Arquivo de Novembro de 2009

CNA E MAPA AVALIAM NOVAS TECNOLOGIAS DE RASTREABILIDADE BOVINA

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em parceria com a CNA (Confederação Nacional da Agricultura) – principal representante dos produtores, convidou os principais desenvolvedores, nacionais e internacionais, de tecnologias para identificação e rastreabilidade animal para realizarem demonstrações a campo, de 24 a 26 de novembro, em fazenda próxima à capital federal. Aguarda-se, com essa atividade, alternativas viáveis para a realização da rastreabilidade com maior eficiência. O MAPA pretende definir os padrões tecnológicos a serem adotados oficialmente, em breve, pelas novas Instruções Normativas do SISBOV.

Fonte: Equipe CertBeef

Adicionar comentário 23 de Novembro de 2009 às 13:58 admin

Mercado do Boi

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Para SNA, crise internacional não pode ameaçar agronegócio brasileiro

“Compatibilizar o potencial de produção com a chamada crise econômica mundial é o grande desafio do agronegócio brasileiro no momento”, afirmou o presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Octavio Mello Alvarenga.

Segundo ele, existe um exagero em entender a crise como uma ameaça à agricultura do Brasil. “Nós não temos nada a ver com a crise real da América do Norte”. Alvarenga recomendou que as análises da situação externa sejam feitas com cuidado. “Para que a gente, que não atolou, não enfie o pé no barro”.

O presidente da SNA acredita que as atividades de pecuária e agricultura podem coexistir pacificamente na Amazônia, levando para a região o desenvolvimento sustentável. Para isso, destacou a necessidade de agir com racionalidade. “Tem que aplicar técnicas modernas e tem que conhecer os seus limites. Isso é que o caboclo, de modo geral, tem. É a natureza do agronegócio que vai traçando limites para a gente”, sugeriu.

Sustentabilidade no agronegócio, segurança alimentar, legislação agrária e inovação tecnológica para aumento da produtividade são temas que estarão em debate no Rio de Janeiro amanhã (24) e depois, durante o 11º Congresso Brasileiro de Agribusiness, promovido pela SNA.

Outro tema em destaque é a produção de alimentos orgânicos pela agricultura familiar. Octavio Mello Alvarenga informou que o encontro discutirá também pesquisa recente freita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Meio Ambiente com um grupo de produtores do eixo Sul/Centro-Oeste a respeito de práticas autosustentáveis.

A pesquisa mostra que cem por cento das propriedades adotam a rotação de culturas, adubação verde e plantio direto, 94% promovem análise de solo, 88% cultivam espécies vegetais e animais para abastecer a propriedade, 52% não usam adubos não químicos e quase 65% recorrem à integração lavoura-pecuária.

Alvarenga espera que o Congresso de Agribusiness contribua ainda para despertar nas autoridades do Rio o interesse pelo tema da agricultura. Observou que a questão não tem o merecido destaque no estado. “Isso é extremamente negativo para nós. Esse é o desafio a ser vencido no curto prazo”.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, participa da abertura do congresso, que será realizado na sede da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

Fonte: Agência Brasil

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Aftosa: 150 mil animais podem ficar sem a vacina em Mato Grosso

Cerca de 10 mil pequenos produtores – com rebanho estimado de 150 mil animais – que estão sem a cobertura do Fundo Emergencial para a Febre Aftosa (Fefa)- poderão encontrar dificuldades para vacinar os animais e com isso perderem prazos e até mesmo, desistir da última etapa de vacinação que se encerra no Estado no dia 30.

“Sem o Fefa, cada um vai ter de fazer sua parte sozinho. O risco para a pecuária será muito grande. “Acreditamos que os maiores prejudicados com a paralisação do Fefa são os pequenos produtores, que terão de se deslocar até às cidades para adquirir as vacinas e ainda não contarão com a assistência dos nossos vacinadores”, observa o gerente executivo do Fefa, Antônio Carlos Carvalho de Souza.

Com a paralisação das atividades do Fundo, o Estado perdeu um importante instrumento de apoio na luta contra a aftosa. “Continuamos aliados e, na medida do possível, apoiando os órgãos de defesa agropecuária no propósito de eliminar a aftosa do nosso rebanho, porém, estamos sem recursos para gerir este trabalho”, avisa o gerente executivo.

O gerente do Fefa, Antônio Carlos de Souza, teme, entretanto, que com a saída do fundo ocorra uma queda no índice de vacinação. “A cada 1% de queda no percentual de cobertura, temos 260 mil animais sem receber a vacina contra a aftosa. Isso é muito preocupante e pode repercutir nos mercados abastecidos por Mato Grosso”.

O Fefa foi criado em 1994 por produtores, indústrias frigoríficas e empresas de leilões rurais, Indea e Ministério da Agricultura para desenvolver as ações do programa de erradicação da febre aftosa no Estado.

Ao longo desses anos, foram arrecadados R$ 33 milhões e investidos mais de R$ 36 milhões em campanhas de vacinação, aquisições de vacina, combustíveis, vigilância na fronteira e outras ações.

A “morte” do Fefa foi decretada pela Justiça ao suspender a exigência do pagamento da taxa de contribuição para a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) em toda a movimentação de gado destinado ao abate, a partir de abril deste ano. Os pecuaristas estão temerosos de que a paralisação do programa interrompa os trabalhos de vigilância sanitária na fronteira com a Bolívia, comprometendo as ações e a credibilidade do Estado no mercado internacional.

Sem dinheiro, o Fefa fica sem ter como manter suas ações de vigilância na fronteira com a Bolívia. Fica também impossibilitado de apoiar o Indea/MT nas ações voltadas ao trabalho de vacinação e controle sanitário em Mato Grosso.

Mesmo sem arrecadação desde abril, mas com as reservas que ainda disponibilizava em seu caixa, o Fefa aplicou R$ 860 mil na etapa de vacinação do mês de maio. Na fronteira com a Bolívia, foram empregados mais R$ 200 mil para o treinamento de técnicos e vacinadores.

Para a campanha deste mês de novembro o Fefa utilizou suas últimas reservas, adquirindo 50 mil doses de vacina para a Bolívia e 15 mil doses para aldeias indígenas - investimento de R$ 64 mil – além de desenvolver ações pontuais como reunião com produtores e trabalho educativo.

“Fazemos um trabalho educativo e preventivo contra doenças que possam afetar o rebanho bovino e damos apoio a todas as atividades desenvolvidas pelo Indea”, afirma Antônio Carlos. Para ele, o reflexo da paralisação deste trabalho é a ameaça de embargos da comunidade internacional.

Fonte: Diário de Cuiabá-MT

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Quem é o “Filho do Brasil”, por Diogo Mainardi

“O chefe da propaganda de Benito Mussolini era seu genro, Galeazzo Ciano. Lula, por sua vez, tem de se arranjar com Franklin Martins”

Luiz Carlos Barreto, o Filho do Brasil.” Ele, Luiz Carlos Barreto, é um personagem um tantinho menos oco do que aquele outro, canonizado em sua última obra, Lula, o Filho do Brasil. Quem é Lula? Eu o resumiria numa única linha: um retirante maroto que sonha em se transformar em José Sarney. Ele é Vidas Secas sem Graciliano Ramos. Ele é Antônio Conselheiro sem Euclides da Cunha. Ele é, citando outra patetice sertaneja produzida por Luiz Carlos Barreto, quarenta anos atrás - os filhos do Brasil repetem-se tediosamente de quarenta em quarenta anos -, o cangaceiro Coirana, sem Antônio das Mortes.

Quem já assistiu a um cinejornal do “Istituto Luce” sabe perfeitamente o que esperar de Lula, o Filho do Brasil. Benito Mussolini, em Roma, conclamando as massas, é igual a Lula, no ABC, imitando Bussunda. O chefe da propaganda de Benito Mussolini era seu genro, Galeazzo Ciano. Lula, por sua vez, tem de se arranjar com Franklin Martins, coordenador do MinCulPop lulista. Mas o fato é que, a cada dia mais, o “filho de Dona Lindu” macaqueia o “filho do ferreiro de Predappio” - só que num cenário mais indigente e embolorado.

Se o crack de 1929 consolidou aquilo que Benito Mussolini chamou de “estado empreendedor”, o crack de 2008 fez o mesmo com Lula. A economia fascista tinha IMI e IRI, bancos públicos que forneciam crédito à indústria italiana, privilegiando os aliados do regime. A economia lulista tem Banco do Brasil e BNDES, que desempenham um papel semelhante. Benito Mussolini era celebrado na propaganda oficial por ter “restringido as desigualdades sociais”. Lula? Também. Os triunfos italianos nas Copas do Mundo de 1934 e 1938 foram creditados ao Duce, que compareceu aos jogos finais, assim como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 foram creditadas a Lula. Recentemente, Lula arrumou até seu próprio ditador antissemita, que promete repetir o holocausto: o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, recebido com pompa na capital do lulismo. Os “anos do consenso” de Benito Mussolini duraram de 1929 a 1936. Quanto podem durar os de Lula?

Luiz Carlos Barreto, em 1966, produziu um curta-metragem de propaganda para José Sarney. O curta-metragem foi dirigido por um conhecido marqueteiro: Glauber Rocha. Desde aquele tempo, Luiz Carlos Barreto, “o Filho do Brasil”, é quem melhor sintetiza o caráter nacional. Durante a ditadura militar, ele tomou conta da Embrafilme. No período de Fernando Henrique Cardoso, ele fez propaganda para a Embratur e para o BNDES. Quando o lulismo foi desmascarado, em 2006, ele disse: “O mensalão não era mensalão. Era uma anuidade. Faz parte da ética política. E a ética política é elástica”. A ética cinematográfica é igualmente elástica. E, no caso de Luiz Carlos Barreto, é uma anuidade.

Fonte: Revista Veja

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Cresce efetivo de bovinos após dois anos de redução do rebanho

O efetivo de bovinos no ano de 2008 foi de 202,287 milhões cabeças, primeiro resultado positivo depois de dois anos sucessivos de redução do rebanho (2006 e 2007) e quatro de redução do seu ritmo de crescimento (2004 a 2007). Comparando-se os anos de 2008 e 2007 houve crescimento de 1,3% do efetivo nacional. A Região Centro-Oeste detém 34,1% desse efetivo, sendo o Mato Grosso o principal estado produtor. Corumbá (MS) é o município que tem o maior efetivo de bovinos do país, seguido por São Félix do Xingu (PA) e Ribas do Rio Pardo (MS).

Ao comparar os dados da PPM 2008 com os de 2007, observa-se queda do efetivo no Sudeste (-2,0%), com a redução mais significativa observada em São Paulo (-5,1%). As demais regiões apresentaram aumento do efetivo: Norte (3,3%), Nordeste (0,5%), Sul (4,0%) e Centro-Oeste (1,2%). Destaques para os aumentos observados nos efetivos de Santa Catarina (10,8%) e no Pará (5,8%). Na outra ponta houve a redução do rebanho no Distrito Federal (-21,3%). Esses são alguns dos destaques da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2008, cujos principais resultados são detalhados a seguir.

Em 2008, de acordo com a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, 28,691 milhões de animais foram abatidos, com registro de queda de 6,6% com relação ao obtido em 2007. Já a pesquisa Trimestral do Couro registrou uma aquisição de peças inteiras do produto em torno de 36,378 milhões (IBGE). Isto faz do Brasil o 2º maior abatedor de bovinos do mundo, atrás somente da China, tendo superado a produção dos Estados Unidos (USDA).

No âmbito externo, a comercialização de carne bovina reduziu no ano 20,5% sobre o volume registrado em 2007 (Secex, 2008). Em faturamento, por outro lado, houve aumento de 14,9% no período em comparação, em razão da elevação do preço médio de negociação de U$2.711 para U$3.917. A crise econômica internacional trouxe a redução ou interrupção de compras externas por parte de alguns países.A redução do ritmo de exportações trouxe, no Brasil, a queda do preço do produto final posto a sua mesa.

Efetivo de galinhas aumenta 5,1% e Rio de Janeiro registra maior variação entre 2007 e 2008

Em 31/12/2008, a PPM registrou que o efetivo de galinhas apurado teve aumento de 5,1%, comparativamente a 2007. Todas as regiões geográficas tiveram aumento do efetivo com relação a 2007, com destaque para o Sudeste (6,4%), seguido pelo Nordeste (5,5%), Sul (4,3%) e Centro-Oeste (4,4%).

No Sudeste, foram registradas variações significativas no Rio de Janeiro (16,1%), Espírito Santo (10,4%) e em São Paulo, o principal estado em alojamento, cujo aumento foi de 7,8%. Em Pernambuco, registrou-se aumento de 25,3% no efetivo. O Distrito Federal teve a queda mais significativa, de 26,0%. Os principais municípios em alojamento de galinhas são Bastos (SP), Santa Maria de Jetibá (ES) e Itanhandu (MG).

O efetivo de galos, frangas, frangos e pintos teve aumento de 6,9% comparativamente ao registrado em 2007. Todas as regiões geográficas apresentaram crescimento do efetivo em 2008, embora os maiores aumentos tenham sido registrados no Centro-Oeste (14,3%) e no Sudeste (7,8%).

No Centro-Oeste, o Mato Grosso teve aumento de quase 50,0%, em função da instalação de novas unidades de produção de frangos integradas à indústria de abate local, em expansão de suas atividades. Os municípios de destaque no alojamento de frango são Nova Mutum (MT), Brasília (DF) e Rio Verde (GO).

Os dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais indicam que, no acumulado do ano de 2008, foram abatidas 4,875 bilhões de unidades de frango, aumento de 11,5% sobre o ano de 2007. O Brasil ocupa a 3ª posição na produção de carne de frangos, atrás dos Estados Unidos e China (USDA).

As vendas externas de carne de frango aumentaram no ano de 2008 cerca de 8,7% sobre o total alcançado em 2007. O Brasil é o grande exportador mundial de carne de frango, segundo os dados do USDA, superando os Estados Unidos e a União Européia.

Abate de suínos foi de 28,803 milhões de cabeças e aumento fica em 5,1% com relação a 2007

O efetivo de suínos existente em 31/12/2008 reunia 36,819 milhões de cabeças (PPM). O efetivo de porcas criadeiras teve aumento de 1,6% comparativamente ao ano de 2007, enquanto que o de outros porcos e porcas aumentou em 2,5%. Os municípios em que ocorreram os maiores aumentos de número de porcas criadeiras foram Rio Verde (GO), Uberlândia (MG) e Concórdia (SC).

O abate de suínos no ano de 2008 foi de 28,803 milhões de cabeças, aumento de 5,1% com relação ao ano de 2007, segundo a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais (IBGE). No abate de suínos, o Brasil ocupa a 5ª posição, ficando atrás da China, União Européia, Estados Unidos e da Rússia (USDA). No acumulado do ano de 2008, as vendas externas de carne suína caíram 15,3% comparativamente a 2007.

Em 2008, efetivo de codornas aumenta 18,3% com destaque para a Região Sudeste

O efetivo de codornas em 2008 teve aumento na ordem de 18,3% quando comparado com o ano de 2007, apresentando-se como aquele de maior variação. A Região Sudeste teve aumento de 29,6% no efetivo registrado de 2008, quando comparado com o ano de 2007. O que mais influencia este dado é o aumento de 49,6% ocorrido no Estado de São Paulo. Outros estados também tiveram variações significativas: Mato Grosso (38,3%) e Bahia (26,3%) são exemplos. O Pará teve queda de 17,6%.

Coelhos tiveram redução de 9,7%; equinos, 1,1%; asininos, 2,8%; muares, 2,2% e caprinos, 1,0%. Bubalinos tiveram aumento de 1,3%, e ovinos, 2,4%.

Produção de leite aumenta 5,5% no país e Amazonas se destaca com crescimento de 101,9%

No ano de 2008, foram produzidos 27,579 bilhões de litros leite (principal produto de origem animal), aumento de 5,5% sobre o volume registrado em 2007. O preço médio do litro no ano foi de R$ 0,62. Em termos mundiais, o Brasil é o quarto maior produtor, ficando atrás da Índia, China e Rússia.

A Região Sul do país teve aumento de produção de 10,1%, alavancado pelos incrementos em Santa Catarina (14,0%) e no Rio Grande do Sul (12,6%). O Centro-Oeste teve aumento de 6,5%, tendo o principal incremento ocorrido em Goiás (8,9%). A principal variação positiva geral aconteceu no Amazonas (101,9%), enquanto que a principal queda ocorreu no Distrito Federal (-18,6%).Os principais municípios produtores de leite são Castro (PR), Patos de Minas (MG) e Piracanjuba (GO).

A aquisição de leite no ano de 2008, apurada pela Pesquisa Trimestral do Leite, foi de 19,238 bilhões de litros, aumento de 7,5% com relação ao ano de 2007. Em termos regionais, o Sudeste é a principal em aquisição de leite sendo que cerca de 42,4% de todo o leite nacional vem desta região. Em seguida vem o Sul, que concentra 30,3% das compras do produto. Minas Gerais, por sua vez, é o principal estado em aquisição de leite, 27,5% do total.

São Paulo é o maior produtor de ovos de galinha e de codorna do Brasil

A produção de mel teve aumento de 8,8% no ano de 2008 comparativamente ao ano de 2007. O mel brasileiro tem ganhado importância nacional e internacionalmente. Limoeiro do Norte (CE), Apodi (RN) e Picos (PI) são os principais produtores nacionais de mel.

A produção de ovos de galinha apurada pela PPM no ano de 2008 foi de 3,074 bilhões de dúzias, aumento de 3,7% sobre o registro de 2007. O preço médio anual da dúzia do produto foi de R$ 1,63. O Brasil ocupa a sétima posição mundial em produção de ovos de galinha. A China é o principal país produtor, seguida de longe pelos Estados Unidos (FAO). São Paulo é o maior produtor nacional de ovos de galinha (839,634 milhões de dúzias/ano) e em 2008 teve aumento de 4,1% sobre 2007.

A produção de ovos de codorna teve aumento de 20,4%, relativamente ao ano de 2007. Foram produzidas 157,781 milhões de dúzias, a um preço médio de R$ 0,70 a dúzia. São Paulo é o principal produtor nacional de ovos de codorna (82,837 milhões de dúzias) e no ano de 2008 teve aumento de 47,7% em sua produção, tendo grande impacto sobre a variação observada nacionalmente.

Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.

Ricardo Bergamini
(48) 4105-0832 (48) 4105-0832
(48) 9976-6974 (48) 9976-6974
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http://ricardobergamini.orgfree.com/

Fonte: IBGE - Ricardo Bergamini

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Embrapa lança primeira unidade de pesquisa em MT

Por Venilson Ferreira

Cuiabá - O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Antônio Arraes Pereira, e o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, participaram ontem do lançamento da pedra fundamental para construção da primeira unidade de pesquisa da instituição no Estado. A Embrapa Mato Grosso será instalada em Sinop, a 500 km ao norte de Cuiabá.

A Embrapa Mato Grosso terá como principal foco de pesquisa os sistemas integrados de produção, incluindo lavouras, florestas e pecuária. Também terão prioridade questões relacionadas à sustentabilidade ambiental, social e econômica da produção agropecuária da região. A dinâmica de matéria orgânica no solo e o sequestro de carbono serão objeto de pesquisa, forma de garantir a competitividade do Estado no cenário nacional e internacional.

Segundo Arraes, a importância agrícola que Mato Grosso tem no País vai fazer com que o centro de pesquisa tenha uma transversalidade muito grande com outros Estados. “Não vai ser só este centro, as outras 41 unidades da Embrapa estarão presentes aqui. Tamanho é o desafio deste Estado”, disse Arraes.

Blairo Maggi afirmou que há 20 anos já se observava que o desenvolvimento do Estado só será possível com a presença da Embrapa, para o melhoramento da pesquisa e produtividade. O governador destacou a verticalização da economia estadual, lembrando que a instalação do centro representa um momento de transformação, “da passagem da agropecuária para a industrialização”.

O presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, informou que a Embrapa em Mato Grosso é fundamental, principalmente pelo desenvolvimento sustentável. “Nós produtores temos alta capacidade, mas também temos a preocupação em ter grandes tecnologias para produzir em menor área e com o menor custo possível no aumento da produtividade, fazendo a conversão da produção primária”, disse.

Fonte: Portal Exame

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Número de cabeças de gado volta a crescer no Brasil

O rebanho de gado bovino no Brasil cresceu 1,3% em 2008, chegando a 202,3 milhões de cabeças, depois das quedas de 3,0% em 2007 e 0,6% em 2006, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Quase um terço do rebanho brasileiro (34,1%) está concentrado nos três estados da região Centro-Oeste. Apenas Mato Grosso contava com 26 milhões de cabeças de gado bovino, 12,9% do total nacional.

Apesar do crescimento do rebanho, o Brasil sacrificou 28,7 milhões de animais em 2008, uma queda de 6,6% frente a 2007 e que reflete a redução da demanda como consequência da crise econômica global.

As exportações brasileiras de carne bovina caíram 20,5% no ano passado em volume, mas cresceram 14,9% em valor devido ao aumento da cotação internacional do produto.

O número de cabeças de gado enviadas aos abatedouros permitiu ao Brasil superar os Estados Unidos em número de abates de bovinos, ficando atrás apenas da China.

Segundo o IBGE, o Brasil também contava no ano passado com 100 milhões de galos, frangas, frangos e pintos, com um crescimento do 6,9% frente a 2007, e com 36,8 milhões de suínos (aumento de 2,5%).

De acordo com o instituto, o país abateu no ano passado 4,9 milhões de frangos, um aumento de 11,5% frente a 2007 e que coloca o Brasil no terceiro lugar mundial nesse ranking, depois de EUA e China.

O abate de suínos no Brasil cresceu 5,1% em 2008, até 28,8 milhões, a quinta maior cifra no mundo, atrás de China, União Europeia (UE), EUA e Rússia.

As exportações de carne de frango, das quais o Brasil também é líder mundial, cresceram 8,7% no ano passado, enquanto as de carne suína avançaram 15,3%.

A produção nacional de leite subiu 5,5% em 2008, até 27,579 bilhões de litros, o que transformam o país no quarto maior produtor mundial, após Índia, China e Rússia.

A produção de ovos em 2008 foi de 3,074 bilhões de dúzias, o que representa crescimento do 3,7%. Com isso, o Brasil passa a ser o sétimo maior produtor mundial. EFE

Fonte: G1

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Criação de gado cai pela metade em 30 anos

Plantio da cana-de-açúcar avançou sobre as áreas de pastagem; economista da USP lamenta que região dependa de um só produto

A perda de espaço da pecuária para o plantio da cana-de-açúcar na região de Ribeirão fez o rebanho diminuir pela metade em 30 anos, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os dados mais recentes da produção pecuária, divulgados ontem pelo instituto, revelam que nas 89 cidades da região de Ribeirão existiam 828,7 mil cabeças de gado em 2008. O número corresponde a 7,4% da produção pecuária do Estado.

Trinta anos antes, em 1978, a região tinha o dobro: 1,657 milhão de animais, o que representava 14,2% da pecuária estadual. No período de três décadas, a cidade de Barretos, maior produtora na região, perdeu 64% de seu rebanho.

No mesmo período, o número de cabeças cresceu 89,2% no país. O Brasil tinha 202,287 milhões de animais, em 2008.

Nos últimos anos o recuo da atividade pecuária na região tem se intensificado graças ao arrendamento de áreas de pastagens para o plantio de cana. Somente entre 2007 e 2008, a produção pecuária recuou 7,4% nas 89 cidades da região.

Para o economista Alberto Borges Matias, da USP, a mudança do perfil econômico da região é irreversível. Segundo ele, o setor sucroalcooleiro tem expectativa de crescer nos próximos anos e tomar ainda mais espaço. “A pecuária deve desaparecer, migrando totalmente para outros Estados.”

O problema, segundo o economista, é que a região passa cada vez mais a depender de uma única cultura agrícola. Isso, diz, deixa a economia atrelada à oscilação de preços do único produto explorado.

O presidente do Sindicato Rural de Cajuru, Walter Batista da Silva, também disse que vê como prejuízo para a região a perda de espaço da pecuária. Cajuru foi a cidade da região que perdeu o maior número de cabeças em 2008: 11.298 animais ou 33,8% do total.

Silva disse que, se as áreas arrendadas para a cana forem devolvidas, os antigos pecuaristas não terão dinheiro para reestruturar as propriedades. “Tiraram cercas, piquetes, pastagens, tudo”, afirmou.

Apesar dos números negativos, há exceções, como São Carlos, onde a pecuária cresceu 22,5% em 2008. Com 41.680 animais, a cidade passou a ser a segunda do ranking regional de criação de gado.

Um dos exemplos de atividade bem-sucedida no setor é o da Agropecuária Leopoldino, que possui 1.500 cabeças de gado na Fazenda Canaã, entre os distritos de Água Vermelha e Santa Eudóxia. Na fazenda, se cria gado para abate, mas o foco são os investimentos em melhoria genética da raça brahman.

“Quando se produz com qualidade, há clientela”, disse o engenheiro agrônomo José Clibas Geribello Macedo, do Grupo Bandeirantes, que controla a Leopoldino. O grupo também tem fazendas no Mato Grosso, onde possui 35.000 cabeças.

Fonte: Folha de S.Paulo

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Pará puxa crescimento do rebanho bovino

Expansão nacional de 1,3% é a primeira desde 2005; alta sinaliza fim do descarte de fêmeas após período de cotações baixas Alta no Pará foi de 5,8%, mas IBGE não distingue boi de desmate do boi legal; em São Paulo, rebanho deu lugar à cana e encolheu 5% Gado em São Félix do Xingu, no Pará; município tem o maior rebanho bovino da Amazônia

Após dois anos em queda, o rebanho de bovinos do país voltou a crescer em 2008 e a expansão foi puxada principalmente pelo Pará, Estado onde o governo combate a criação ilegal em áreas provenientes de desmatamento irregular e de preservação ambiental.

De 2007 para 2008, o rebanho subiu 1,3% na média do país, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal, do IBGE. No Pará, o crescimento foi maior: 5,8% -o que corresponde a quase 900 mil cabeças de gado.

Foi a maior expansão dentre os grandes criadores de gado de corte do país. Em Mato Grosso, cuja porção norte também está na Amazônia Legal e onde há o combate ao chamado “boi pirata”, o rebanho aumentou 1,3% -335 mil cabeças. O Estado tem o maior plantel do país.

O IBGE não pesquisa a origem do gado. Nem se ele é criado em áreas desmatadas ou de proteção ambiental, segundo Octávio Oliveira, gerente de Pecuária do IBGE.

Sobre o aumento do efetivo de bovinos no Pará, o técnico argumenta que nos últimos anos foram abatidas muitas matrizes no Estado em decorrência dos preços deprimidos.

Desse modo, diz, o crescimento de 2008 decorre de uma recuperação natural do rebanho, que voltou a aumentar com o fim desse ciclo de descarte das fêmeas.

Esse movimento de recomposição, diz, foi mais intenso no Pará, mas também ocorreu em outros Estados, como Mato Grosso do Sul, onde o plantel cresceu 2,4%. O Estado, ao lado de Mato Grosso, Goiás e Pará, reúne os maiores rebanhos de gado de corte do país.

Diante dos dados, afirma Oliveira, não é possível estabelecer uma relação direta entre o aumento do rebanho e o avanço do gado em áreas protegidas ou então oriundas de desmatamento irregular.
Já o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, diz, em entrevista à Folha, que a criação de bovinos, “é, sem dúvida, o principal vetor do desmatamento da Amazônia”. Para ele, a expansão do rebanho no Pará “é expressiva e preocupante”.

Segundo o ministro, a situação começa a se reverter, após grandes apreensões de gado ilegal feitas no final de 2008 e neste ano. Foram retiradas 3.200 cabeças no período.

Em números absolutos, diz, “parece pouco”, mas as operações têm um efeito multiplicador: vários pecuaristas, receosos, retiraram seus bois de áreas protegidas ou desmatadas e levaram para outras áreas ou para o abate em frigoríficos.

Só em São Félix do Xingu (sul do Pará), maior criador do país, Minc estima a retirada de mais de 40 mil cabeças. Pelos dados da pesquisa do IBGE, porém, o rebanho da cidade cresceu 9,7% em 2008.
O ministro afirma que, pelos dados monitorados pela sua pasta, o desmatamento caiu nas cidades onde foram realizadas operações de apreensão de gado irregular.

Minc diz acreditar em redução do rebanho na Amazônia Legal neste ano por causa dos acordos firmados com grandes frigoríficos, que se comprometeram a não mais comprar gado de áreas de proteção ou desmatadas e a investir no rastreamento dos animais. Também ajudou, diz, “o boicote” dos supermercados à carne com origem suspeita.

São Paulo
Na contramão do resto do país, o rebanho bovino em São Paulo diminuiu -5,1%, ou 600 mil cabeças-, graças à substituição das pastagens por lavouras de cana-de-açúcar, segundo apurou o IBGE.

Fonte: Folha de S.Paulo

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