Arquivo de Maio de 2009

MS negocia novo sistema de rastreamento

ecuária: Governador do Estado pede ao Ministério da Agricultura a implantação de um modelo paralelo ao Sisbov
Mauro Zanatta, de Brasília

Os pecuaristas de Mato Grosso do Sul devem ter um novo modelo estadual de rastreamento eletrônico do rebanho bovino em até quatro anos. O governador André Puccinelli negocia com o Ministério da Agricultura uma delegação especial para a criação de um sistema paralelo ao federal (Sisbov). Santa Catarina já mantém um sistema semelhante.

Na semana passada, Puccinelli fez o pedido pessoalmente ao ministro Reinhold Stephanes. Mas a delegação dependerá dos detalhes operacionais e da viabilidade tecnológica do sistema. “O Estado entende que poderia fazer uma identificação estadual, como fizemos com os 800 mil animais na ZAV [Zona de Alta Vigilância] e como fez Santa Catarina”, afirma a secretária estadual da Produção, Tereza Correa da Costa Dias. A ZAV foi criada para ampliar o monitoramento e receber recursos orçamentários adicionais após a ocorrência de vários focos de febre aftosa na região sul do Estado. Mato Grosso do Sul tem um rebanho estimado em 22 milhões de cabeças de gado.

O modelo de Santa Catarina, iniciado em 2007, determinou a identificação individual de todo o rebanho bovino por meio de brincos. O Estado, único no país a ter o status internacional de área livre de aftosa sem vacinação, convive com a emissão de guias de trânsito animal (GTA) eletrônica e manual. “Queremos chegar a 100% do rebanho em três ou quatro anos. Mas tem que ser totalmente com brinco eletrônico”, diz a secretária.

O modelo seria gratuito ao pecuarista, segundo ela. “Vamos introduzir uma nova tecnologia, com um leitor universal de brincos ou chips e que terá transmissão via celular GSM. Assim, o pecuarista poderá incluir seu gado diretamente no banco de dados de forma automática”. O modelo poderia ser usada em outros Estados.

O governo de Mato Grosso do Sul informa que o novo sistema será paralelo ao modelo do Sisbov. “Mas, antes disso, o ministério quer ver essa nova tecnologia. Queremos aval deles porque assim daríamos garantias ao pecuarista que quiser entrar no Sisbov federal”, afirma Tereza. As 800 mil cabeças situadas nos municípios da ZAV poderiam ser os primeiros a contar com a identificação individual eletrônica. “Isso já funciona na ZAV, mas passaria, agora, a ser feita de forma eletrônica”. Um grupo multidisciplinar acompanhará a execução experimental da proposta. Técnicos da Embrapa, Agência Estadual de Sanidade Animal e Vegetal (Iagro), pecuaristas, sindicatos rurais, universidades e entidades de classe seriam responsáveis pelo novo sistema.

Fonte: Valor Econômico
Data: 25/05/2009

2 comentários 29 de Maio de 2009 às 15:47 admin

Preço do boi segue pressionando margem de lucro dos frigoríficos

Para o infortúnio das indústrias frigoríficas, os preços da arroba do boi se mantiveram relativamente sustentados na safra pecuária, que começou em meados de janeiro e termina agora em meados de maio, com a entrada da estação seca. Houve arrefecimento das cotações em alguns mercados, mas não na proporção esperada e, agora a entressafra deve contar com uma oferta de boi de confinamento 20% menor que no ano passado. A pressão sobre os preços deve ser potencializada com a retomada do abate de alguns frigoríficos que estavam paralisados. A tendência é de mais arrocho nas margens da indústria.

Com custo de produção alto e custo financeiro maior, os frigoríficos devem, portanto, manter rentabilidade espremida nos próximos meses. O recuo já foi bem crítico do fim de 2008 para o início deste ano, segundo balanço dos frigoríficos que têm capital aberto em bolsa de valores. O JBS, por exemplo, teve sua margem ebitda (antes de juros, impostos, amortização e depreciação), ou seja, de geração de caixa, reduzida de 6,1% no terceiro trimestre de 2008 para 2,8% no trimestre seguinte, até bater 2,3% entre janeiro a março deste ano.

“A oferta de boi foi muito pequena nesta safra. O abate de matrizes está refletindo em uma recuperação mais lenta do rebanho brasileiro”, avalia Maria Gabriela Tonini, analista da Scot Consultoria. As margens do frigorífico Marfrig (ebitda) também caíram fortemente. De 18,6% no quarto trimestre para 7,3% no primeiro trimestre deste ano. Na mesma direção foram as margens do Minerva, que recuaram de 6,3% para 5,7% no mesmo período.

A arroba do boi em Barretos (SP) - usado como referência para outras regiões do País -, começou o mês de janeiro em R$ 87 e, só foi sair do patamar de R$ 80 no início do mês de março. Ainda assim, não passou de R$ 75 e já em abril, retornou aos patamares de R$ 80. Ontem, fechou em R$ 81, leve alta de 1,25% no dia, segundo dados da Scot Consultoria.

Esses preços sustentados na entressafra surpreenderam o mercado, sobretudo pelo número elevado de frigoríficos paralisados, ou seja, uma menor demanda pelo boi. “A safra foi muito conturbada. O excedente de fêmeas abatidas afetou muito o plantel. Houve ainda estiagens que não foram favoráveis para incrementar a oferta de boi e, em algumas regiões, o pecuarista segurou o gado para ter preço melhor”, avalia Hélio Toledo, diretor-executivo do Sindicato da Indústria do Frio do Estado de São Paulo (Sindifrio). Ele acrescenta que os preços dos cortes no mercado estão estanques. “A margem da indústria, portanto, está arrochada”.

No mercado de exportação a rentabilidade também é avaliada como nula. “Houve alguma recuperação de preços, mas que ficou estacionada. Havia também expectativa que a arroba caísse, o que não aconteceu. Os custos se mantiveram, o crédito ficou mais caro. Portanto, frigoríficos estão empatando”, diz Ivanir Rocha, diretor-presidente da Meat Center.

Agora, explica Ana Gabriela, da Scot, a entressafra já está começando, e espera-se uma oferta menor de boi de confinamento, que já tem uma representatividade bem pequena, perto de 6% do que o Brasil abate. A expectativa é que a oferta de bois confinados seja 20% menor do que no ano passado, segundo Juan Lebron, diretor-operacional da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon). “Faltou bezerros para serem confinados. Acredito que no Brasil o recuo será de 20% para 2,5 milhões de cabeças”, avalia Lebron.

Além da entrada da entressafra bovina, algumas regiões do País estão com preços em alta por causa da retomada de abates de frigoríficos paralisados. É o caso de Rolim de Moura, em Rondônia, onde o frigorífico Independência voltou a abater 500 cabeças por dia. “Neste município, os preços subiram de R$ 67 para R$ 68 de um dia para outro”, conta Ana Gabriela.

Em algumas praças, como em Mato Grosso do Sul, a seca antecipada fez os preços despencarem de R$ 75 para R$ 70 em abril (o pecuarista vende mais rápido na seca para o boi não perder peso), mas agora em maio já subiu para R$ 73. “Quando outras plantas paralisadas retomarem os abates, há chances do preço da arroba subir fortemente”, avalia a especialista da Scot Consultoria.

Friboi em Manaus

Dentro de sua estratégia agressiva de ganhar espaço no mercado interno, o JBS informou ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que foi aprovada pelo conselho da companhia a abertura de uma filial atacadista de carnes (bovina, suína e embutidos) em Manaus, capital do Amazonas.

Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 22/05/2009

31 comentários 22 de Maio de 2009 às 11:33 admin

Sadia e Perdigão vão hoje ao Cade

Brasília - O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Arthur Badin, disse ontem que representantes de Sadia e Perdigão, que anunciaram esta semana a união das empresas para criação de uma nova companhia, a Brasil Foods, pediram audiência para hoje com os conselheiros, para uma primeira apresentação da operação. Segundo Badin, deverão comparecer os presidentes dos conselhos de administração das empresas, Nildemar Secches (Perdigão) e Luiz Fernando Furlan (Sadia).

Badin afirmou que esse será o primeiro contato do Cade com as empresas, negando que tenha havido previamente ao anúncio da fusão qualquer conversa informal com representantes das companhia. ‘’Mas, o contato não elimina o rito que deve ser seguido que é a entrega, em 15 dias após a assinatura do primeiro documento, dos dados formais sobre a operação'’, afirmou o presidente do Cade, em entrevista à imprensa na abertura de um seminário que discutirá as políticas de defesa da concorrência e defesa comercial do Brasil e da União Europeia.

A fusão entre as duas companhias que atuam na indústria alimentícia foi anunciada na última terça-feira e terá de ser julgada pelo Cade brasileiro e também por autoridades da concorrência de outros países, como a União Europeia (UE).

Badin disse que não concorda com as avaliações de especialistas de que este será o caso mais desafiador para o conselho. ‘’Não vejo nenhuma especificidade neste caso que o torne particularmente desafiador, mas é um caso obviamente importante e grande pelo tamanho das empresas envolvidas pela concentração em alguns mercados que ela pode gerar'’, comentou.

E completou: ‘’Mas posso garantir que a fusão será analisada com a mesma tranquilidade, a mesma independência e a mesma tecnicidade com que são analisados todos os casos pelo Cade'’, afirmou. Ele acrescentou que as informações que têm até agora sobre concentração de mercados com a fusão são as publicadas pela imprensa. ‘’As informações que tenho são as mesmas que vocês (jornalistas) têm e, por isso, seria leviano da minha parte fazer qualquer análise agora'’, afirmou.

Fonte: Folha de Londrina
Data: 22/05/2009

370 comentários às 11:26 admin

Setor bovino em crise pode obrigar Argentina a importar

Uma crise no setor de bovinos na Argentina deve reduzir drasticamente a oferta em 2010, e alguns especialistas acreditam que a situação possa levar o país, ícone mundial do setor, ao extremo de ter que importar.

Os produtores acusam o governo pela crise que vive o setor, argumentando que as reiteradas intervenções oficiais nos mercados não fizeram mais do que prejudicar a produção do setor bovino do país, que segue sendo um dos maiores exportadores mundiais.

Mas a presidente Cristina Fernández de Kirchner, e antes seu predecessor e marido, Néstor Kirchner, afirmam que a política oficial, com regulações de preços e limites para as exportações, busca evitar altas dos preços domésticos da carne, um prato essencial na mesa dos argentinos.

“O ano que vem pode chegar a faltar algo de carne. Mas para 2011, vamos ter que importar carne, passar de exportador para um claro importador”, disse Néstor Roulet, vice-presidente da Confederações Rurais Argentinas (CRA).

Ante a falta de perspectivas no setor bovino, muitos produtores abandonaram os rebanhos nos últimos anos para voltar-se a setores mais rentáveis como a produção de soja, hoje em dia o maior bem de exportação do país.

A produção de carne bovina segue caindo, o que ameaça impulsionar os preços locais e prejudicar principalmente um terço de população pobre do país.

Como a pecuária no país depende das pastagens, a falta de umidade que desde o ano passado afeta muitas regiões agropecuárias do país provocou uma alta mortandade de animais e uma aceleração das vendas de bovinos, para evitar que percam peso.

Abate de matrizes
A queda na produção bovina é um problema altamente sensível para os argentinos, que são os maiores consumidores mundiais de carne.

“Se faltar carne vai contrair o consumo, que hoje está elevadíssimo, em 70 kg por habitante por ano. Cairá para o que sempre foi normal, 60 kg ou 58 kg, e outros alimentos vão substituir”, explicou Mario Ravettino, presidente do Consórcio de Exportadores de Carnes Argentinas.

Segundo a Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (CICCRA), em 2008 a Argentina produziu 3,2 milhões de t de carne, levemente abaixo dos 3,22 milhões do ano anterior.

Mas o setor afirma que a maior prova da crise que vive é o abate de matrizes, o que mostra que muitos produtores estão abandonando o negócio.

Segundo a CICCRA, no primeiro trimestre de 2009 a participação de matrizes no abate total foi de 48,5%, o segundo nível mais elevado desde 1990, quando o índice começou a ser elaborado.

“Não há e não haverá carne, e a única maneira de solucionar esse problemas está muito longe dos pensamentos deste governo”, afirmou Gervasio Sáenz Valiente, diretor da empresa que leva seu nome.

“Não sei se será este ano na primavera ou no ano que vem em março, mas vamos ter que importar”, completou.

A CICCRA também alertou para a possibilidade de faltar carne, mas destacou que ante a menor oferta “são os preços varejistas os que subirão de forma significativa”, obrigando a população a reduzir o consumo.

Em meio ao confronto entre os produtores agropecuários e o governo, as estatísticas oficiais sobre o setor são cada vez mais escassas, o que restringe as informações para os produtores planejarem suas atividades e os obriga a recorrer a dados privados.

Fonte: Invetia
Data: 21/05/2009

48 comentários às 11:07 admin

Carnes sustentam resultados do Bertin

Assim como para todo o setor de carnes, o primeiro trimestre do ano também trouxe queda de faturamento para o Bertin S.A, que está entre os três maiores grupos frigoríficos do Brasil. A receita líquida da empresa foi de R$ 1,772 bilhão no período, recuo de 3,9% em relação ao quarto trimestre de 2008. Na comparação com janeiro a março do ano passado, houve alta de 25,5% na receita, diferença que se justifica pelo fato de que, no começo de 2008, a empresa tinha outra estrutura (ao longo do ano passado o Bertin comprou quatro plantas e inaugurou uma). No primeiro trimestre, a empresa teve lucro líquido de R$ 50,9 milhões.

A saída de outros frigoríficos do mercado no começo do ano contribuiu para melhorar as margens e sustentar o faturamento em carnes que praticamente se manteve estável, no patamar de R$ 1,3 bilhão na comparação com o último trimestre do ano. “Conseguimos ampliar os abates e os volumes vendidos, ocupando lacunas deixadas pelas outras empresas”, avalia Evandro Miessi, diretor-executivo da Divisão de Carnes do Bertin.

No mercado externo a empresa também driblou os problemas na Rússia. “De uma exportação mensal de 8 mil toneladas aos russos, tivemos problemas com 2 mil, que foram direcionadas a parceiros do país. Tivemos que renegociar condições, não saímos ilesos, mas não tivemos inadimplência. Apertamos os prazos concedidos e, nos beneficiamos dos baixos estoques na Rússia no primeiro trimestre, o que resultou em avanço do nosso market share no país para 27%, ante uma média de 15% de 2008″, conta Miessi. Desde as restrições da União Europeia à carne do Brasil, a empresa também vem redirecionando o negócio a outros mercados. “Tivemos que ampliar mercados de exportação. Hoje temos 80 países, número que antes das restrições europeias era de cerca de 60″.

O diretor de Lácteos do Bertin, Fernando Falco, afirmou ontem que o Bertin não está à venda. “Se fôssemos dar ouvidos a boatos, já teríamos sido comprados pelo JBS e já teríamos adquirido a Nilza”, ironizou. Ele afirmou que é normal que ocorram boatos. “Temos relações comerciais com o Marfrig. Mas nenhuma discussão de compra ou venda de empresa”. Ele pondera, entretanto, que o Bertin poderia crescer mais rápido se não houvesse tanta restrição de crédito.

Ele diz que o nível de endividamento da empresa está compatível com a média do setor e que a empresa mantém seu plano de negócios de duplicar o faturamento bruto dos R$ 7,5 bilhões fechados em 2008 para R$ 19,5 bilhões em cinco anos. “Alcançaremos esse plano somente com os crescimento nas plantas que já temos. Além disso, conseguimos reduzir o endividamento líquido para 3,18 vezes a geração de caixa (Ebitda - Lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações)”, afirma Falco.

Mas a alavancagem da companhia em um cenário de retração econômica e de crédito escasso fez a agência de classificação de risco Moody”"s rebaixar em 8 de maio os ratings corporativo em moeda local e das notas seniores sem garantia real da Bracol Holding, que detém 72% da Bertin S.A, de B1 de Ba3. A agência considera elevada a relação de dívida total e ebitda de 6,1 vezes da Bracol e de dívida líquida ajustada e ebitda de 3,6 vezes. De acordo com a agência, em 31 de dezembro de 2008, a Bracol tinha uma posição de caixa e disponibilidades de R$ 2,6 bilhões e uma dívida de curto prazo de R$ 2,3 bilhões.

Faiana Batista

Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 21/05/2009

79 comentários às 11:02 admin

Febre aftosa: No MS, Iagro registra a comercialização de 86% das doses

A vacinação no Planalto e Pantanal vai até 31 de maio.

Iniciada há 20 dias na região do Pantanal e no Planalto sul-mato-grossense, a vacinação contra a febre aftosa continua até 31 de maio, quando será concluída a primeira etapa em todo o Estado. Na Zona de Alta Vigilância, a aplicação das doses foi encerrada no dia 15.

Até esta quarta-feira (20), a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) registrou a venda de 86% das doses contra a doença pelos estabelecimentos credenciados. Ao todo, serão vendidas 10,7 millhões de doses, sendo que até o momento, foram compradas 9, 230 milhões de unidades.

Na Zona de Alta Vigilância, formada pelos 12 municípios que fazem fronteira com Paraguai e Bolívia, a aplicação das doses é feita pelos técnicos da Iagro. Segundo Bacha, foram imunizados 800 mil animais, de 1º de abril a 15 de maio. Após a vacinação, o prazo é de 15 dias para registrar o rebanho imunizado.

Fonte: Portal DBO
Data: 20/05/2009

63 comentários às 10:40 admin

Febre aftosa: No MS, Iagro registra a comercialização de 86% das doses

A vacinação no Planalto e Pantanal vai até 31 de maio.

Iniciada há 20 dias na região do Pantanal e no Planalto sul-mato-grossense, a vacinação contra a febre aftosa continua até 31 de maio, quando será concluída a primeira etapa em todo o Estado. Na Zona de Alta Vigilância, a aplicação das doses foi encerrada no dia 15.

Até esta quarta-feira (20), a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) registrou a venda de 86% das doses contra a doença pelos estabelecimentos credenciados. Ao todo, serão vendidas 10,7 millhões de doses, sendo que até o momento, foram compradas 9, 230 milhões de unidades.

Na Zona de Alta Vigilância, formada pelos 12 municípios que fazem fronteira com Paraguai e Bolívia, a aplicação das doses é feita pelos técnicos da Iagro. Segundo Bacha, foram imunizados 800 mil animais, de 1º de abril a 15 de maio. Após a vacinação, o prazo é de 15 dias para registrar o rebanho imunizado.

Fonte: Portal DBO
Data: 20/05/2009

11 comentários às 10:40 admin

Indústria: Credores recebem primeiro sinal do acordo com o Quatro Marcos

O frigorífico já retomou o abate de animais.

O frigorífico Quatro Marcos, localizado em Vila Rica (1.259 km a nordeste de Cuiabá), realiza nesta quarta-feira (20) o pagamento de R$ 500 mil referente a primeira parcela de 12 que ainda serão realizadas. Este valor corresponde ao acordo firmado entre os pecuaristas e a unidade frigorífica, no mês passado, no valor equivalente a R$ 8,5 milhões.

Segundo o presidente do Sindicato Rural, Ivan Pelissari, - interlocutor das negociações junto com a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso -, o frigorífico efetuou o pagamento de R$ 1 milhão no dia 20 de abril. O pagamento está sendo depositado na conta da Associação dos Credores do Quatro Marcos e repassado proporcionalmente para cada pecuarista, conforme o valor de crédito com a empresa.

A unidade está abatendo em torno de 600 cabeças por dia e o pagamento está sendo realizado à vista, com prazo de recebimento de 5 a 7 dias. As informações são da Famato.

Fonte: Portal DBO
Data: 20/05/2009

46 comentários às 10:30 admin

Fazenda São Francisco promove Dia de Campo da PGP

Desta vez as vedetes no Dia de Campo realizado no último dia 15, não foram a soja, o milho, o algodão ou o café, culturas amplamente cultivadas no cerrado baiano e que comandam o agronegócio regional, mas sim, tourinhos Nelore (Puros de Origem – PO) e Guzerá (Puros de Origem – PO e Livro Aberto – LA), que participam da 4ª Prova de Ganho em Peso em Pasto (PGP), evento promovido pela Fazenda São Francisco, município de Barreiras, de propriedade do grupo Antonio Balbino Empreendimentos Agropecuários.

Os animais que participam da prova serão avaliados no final da competição pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e serão classificados nas categorias Elite e Superior, através de pesagens mensais e avaliações complementares, incluindo a Circunferência Escrotal (CE) e medidas de Área de Olho de Lombo (AOL) e Espessura de Gorgura (EG), as quais deverão ser utilizadas como critério de ranqueamento e classificação final, conforme novo regulamento da ABCZ.

O evento deste ano teve como objetivo apresentar os resultados do uso de tecnologias modernas na produção animal, tendo como foco a produção de bovinos geneticamente superiores, em condições de pastagens tropicais.

Na oportunidade os participantes percorreram quatro estações no qual puderam acompanhar as técnicas e os procedimentos feitos no teste de desempenho.

Na primeira estação técnicos da Tortuga informaram quais foram as estratégias de suplementação mineral disponibilizadas aos animais. Na estação seguinte o médico veterinário Francisco Lopes, coordenador de território da Merial na região, abordou o tema Igenety como ferramenta de seleção. Na terceira estação, Lourival Vilela engenheiro agrônomo da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa-Cerrados) falou sobre o manejo de animais em piquetes com pastagem de Capim Anógom. Por último os participantes assistiram importante palestra ministrada pelo coordenador técnico da PGP, Adriano Lupinacci, que demonstrou, através de gráficos, a evolução genética nos últimos quatro anos do rebanho da Fazenda São Francisco.

O anfitrião do Dia de Campo, o pecuarista Antonio Balbino disse que esses tourinhos tratam-se de animais com grande potencial genético e que podem se tornar excelentes melhoradores de rebanho. A previsão do organizador é que no final do ano, em data ainda a ser definida, os tourinhos mais bem ranqueados pela ABCZ irão a leilão no tatersal do Parque de Exposição Dr. Geraldo Rocha, em Barreiras.

Eduado Lena

Fonte: Nova Fronteira
Data:20/05/2009

66 comentários às 10:28 admin

Fusão de Sadia e Perdigão manterá marcas e funcionários de fábricas

A fusão entre a Sadia e a Perdigão não deve provocar efeitos imediatos nem para o consumidor nem no funcionamento das empresas, afirmaram os presidentes das duas companhias em entrevista. Sadia e Perdigão anunciaram nesta terça-feira (19) um acordo de fusão que vai criar a Brasil Foods (BRF), uma gigante do setor de alimentos.

Durante o processo de fusão, no entanto, as duas empresas funcionarão em paralelo, até a aprovação da operação pelas autoridades de defesa da concorrência (Conselho Administrativo de Defesa Econômica - Cade e Secretaria de Acompanhamento Econômico - Seae).

“Nos primeiros meses não haverá interferência operacional de uma empresa na outra”, disse Luiz Fernando Furlan, presidente do Conselho de Administração da Sadia, sem precisar qual o prazo para que isso seja alterado.

Economia operacional

Quando a fusão estiver implementada, a previsão é de que possa gerar uma economia de até R$ 4 bilhões, o que, segundo os executivos, vai também permitir que a empresa baixe o preço de alguns produtos, ganhando novos mercados no país.

De acordo com o executivo, uma consultoria será contratada para ajudar no processo de fusão. “Eles vão ajudar a verificar os talentos de cada uma para ter uma equipe sem predominância de uma ou outra empresa”, disse Furlan. Até que isso ocorra, as diretorias das duas empresas não serão modificadas.

A mudança mais imediata será nos Conselhos de Administração das duas empresas. O conselho da Perdigão, composto de 11 membros, terá três membros vindos da Sadia, e será co-presidido por Furlan e por Nildemar Secches, atual presidente da Perdigão. A mesma estrutura será aplicada no comando da Sadia.

No esquema desenhado para a fusão, a Brasil Foods será a sucessora da Perdigão. Os acionistas das duas empresas se tornarão acionistas da BRF e a Sadia se tornará, em um primeiro momento, subsidiária da nova empresa.

Marcas

De acordo com Nildemar Secches, presidente do Conselho de Administração da Perdigão, a BRF, empresa resultante da fusão, será a marca institucional da empresa. Já os produtos tradicionais das duas empresas “vão continuar indefinidamente”.

“Continuaremos a operar com os mesmos produtos, com todas as marcas que oferecemos ao público. As marcas têm a sua vida e sua comunicação própria, são os grandes ativos das empresas”, afirmou.

“Do ponto de vista comercial, os consumidores não vão sentir nada no dia seguinte, todas as marcas estarão lá”, afirmou o presidente do Conselho de Administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan.

Empregos

Os executivos também garantiram que não haverá demissões nas fábricas das companhias. “A união das empresas certamente ensejará uma expansão da produção e de conquista de novos mercados. E para isso tem que aumentar a produção, então não há previsão de demissões de chão de fábrica”, disse Furlan.

Juntas, Sadia e Perdigão têm 116 mil funcionários, o que faria da BRF a maior empregadora do Brasil, segundo comunicado divulgado pelas empresas. “Estamos tranqulizando nossas equipes sobre essa questão”, disse o ex-ministro do Desenvolvimento.

Fonte: Gazeta do Povo
Data: 20/05/2009

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