresas e esperam concluir os planos da consolidação em três a seis meses.
Em 28 de dezembro, a Pilgrim’s saiu da recuperação judicial, pouco mais de um ano depois de ter pedido proteção contra falência. O acordo da empresa para sair da recuperação judicial incluía a venda de uma participação majoritária para o grupo brasileiro JBS por US$ 800 milhões.
A Pilgrim´s Pride Corporation emprega aproximadamente 41 mil pessoas e opera unidades de abate e processamento de aves em 12 Estados nos EUA, além de Porto Rico e México.
A compra da companhia marcou a entrada da JBS, maior processadora mundial de carne bovina, no setor de aves.
(Valor Online / Reuters)
Fonte: Avisite
às 12:17
admin
O site norte-americano agweb.com fez uma lista dos principais fatores que irão influenciar o mercado agropecuário este ano. A volatilidade e o dólar são citados como os mais importantes.
Volatilidade
Há um consenso de que a volatilidade do mercado irá se manter alta. “Os estoques mundiais de grãos e oleaginosas irão se manter apertados. Qualquer suspeita de diminuição no abastecimento irá representar uma grande volatilidade nos preços”, afirma Bryan Doherty, analista de mercado do grupo Stewart Peterson.
“Essa pode ser uma boa notícia para os produtores”, acrescentou Dan Basse, da AgResource. “Haverão inúmeras chances de vender sua safra com um bom lucro”.
O analista Doherty também diz acreditar que os produtores irão se beneficiar com essas oportunidades. “Os produtores estarão mais proativos em suas vendas quando tivermos rallies nos preços”.
Dólar
A direção da moeda norte-americana é outro fator importante. Analistas não garantem que o recente fortalecimento do dólar irá continuar – o que é benéfico para as exportações brasileiras e maléfico para as exportações norte-americanas. “Será que o dólar irá continuar a subir em relação às outras moedas?” questiona Basse.
O dólar vem se fortalecendo porque a economia norte-americana está se recuperando mais rápido que as economias de outros países desenvolvidos e os ganhos da moeda estão em sua maior alta em cinco meses, o que leva mais dinheiro aos investimentos baseados em dólar.
“Os especuladores também estão ajustando suas posições para o ano novo”, informa Darrell Jobman, ex-editor da Futures Magazine. “Agora eles têm uma posição de liquidez para o dólar, portanto, há menos espaço para mais compras, assim, qualquer avanço maior irá encontrar resistência”.
Crescimento / inflação / juros
Para o longo prazo, os analistas se questionam se os EUA e as demais economias podem manter o crescimento, mesmo com a redução dos estímulos governamentais. “A China, em particular, irá segurar seu ritmo de empréstimos. Como isso irá afetar a demanda mundial por commodities?” Questiona Basse. “Como os mercados de commodities irão reagir diante das taxas de juros nos EUA e no mundo? Quem irá garantir todas as dívidas dos setores público e privado?” continua a questionar.
Bob Utterback, da Utterback Marketing, diz acreditar que a inflação e o aumento de estímulos governamentais irá levar a taxas de juros mais altas nos EUA. “É necessário travar as taxas de juros nos baixos níveis atuais pelo maior tempo possível”.
“Bancos e financeiras estarão mais seletivas com suas práticas”, alerta Doherty. “As financeiras estão aprendendo que o marketing pode fazer uma grande diferença nos rendimentos. Muitas oportunidades foram deixadas nas mesas os últimos dois anos. Não fique surpreso se os agiotas exigirem que os produtores apresentem sua estratégia antes de aprovarem um empréstimo”.
Oferta e demanda
Os analistas listaram quatro fatores que serão acompanhados de perto este ano:
1 - Safras recordes na América do Sul poderão reduzir a necessidade de aumentar a área plantada dos EUA em 2010.
2 – Mercados de energia continuarão sendo os principais alvos de grande parte das commodities, segundo Doherty. Uma questão importante para o milho é se o EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA) irá decidir aumentar o volume de etanol no combustível.
3 - Mercado de carne: Qual será o futuro do consumo de carne nos EUA, diante das taxas de desemprego?
4- Clima: O El Niño domina o mundo agora. Se ele prevalecer depois do verão, isso significa mais uma estação de clima favorável na região central dos EUA.
Uma certeza: Existem diversos fatores que podem fazer os preços subirem ou cairem. Enquanto você precisa gerenciar seus lucros, precificado o produto de acordo com as oportunidades, as estratégias como as opções e contratos de preço mínimo terão um apelo especial esse ano.
Fernanda Bellei
Fonte: Agweb.com
às 12:16
admin
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