Arquivo de Novembro de 2009

CNA E MAPA FICAM SATISFEITOS COM AS NOVAS TECNOLOGIAS DE RASTREABILIDADE BOVINA APRESENTADAS

O Comitê Técnico Consultivo do SISBOV, formado pelo MAPA e demais representantes dos elos da cadeia produtiva da carne, ficou satisfeito com as apresentações realizadas por 7 empresas, nacionais e internacionais, de tecnologias de rastreabilidade bovina, entre os dias 24 e 26 de novembro, na Fazenda Macaé e na CNA (Brasília) - principal representante dos produtores.

Foram feitos testes a campo das alternativas viáveis para a realização da rastreabilidade com maior eficiência.

O CTC irá formular novas políticas públicas para a regulamentação oficial das metodologias de rastreabilidade e certificação. O foco principal foi a definição dos padrões tecnológicos que serão adotados oficialmente, em breve, pelas novas Instruções Normativas do SISBOV.

Fonte: Equipe CertBeef

Adicionar comentário 30 de Novembro de 2009 às 21:42 admin

EXPORTAÇÃO DE BOI EM PÉ CAUSA DISPUTA NO PARÁ

A exportação de boi vivo já é o quarto evento mais importante da pauta de exportações do Pará. Só no ano passado, foram US$ 378 milhões injetados na economia paraense. O valor, que representa 97,76% do total de gado vivo exportado pelo Brasil em 2008, aponta um crescimento de 140% em relação ao ano anterior. Desde que deu início a esse tipo de atividade, em 2003, o setor agropecuário já contribui com quase US$ 1 bilhão para a economia do Estado.
Os dados são comemorados pela Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (Abeg), que de janeiro a abril de 2009, registrou uma movimentação de US$ 266 milhões de dólares no comércio do boi vivo. ‘O mais interessante é que esse crescimento começa a gerar, em torno da atividade exportadora, um mercado paralelo que sustenta o gado e seu transporte, como as indústrias que produzem feno e ração. Isso representa ainda mais renda e emprego para o Estado’, afirma o presidente da Abeg, Daniel Freire.

O problema, segundos os pecuaristas, é que nem tudo são flores para o setor. O interesse do mercado internacional pelo gado paraense - mais precisamente por Líbano e Venezuela - elevou o preço da arroba (medida utilizada para pesar o gado, cada uma equivale a 15 quilos de carne ou 30 quilos de boi vivo) como nunca na história do Pará. Atualmente, esse valor está na casa dos R$ 70,00, mantendo-se próximo ao aplicado nos grandes centros comerciais do país.

A valorização do gado paraense, por sua vez, gerou uma espécie de ‘guerra fria’ entre o setor agropecuário e os grandes frigoríficos, já que um dos motivos para que essas empresas se instalassem no Pará era a vantagem de comprar gado para abate muito abaixo do valor exercido no restante do país. ‘O que existe hoje é um lobby, comandado principalmente pela Uniec (União dos Exportadores de Carne do Pará), com a intenção de acabar com a exportação do boi vivo e, assim, favorecer esses frigoríficos com a queda do preço do boi’, revela o pecuarista Gastão Carvalho Filho.

O fim das exportações do boi vivo reduziria o atual valor do gado no Pará em pelo menos 10%. Isso representaria para o Estado, segundo a Abeg, perdas anuais superiores a R$ 4 bilhões. ‘Isso sem falar no número de postos de trabalho e na movimentação e no fim da financeira exercida por essas pessoas. O fim das exportações do boi vivo no Pará é algo que hoje sequer pode ser imaginada, tamanho é o prejuízo que isso poderia provocar’, revela Daniel Freire.

Fonte: O Liberal

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MARINA SILVA LANÇA CAMPANHA BRASIL SUSENTÁVEL

A candidata à presidência da República pelo PV, Marina Silva esteve ontem (27) em Bauru, 320 km de São Paulo, onde apresentou a palestra sobre o tema “Brasil Sustentável”, que permeará sua campanha pelas eleições de 2010. A visita começou em Bauru, onde se encontrou com autoridades locais e correligionários, e seguiu por cidades da região como Pederneiras e Jaú.

Marina justificou aos simpatizantes do tema sustentabilidade que conserva boas lembranças do PT partido que integrou por 30 anos, mas que trocou pelo PV por sua visão e também pela ideia de se lançar à candidatura própria à presidência da República. “Estou há 3 meses no PV, não é porque saí do PT que terei uma visão destrutiva das coisas que já ocorreram. Mas o PV teve uma visão antecipatória dessa discussão sobre desenvolvimento sustentável. E os outros partidos não perceberam a importância desse tema”.

Sobre o Programa de Desenvolvimento Sustentável, Marina apontou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com influência sustentável como fator importante para o desenvolvimento do país “Podemos ter aceleração do crescimento para o bem estar das pessoas, através do desenvolvimento sustentável respeitando os recursos naturais. Temos que pensar nesse desenvolvimento com o capital natural.

Fonte: Agência Estado

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TESTEMUNHA DO CASO DOROTHY STANG SOFRE ATENTADO NO PARÁ

Uma peça importante no caso do assassinato da missionária Dorothy Stang sofreu um atentado na última quinta-feira (26), em Anapu, sudoeste paraense. Roniery Bezerra Lopes levou diversos tiros nas pernas, na cabeça e na boca e está em estado grave, internado em um hospital da região. A informação foi passada neste sábado (28), pela Irmã Jane Dwyer, da mesma congregação da Irmã Dorothy.

O atentado foi cometido menos de três horas após Roniery ter recebido intimação da Justiça para ser testemunha de acusação contra Regivaldo Pereira Galvão, no caso que investiga fraudes, uso de laranjas e falsificação de documentos para esconder a grilagem do Lote 55, local onde a Irmã Dorothy foi assassinada e centro dos conflitos agrários na região.

Durante o julgamento pela morte da Irmã Dorothy, Regivaldo havia alegado não ter nenhum tipo de vínculo com o Lote 55. No entanto, em 2008 ele passou a dizer ser o dono do lote, apresentando à Polícia Federal diferentes versões sobre como teria adquirido as terras.

Um inquérito foi aberto e a PF acabou comprovando a falsificação documental, o que levou à abertura de novo processo em fevereiro de 2009 contra Regivaldo, para quem Roniery trabalhava.
Apesar de ainda não ter sido notificado sobre atentado, a assessoria do Ministério Público Federal (MPF) no Pará informou que Roniery participava das negociações envolvendo a área.

Muitos detalhes sobre o atentado ainda precisam ser esclarecidos. Apenas a Irmã Jane se dispôs a dar detalhes, a partir de conversas que teve com outras pessoas.

‘Ele [Roniery ] recebeu a intimação entre as 18 e 19 horas, e o atentado ocorreu por volta das 21 horas’, explica a Irmã Jane. ‘A informação que tive foi de que foram muitos disparos afetando inclusive a espinha. Quanto ao tiro na boca, é uma prática comum daqui para passar uma mensagem clara a quem faz denúncias’, acrescenta a religiosa que, assim como Dorothy, tem origem norte-americana.

Irmã Jane disse que, no momento do atentado, Roniery estava acompanhado de uma mulher e uma criança. ‘Parece que era a esposa dele, que também levou um tiro mas, ao que fui informada, ela não corre risco de vida. A criança fugiu e se escondeu no matagal’. A religiosa disse, ainda, ter sido polícia quem o levou ao hospital.

Para evitar novos atentados o nome do hospital não foi informado.

Julgamento - Nesta semana foi anunciada a data para o novo julgamento de Rayfran das Neves Sales, réu confesso de assassinar com seis tiros Dorothy Stang, em 2005. Ele enfrentará o júri no dia 10 de dezembro. Será o quarto júri do acusado. As duas últimas sessões foram anuladas pela Justiça.

Fonte: Redação Portal ORM com informações da Agência Brasil

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TAC LIBERA VENDA DE CARNE DE 2,5 MIL FAZENDAS DO PARÁ

Um Termo de Ajustamento de Conduta firmado em Belém/PA, nesta quinta-feira, 26/11, entre o Ministério Público Federal no Pará (MPF), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Federação da Agricultura do Pará (Faepa) e o governo estadual por meio da secretaria de Meio Ambiente, vai permitir que os produtores rurais paraenses regularizem suas propriedades em condições e prazos adequados para comercializar seus produtos com segurança jurídica, especialmente a carne.

De imediato o TAC liberou 2,5 mil propriedades, que se encontravam embargadas por irregularidades ambientais. Ao sair da lista passam a poder comercializar seu gado e voltam a movimentar sua atividade, comprometendo-se a se adequar ao que estabelece o documento. Os pecuaristas assumiram a condição de evitar o desmatamento ilegal, utilizar a Guia de Trânsito Animal Eletrônica como instrumento de identificação da procedência e destino do rebanho, fazer o Cadastro Ambiental Rural com apresentação de mapa georreferenciado do imóvel, dentre outros.

De acordo com o procurador da República, Daniel Azeredo, o TAC firmado com os fazendeiros é fruto de uma negociação que durou quatro meses e envolveu todos os entes signatários. Para Azeredo, a presença do governo demonstra a importância dos esforços para a regularização do setor, que representa 8,56% do Produto Interno Bruto (PIB) paraense, com uma participação de R$ 3,804 bilhões.
O TAC foi firmado na sede da Procuradoria da República em Belém pelo procurador da República Daniel Azeredo, pela governadora Ana Júlia Carepa, pelo vice-presidente da Faepa, Vilson Schubert e por José Leão, da Associação Paraense do Comércio de Carne. O documento teve por testemunho Daniel Frei, da Associação Brasileira dos Exportadores de Carne (Abiec).

O Procurador considera que as medidas adotadas no Pará voltadas para a regularização ambiental das propriedades rurais serão modelo para outras regiões do Brasil. Ele anunciou que no início de dezembro se reúne com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que vai reiterar compromisso já firmado, de só adquirir carne no Pará, de áreas que cumpram os requisitos do TAC.

O produtor que assinar o TAC individualmente, nos termos acordados, terá sua fazenda retirada da lista de áreas embargadas, levando em conta que ao assumir o compromisso, o produtor está iniciando o processo de regularização da sua propriedade. A governadora Ana Júlia fez questão de assinar o documento e disse que esse foi um passo importante na defesa da sustentabilidade da produção pecuária do Pará. “Se o MPF não tivesse tomado essa atitude, o mercado o faria, mais cedo ou mais tarde. No entanto, não é possível mudar um modelo de desenvolvimento da noite para o dia. Antes não havia legislação, hoje temos todos os instrumentos legais para a regularização fundiária e ambiental”, destacou a governadora.

Para Ana Júlia, a pecuária paraense que sempre foi acusada de promover o desmatamento e por isso mesmo, criminalizada, pode virar esse jogo porque a maioria dos produtores quer produzir dentro da legalidade. “Estamos saindo de uma condição de adversidade para uma situação de conforto e vamos transformar uma dificuldade em oportunidade.”

Fonte: Assessoria de Imprensa do Governo do Pará

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Carne e boi: o que caiu e o que subiu em 2009

De janeiro para novembro, com base nos preços médios mensais (sendo que novembro ainda não está fechado), o boi em São Paulo recuou 10%. De junho para novembro a queda do boi foi de 6%.

Já a carne no atacado, tomando o boi casado como referência, recuou 9% de janeiro a novembro e 3% de junho a novembro. Caiu menos que o boi, portanto.

No varejo, porém, considerando a média das variações registradas para o filé mignon, contra-filé, miolo de alcatra, alcatra com maminha, picanha, coxão mole, coxão duro, patinho, lagarto, maminha, músculo traseiro, costela, cupim, acém, fraldinha, paleta, lombinho e peito, a carne subiu 5% de janeiro a novembro e 1% de junho a novembro.

Os levantamentos são da Scot Consultoria.

Especificamente no caso do varejo, alguns cortes perderam valor ao longo do ano: picanha, fraldinha, músculo, maminha e lombinho. Outros perderam valor de junho para cá: miolo de alcatra, picanha, coxão mole, coxão duro, lagarto, músculo, costela, acém e peito.

Mas as médias das variações dos principais cortes bovinos, no atacado, foram positivas, ao contrário do que foi registrado para o boi gordo e para a carne bovina no atacado em 2009.

Em síntese, temos o seguinte. O pecuarista foi quem mais perdeu renda em 2009. O varejo “dançou” com os preços, sendo que o consumidor pôde até ter pago mais pela carne ao longo do ano, dependendo da composição das compras. E os frigoríficos, analisando apenas o mercado doméstico, tiveram recomposição de margens nos últimos meses (lembrando também que o couro e o sebo subiram). (Scot Consultoria)

Fonte: MS Notícias

Adicionar comentário 27 de Novembro de 2009 às 09:18 admin

Imazon mostra tendência de crescimento do desmatamento na Amazônia

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), operado pela organização não governamental Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), registrou 194 quilômetros quadrados (km²) de desmatamento na Amazônia em outubro.
Os dados, divulgados hoje (26), mostram que a devastação acumulada de agosto a outubro – os três primeiros meses do calendário do desmatamento – foi de 682 km², 30% maior do que no mesmo período do ano passado (agosto a outubro), quando a soma foi de 525 km².

Na comparação com outubro de 2008, quando o levantamento do Imazon registrou 102 km² de derrubada, houve aumento de 90%. No período, 13% do território estavam cobertos por nuvens e os satélites conseguiram observar 87% da área.

O Pará foi responsável por 87 km² de desmate (45% do total registrado em outubro), Mato Grosso derrubou 43 km² (22%), seguido por Rondônia, com 25 quilômetros a menos de florestas no período (13% do desmate do mês).

O levantamento também aponta as áreas de florestas degradadas, ainda em processo de desmate, que em outubro somaram 104 km².

A estimativa do Imazon é feita paralelamente aos números oficiais, calculados pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), que ainda não divulgou os dados de outubro.

Há duas semanas, o Inpe anunciou a taxa anual de desmatamento da Amazônia Legal, medida de agosto de 2008 a julho de 2009, quando a floresta perdeu 7.008 km², menor resultado dos últimos 21 anos.

Fonte: Ag. Brasil

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Ações ambientais em Lucas R. Verde são destaque em jornal americano

A iniciativa de reduzir o desmatamento na região de Lucas do Rio Verde, com o plantio de árvores em áreas abertas foi destaque, nesta semana, no jornal americano Washington Post que descreveu as novas ações de reflorestamento e recuperação de áreas por fazendeiros e produtores rurais do município com a missão de reservar um terço das fazendas para a vegetação nativa.

A reportagem do jornal americano destaca ainda dados estatísticos sobre a redução do desmatamento no país e objetivo para os próximos anos. O noticiário aponta também as discussões entre os meios que buscam mudanças no código florestal brasileiro ( que exige atualmente que 80% das terras na Amazônia sejam reservados para espécies nativas). Mato Grosso foi destacado ainda como celeiro agrícola e, Lucas, como uma das cidades mais prósperas.

Eis a íntegra da notícia do Washington Post

Considerando o futuro, agricultores do Brasil começam o reflorestamento.

Lucas do Rio Verde – Brasil – por quase 20 anos, Luiz Alberto Bortolini livrou-se de árvores e plantou soja tão rápido quanto pôde, um dos muitos pioneiros que transformaram esta terra estéril em fazendas prósperas.
Agora ele e centenas de outros fazendeiros bem sucedidos estão replantando árvores como parte de uma iniciativa ambiciosa para reduzir o desmatamento.
O objetivo deles – reservar 1/3 de suas fazendas para a vegetação nativa – é revolucionário em uma região muito resistente a controles ambientais.
“Isto tinha que acontecer, tão logo quanto possível”, disse Bortoline, 50, que agora tem uma fazenda de 6.200 acres. Isto é do interesse dos fazendeiros porque o fazendeiro é o que mais depende do meio ambiente.
A iniciativa, impulsionada pelo mercado e pela nova pressão dos reguladores, vem ao governo considerar asa propostas para reduzir drasticamente a destruição da floresta que tornou o Barsil um produtor líder em gases de efeito estufa. No início deste mês, o Brasil disse que cortaria as emissões em 38,9% os níveis projetados até 2020, uma promessa designada para encorajar outros países a tomar medidas importantes para o próximo mês na Cúpula do Aquecimento Global em Copenhague.
“Eu acho que eles estão se movendo no sentido que é essencialmente uma posição não-desmatamento até 2030”, disse David Cleary, que supervisiona as estratégias de conservação na América Latina para a Nature Conservancy, uma organização internacional de conservação. “Esta é a maneira além de qualquer compromisso que o Brasil fez no desmatamento antes”.
Já, o desmatamento, caiu pela metade no Brasil desde 2006, com a ameaça de sanções contra o fazendeiros e melhor execução das regularizações ambientais, restringiu as queimadas e motosserras usadas para destruir árvores por toda a maior floresta tropical do mundo.
Ainda assim, uma parte da floresta do tamanho do estado de Connecticut foi destruída ano passado.
Ambientalistas também preocupam-se com os projetos de pavimentação das estradas na Amazônia e sobre a construção de barragens hidroelétricas em regiões agrestes.
Enquanto isto, um grupo de parlamentares está fazendo pressão para afrouxar o código florestal do país, uma lei de proteção ambiental exige que fazendeiros da Amazônia reservem 80% de suas terras para espécies nativas.
“Esta é uma boa ilustração das contradições rígidas em jogo no Brasil dos negócios amigáveis e círculos políticos de espírito de conservação”, disse Christian Poirier, coordenador do programa para Amazon Watch. Projeto Nascentes como a iniciativa da cidade de Lucas, ele diz; são ameaçadas por forças que procuram atenuar o código e por extensão, atenuar os compromissos do Brasil em reduzir as emissões para entrar em Copenhage”.
Mas há comunidades no Brasil onde fazendeiros e agricultores estão trabalhando com o meio ambiente para implementar projetos balanceando o desenvolvimento com conversão ambiental.
Eles são movidos por uma nova realidade: compradores de produtos agrícolas, desde soja a carne, requerem cada vez produtores para certificar práticas em favor do meio ambiente.
Fazendeiros de Lucas, que vendem para os gigantes multinacionais como a Cargil e Bunge, foram rapidamente compreendidos.
Fazendeiros lá, como fazendeiros em qualquer lugar são bastante conservadores – eles não são anjos ambientalista”, disse Cleary da Nature Conservancy. “Mas eles mudam quando sentem que é do interesse deles mudar”.
Entre os primeiros a chegar e liderar ações em Lucas, estava Marino Franz, que como muitos fazendeiros daqui, migraram para o Norte vindos do Sul mais populoso do Brasil. Ele chegou em 1980 e trabalhou com suas próprias mãos.
Hoje ele tem 25.000 acres espalhados e possui uma Usina que refina soja em etanol. Ele é também o prefeito.
“Eu percebi a preocupação que o consumidor europeu tinha em relação ao meio ambiente”, diz Franz. Eles estavam preocupados sobre o soja importado do Brasil.
Funcionários de Lucas reagiram juntando com a The Nature Consercancy para desenvolver uma proposta para trazer os fazendeiros na linha com o código de regulamentação florestal, os quais eram raramente observados aqui e em qualquer outro lugar do Brasil.
Nesta região, outrora um mosaico de savana e florestas, fazendeiros tem que reservar por volta de 35% de suas terras para a vegetação nativa. Como uma alternativa, eles podem pagar para proteger as florestas virgens longe de seu estado como compensação pelo desmatamento do passado, uma opção que muitos fazendeiros/agricultores, dizem preferir à mudanças e custos de replantar árvores.
Luciane Bertinatto Copetti, secretária de Agricultura e Meio Ambiente, disse que, primeiro as autoridades mapearam a região de 670 fazendas usando imagens de satélite e então encontraram com cada proprietário de imóvel. Aqueles fazendeiros, ela diz, tem um acordo coletivo para participar no esforço do replantio, que começou a alguns meses atrás. Aqueles fazendeiros jamais considerariam tal proposta a qual oferece nenhuma assistência financeira até recentemente teria parecido absurdo em um estado de ousados individualistas.
Apenas uma geração atrás, colonos vieram aqui para Mato Grosso, que literalmente significa moita, encorajados pelo governo que ofereceu empréstimo a juros baixos e labutando em campos no calor escaldante, distante de ferrovias e estradas pavimentadas.
“Quando nós chegamos aqui, não havia leis então não havia instrução das instituições governamentais”, disse Bortolini, o fazendeiro. “Cada um fazia tudo o que pensava que podia fazer”.
Hoje, Mato Grosso é um celeiro agrícola e Lucas é uma das cidades mais prósperas.
A população da cidade está em torno de 50.000 habitantes, duas vezes mais que estava em 2000, e 485 empresas abriram este ano. Lucas poderia ser confundida por uma cidade agrícola americana – grande, amplas ruas, pequenas empresas, novas escolas públicas e concessionárias vendendo tratores John Deere.
Entre os primeiros fazendeiros que começaram o replantio, estava Darci Eichelt, 45, que chegou aqui em 1986.
Em uma recente manhã, ele dirigia sua caminhonete por uma estrada de terra através dos campos verdes de soja. Ele parou e caminhou até um grupo de árvores. Há um ano atrás, elas tinham apenas três pés de altura, ele disse; agora, algumas já alcançaram 10 pés de altura.
“Você pode imaginar tudo isso em 10 anos?, ele disse. Vai ser bonito!”

Fonte: SóNotícias

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Frigoríficos mato-grossenses poderão contabilizar uma economia anual de até R$ 109,50 milhões

Após uma luta de quase cinco anos, a indústria frigorífica finalmente está desonerada do pagamento dos impostos federais PIS e Cofins. Com a medida, os frigoríficos mato-grossenses poderão contabilizar uma economia anual de até R$ 109,50 milhões por conta da desoneração do pagamento desses tributos nas operações internas da carne.

Em Mato Grosso, os frigoríficos comemoraram a publicação da Lei 12.058/09, que suspende o pagamento da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidente sobre a receita bruta da venda de produtos derivados de carne bovina no mercado interno.

“A desoneração da carne bovina para o mercado interno representa um passo importantíssimo para a formalização total do setor, estimulando o fim da informalidade que ainda existe na cadeia frigorífica”, disse o presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado (Sindifrigo), Luiz Antônio Freitas Martins.

Ele afirma ainda que esta é a melhor notícia que a indústria frigorífica organizada recebe nos últimos anos. “É uma grande conquista do setor, todos vão ganhar com isso. O mais importante é que todos vão ter condições de sair da informalidade”.

A medida elimina a cobrança da contribuição para toda a cadeia da carne. Hoje os frigoríficos pagam 60% da alíquota, que é de 9,25%. A contribuição do PIS e da Cofins resultava em uma carga de 3,65% sobre o faturamento dos frigoríficos que comercializam para o mercado interno.

Mato Grosso abate cerca de 4 milhões de cabeças por ano, com uma movimentação estimada de R$ 4 bilhões. As operações internas respondem por 75% deste total, R$ 3 bilhões. Além de beneficiar frigoríficos, produtores e consumidores, a medida ainda formaliza as negociações entre o produtor e o frigorífico.

“Há anos vínhamos batalhando para conseguir esta isenção, que traz alívio para toda a cadeia. Aqueles que já estão organizados vão ficar mais competitivos ainda”, afirmou Martins.

O setor entende também que a medida irá coibir as sonegações. “Não vamos ter mais o abate clandestino e a carne será inspecionada. A medida dará garantias ao consumidor”.

2005 - A lei foi sancionada pelo presidente Lula após intenso trabalho de aproximação entre a indústria e órgãos do governo federal, iniciado em fevereiro de 2005. A contribuição gerava uma carga de 3,65% sobre o faturamento dos frigoríficos, nas operações internas. Ao mesmo tempo, devido à informalidade, a arrecadação do governo federal não alcançava todo seu potencial. “Através de estudos técnicos, demonstramos ao governo que a desoneração seria benéfica a todos. A sanção da lei significará o fim do abate clandestino, representando uma nova época para a indústria frigorífica brasileira”, lembrou Martins.

Na avaliação dos empresários do setor, todos vão ganhar com a nova lei. “Com a redução da clandestinidade, esses frigoríficos vão procurar os serviços de inspeção, garantindo produtos de maior qualidade na mesa do consumidor”.

Segundo informações, cerca de 30% dos bovinos abatidos anualmente no Brasil são oriundos da clandestinidade, o que implica em um grave problema sanitário para os consumidores de carne bovina.

Acredita-se que a medida também implicará em um reaquecimento do setor, pois grandes empresas alimentícias que não atuavam no segmento de bovinos por não poderem competir com a clandestinidade voltarão a investir. E as pequenas e médias empresas poderão se capitalizar. “É uma nova era de desenvolvimento para a indústria de carnes e derivados”, completa Martins.

Fonte: Diário de Cuiabá

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Chile deve habilitar mais indústrias de carne bovina

Em meio à retomada das exportações brasileiras de carne bovina ao Chile, duas missões veterinárias oficiais devem ampliar a quantidade de unidades industriais habilitadas a vender o produto nacional ao país andino em 2010. Os técnicos chilenos devem autorizar os embarques de outras 22 plantas de vários Estados até fevereiro do próximo ano. Hoje, há 18 unidades habilitadas pelo Chile.

As indústrias brasileiras iniciaram uma intensa ofensiva comercial a partir de julho deste ano, após o serviço veterinário chileno dar sinal verde à carne bovina nacional. Neste ano, as exportações deverão somar US$ 24 milhões, mas o desafio é recuperar a confiança e manter o gosto dos importadores pelo produto do Brasil.

A associação da indústria (Abiec) realiza ações de marketing para reposicionar a carne nacional no mercado chileno. “Já fizemos duas apresentações, seguidas de almoços e jantares com importadores e chefs de cozinha para convencer os chilenos de que nossa carne é melhor que a concorrência”, afirma o diretor-executivo da Abiec, Otávio Cançado. A disputa é para retomar o espaço ocupado por Argentina, Uruguai e Paraguai.

Segundo maior importador de carne brasileira até 2004, o Chile reduziu a zero suas compras após a descoberta de focos de febre aftosa em Mato Grosso do Sul e Paraná, em outubro de 2005. De lá para cá, as empresas brasileiras perderam espaço no mercado chileno. As vendas, que somaram US$ 200 milhões em 2004, caíram a US$ 140 milhões em 2005. No ano seguinte, o Chile não importou carne do Brasil.

As vendas começaram a se recuperar em julho deste ano, quando os chilenos compraram US$ 2,4 milhões em carne. Em agosto, as exportações brasileiras alcançaram US$ 10 milhões. Essa retomada parece ser consistente, já que, segundo dados da Abiec, o Chile importou apenas US$ 1,1 milhão entre janeiro e junho deste ano.

“Não temos dúvida que, mesmo com o real valorizado, teremos um bom ano em 2009 e uma recuperação significativa em 2010″, afirma Cançado. “Vamos martelar até voltar aos níveis pré-aftosa, mesmo com preços ainda pouco competitivos”. Ele diz que as indústrias brasileiras poderiam até vender com “margens próximas de zero” para recuperar o mercado chileno. “Em agosto, eles foram o sexto maior importador. Agora, é marketing”, diz. Em janeiro, a Abiec volta a Santiago para nova rodada de aproximação com os clientes chilenos.

Fonte: Valor Online

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