Arquivo de Junho de 2009
São Paulo - O presidente da Nestlé no Brasil, Ivan Zurita, afirmou hoje que a empresa negocia pelo menos duas aquisições no País. “Nós estamos analisando vários projetos, mas eu posso dizer que pelo menos dois estão nos ‘finalmente’”, disse o executivo, após participar do 1º Fórum RPCA - Responsabilidade Produtiva na Cadeia Alimentícia, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia). “Leva-se tempo, mas eu posso lhe dizer que está bem perto”, afirmou Zurita, acrescentando que o prazo para o fim das negociações depende principalmente dos resultados de algumas diligências que são realizadas e da forma encontrada para solucionar problemas fiscais dos possíveis alvos de compra pela Nestlé.
Zurita não revelou a área específica de atuação das empresas que podem ser adquiridas em breve e chegou a sinalizar que elas podem pertencer a segmentos distintos de atuação. No mês passado, ganhou força o rumor de que a Nestlé estaria perto de fechar a compra da unidade da Parmalat em Carazinho, no Rio Grande do Sul. Por meio dessa aquisição, a Nestlé fortaleceria a sua atividade em leite longa vida, segmento que está crescendo a passos largos no País e no qual a empresa começou a atuar recentemente.
Questionado se uma das aquisições seria a fábrica da Parmalat no Sul, Zurita respondeu: “Temos avaliado uma série de negócios, um deles quase fechado, mas não necessariamente a este que você se referiu”, afirmou. “Tem muitas empresas mudando de mão. Tem a Nilza, que está no mercado. Tem a Vigor, que o Bertin comprou. A Batávia que a Perdigão comprou… Existem muitos movimentos. O mercado não para.”
Outro segmento que está recebendo atenção especial da Nestlé e que pode ter investimentos adicionais da companhia é o de água mineral. Em dezembro do ano passado, a companhia comprou as fontes da Água Mineral Santa Bárbara e parte de suas instalações industriais. Além da Santa Bárbara, a Nestlé atua no Brasil com quatro marcas de água - Petrópolis, São Lourenço, Aquarel, S.Pellegrino, Acqua Panna e Perrier, sendo as três últimas importadas.
Independente das aquisições da companhia, Zurita afirmou estar satisfeito com os resultados da Nestlé no Brasil. “Fechamos bem o semestre e a companhia continua investindo forte no País. Fiquei muito satisfeito com o desempenho no semestre. Não posso revelar os números, mas posso dizer que teve uma evolução importante frente ao que está acontecendo no mercado em geral e nos mercados internacionais.”
Durante sua palestra hoje, Zurita disse que uma das vantagens do Brasil é o fato de uma empresa saber até onde pode crescer, devido ao potencial do mercado nacional. “Se dependesse de mim, até 2015 daria para duplicar a empresa.” Para este ano, segundo Zurita, a expectativa de crescimento da Nestlé seria o “dobro do PIB”. “Esperamos um crescimento orgânico ao redor de 7%”, revelou. A estimativa, de acordo com ele, não considera possíveis aquisições.
Quanto ao posicionamento do Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade) à fusão Sadia/Perdigão, Zurita reafirmou que espera tratamento igual ao apresentado no julgamento da compra da Garoto pela Nestlé. O Cade rejeitou a operação e a Nestlé questiona o posicionamento em segunda instância. “Não sou nenhuma autoridade para tomar partido, só espero que haja um tratamento igual”, disse.
30 de Junho de 2009 às 21:35
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Pesquisadores da Embrapa na Região Norte do Brasil finalizaram na última semana a primeira etapa de treinamento em uma tecnologia inovadora para manejo de florestas nativas.
O Modelo Digital de Exploração Florestal é um processo que utiliza imagens de satélite, equipamentos de GPS e softwares de geoprocessamento para a realização de inventários florestais e o monitoramento preciso das atividades de manejo das florestas. A tecnologia permite um melhor aproveitamento econômico da área e reduz os impactos no meio ambiente.
O manejo de florestas nativas é o processo de extração de árvores com potencial madeireiro de acordo com a legislação e com um plano de trabalho aprovado e fiscalizado pelos órgãos ambientais. O objetivo é manter a floresta produtiva, com baixo comprometimento das áreas não exploradas, de modo que a atividade tenha sustentabilidade.
As técnicas convencionais de manejo, no entanto, podem causar danos consideráveis ao meio ambiente e gerar custos desnecessários. Com uso dos sistemas de navegação global por satélite (GNSS), é possível localizar com precisão as espécies com maior potencial madeireiro e planejar a abertura de picadas, pátios e trilhas de arraste das toras de modo a maximizar o rendimento e reduzir o impacto ambiental, explica o engenheiro florestal Daniel Papa, da Embrapa Acre.
O primeiro passo para o manejo florestal é a realização do inventário, depois de mapeada a área, e o passo seguinte é identificar na floresta as espécies madeireiras e registrar, além da localização geográfica de cada árvore, a espécie, o diâmetro, a altura e a qualidade do tronco.
Os dados colhidos em campo são posteriormente exportados para um banco de dados e manipulados em software de geoprocessamento. Com isso, é possível ter o mapa completo de todas as árvores e gerar estatísticas em função do volume de madeira e do relevo. São dados como estes que ajudam a determinar os melhores pontos para a abertura dos acesso à equipe de corte e transporte no meio da floresta.
às 21:32
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O preço do açúcar no mercado internacional foi ontem a seu maior nível em três anos, seguindo a direção ditada pela Índia. A produção de açúcar no país, o segundo maior produtor da commodity no mundo, pode frustrar as previsões porque as chuvas estão abaixo da média. Prakash Naiknavare, diretor da Federação de Usinas de Açúcar de Maharashtra, maior Estado açucareiro do país, disse ontem que a Índia deve produzir 17,5 milhões de toneladas no período de um ano que começa em 1º de outubro - a previsão feita em maio era de 18 milhões de toneladas. Em Nova York, os contratos de açúcar para outubro subiram 59 pontos, para 17,90 cents por libra-peso. No mercado interno, o preço da saca de 50 quilos caiu 0,07%, para R$ 41,03, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Sem tendência definida
Os negócios com soja no mercado futuro terminaram ontem sem tendência definida. Na bolsa de Chicago, os contratos de vencimento mais próximo, da safra “velha”, subiram, impulsionados pela situação apertada dos estoques. Os contratos da safra que ainda será colhida, em contrapartida, recuaram, já que as lavouras do Meio-Oeste americano têm enfrentando poucos problemas climáticos. Os papéis da oleaginosa para julho avançaram 14 centavos de dólar em Chicago, para US$ 12,15 por bushel, e os contratos com vencimento em agosto fecharam em baixa de 6 cents, aos US$ 11,22 por bushel. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, na média, por R$ 45,83, uma baixa de 0,04%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).
Clima favorável
O clima ameno e úmido no Meio-Oeste americano deve contribuir para o desenvolvimento das lavouras de grãos na região e para aumentar o potencial de produtividade dessas culturas. Esse fator puxou o declínio dos preços do milho ontem, segundo analistas consultados pela agência Bloomberg. “Não há um clima que ameace as plantações”, afirmou Chad Henderson, analista de mercado da Prime Agricultural Consultants em Brookfield, Wisconsin. Na bolsa de Chicago, os contratos de milho com vencimento em setembro caíram 7,25 centavos de dólar, para US$ 3,8450 por bushel. No mercado paranaense, o preço da saca de 60 quilos de milho recuou 0,69%, para R$ 17,24, na média, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).
Alta em São Paulo
O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a terceira quadrissemana de junho com variação positiva de 1,82%. Foi a 10ª alta quadrissemanal consecutiva do indicador, desta vez determinada pelo comportamento das cotações no grupo de produtos de origem animal. Este subiu 6,82%, puxado por carne de frango (15,56%) e leite C (12,22%). Já o grupo de produtos de origem vegetal registrou baixa de 0,2% na média ponderada, com destaque para as quedas de banana nanica (7,.79%), amendoim (7,77%) e laranja para mesa (5,27%).
Fonte: Valor Econômico
às 21:26
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Proposta prevê venda direta ou concessão de uso para produtores
Os produtores rurais do Distrito Federal estão cada vez mais perto da legalidade. Ainda hoje, o Senado vota emenda proposta pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) que permite a venda ou concessão direta para quem ocupa terras agrícolas há mais de cinco anos. Segundo Rollemberg, a intenção é resolver um impasse que já dura mais de 30 anos no DF.
A emenda é referente ao artigo 18 da Medida Provisória 460 e trata da possibilidade de negociação entre governo e produtores. A proposta é que, em caso de venda direta dos terrenos, o produtor tenha direito a pagar o valor mínimo da terra calculado pelo Incra.
Áreas com mais de 60 hectares poderão receber redução de até 80% no preço. “Eles respeitaram a lei. Não parcelaram as terras, mas têm dificuldade de receber financiamento por estarem irregulares”, disse o autor da emenda.
A proposta prevê ainda a retomada das propriedades rurais que perderam a finalidade de produção e, consequentemente, daquelas que foram vendidas sem autorização do governo. Essa questão deverá ser o primeiro assunto tratado hoje no Senado. Rollemberg acredita que não deverá haver restrições.
Estima-se que dois terços do quadrilátero que delimita o DF sejam de áreas rurais e que 85 mil frações de terras estejam destinadas à produção.
No Setor de Chácaras 26 de Setembro, em Taguatinga, a legalização é ansiosamente aguardada. Lá, cerca de 300 famílias foram assentadas em 1996, mas até hoje vivem em condições precárias. Os produtores esperam que venham também os investimentos em infraestrutura. “Não temos transporte, segurança, saúde e educação. Vivemos perto da cidade, mas com as dificuldades do campo”, reclamou a moradora Eliane Pereira.
Fonte: Tribuna do Brasil -DF
às 21:25
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Produtos podem estar contaminados com bactéria capaz de matar; 24 casos estão sendo investigados
A JBS Swift Beef Co. expandiu de 18,7 para 172,4 toneladas o recall anunciado na semana passada pela suspeita de que produtos de carne bovina originados na sua unidade em Greeley, no Estado do Colorado (EUA), estejam contaminados com a bactéria Escherichia coli.
Segundo o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a E.coli O157:H7 é potencialmente letal. Causa diarreia com eliminação de sangue, desidratação e, em casos graves, insuficiência renal.
Pessoas muito jovens, idosas e com sistemas imunológicos debilitados são mais suscetíveis de contrair doenças via alimentos. O governo dos EUA investiga 24 casos da doença em vários Estados norte-americanos, com pelos menos 18 deles aparentemente associados ao consumo de carne.
O produto alvo de recall foi processado em 21 de abril. Os itens, distribuídos nos EUA e em outros países, incluem peças inteiras e porcionadas, embaladas em bandejas, em geral usadas para bifes e assados. Parte desse produto pode ter virado hambúrgueres em outras empresas, disse o Usda.
De acordo com Chandler Keys, porta-voz da JBS Swift, a contaminação pode ter ocorrido quando a carne foi processada por outras companhias.
“O recall é uma medida de precaução e está sendo conduzido espontaneamente pela companhia como forma de respeito aos seus clientes”, disse, em comunicado, Jeremiah O”Callaghan, diretor de relações com investidores da JBS.
Fonte: Folha de S. Paulo
às 21:25
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Investir na agricultura – principalmente na produção familiar – é a chave para a redução da pobreza e pode ajudar a solucionar as crises de alimentos, financeira e climática. A conclusão é do relatório Investir na Pequena Agricultura é Rentável, divulgado hoje (30) pela organização não governamental (ONG) britânica Oxfam. O documento traça um histórico dos investimentos na agricultura e indica a necessidade de mais aporte financeiro e apoio tecnológico para os pequenos produtores, em especial nas áreas com maiores dificuldades de acesso e de produtividade.
De acordo com o texto, 75% das pessoas pobres que sobrevivem com um dólar por dia trabalham e vivem em zonas rurais e a estimativa é de que em 2025 esse percentual ainda seja de mais de 65%. “Não é possível reduzir a pobreza, nem estimular globalmente a agricultura e os meios de vida rural sem renovar o compromisso público de investir mais e de forma mais inteligente – com pesquisa e desenvolvimento agrícola, assim como em setores de apoio: saúde, educação, infraestrutura e meio ambiente”, sugere o relatório.
Entre o fim da década de 80 e o início dos anos 90 a ajuda internacional para o desenvolvimento da agricultura caiu 75% e desde então o montante de recursos repassados tem se mantido baixo se comparado a períodos anteriores. Em 2007, por exemplo, a União Européia doou US$ 1,4 bilhão, mas investiu “assombrosos US$130 bilhões” em seus setores agrícolas internos, segundo a Oxfam.
Em 2008, de acordo com a ONG, apenas US$1 bilhão dos US$ 12 bilhões prometidos pelas nações ricas chegaram de fato aos países pobres para lidar com a crise alimentar global. Outra crise, a financeira, pode agravar ainda mais a situação, diante da redução das reservas dos países e dos grandes aportes realizados para salvar instituições e a oferta de crédito. “A comunidade de [países] doadores está esgotando seus fundos, enquanto os governos nacionais veem seus depósitos minguarem”.
As soluções, segundo a Oxfam, devem ser compartilhadas entre governos, empresas e o terceiro setor e além de garantias de mais investimentos, passam por medidas como o desenvolvimento de mercados locais de sementes e o fortalecimento de organizações de pequenos produtores.
A ONG defende ações prioritárias para os agricultores que vivem nas chamadas áreas marginalizadas – ambientes remotos, com terras frágeis e degradadas e sem acesso a serviços básicos como água, saúde e educação.
“Os agricultores de zonas marginais são os que mais cuidam das terras mais degradadas, conservam a biodiversidade agrícola e manejam alguns dos solos mais frágeis do mundo. São aliados cruciais na luta contra as mudanças climáticas”.
O relatório também mostra a necessidade de apoio a tecnologias de baixo custo, o fortalecimento dos direitos trabalhistas, com legislações que garantam mais proteção aos trabalhadores da agricultura, além de investimentos direcionados para as mulheres.
O documento da Oxfam foi apresentado um dia antes da Assembleia da União Africana, que começa amanhã (1º) na Líbia e terá como tema principal o investimento em agricultura para garantir segurança alimentar e crescimento econômico.
Fonte: Agência Brasil
às 21:23
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O abate de bovinos caiu 11,1% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2008. Ao todo, foram abatidas neste período 6,446 milhões de cabeças de gado. Já na comparação com o último trimestre do ano passado, a queda foi menor, de 3,6%. Os dados fazem parte da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, o resultado foi influenciado pela “recessão da economia mundial”. Segundo a pesquisa, a crise não permite ainda uma retomada de crescimento dessa atividade, que demonstra uma fase de adaptação a esta nova realidade, interferindo nos negócios no mercado interno e externo.
O estado de Mato Grosso é apontado como o principal produtor nacional, tendo respondido por 13,6% de toda o abate no país. Em seguida, aparecem São Paulo (13,3%), Mato Grosso do Sul (12,2%) e Goiás (9,2%).
Ainda segundo o documento divulgado pelo IBGE, dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex) apontam que a exportação da carne bovina nos três primeiros meses deste ano sofreu redução de 19% em volume e de 34,1% em faturamento, ambos na comparação com o mesmo período de 2008.
O levantamento revela que também caiu o abate de frangos. De janeiro a março deste ano, o volume dessa atividade teve queda de 5,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, e de 10,8% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o quarto de 2008. No primeiro trimestre deste ano, foram abatidas 1,122 bilhão de unidades de frango.
A atividade teve maior expressão na Região Sul (60,6%), seguida pela Sudeste (22,9%). O Paraná foi o estado que respondeu pelo maior volume de abate (26,5%), à frente de Santa Catarina (18,8%) e Rio Grande do Sul (15,3%).
Também apresentando queda no primeiro trimestre, as exportações de carne de frango tiveram redução de 3,9% em volume e de 21,9% em faturamento quando comparadas com o mesmo período do ano anterior.
“Sob o impacto da crise financeira mundial, alguns importantes compradores do produto brasileiro reduziram o ritmo de compras, como é o caso da União Europeia, Estados Unidos e Rússia”, diz a nota. Ainda segundo o documento, diante desse cenário, os produtores brasileiros estão buscando novos mercados ou ampliando as vendas para destinos como Hong Kong e Oriente Médio.
Em movimento oposto, o estudo revela que o abate de suínos foi o único a crescer entre os dois primeiros trimestres (7,1%), totalizando 7,322 milhões de unidades. Já na comparação com o último trimestre do ano passado, houve queda de 1,2%. A atividade ficou concentrada na Região Sul (68,3%), principalmente em Santa Catarina (28,3%).
O levantamento indica, com base em informações da Secex, que a comercialização externa de carne suína aumentou 19,0% em relação a igual período de 2008.
Os dados relativos à captação e industrialização do leite revelam que os estabelecimentos industriais adquiriram 4,954 bilhões de litros no primeiro trimestre de 2009. Esse resultado mostra estabilidade nos dois tipos de comparação. Minas Gerais foi o estado com maior volume de aquisição (26,8% do total).
A produção de ovos de galinha somou 580,305 milhões de dúzias, o que representa um aumento de 3,6% em relação ao primeiro trimestre de 2008 e leve queda (-1,0%) na comparação com o trimestre imediatamente anterior. São Paulo é o principal produtor, sendo responsável por 31,0% do total nacional.
Por último, o estudo revela que houve queda na aquisição do couro cru bovino tanto na comparação com igual trimestre do ano passado (20,5%) quanto em relação ao quarto trimestre de 2008 (4,1%). A atividade totalizou 7,702 milhões de unidades entre os meses de janeiro e março. São Paulo liderou o ranking nacional de comprador de couro, ficando com 18,5% do total.
Fonte: Agência Brasil
às 21:21
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Segundo a estatística da Produção Pecuária do IBGE, no primeiro trimestre de 2009, foi registrada queda de 11,1% no abate de bovinos, em relação ao mesmo período de 2008. Também apresentou redução no primeiro trimestre o abate de frangos (-5,8%), enquanto o abate de suínos cresceu 7,1%, ambos comparados ao primeiro trimestre do ano passado. A aquisição de leite pelos estabelecimentos industriais permaneceu praticamente estável (-0,6%) nessa comparação, mas houve queda de 20% na aquisição de couro. Foi registrado crescimento de 3,6% na produção de ovos de galinha. Mato Grosso (13,6%), São Paulo (13,3%) e Mato Grosso do Sul (12,2%) apresentaram os maiores percentuais no abate de bovinos. A região Sul concentrou 60,6% do abate de frangos, com destaque para o Paraná (26,5%). O Sul também se destacou no abate de suínos, com 68,3%. Minas Gerais liderou a captação de leite (26,8%) no país.
O 1º trimestre de 2009 registrou o abate de 6,446 milhões de cabeças de bovinos. Tal volume quando comparado ao número informado no 1° trimestre de 2008 indica nova redução no número de animais abatidos (-11,1%). Com relação ao 4º trimestre de 2008, a queda foi menos acentuada (- 3,6%). O peso total de carcaças foi de 1,507 milhão de toneladas, resultando em quedas de 7,6% e de 3,8%, respectivamente, em relação ao 1º trimestre de 2008 e 4º trimestre de 2008. A recessão da economia mundial não permite ainda uma retomada de crescimento desta atividade, que demonstra uma fase de adaptação a esta nova realidade, interferindo nos negócios no âmbito interno e externo. Mato Grosso é o principal estado brasileiro em abate de bovinos, responsável por 13,6% de toda a produção nacional feita pelos estabelecimentos fiscalizados, seguido por São Paulo (13,3%), Mato Grosso do Sul (12,2%) e de Goiás (9,2%).
Segundo a Secex (Secretaria do Comércio Exterior), a comercialização externa de carne bovina no 1º trimestre de 2009 teve redução de 19,0% em volume e de 34,1% em faturamento quando comparado ao mesmo trimestre de 2008.
Frangos
No 1º trimestre de 2009, foram abatidas 1,122 bilhão de unidades de frangos, segundo a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais. Tal volume indica quedas no abate de 5,8% e 10,8%, com relação ao 1º e ao 4º trimestres de 2008, respectivamente. O peso total das carcaças ficou em torno de 2,327 milhões de toneladas, repercutindo em quedas de 6,7% e 9,5%, com relação ao 1º e ao 4º trimestres de 2008. O abate de frangos concentra-se na região Sul do país (60,6%) seguida pelo Sudeste (22,9%). Em termos estaduais, o Paraná respondeu pelo maior volume de abate (26,5%), seguido por Santa Catarina (18,8%) e Rio Grande do Sul (15,3%).
As exportações de carne de frango, no 1º trimestre de 2009, tiveram queda de 3,9%, em volume, e de 21,9%, em faturamento, quando comparado com o 1º trimestre de 2008 (Secex). Sob o impacto da crise financeira mundial, alguns importantes compradores do produto brasileiro reduziram o ritmo de compras como é o caso da União Européia, Estados Unidos e Rússia. Isto tem feito com que os produtores brasileiros busquem novos mercados para colocarem seus produtos ou ampliem suas vendas para locais como Hong Kong e Oriente Médio, por exemplo.
Suínos
No 1º trimestre de 2009, foram abatidas 7,322 milhões de unidades de suínos pelos estabelecimentos industriais que trabalham sob algum tipo de inspeção (seja ela federal, estadual ou municipal). Comparativamente ao 1º trimestre de 2008, registrou-se aumento de 7,1% no abate, enquanto com relação ao 4º trimestre de 2008 houve queda de 1,2%. O peso total de carcaças alcançou 696,819 mil toneladas, no 1º trimestre de 2009. Este volume representa variações positivas de 13,6% e 1,3%, relativamente ao 1º e ao 4º trimestres de 2008. O estado de Santa Catarina concentra 28,3% do abate total de suínos, enquanto a região Sul, 68,3%, sendo os principais expoentes nacionais.
As notícias de alerta da propagação da gripe suína (posteriormente denominada gripe A) marcaram o 1º trimestre de 2009. Acreditava-se que a disseminação da doença poderia restringir o consumo de carne suína tanto interna como externamente, tendo impactos significativos sobre a produção. Os dados da Pesquisa Trimestral do Abate para o período, por sua vez, não confirmaram isso, indicando até mesmo certo crescimento do abate comparativamente ao mesmo período do ano anterior.
Segundo a Secex, no 1º trimestre de 2009, a comercialização externa de carne suína aumentou em termos de volume 19,0%, com relação ao mesmo período do ano anterior, recuperando-se também das quedas acumuladas no 4º trimestre daquele ano. Entre os principais países compradores do produto brasileiro estão Rússia, Hong Kong, Angola, Ucrânia, Argentina e Cingapura.
Captação e Industrialização do leite
No 1º trimestre de 2009, foram adquiridos 4,954 bilhões de litros de leite pelos estabelecimentos industriais que atuam sob algum tipo de inspeção e são investigados pela pesquisa. Comparativamente, tanto ao mesmo período de 2008 quanto ao 4º trimestre do mesmo ano, observou-se certa estabilidade da aquisição (-0,6%) e (0,5%), respectivamente. Minas Gerais é o principal Estado em aquisição de leite, com 26,8% do total.
No âmbito externo, foram comercializadas quantidades menores de leite in natura no 1º trimestre de 2009, comparativamente ao mesmo período de 2008 (Secex). A queda acumulada no trimestre comparativamente ao 1º trimestre de 2008 foi de 56,1%, embora deva-se enfatizar a participação ainda pequena do Brasil na comercialização deste tipo de produto no exterior. Quanto ao leite em pó, cuja participação é um pouco maior, observou-se queda mas em proporção um pouco menor do que a registrada no leite in natura. A queda acumulada no 1º trimestre de 2009 foi de 11,1%, em volume, e de 35,6%, em faturamento, quando comparado com o 1º trimestre de 2008. Entre os principais importadores dos produtos lácteos brasileiros destacam-se Venezuela e Angola.
Aquisição de couro
A aquisição de couro cru bovino foi de 7,702 milhões de unidades, no 1º trimestre de 2009, representando uma queda de 20,5% e de 4,1% em relação ao 1º e 4º trimestres de 2008, respectivamente. São Paulo é o principal comprador de couro no território nacional, ficando com 18,5% do total. Em seguida vem o Rio Grande do Sul com 15,6%. A principal origem do couro cru adquirido são os matadouros frigoríficos (63,5%).
Ao se observar os dados trimestrais do couro e compará-los com os obtidos para o abate verifica-se a aproximação destas estatísticas. No 1º trimestre de 2008, a diferença couro X abate ficava em torno de 33,7%, caindo para 20,1% no 4º trimestre e mantendo queda no 1º trimestre de 2009 (19,5%).
Produção de ovos de galinhas
No 1º trimestre de 2009, foram produzidas 580,305 milhões de dúzias de ovos de galinha, indicando aumento de 3,6% com relação ao 1º trimestre e certa estabilidade (-1,0%) com relação ao 4º trimestre ambos do ano de 2008. Comparando os meses dos 1º trimestres dos anos de 2009 e 2008 verificou-se aumento da produção de ovos durante todos eles no ano corrente, com incrementos acima de 2,4%. São Paulo é o principal estado produtor de ovos de galinha, participando com 31,0% do total nacional. Comparando o 1º trimestre dos anos de 2008 e 2009 observa-se incrementos significativos de produção no Rio de Janeiro, Mato Grosso, Amazonas e Mato Grosso do Sul. Por outro lado quedas significativas de produção foram verificadas no Distrito Federal, Acre, Rio Grande do Norte e Rondônia.
Fonte: Agronotícias
às 21:20
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O frigorífico Bertin emitiu comunicado ao mercado no qual confirma que fornecedores apontados pela ação do MPF do Pará estavam fora da lista de áreas embargadas do Ibama. O texto do release distribuído foi o seguinte:
“Há mais de dois anos a Bertin S.A. adotou um Procedimento Pioneiro de Compra de Gado que estabelece um conjunto de critérios para credenciamento de fazendas, que incluem a não condenação por trabalho escravo, por grilagem de terras, por violência agrária, por desmatamento ilegal e não possui, cria ou adquire gado em áreas indígenas.
Esse programa foi estabelecido em conjunto com o IFC, braço financeiro do Banco Mundial, com um objetivo de avançar na agenda de sustentabilidade do setor. Diariamente, a companhia faz checagem nas listas de áreas embargadas do Ibama e lista suja do Ministério do Trabalho e Emprego, que condena práticas semelhantes à escravidão. A empresa adotou o critério de figuração nas listas para descredenciar fornecedores.
No dia 1 de junho, a Bertin tomou conhecimento via coletiva de imprensa do Greenpeace de ações civis públicas do Ministério Público Federal (MPF) do Pará que apontaria 21 fazendas embargadas por questões ambientais, sendo que 14 destas eram fornecedoras da Bertin. Assim, a empresa seria co-responsabilizada de contribuir com o desmatamento da Amazônia ao comprar desses fornecedores.
No entanto, nenhuma das fazendas apontadas constavam da lista de áreas embargada do Ibama, que deve, segundo a lei, divulgar as propriedades rurais que não podem fornecer produtos ou subprodutos por estarem embargadas. O embargo é o modo como se interdita uma área ou propriedade por estar em desacordo com a lei ambiental vigente no país. Apesar desse fato, como medida preventiva, a Bertin considerou necessário paralisar desde o dia desde o dia 6 de junho todas as aquisições de bovinos das fazendas apontadas pelo MPF, até que os fatos relacionados aos embargos sejam devidamente esclarecidos.
Independentemente de estar agindo dentro da legalidade e utilizando as informações dos órgãos competentes seguindo a lei ambiental vigente, a companhia considera que teve sua reputação abalada. “Somos uma empresa de 32 anos de mercado, sendo que o Grupo Bertin conta com mais de 38 mil funcionários, temos nossas ações baseada na ética, na legalidade e em práticas socioambientais corretas”, destaca o diretor-presidente da companhia, Fernando Bertin. “Sentimos que tivemos um prejuízo à reputação de nossa imagem perante clientes e consumidores do Brasil e dos mais de 80 países onde atuamos”, completa.
Muitos dos clientes nacionais e internacionais da empresa pediram explicações sobre suas práticas, no que foram prontamente atendidos. O MPF recomendou através de correspondência postada diretamente aos clientes da Bertin que não adquirissem mais produtos da companhia com a advertência de serem co-responsabilizados por práticas ambientais ilegais.
A carta recomendação criou uma grande insegurança jurídica. Grandes varejistas e outros clientes do país suspenderam a compra de carnes da Bertin vindas das unidades do Pará e a companhia teve de começar a fornecer com produtos de outras regiões. As plantas do Pará ficaram paralisadas por mais de uma semana e quando o abate foi retomado houve a redução de 1.000 cabeças de gado por dia em relação ao número que era abatido antes da ação do MPF.
Mesmo acreditando não ter cometido nenhum ilícito e buscando uma solução rápida para cessar a recomendação, frigoríficos e MPF começaram a negociar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), mecanismo legal proposto pelo MP para encerrar a ação.
Caso o TAC seja confirmado, o MP enviará a todos os clientes uma outra carta anulando a recomendação anterior.
“Faz parte de nossa estratégia gerir as operações de forma integrada com o desenvolvimento sustentável, a utilização de critérios socioambietais de nossos fornecedores foi apenas uma de nossas ações. Desenvolvemos um projeto piloto de pecuária sustentável na Amazônia e estávamos prestes a avançar em nossa agenda de sustentabilidade quando fomos surpreendidos pelas denúncias”, diz Simone Soares, diretora de Comunicação e Sustentabilidade da Bertin.
Mesmo antes das denúncias, a empresa já havia excluído 141 fornecedores que constavam na lista de áreas embargadas e mais 24 por estarem presentes na lista suja, como prática normal do seu procedimento de compra. Com informações da assessoria de imprensa do Bertin
Fonte: Pecuária.com
às 21:17
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Apesar da estabilidade no mercado físico, mercado futuro teve um dia agitado. O boi gordo iniciou dia batendo máximas na BM&F, mas ao decorrer do pregão foi perdendo força e no fechamento um movimento muito forte fez a cotação cair em poucos minutos. Possivelmente, a saída de algum grande player acelerou a queda no fechamento, pois não houve nenhuma divulgação de fato relevante para uma queda tão rápida.
No mercado físico, poucos negócios foram realizados e a oferta de animais continua restrita, mas a demanda fraca e perda no ritmo das exportações faz com que frigoríficos tenham cautela para realizar compras e não alongar suas escalas de abate que estão em média de 3 a 5 dias.
Leandro Martini Paz - Mesa Boi Gordo
Fonte: XP Investimentos
às 21:13
admin
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