Carne e boi: o que caiu e o que subiu em 2009 TESTEMUNHA DO CASO DOROTHY STANG SOFRE ATENTADO NO PARÁ

TAC LIBERA VENDA DE CARNE DE 2,5 MIL FAZENDAS DO PARÁ

30 de Novembro de 2009 às 21:39 admin  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 177

Um Termo de Ajustamento de Conduta firmado em Belém/PA, nesta quinta-feira, 26/11, entre o Ministério Público Federal no Pará (MPF), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Federação da Agricultura do Pará (Faepa) e o governo estadual por meio da secretaria de Meio Ambiente, vai permitir que os produtores rurais paraenses regularizem suas propriedades em condições e prazos adequados para comercializar seus produtos com segurança jurídica, especialmente a carne.

De imediato o TAC liberou 2,5 mil propriedades, que se encontravam embargadas por irregularidades ambientais. Ao sair da lista passam a poder comercializar seu gado e voltam a movimentar sua atividade, comprometendo-se a se adequar ao que estabelece o documento. Os pecuaristas assumiram a condição de evitar o desmatamento ilegal, utilizar a Guia de Trânsito Animal Eletrônica como instrumento de identificação da procedência e destino do rebanho, fazer o Cadastro Ambiental Rural com apresentação de mapa georreferenciado do imóvel, dentre outros.

De acordo com o procurador da República, Daniel Azeredo, o TAC firmado com os fazendeiros é fruto de uma negociação que durou quatro meses e envolveu todos os entes signatários. Para Azeredo, a presença do governo demonstra a importância dos esforços para a regularização do setor, que representa 8,56% do Produto Interno Bruto (PIB) paraense, com uma participação de R$ 3,804 bilhões.
O TAC foi firmado na sede da Procuradoria da República em Belém pelo procurador da República Daniel Azeredo, pela governadora Ana Júlia Carepa, pelo vice-presidente da Faepa, Vilson Schubert e por José Leão, da Associação Paraense do Comércio de Carne. O documento teve por testemunho Daniel Frei, da Associação Brasileira dos Exportadores de Carne (Abiec).

O Procurador considera que as medidas adotadas no Pará voltadas para a regularização ambiental das propriedades rurais serão modelo para outras regiões do Brasil. Ele anunciou que no início de dezembro se reúne com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que vai reiterar compromisso já firmado, de só adquirir carne no Pará, de áreas que cumpram os requisitos do TAC.

O produtor que assinar o TAC individualmente, nos termos acordados, terá sua fazenda retirada da lista de áreas embargadas, levando em conta que ao assumir o compromisso, o produtor está iniciando o processo de regularização da sua propriedade. A governadora Ana Júlia fez questão de assinar o documento e disse que esse foi um passo importante na defesa da sustentabilidade da produção pecuária do Pará. “Se o MPF não tivesse tomado essa atitude, o mercado o faria, mais cedo ou mais tarde. No entanto, não é possível mudar um modelo de desenvolvimento da noite para o dia. Antes não havia legislação, hoje temos todos os instrumentos legais para a regularização fundiária e ambiental”, destacou a governadora.

Para Ana Júlia, a pecuária paraense que sempre foi acusada de promover o desmatamento e por isso mesmo, criminalizada, pode virar esse jogo porque a maioria dos produtores quer produzir dentro da legalidade. “Estamos saindo de uma condição de adversidade para uma situação de conforto e vamos transformar uma dificuldade em oportunidade.”

Fonte: Assessoria de Imprensa do Governo do Pará

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