Arquivo de Março de 2009

Indústria: Liberada as operações de unidade do Marfrig em Porto Murtinho

Em reunião realizada nesta terça-feira (24), o governador André Puccinelli oficializou a licença de operação ao Frigorífico Marfrig, localizado em Porto Murtinho, na região de Fronteira. Acompanhado do prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra (PSB) e do secretário adjunto de Meio Ambiente, Marcio Monteiro, o governador assegurou o retorno às operações do frigorífico, que terá o direito de operar até 2013, informa a assessoria de imprensa do Governo do MS.

“Estamos trabalhando em função de garantir o pleno funcionamento da planta. Com a licença, os empresários partem agora para uma nova fase, que é a da organização empresarial. Assim, teremos de volta empregos perdidos e a produção”, garantiu o secretário. Com a unidade, o Marfrig passa a contar com nove unidades de abate e processamento de carne bovina em território nacional: duas em Promissão, SP; Bataguassu e Porto Murtinho, MS; Tangará da Serra e Paranatinga, MT; Mineiros, GO; Chupinguaia, RO e São Gabriel, RS. Além disso, o grupo conta com central de logística e distribuição em Santo André, SP.

Fonte: Portal DBO
Data:25/03/2009

77 comentários 26 de Março de 2009 às 10:48 admin

Indústria: Lista de credores do frigorífico Quatro Marcos é divulgada em SP

A lista de credores do Frigorífico Quatro Marcos foi publicada no Diário Oficial da Justiça de São Paulo, em 16 de março. O pecuarista tem até o dia 31 de março para fazer a habilitação; todo processo irá acontecer na Comarca de Jandira, SP. “É importante os pecuaristas ficarem atentos, porque após a publicação do edital eles terão o prazo de 15 dias para apresentar ao administrador judicial as suas habilitações ou suas divergências quanto aos créditos. Se não observado o prazo, as habilitações serão recebidas como retardatárias, sem direito a voto nas deliberações da Assembléia Geral de Credores”, explica o assessor jurídico da Acrimat, Armando Biancardini Candia.

O produtor para se habilitar e participar no processo de recuperação judicial deve encaminhar ao administrador os documentos pessoais e comprovante de endereço; planilha com o valor do crédito atualizado até a data da decretação da recuperação; documentos comprobatórios do crédito (autenticado ou original) - título executivo; e procuração ad judicial assinada pelo credor. “É importante que o pecuarista tenha acompanhamento de um advogado, pois o processo é longo, com muitos prazos e acontece em uma comarca longe de Mato Grosso”, orienta o assessor jurídico da Acrimat.

Com base nas informações e nos documentos colhidos, o administrador judicial tem o prazo de 45 dias, contados do fim do prazo para as habilitações ou divergências dos créditos, para publicar edital em relação final de credores. Desta publicação cabe impugnação contra a relação a ser apresentada em 10 dias.

“O pecuarista com crédito a receber deve participar ativamente das assembléias gerais, pois elas tem a competência para deliberar sobre o plano de recuperação judicial e qualquer incidente que possa ocorrer durante o processo. Além disso, o voto de cada credor tem peso proporcional ao valor do seu crédito”, explica Biancardini Candia. As informações são da Acrimat.

Fonte: Portal DBO
Data: 25/03/2009

42 comentários 25 de Março de 2009 às 10:52 admin

Perdigão nega fusão e Sadia vende R$ 1,5 bi em ativos para saldar dívida

Os resultados da Perdigão em 2008 apontam uma retração de 83% no lucro líquido da empresa, de R$ 321 milhões em 2007, para os atuais R$ 54,4 milhões. Esse desempenho não tirou o otimismo de Leopoldo Viriato Saboya, diretor financeiro e relações com investidores da companhia, que destacou o aumento de 69% no faturamento, para R$ 13,2 bilhões, e negou veementemente qualquer tipo de fusão e aquisição com a concorrente Sadia e a cooperativa Aurora. “Este será um ano muito complicado e qualquer decisão desse porte é difícil de ser tomada”, disse. Ele afirmou ainda que tudo o que está sendo divulgado sobre o assunto trata-se de especulação e que não há nenhum tipo de negociação. Saboya divulgou o caixa da companhia, da ordem de R$ 1,9 bilhão, destacando que seria maior que a dívida de curto prazo, de R$ 1,6 bilhão. A dívida total é de R$ 5,3 bilhões.

Enquanto isso, durante inauguração da primeira planta da Sadia no Nordeste, Luiz Fernando Furlan, presidente da empresa, disse estudar a venda de ativos não operacionais para levantar recursos de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões para ajudar a saldar dívidas.

José Antonio do Prado Fay, presidente da Perdigão, informou que até a próxima sexta-feira será retomado o abate de suínos no complexo agroindustrial de Rio Verde, em Goiás. No último sábado, a planta, que tem a maior capacidade de abate de suínos da empresa, foi atingida por um incêndio. Para manter o abastecimento Fay afirmou que as unidades de Mineiros, em Goiás, e Capinzal, em Santa Catarina, que estão operando com capacidade ociosa, irão ajudar no fornecimento. A planta de Jataí, em Goiás, deverá operar aos domingos.

Apontada como futura fusão ou aquisição da Perdigão, a Sadia inaugurou uma unidade no Município de Vitória de Santo Antão, em Pernambuco. Com investimentos da ordem de R$ 300 milhões na fábrica que irá processar embutidos, a empresa espera obter uma receita adicional da ordem de R$ 390 milhões por ano. O projeto prevê a criação 1,5 mil empregos e uma capacidade de produção de 147 mil toneladas ao ano.

A planta é a primeira fábrica da empresa a ser instalada no Nordeste. “Estamos dando um passo muito importante ao instalar essa nova fábrica em uma região de extrema importância para os nossos negócios”, afirma Furlan. Ontem, ao comentar a possível fusão das gigantes, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse que não tem informações de como a Sadia tentará sua recuperação.

Fonte: DCI
Data: 24/03/2009

48 comentários 24 de Março de 2009 às 18:41 admin

Análise de Mercado - 24 de Março

Boi gordo

(24.03) - A arroba do Boi Gordo no Estado de São Paulo, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a segunda-feira cotada a R$ 76,85, com variação em relação ao dia anterior de 0,44%. A variação registrada no mês de Março é de –3,81%. (Valor por arroba, descontado o Prazo de Pagamento pela taxa CDI/CETIP).
O valor da arroba em dólar fechou o dia de ontem cotado a US$ 34,23, com variação em relação ao dia anterior de 0,44%, e de –3,79% no acumulado do mês na moeda norte-americana.

Média ponderada de arroba do boi gordo no Estado de São Paulo - base de ponderação é a mesma usada para o Indicador Esalq/BM&F.
Valores a prazo são convertidos para à vista pela taxa NPR.
A referência para contratos futuros da BM&F é o Indicador Esalq/BM&F.

Boi gordo

Triangulo MG - R$67,00

Goiânia GO - R$68,50

Dourados MS - R$70,00

C. Grande MS - R$69,00

Três Lagoas MS - R$70,00

Cuiabá MT - R$67,00

Marabá PA - R$65,00

Belo Horiz. MG - R$67,00

Fonte: Uniquímica
Data: 24/03/2009

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Aftosa: São Paulo avança e a vacinação será somente para bovinos até 24 meses

Na etapa de vacinação de maio, os pecuaristas do Estado de São Paulo serão obrigados a vacinar todos os bovinos e bubalinos com até 24 meses de idade. Antes, a obrigatoriedade era para todas as idades. A imunização de todo o rebanho só deverá acontecer uma vez ao ano e ficou determinada para a etapa de novembro. A solicitação do Estado em alterar o calendário de vacinação contra a febre aftosa recebeu parecer favorável do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O avanço do Governo de São Paulo só pôde ocorrer devido aos expressivos índices de imunizações alcançados nas campanhas realizadas, há 13 semestres com cobertura acima de 90% do rebanho, e também porque o Estado não registra nenhum caso da doença há 13 anos (completados em 2009).

Segundo o secretário João Sampaio, a conscientização do pecuarista e o trabalho sanitário da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), responsável pela sanidade animal e vegetal, permitiu tal avanço. “Nossa estratégia é caminharmos para a retirada total da vacina, mas vamos gradualmente adotando as medidas necessárias para isso ocorrer”, afirma o secretário.

São Paulo tem hoje um rebanho bovino da ordem de 12 milhões de cabeças, mas é um grande corredor de exportação. A cadeia de bovinos é o segundo item na pauta de exportações, totalizando US$ 3,16 bilhões em vendas externas em 2008, e perde somente para o setor sucroalcooleiro (açúcar e álcool).

Fonte: Secr. de Agr. de SP
Data: 24/03/2009

32 comentários às 18:35 admin

SP: Perdigão fatura R$ 13 bi e supera Sadia

São Paulo/SP

A Perdigão fechou o ano de 2008 com um faturamento bruto de R$ 13,1 bilhões. O número não é somente 69% maior do que o de 2007, mas 9% superior ao que a concorrente Sadia prevê em seu guidance divulgado no terceiro trimestre de 2008 (R$ 12 bilhões). Se confirmado o faturamento da rival, que divulga balanço na próxima sexta, será a primeira vez que a Perdigão superará a Sadia em vendas. No ano passado, a Perdigão teve faturamento bruto de R$ 7,7 bilhões, e a Sadia, de R$ 9,8 bilhões.

No ano, as vendas no mercado interno cresceram 76,6% com aumento dos volumes comercializados em carnes (26,3%), lácteos (305,7%) e outros processados (69,6%). A participação desse mercado no total das vendas líquidas da Perdigão chegou a 56,3%. As exportações cresceram 58% em receita e 34,8% em volume, com destaque para o segmento de carnes, que representou 97,3% das exportações.

Mas apesar do bom resultado do ano, a Perdigão sentiu o impacto negativo da crise em seu resultado líquido do quatro trimestre, que foi de prejuízo de R$ 20 milhões. De acordo com comunicado da companhia, o resultado se deveu, sobretudo às absorções da parcela do ágio de aquisições e do impacto do dólar nas despesas financeiras, sem efeito caixa. Desconsiderando a parcela amortizada do ágio, o resultado líquido no trimestre seria positivo em R$ 8 milhões.

O resultado operacional da companhia ficou acima das expectativas de algumas corretoras. O Ebitda ( lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi no quarto trimestre de R$ 465 milhões, maior que o previsto pela Corretora Brascan (R$ 425 milhões), assim como a margem Ebitda que foi de 15,2%, 1.6 pontos percentuais acima dos 13,6% previstos pela Brascan.

No ano, a Perdigão apresentou um lucro de R$ 54 milhões, queda de 83% em relação aos R$ 321 milhões de 2007. O Ebitda no ano cresceu 44% para R$ 1,1 bilhão, mas a margem ebtida decresceu de 12,1% em 2007 para 10,2% em 2008.

Essa pressão sobre as margens, segundo a companhia, se deveu ao aumento dos custos das principais matérias-primas em 2008 na comparação com 2007. O custo médio de produção ficou 18,7% acima do patamar verificado no ano anterior, enquanto o preço médio das carnes subiu 16% em reais e 24,7% em dólar. Os papéis da empresa fecharam ontem em alta de 4,68% em R$ 32,40 por ação.

A Brascan prevê que na próxima sexta-feira a Sadia vai informar um prejuízo de R$ 2,25 bilhões no quatro trimestre, sobretudo por causa de mais perdas com operações de derivativos cambiais.

Fabiana Batista

Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 24/03/2009

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Frigoríficos voltam a debater com governo a ajuda ao setor

O setor de carnes volta ao Congresso Nacional para discutir saídas ante o agravamento da crise. Os parlamentares, em sua maioria ligados à bancada ruralista, não querem nem pensar em ajuda do governo aos frigoríficos sem garantias do pagamento das dívidas dessas empresas com os pecuaristas. “Se forem fazer alguma coisa, o pacote tem que salvar toda a cadeia”, frisa o deputado Homero Pereira (PR-MT).

Hoje, a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados realiza audiência pública sobre a crise na cadeia produtiva de carne. As presenças do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), Luciano Coutinho, são as mais esperadas. Porém, até o final da tarde de ontem, não havia confirmação. “Precisamos aprofundar o tema para ver o que pode ser feito para ajudar. Queremos ser mais pragmáticos, porque estamos no auge da crise e no auge da safra”, diz Pereira.

“Primeiro, queremos uma radiografia do setor de frigoríficos, queremos entender o tamanho da crise e qual o tipo de ajuda que será oferecida”, completa o presidente da Comissão, deputado Fábio Souto (DEM-BA). “Não somos contra a ajuda, mas é preciso analisar caso por caso, e se ela vier, que venha casada com o pagamento do produtor rural”, afirma. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apontam para um crédito a favor dos produtores da ordem R$ 700 milhões apenas de empresas do setor em recuperação judicial.

Os pecuaristas querem barrar a articulação do setor de carnes para concessão de recursos oficiais indiscriminadamente às indústrias frigoríficas em recuperação judicial e fazer com quem esses recursos estejam condicionadas ao pagamento daqueles que forneceram animais ao abate. Na semana passada, o mesmo debate foi realizado no Senado. Durante o encontro, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Carne Bovina (Abiec), Roberto Giannetti da Fonseca, falou sobre a necessidade de medidas pontuais para ajudar o setor, como o caso da liberação dos créditos tributários do PIS/Cofins. Giannetti não soube dizer na ocasião sobre o montante de dívidas das empresas associadas, números que prometeu encaminhar e que os deputados esperam conhecer hoje na audiência.

O deputado Pereira defende ações de curto prazo. “Se formos esperar linhas de financiamento do BNDES, demora”, conta. “O Itamaraty, por exemplo, deveria pressionar os países potenciais clientes, que estão renegociando contratos pela metade do preço - uma tonelada que era vendida a US$ 4 mil, agora vale US$ 1.800. Não podemos mudar a lei da oferta e da procura, mas trabalhar para reescalonar pagamento. Também funcionaria a demanda antiga do setor, dos adidos agrícolas nas embaixadas”, diz.

Segundo a economista da Tendências Consultoria, Amaryllis Romano, alertado pelas próprias indústrias, o governo sabe das dificuldades financeiras de curto prazo dos frigoríficos e algumas propostas tem sido avaliadas. “A realidade justificaria medidas de apoio ao setor exportador de carnes, como o drawback integrado, previsto na MP 451, pois visam a manutenção da rentabilidade da parcela destinada ao mercado domestico. Essa medida envolve desoneração tributária e, no caso da avicultura e da suinocultura, a redução de impostos recairia sobre a soja e o milho utilizados na ração”, explica.

Frigoríficos

Os grandes frigoríficos do País aguardam o resultado da reunião com otimismo e anunciam investimentos com a expectativa de reaquecimento do mercado e a ajuda do governo. O Independência, o maior frigorífico entre os que pediram recuperação judicial, anunciou a contratação da KPMG Corporate Finance Ltda. - Restructuring Services e da Arsenal Investimentos como consultores financeiros. As duas empresas serão responsáveis por auxiliar o Independência, juntamente com assessores legais já contratados, pela construção e apresentação do Plano de Recuperação da Companhia e nas negociações com todas as partes interessadas. A Secretaria de Agricultura da Bahia, por sua vez, anunciou a implantação de mais cinco frigoríficos no estado até dezembro.

Fonte: DCI - Diário do Comércio & Industria
Data: 24/03/2009

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Indústria: “Não há negociações com a Sadia”, diz presidente da Perdigão

O presidente da Perdigão, José Antonio Fay, afirmou durante entrevista coletiva à imprensa nesta segunda, 23, que neste momento a direção da empresa não está negociando qualquer tipo de associação com a Sadia. Em comunicado encaminhado no final da noite da última segunda-feira à Comissão de Valores Mobiliários, a Perdigão informou que, “embora tenham se desenvolvido discussões preliminares para uma eventual associação” entre a companhia e a Sadia, “as partes não chegaram a qualquer entendimento sobre a matéria”. ”

Fay também desconversou sobre negociações que estariam ocorrendo entre a Perdigão e outras empresas do setor, como a Aurora, conforme também já chegou a ser especulado pelo mercado. “Em geral, este é um ano muito difícil para se tomar qualquer tipo de decisão”, disse o presidente da Perdigão à Agência Estado. A Perdigão encerrou 2008 com R$ 1,976 bilhão em caixa, valor que supera a dívida bruta de curto prazo da companhia, de R$ 1,65 bilhão. A dívida bruta total da Perdigão, ao final do quarto trimestre, estava em R$ 5,366 bilhões.

Fonte: Portal DBO
Data: 24/03/2009

73 comentários às 12:03 admin

Rastreabilidade: OIE promove encontro na Argentina

O encontro, realizado no Centro de Exposições de Palermo e promovido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), vai revisar, avaliar e atualizar toda a tecnologia e procedimentos disponíveis em relação a identificação e rastreabilidade animal, incluindo a área produtiva, processamento, industrialização e varejo; o presidente do Conselho Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina, Jorge Amaya, participou nesta segunda, 23, da abertura oficial da Conferência, que segue até quarta, 25.

Também estiveram presentes o presidente do Comitê Internacional da OIE, Barry ONeil; o diretor-geral da OIE, Bernard Vallat; Michel Scannell, da DG Sanco europeia e Lourens Bosman, presidente do Grupo de Carnes e Alimentação para pecuária da Federação Internacional dos Produtores Agropecuários (Fipa). Cerca de 600 representantes de mais de 50 países, incluindo especialistas da comissão do Codex Alimentarius - as normas de segurança alimentar reconhecidas pelo Organização Mundial do Comércio (OMC) - prestigiaram a abertura.

Bernard Vallat disse que “a implementação da identificação e rastreabilidade é uma estratégia essencial para combater as doenças animais e garantir a segurança alimentar”. Outro assunto em destaque será os impactos das mudanças climáticas e ambientais sobre a produção animal. Jorge Amaya recordou que “há alguns trabalhos recentes que atribuem ao gado bovino fatores de poluição ambiental. A OIE e a FAO estão discutindo esta questão para sabermos com clareza o que fazer nesta matéria”.

O objetivo da reunião - a primeira do gênero no mundo - será mostrar a experiência dos governos, de setores da indústria e de organizações internacionais para identificar técnicas e práticas que permitam a execução de normas globais de identificação, assim como melhorar a ligação entre a rastreabilidade de animais vivos e produtos de origem animal. (Gualberto Vita)

Fonte: Portal DBO
Data: 23/03/2009

9 comentários às 11:59 admin

Perdigão deve retomar abate dia 30

Empresa diz que ainda não tem como dimensionar prejuízo, mas já adota formas de não parar a produção

Karina Ribeiro
de Rio Verde

Cerca de 500 funcionários dos setores administrativos e operacionais retomaram as atividades no complexo industrial da Perdigão, que teve parte da estrutura consumida pelo incêndio que durou o sábado todo em Rio Verde, no sudoeste goiano. O trabalho foi dividido em duas frentes – dimensionar o prejuízo em consequência do acidente e limpar a área. Segundo o diretor-presidente da Perdigão, José Antonio do Prado Fay, ainda não é possível mensurar as proporções exatas do acidente. “Sabemos que o centro de distribuição foi o mais atingido”, afirmou, em entrevista concedida ontem.

Ele adianta que a empresa pretende retomar o abate de aves e suínos até o dia 30. José Fay afirma que um uma das linhas de abate de aves e todo o local de abate de suínos permaneceram intactas. Duas linhas de abate de aves ficaram parcialmente destruídos. “O mais importante é começarmos o abat”, explica, acrescentando que os granjeiros não terão prejuízo.

O setor de produção dos industrializados, onde começou o fogo, ficou bastante danificado. Ainda sem saber a proporção do prejuízo desse setor, Fay não se arriscou a prever prazo para a retomada da produção. A estratégia da empresa é tranferi-la para as unidades de Jataí e Mineiros. Em nota oficial, Perdigão garante que não serão realizadas demissões em consequência do incêndio.

Os dois centros de distribuição, são visivelmente as áreas mais afetadas pelo incêndio. Um deles, em fase final de construção, seria o segundo maior da empresa, com capacidade para armazenar 12 mil toneladas de alimentos. Havia no dia do acidente cerca de 4 mil toneladas de produtos estocados. Com a destruição dos centros de distribuição, a empresa terá de modificar todo o trabalho de logística. A Perdigão, que com a construção desse último centro pretendia centralizar a distribuição dos produtos em Rio Verde, terá de readaptar-se. Segundo o diretor-presidente, dois locais já foram alugados em Goiânia para armazenar produtos. Brasília, Mineiros e Jataí também terão importante papel logístico. “O momento é de reconstrução”, destaca José Fay.

Fonte: O Popular
Data: 23/03/2009

61 comentários às 11:55 admin

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