Arquivo de Abril de 2009

Indústria: Ministro da Agricultura defende taxa de juros próxima de 6,75%

O setor que mais sentiu o impacto da crise foi o frigorífico.

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, defendeu que a linha de crédito de R$ 10 bilhões para capital de giro das agroindústrias tenha taxa de juros próxima ao encargo financeiro dos recursos controlados oferecidos para os agricultores, que hoje é de 6,75% ao ano. “Pode ser um pouco mais, mas não muito mais que 6,75%”, afirmou o ministro à Agência Estado, ao chegar no prédio do ministério.

Stephanes se reuniu nesta manhã com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e com representantes do Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para discutir as linhas gerais das medidas de apoio. Segundo o ministro, as agroindústrias pagam de 12% a 18% ao ano, atualmente, pelas linhas de capital de giro, taxas que não são compatíveis com as atividades dessas empresas. Stephanes disse também que a ideia dos ministros é lançar um pacote de R$ 10 bilhões, mas reafirmou que uma decisão final é do presidente Lula.

O ministro insistiu ainda em dizer que as medidas não fazem parte de um programa de socorro às empresas em dificuldade. “É capital de giro, só isso”, afirmou. Ele disse que as agroindústrias que estão em processo de recuperação judicial, como é o caso do frigorífico Independência, não poderão se beneficiar das medidas que estão sendo estudadas pelo governo.

Fonte: Portal DBO
Data: 16/04/2009

15 comentários 17 de Abril de 2009 às 12:01 admin

BOI: Arroba segue em alta

Os preços do boi gordo seguiram em alta nos últimos dias em praticamente todas as praças pesquisadas pelo Cepea. Entre 8 e 15 de abril, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa (à vista, São Paulo – CDI) acumulou alta de 0,65%, fechando a R$ 81,01 nessa quarta-feira, 15. O impulso continua vindo da baixa oferta de animais. O recuo vendedor foi justificado principalmente pela expectativa de que a arroba siga se valorizando – essa retração é favorecida pelas chuvas das últimas semanas que favorecem a manutenção dos animais no pasto.

Fonte: Cepea/Esalq
Data: 16/04/2009

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UE, antes “filé”, vira osso duro de roer

Uma lista que não cresce, uma Europa que precisa mas resiste, um setor que avançou mais do que podia, uma crise que ninguém sabe quando terá fim. As linhas acima podem soar grego para quem não é do ramo, mas o setor de carne bovina brasileiro sabe exatamente do que se trata. A dita lista fez as exportações de carne caírem no ano passado e golpeou um setor que já sofria com a escassez de oferta de boi. E tudo ficou pior com o agravamento da crise financeira internacional a partir do último trimestre de 2008.

Essa combinação levou o setor de frigoríficos a uma crise que já gerou seis pedidos de recuperação judicial, fechamento de unidades de abate e milhares de pessoas demitidas no país.

O que pesou mais para o atual cenário? A resposta não é consenso. Mas o pecuarista Pedro de Camargo Neto, que também preside a Abipecs (entidade que reúne exportadores de suínos), responsabiliza principalmente a perda do mercado europeu por conta das exigências da União Europeia a partir do início de 2008. Naquela ocasião, o bloco passou a exigir que apenas uma lista restrita de fazendas, com a rastreabilidade comprovada no Sisbov, pudesse fornecer animais para abate para abastecer países da UE.

Resultado: as exportações de carne in natura para o bloco, que alcançaram 314.358 toneladas em 2006 e 195.240 toneladas em 2007, caíram para tímidas 36.218 toneladas ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior.

A razão: com uma lista restrita de fazendas certificadas - hoje são 867 em todo o país -, o Brasil não conseguiu manter os volumes que vinha embarcando. A receita com as vendas para a Europa, um cliente que pagava por cortes caros, também despencou: de US$ 1,087 bilhão em 2007 para US$ 270,5 milhões ano passado.

Segundo Camargo Neto, o fechamento da Europa fez com que o Brasil perdesse US$ 1,3 bilhão em receita com exportações. Ele chegou ao número depois de calcular quanto o país poderia ter exportado em carne in natura à UE caso não houvesse a restrição. Considerando um preço médio de venda para o bloco de US$ 5 mil por tonelada e um volume de 300 mil toneladas, a receita com os embarques à UE chegaria a US$ 1,5 bilhão.

No ano passado, o valor total exportado pelo Brasil em carne in natura chegou a US$ 4 bilhões. Assim, nas contas de Camargo Neto, poderia ter alcançado US$ 5,3 bilhões não fosse o fechamento do mercado europeu.

“Exportamos menos, ao redor de 250.000 toneladas de cortes nobres para a Europa, produto que tem um preço alto, não de carcaça ou dianteiro”, lamenta, acrescentando que esses cortes foram vendidos no mercado doméstico e para outros países importadores, mas por um valor menor.

“A solução para a crise deve contemplar a retomada das exportações para a Europa”, diz o pecuarista, para quem a inclusão de fazendas no Sisbov é muito lenta. A visão é compartilhada por Otávio Cançado, diretor da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec).

“A origem do problema da exportação é a UE”, concorda Pratini de Moraes, consultor da JBS, ex-presidente da Abiec e ex-ministro da Agricultura. De acordo com Pratini, antes da imposição da lista pela UE, cerca de 15.500 propriedades do país podiam fornecer animais para abate e exportação ao mercado europeu. O número é quase 18 vezes maior do que o total de fazendas habilitadas até hoje. “Vai levar cinco a seis anos e não conseguiremos colocar [na lista] esse número de fazendas”, estima.

Camargo Neto defende que o sistema definido para atender a UE - “burocrático e difícil de ser cumprido” pelos criadores - seja revisto e avalia que, depois dos frigoríficos, o pecuarista pode ser o “próximo grande perdedor”.

Já Pratini considera protecionista a exigência europeia e defende que o Brasil aplique “reciprocidade” em relação à UE, com a adoção de medidas que gerem, ao bloco, perdas semelhantes às que a exigência gera ao Brasil.

Apesar de concordar que a queda das exportações à UE contribuiu para a crise do setor de carne bovina, José Vicente Ferraz, da AgraFNP, avalia que o que mais pesou foi a escassez de oferta de bovinos, por conta do ajuste da produção após forte abate de matrizes. “Todos os ciclos de alta [de preços] têm quebra de frigoríficos”, afirma. Ele observa que os frigoríficos vinham com capacidade ociosa após período de investimentos. Então, veio a crise que diminuiu o capital de giro das empresas.

Para Ferraz, a tendência seria a UE aliviar as restrições à carne brasileira, não fosse a crise global. A razão é que o bloco precisa da carne brasileira, já que previsões indicam um déficit de 400 mil toneladas do produto no bloco até 2015.

Mas, por enquanto, nada de flexibilização das exigências pela UE, medida que o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, admite ser necessária para que a lista de fazendas (que nos próximos dias deve alcançar 912), cresça. Segundo ele, o ministério aguarda relatório da missão da UE, que visitou o país para avaliar a rastreabilidade, para propor modificações na certificação sem que a segurança do processo seja comprometida. Ele não especificou quais seriam as mudanças no sistema que atualmente permite que bois certificados obtenham prêmios de 10% a 15%.

Kroetz rebate o argumento de que a restrição da UE gerou a crise no setor de frigoríficos. “Em parte contribuiu, mas também houve recuo das exportações para outros mercados”, disse.

No primeiro trimestre deste ano, as exportações de carne para a UE seguiram tímidas. Em janeiro foram 2.591 toneladas, em fevereiro, 2.418 e em março, 3.494 toneladas. Cançado observa que, comparados a 2007, quando o Brasil ainda não sofria a restrição, a queda é forte. Em março daquele ano, o país exportou 19.104 toneladas. “Só é possível falar em recomposição de estoques”, diz, acrescentando que o volume seria maior se houvesse mais fazendas na lista.

Alda do Amaral Rocha, de São Paulo

Fonte: Valor Eonômico
Data: 16/04/2009

75 comentários às 11:27 admin

Mato Grosso reduz para 3,5% cobrança do ICMs sobre o preço do boi

O governador Blairo Maggi (PR) anunciou a redução do ICMs sobre o boi de 7% para 3,5%. A decisão foi comunicada hoje pelo líder do governo na Assembléia, deputado Mauro Savi (PR), durante pronunciamento na tribuna. Savi ressaltou que a redução do ICMS do boi é resposta também ao apelo feito ao Governo do Estado pelos deputados que representam a região do Araguaia, Adalto de Freitas (PMDB), Percival Muniz (PPS) e também pelo deputado José Riva (PP). A região do Araguaia, por ter sua economia baseada principalmente na pecuária, foi bastante impactada pela crise.

De acordo com informações da Secretaria de Fazenda, a medida foi pensada para ajudar o segmento da pecuária, fortemente afetado pela crise financeira mundial. Segundo o secretário de Fazenda, Eder Moraes a redução da carga tributária final do ICMS de 7% para 3,5% é o limite máximo que o governo pode atingir.

Para o secretário, a crise dos frigoríficos em Mato Grosso deve-se à falta de profissionalização da maioria deles, à queda do preço das carnes e à escassez de linhas de crédito para o setor.

Conforme Mauro Savi, o governador comunicou que publicará o Decreto com a redução da carga tributária para o segmento ainda hoje. Outra medida anunciada pelo líder do governo, foi o estudo que está sendo feito pelo governo para a redução do ICMS sobre a energia.

Fonte: Só Notícias
Data: 15/04/2009

75 comentários às 11:23 admin

Independência reabre planta de Janaúba/MG

Por meio de comunicado emitido na tarde de ontem (07/04), o frigorífico Independência anunciou a retomada das atividades de abate e desossa na unidade de Janaúba/MG.

A direção da empresa informa que a unidade retoma suas operações com capacidade de abate inicial de 400 cab/dia e aproximadamente 300 colaboradores. A indústria tem capacidade de abate de 1.400 bovinos por dia e antes de a empresa pedir recuperação judicial, no fim de fevereiro, a unidade tinha 800 empregados. O Independência resslata que poderá ampliar o volume de produção no futuro se as condições de mercado permitirem.

A planta de Janaúba iniciou suas operações em 2006 e está dentro da área que pode exportar para a União Europeia. A planta está localizada numa tradicional região de gado de corte, sendo que em um raio de 200 km da unidade existe um rebanho de cerca de 3 milhões de cabeças, distribuídos em aproximadamente 72 mil propriedades.

De acordo com o diretor financeiro do Independência, Tobias Bremer, o que permitiu a reabertura de Janaúba foi um acordo feito com pecuaristas que fornecem bois para abate. “Eles aceitaram fornecer gado mesmo não tendo débitos antigos resolvidos”, disse. Pelo que foi acertado, o Independência pagará os pecuaristas à vista.

Essa iniciativa , segundo o presidente do sindicato rural de Montes Claros, Ricardo Laugton, decorre da grande dívida da empresa com os pecuaristas da região. Laugton estima que a dívida do Independência com os produtores é de R$25 milhões. “A reabertura é um fato muito positivo, pois é o único grande frigorífico numa região com mais de dois milhões de reses”, declarou.

Bremer afirmou que a empresa avalia a reabertura de outras unidades, e negou que já esteja definida a retomada das operações em Nova Andradina/MS, que foi fechada no fim de março.

Reafirmando que “não é possível operar no negativo”, Bremer disse que, num primeiro momento, o Independência trabalhará apenas com carne com osso destinada ao mercado interno.

Desde que suspendeu suas operações de abate, no começo de março, o Independência está sem pagar pecuaristas e fornecedores. “Nossa prioridade é resolver os débitos com os produtores”, reafirmou Bremer. Indagado sobre a opção, em estudo pelo governo, de permitir que frigoríficos em dificuldades utilizem créditos tributários acumulados nas operações de exportação, para capital de giro, ele defendeu a eventual ajuda. Segundo Bremer, no caso do Independência esses créditos somam R$ 230 milhões. “Seria suficiente para pagar todos os pecuaristas e outros fornecedores”, disse.

Bremer completou dizendo que a venda de ativos para levantar recursos não está em análise no momento pela empresa.

As informações são do jornal Valor Econômico e da Gazeta Mercantil, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

Data: 08/04/2009
Fonte: Beefpoint

84 comentários 9 de Abril de 2009 às 14:23 admin

MT: pecuária do Estado sob risco

Cuiabá/MT

A liminar do juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, da Quarta Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, caiu como uma bomba sobre a cadeia pecuária do Estado. A liminar, impetrada pela Associação dos Criadores do Estado (Acrimat), derrubou a exigência do pagamento de uma taxa ao Fundo Emergencial de Febre Aftosa (Fefa) para a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea) em toda a movimentação de gado destinado ao abate.

Em outras palavras, isso significa que o Fundo a partir de agora, fica sem ter de onde captar recursos para continuar suas ações de vigilância na fronteira com a Bolívia. Fica também impossibilitado de apoiar o Indea/MT nas ações voltadas ao trabalho de vacinação e controle sanitário em Mato Grosso.

A conseqüência da paralisação deste trabalho, na avaliação do gerente técnico do Fefa, Antônio Carlos Carvalho de Souza, é a ameaça de embargos da comunidade internacional. A taxa que incide é de R$ 1,50 sobre cada boi comercializado e de R$ 0,99 para a vaca. Segundo o mercado, a taxa gera anualmente, ao Fefa, cerca de R$ 5 milhões.

“Estamos trabalhando há 15 anos para garantir o controle da febre aftosa em nosso território e o status de Estado livre com vacinação pela Organização Internacional de Epizootias (OIE). Se estamos há 13 anos sem registro de focos de aftosa, é porque este trabalho vem dando resultados”.

O Fefa foi criado em 1994 pelos produtores, indústrias frigoríficas e empresas de leilões rurais, Indea e Ministério da Agricultura para desenvolver as ações do programa de erradicação da febre aftosa no Estado. O Fundo mantém mais de 20 veterinários na fronteira com a Bolívia e outros 40 fiscais dão suporte ao trabalho de vigilância sanitária desenvolvido pelo Indea.

“Ao longo desses anos, arrecadamos R$ 33 milhões e investimos mais de R$ 36 milhões em campanhas de vacinação, aquisições de vacina, combustíveis, operações, vigilância permanente na fronteira e outras ações. Se pararmos este trabalho agora, corremos o risco de sofrer embargos sanitários”, alertou Antônio Carvalho.

Segundo ele, só o fato de o Fefa poder ser extinto já causa “impacto muito forte” aos países compradores. “Vemos [esta medida] como um retrocesso para toda cadeia pecuária, pois todos podem perder caso ocorra algum problema sanitário em nosso rebanho ou simplesmente a comunidade internacional decida suspender as compras de Mato Grosso”, alertou.

Antônio Carvalho diz que a medida foi mais para satisfazer uma “vaidade pessoal de um grupo da Acrimat do que atender a uma reivindicação da classe pecuária”. Para ele, a liminar atende exclusivamente os associados da Acrimat e Associação dos Criadores de Nelore (ACN/MT).

“É preciso entender que o nosso Estado conta hoje com mais de 134 mil pecuaristas e um rebanho acima de 26 milhões de cabeças. A liminar é um tiro no pé daqueles que têm compromisso com a sanidade e estão lutando para manter o status de Mato Grosso como livre da aftosa”, afirmou o gerente do Fefa.

Ele lembra que Mato Grosso vive um momento muito delicado em função da crise na cadeia pecuária. “Temos 15 indústrias paralisadas e a extinção do Fefa poderá arranhar ainda mais a nossa imagem perante a comunidade internacional”.

INDEA

O presidente do Indea, Décio Coutinho, que estava em viagem ontem fora de Mato Grosso, disse por telefone que o órgão irá acatar a liminar da Justiça. “Se o setor produtivo entende desta forma, só nos resta respeitar a decisão”. Ele informou que as ações de vigilância sanitária no Estado serão mantidas pelo Indea.

Acrimat afirma que Fundo não tem reservas às emergências
A liminar expedida ontem pelo juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, da Quarta Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, derrubou a exigência do pagamento, por parte dos pecuaristas do Fundo Emergencial de Febre Aftosa (Fefa), da Guia de Trânsito Animal (GTA) emitida pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea) para a movimentação do gado destinado ao abate, taxa cobrada desde 1994. A ação foi protocolada pela Associação dos Criadores do Estado (Acrimat).

O vice-presidente presidente da Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso (ACN/MT), José João Benardes, explicou que a entidade não vê base legal para a cobrança do Fefa, pois é uma entidade particular sem fins lucrativos.

“O Fundo Emergencial da Febre Aftosa é uma entidade civil mantida pelos pecuaristas, indústrias frigoríficas e empresas de leilões. A fatia maior, cerca de 80%, é paga pelos pecuaristas. A cobrança não pode ser compulsória e uma exigência para a emissão da GTA”, disse ele.

Bernardes afirmou que os pecuaristas pagavam o fundo, mas nunca foram beneficiados diretamente com os recursos do programa. “Não tínhamos uma garantia de que, ocorrendo um incidente, seríamos indenizados”. Isso considera a iminência de foco de aftosa, por exemplo, e o descarte dos animais sob a área de influência.

Lembrou que ao longo dos últimos 14 anos “nunca tivemos o registro de um caso sequer de aftosa em nosso Estado que viesse a obrigar o pecuarista a sacrificar o seu rebanho e, assim, receber a indenização. Ninguém sabia também quanto tinha depositado no Fundo. A discussão é que nunca teve dinheiro reservado para emergência. Tudo o que o fundo arrecadava, gastava”.

Por ano, segundo Bernardes, eram recolhidos R$ 5 milhões. “Chegamos à conclusão de que não há lei que obrigue o produtor a pagar as taxas do Fundo – R$ 1,50 (boi) e R$ 0,99 (vaca) – nas movimentações destinadas ao abate. Por isso ingressamos na Justiça com o pedido de liminar para suspender a exigência da comprovação do pagamento por parte do Indea/MT”, salientou.

FAMATO

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), Rui Prado, disse que a concessão da liminar “é preocupante para a cadeia pecuária” e pode colocar em risco todo o trabalho que vinha sendo desenvolvido pelo Fefa. “Não podemos ficar sem o Fundo, os recursos que custeiam as ações sanitárias são imprescindíveis para Mato Grosso”, sentenciou.

Segundo ele, o produtor terá que arrumar outra forma de manter o programa em funcionamento. “Mato Grosso não pode ficar sem o Fefa. Temos que ter a responsabilidade de manter este Fundo funcionando. É para o bem da própria cadeia”.

Ele informou que já está buscando entendimento com o governador Blairo Maggi para encontrar um novo mecanismo de “fortalecimento e não de extinção”.

O coordenador da Área Pecuária da Famato, Luís Carlos Meister, adotou uma postura de cautela diante do episódio. “Prefiro não falar neste momento”, disse ele ontem, ao Diário.

Vale ressaltar que a Acrimat ocupa há alguns meses um espaço dentro da sede da Famato, o que aumenta a postura de cautela e o mal-estar.

Marcondes Maciel

Fonte: Diário de Cuiabá
Data: 03/04/2009

76 comentários 3 de Abril de 2009 às 11:00 admin

Exportações: Carne bovina em alta

Houve um recuo de 3% em volume e de 14% em receita na comparação com o mesmo período do ano passado, o que já era esperado. A boa notícia é que, em relação ao mês anterior (fevereiro/09), quando foram embarcadas 85,80 mil toneladas equivalente carcaça, a US$185,90 milhões, houve aumento de 24% em volume e de 26% em faturamento. Uma bela recuperação.

Esse é o melhor desempenho registrado, para as exportações, desde outubro de 2008, mantendo a trajetória de alta iniciada em fevereiro. Acompanhe na figura 1.

scot_2009_03_19_1_2.jpg

O preço médio, de fevereiro para março, reagiu 1%, de US$2.166,67 para US$2.188,70 por tonelada equivalente carcaça. É pouco, mas o importante é que deu fim ao movimento de baixa.

O fato é que, quando a crise econômica “estourou” (entre setembro e outubro de 2008), os importadores optaram por queimar os estoques, já que ficaram sem crédito e não sabiam como iria se comportar a demanda. Agora, os estoques enxugaram, e eles estão voltando às compras.

A retomada das vendas externas ajuda a reduzir a oferta doméstica de carne bovina, a aquecer a demanda por animais terminados e, conseqüentemente, a manter o mercado do boi gordo firme.

Fonte: Scot Consultoria
Data: 03/04/2009

6 comentários às 10:46 admin

A crise da carne é de preço, liquidez e confiança, mas a demanda existe

As tendências econômicas influenciam de forma marcante o perfil do consumidor. Manter o consumo, o monitoramento sociológico e cultural para desenvolver conhecimentos, traçar perfis, definir novos conceitos, criar vantagens competitivas e, sobretudo, antecipar tendências para o posicionamento do Brasil nestes momentos de crise é fundamental.

As seqüências de eventos sobre crises de segurança alimentar não foram esquecidas e continuam influenciando a percepção do consumidor sobre qualidade na qual o aspecto sanitário continua sendo o item número um a ser considerado pelos consumidores de carnes vermelhas, no mundo em crise, no mundo global. Hoje os cenários econômicos, as preferências dos consumidores e a percepção de qualidade sanitária são conceitos interativos que precisam também ser encarados de forma global.

Faith Popcorn, consultor da BrainReserve, apontou dez tendências econômicas que continuam sendo uma base sólida de análise do consumidor:

1. Retorno às origens: Há um retorno nostálgico aos nossos valores da infância, das pequenas cidades, a natureza a segurança.

2.Encasulamento: O aumento da criminalidade tem levado a busca pela vida interiorizada na procura da auto-preservação, onde as compras via internet, televisão e círculos restritos de amizade são dominantes.

3.Retardamento do envelhecimento: As pessoas estão propensas a um estilo diferente da sua faixa etária. Cirurgias plásticas e tratamentos faciais, roupas jovens e um estilo de vida light dita os padrões de consumo.

4.Egotismo: O desejo das pessoas serem individualizadas e tratadas de forma diferente. As empresas passam a desenvolver produtos, serviços e experiências personalizadas.

5.Fuga da rotina: O fim de semana traz a fuga da rotina diária e neste momento passam a ser consumidores totalmente diferentes que no dia-a-dia.

6.99 Vidas: a super-mãe, a empresária, que têm que resumir suas vidas na internet ou no celular, encontram nos centros de consumo múltiplo a melhor maneira de sintetizar as necessidades simultâneas.

7.Guardiões da sociedade: As pessoas começaram a ter uma preocupação com meio ambiente, comportamento ético e conseqüências sociais. As grandes empresas começaram todas elas a praticar marketing social e associar a imagem da empresa a projetos desta natureza.

8.Busca de pequenas indulgências: Levar uma vida regrada e no fim de semana consumir uma picanha Bassi e um sorvete Haagen-Dazs. A empresa tem que estar pronta para oferecer os pequenos mimos como compensação emocional.

9.Manter-se vivo: Sabemos que os velhos hábitos matam. Comer alimentos errados, fumar e respirar ar poluído estão na contramão do consumidor moderno.

10.O consumidor vigilante: Não tolera produtos de má qualidade, serviços inadequados e menos ainda levar para à família riscos de contaminação.

Estas tendências mostram a preocupação do consumidor pela sua saúde e pela segurança dos alimentos. De outra forma já foram descritas por Gary Smith, ao colocar as perguntas que se faz o consumidor por ordem seqüencial de prioridades: Não me fará mal, é bom para mim, posso pagar, como preparar, tenho tempo, ficará saboroso. Estas perguntas estão relacionadas com: segurança, saúde, custo, preparação, conveniência e preferência. É inegável e contundente que os mercados que se abrem para a carne brasileira estão preocupados com sanidade animal e estes mercados exigem da cadeia produtiva da carne bovina: compromisso, coerência, respeito, honestidade, clareza, confiança e, sobretudo, segurança animal, onde o sistema de rastreabilidade da carne bovina é fundamental.

Nelson Pineda

Fonte: Beefpoint
Data: 03/04/2009

9 comentários às 10:40 admin

Independência busca alternativa à recuperação

São Paulo, 3 de Abril de 2009 - A possibilidade de recuperação extra-judicial pode ser uma alternativa para agilizar a retomada dos negócios do Frigorífico Independência, que há dois meses era o quarto maior do País em capacidade de abate. Essa saída pode resultar em um acordo com credores em menos tempo. De acordo com especialistas no assunto, a recuperação extra-judicial pode ser feita entre 60 e 90 dias, enquanto a judicial, demanda até 180 dias.

O Independência afirmou ontem não poder confirmar a informação de que estuda desistir da recuperação judicial e partir para um acordo extra-judicial com os credores. Especialistas em recuperação de companhias ponderam, contudo, que apesar de ser mais ágil, a recuperação extra-judicial não protege a empresa de “ataques” de credores, ou seja, de pedidos de arrestos de bens, de execuções de outras naturezas e até de pedido de falência. “O ato de estar negociando com os credores, não dá o direito à empresa de ter suas dívidas suspensas. Agora, a companhia pode, assim como qualquer outra empresa, defender-se judicialmente de medidas pontuais e individuais tomadas por seus credores”, explica Fábio Rosas, sócio da TozziniFreire na área de Recuperação de Empresas.

Um outro especialista no assunto explica que as regras da recuperação extra-judicial permitem que a empresa negocie acordo com 60% dos credores, entre na Justiça para homologar e, se o juiz deferir, o plano é estendido aos outros 40%. “É muito mais rápida e não afeta tanto a credibilidade da empresa quanto a recuperação judicial”, avalia o especialista. Ele pondera, entretanto, que desistir da recuperação judicial e depois voltar atrás trará impacto muito negativo à imagem da companhia.

No terceiro trimestre de 2008, o último balanço disponibilizado pela empresa, o endividamento bancário total do Independência era de R$ 1,8 bilhão, dos quais R$ 528 milhões de curto prazo. Apesar de o frigorífico não confirmar que estuda desistir da recuperação judicial para tentar uma extra-judicial, especialistas no assunto consideram que essa seria uma boa saída para a empresa.

Além disso, há sinais de que o negócio de processamento de carne bovina começou a melhorar. Após período de fortes quedas nas exportações de carne bovina, em março os embarques tiveram recuperação, assim como os preços no mercado interno. O volume exportado aumentou 24,5% em relação ao mês anterior e caiu apenas 2,6% na comparação com março do ano passado. Os preços em dólares, tiveram alta de 1,0% em relação a fevereiro. Nos últimos dez dias, o valor da carcaça bovina no mercado interno também reagiu forte com alta de 10%, de R$ 4,65 para R$ 5,13.

Quando anunciou seu pedido de recuperação judicial, em 2 de março, a empresa pretendia retomar os abates nas plantas de Mato Grosso e de Rondônia uma semana depois, mas, desde então, fechou sete fábricas, um centro de distribuição e demitiu 6,2 mil pessoas, mais da metade do seu quadro de funcionários.

Há rumores de que a empresa deve retomar em algumas semanas os abates nas unidades de Santana de Parnaíba (SP), Janaúba (MG), Pontes e Lacerda, Juína e Colíder (MT) e Rolim de Moura (RO). De fato, a empresa informou que é nessas unidades que estão sendo feitos ajustes para adequar a estrutura da empresa à realidade do mercado.

Fabiana Batista

Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 03/04/2009

10 comentários às 10:31 admin

Exportações de carne reagem e retomam crescimento em março

As exportações brasileiras de carnes (bovina, suína e aves) tiveram um crescimento expressivo, tanto em receita quanto em volume no mês de março. Os dados divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, indicam aumento da receita e dos volumes exportados no mês passado em comparação aos registrados em fevereiro.
As vendas externas de carne bovina em março renderam ao Brasil US$ 233,6 milhões, um crescimento de 25,7% em comparação a fevereiro, porém, uma retração de 14,3% em relação a março do ano passado, quando o faturamento com as exportações foi de US$ 272,5 milhões.
O volume embarcado teve um desempenho semelhante, com embarque de 82,1 mil toneladas, aumento de 24,4% em comparação a fevereiro e queda de 2,7% em relação a março de 2008, quando saíram dos portos 84,4 mil toneladas. No caso das exportações de carne de frango, os embarques geraram uma receita cambial de US$ 356,7 milhões, 21,3% a mais do que fevereiro e retração de 23,1% sobre março do ano passado, quando as vendas externas renderam US$ 463,9 milhões. No que se refere aos volumes, o resultado de março foi um embarque de 279 mil toneladas, desempenho 19% superior a fevereiro, porém, 1,3% inferior a março de 2008, quando foram exportadas 282,6 mil toneladas.
As exportações de suínos registraram no mês de março uma receita de US$ 94,8 milhões, resultado 9,8% superior a fevereiro, mas, 0,6% inferior a março de 2008, quando as vendas externas somaram US$ 95,4 milhões. Já o volume embarcado no mês passado foi de 44,8 mil toneladas, o que representa um crescimento de 10,6% sobre fevereiro e aumento de 17,9% sobre as 38 mil toneladas exportadas em março de 2008.
Um dos motivos que explicam o aumento da receita e dos volumes exportados no mês passado em relação a fevereiro foi a valorização dos produtos no mercado internacional. A tonelada da carne bovina foi vendida em março a US$ 2.845, valor 1% superior a fevereiro, mas 11,9% menor do que março de 2008. No caso da carne de frango, o preço médio do mês passado foi US$ 1.278 por tonelada, 1,9% superior a fevereiro, mas 22,1% menor do que março do ano passado. No caso da carne suína, no entanto, houve uma retração dos valores de março, que fechou o mês a US$ 2.116 por tonelada, queda de 0,7% em relação a fevereiro e de 15,7% em comparação a março de 2008.

Drawback integrado entra em vigor em 45 dias

Atendendo a um pedido do setor exportador do agronegócio, o governo deve publicar hoje a portaria que regulamenta o chamado drawback integrado, que dá isenção tributária naqueles casos em que o insumo não necessariamente será incorporado ao produto a ser exportado, mas será usado na sua elaboração. Mas a medida só entrará em vigor dentro de 45 dias.

A informação foi dada ontem pela secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira. “É uma medida de apoio ao setor exportador”, afirmou. O sistema vai beneficiar empresas agrícolas na compra de rações e outros insumos empregados para o cultivo ou para a alimentação animal de produtos que serão vendidos no mercado externo. O benefício foi divulgado em dezembro do ano passado, por meio da Medida Provisória 451, mas ainda precisava de uma portaria regulamentando a adequação do sistema.

Apesar de a medida provisória ter força de lei, a Receita Federal resistia em regulamentar o novo sistema, segundo uma fonte do governo e do relator da MP na Câmara, deputado João Leão (PP-BA). Além da regulamentação, é preciso também uma reformulação do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) que está sendo realizada pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Pelo texto da portaria, a aquisição no mercado interno ou a importação de mercadoria para emprego ou consumo na industrialização ou elaboração do produto a ser exportado poderá ter suspensão do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS e Cofins.
O benefício, no entanto, não será concedido às empresas que estão dentro do Simples Nacional - um sistema simplificado de tributação para micro e pequenas empresas -, as tributadas com base no lucro presumido e para cooperativas que não sejam de produção agropecuária. As empresas terão que solicitar a habilitação no regime na própria página do Siscomex.

Fonte: Jornal do Comércio
Data: 02/04/2009

10 comentários 2 de Abril de 2009 às 17:34 admin

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