Arquivo de Fevereiro de 2009
Demanda pelo produto segue fraca.
Apesar do aumento do volume liberado pelo governo para exportação, os embarques de carne bovina da Argentina tiveram forte queda em janeiro, segundo relatório do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa). Foram embarcadas 36,03 mil toneladas de carne in natura, processada e miúdos em janeiro, 19% menos do que no mesmo mês de 2008.
Até o momento, o Escritório Nacional de Controle Comercial Agropecuário (Oncca) havia liberado a exportação de 167,99 mil toneladas. A aprovação para a venda de carne congelada e in natura totalizou 98,63 mil toneladas, o que significa um crescimento de 34% sobre a mesma base de 2008. Já a liberação de miúdos somou 49,44 mil toneladas, crescimento de 11%. As informações são da Dow Jones e Agência Estado.
Fonte: Portal DBO
Data: 27/02/2009
27 de Fevereiro de 2009 às 10:57
admin
O frigorífico Independência suspendeu temporariamente o abate de animais em todas as suas unidades. A paralisação se deve a problemas no fluxo de caixa, que provocaram atrasos no pagamento de fornecedores desde o último sábado.
Em reunião realizada na manhã de hoje, em São Paulo, a diretoria da empresa discutiu os motivos que levaram ao atraso no pagamento dos fornecedores e informou que pretende retomar os trabalhos “o mais breve possível”. Por ser uma paralisação temporária os funcionários foram apenas dispensados e, por enquanto, nenhuma demissão foi anunciada.
A suspensão foi provocada pela retirada dos animais que já estavam na escala de abate. A empresa propôs aos pecuaristas que retirassem os animais dos currais do frigorífico ou que mantivessem o gado na linha de abate e aguardassem pelo pagamento, que não tinha data para ser efetuado. Como a maioria dos fornecedores optou por retirar os animais, todas as 14 unidades de abate e desossa da empresa tiveram os trabalhos suspensos.
O Independência possui 14 unidades de abate e desossa em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Rondônia, além de uma no Paraguai. A empresa tem uma capacidade instalada de abate de 11,8 mil cabeças por dia.
No início de fevereiro, o Independência já havia anunciado a suspensão das atividades de sua planta de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Na época, a empresa informou que a suspensão estava relacionada a um ajuste entre a produção e a disponibilidade de animais para abate na região, que estava gerando uma ociosidade de 40% na unidade. A ideia era que os abates da unidade fossem direcionados para as plantas de Anastácio e Nova Andradina, também em Mato Grosso do Sul. Por conta disso, 400 funcionários foram demitidos e 100 foram transferidos.
Ainda em fevereiro, a empresa conseguiu chegar a um acordo com os detentores de títulos de dívida para alterar duas regras na documentação que rege esses papéis e diminuir seu grau de endividamento. A primeira alteração foi no nível máximo de alavancagem da empresa, necessário para realizar um ajuste diante da valorização do dólar em relação ao real. No final do terceiro trimestre do ano passado e parte do quarto, 85% da dívida do Independência estava em dólar. Com a desvalorização do real no final do terceiro trimestre, a dívida convertida em moeda local aumentou muito, ampliando o nível de alavancagem.
A segunda mudança foi na regra que caracteriza uma mudança no controle da empresa. Pela regra vigente, se a família que controla o Independência tivesse menos de 50% das ações, esse fato deixaria caracterizado uma mudança no controle, o que permitiria que os detentores dos títulos exigissem o resgate imediato.
A matéria é de Alexandre Inácio, da Agência Estado, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
Fonte: Beefpoint
Data: 26/02/2009
26 de Fevereiro de 2009 às 18:07
admin
O governo do Chile reconheceu os rebanhos bovinos dos Estados de Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Paraná como livres de febre aftosa, informou hoje a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
O Chile também referendou o status sanitário do Rio Grande do Sul, que já era reconhecido como livre da doença. Nos últimos anos, só os gaúchos tiveram acesso ao mercado do Chile, que tradicionalmente importa corte nobres de carne bovina, de maior valor.
O diretor executivo da Abiec, Otavio Cançado, explicou que as vendas de carne bovina dos sete Estados para o mercado do Chile estavam suspensas desde o final de 2005, quando foram diagnosticados focos de febre aftosa no extremo sul de Mato Grosso do Sul e no Paraná. Até então, o Chile estava na lista dos principais importadores de carne bovina do País.
Ele calcula que o potencial de vendas do Brasil para esse mercado é de cerca de 100 mil toneladas por ano. A partir de agora, a expectativa dos exportadores brasileiros é com a publicação da lista de frigoríficos aptos a vender para o Chile. O nome das plantas será definido pelo governo chileno.
Fabíola Salvador
Fonte: O Estado de São Paulo
Data: 26/02/2009
às 18:05
admin
Os mercados que compram gado do Brasil para engorda e abate e para reprodução eram mais distintos nos últimos anos, mas a Venezuela tem se destacado como principal comprador em ambas as categorias neste começo de ano.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), cerca de 72% dos bovinos para engorda e abate exportados pelo Brasil em janeiro de 2009 tiveram a Venezuela como destino.
A maioria dos bovinos para reprodução exportada em janeiro de 2009 também foi destinada à Venezuela (cerca de 85% do total).
A Venezuela passa por um momento de baixa produção de carne devido à falta de estímulo para investimentos na atividade, por conta dos preços baixos e alta incidência de impostos nas exportações. A importação de bovinos do Brasil faz parte do programa para auxiliar a pecuária venezuelana.
MGT
Fonte: Scot Consultoria
Data: 26/02/2009
às 18:04
admin
Os preços do boi gordo no mercado futuro estão desestimulando os confinadores do país, num momento em que estes enfrentam dificuldade para adquirir animais magros para engorda. Nos meses considerados de entressafra, agosto e outubro, a arroba do boi gordo está cotada a R$ 79,80 e R$ 81,13, respectivamente, na BM&F/Bovespa, não muito distante dos níveis atuais no mercado físico. É nesses meses que o boi de confinamento é ofertado no mercado.
Tanto o boi magro quanto o gordo já estiveram em níveis mais altos do que estão hoje no mercado físico. Mas na comparação entre fevereiro deste ano e o mesmo período de 2008 - mês em que ocorrem as decisões de confinamento - , os preços do boi magro subiram num ritmo mais forte do que o do animal pronto. Levantamento da Scot Consultoria aponta que, entre fevereiro de 2008 e fevereiro de 2009, os preços médios do boi magro (considerando 13 Estados do país) subiram 27%. Já a arroba do boi gordo teve alta de 12%.
Levando em conta apenas o mercado de São Paulo, o boi magro (animal de 11 a 12 arrobas) saiu de uma média de R$ 780 para R$ 887 a cabeça, aumento de 13,7% na mesma comparação, enquanto a arroba do boi gordo subiu 10,7%, para R$ 83,04, em média.
Fabiano Tito Rosa, da Scot, observa que o boi magro responde por entre 65% e 75% do custo total do confinamento, hoje variando de R$ 85,00 a R$ 90,00 por arroba no Brasil Central. Houve queda no custo da dieta - em média, de 17% -, afirma ele, mas ainda assim o comportamento dos preços não favorece os confinadores. “Com o atual preço do boi magro e o preço do boi gordo em outubro, a conta não fecha”, afirma Octávio Pereira Lima, gerente administrativo da Damha Pecuária, confinamento de bovinos em Pereira Barreto (SP).
Na avaliação de Tito Rosa, o que explica o comportamento dos preços do boi gordo no mercado futuro é o pessimismo, principalmente, quanto às exportações brasileiras de carne bovina, que vêm registrando queda expressiva.
Diante da dificuldade de compra do animal magro - reflexo ainda do forte abate de matrizes - e de preços pouco atrativos no mercado futuro, a Assocon (reúne os confinadores) já fala em queda de 20% no confinamento, que no ano passado atingiu 549 mil cabeças (entre seus 50 associados). Para Juan Lebrón, diretor da Assocon, esse quadro de desestímulo pode levar a uma alta do boi gordo, mas pode ser tarde para que o confinador coloque animais no cocho.
Alda do Amaral Rocha
Fonte: Valor Econômico
Data: 26/02/2009
às 18:01
admin
Reuters - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu na terça-feira o fim dos “pagamentos diretos a grandes negócios agrícolas que não precisam deles”, em um aparente ataque aos subsídios que custam 5,2 bilhões de dólares por ano.
Em um discurso ao Congresso, Obama afirmou que a Casa Branca identificou 2 trilhões de dólares em gastos considerados como desperdício e ineficazes, incluindo pagamentos diretos desnecessários a grandes fazendas.
“Neste orçamento, vamos…acabar com os pagamentos diretos a grandes negócios agrícolas que não precisam deles”, disse ele, sem afirmar quanto seria economizado com a medida ou como ela seria estruturada.
A proposta dá eco a uma questão importante de sua campanha presidencial, mas propostas similares falharam em outras vezes devido à oposição de legisladores ligados às questões agrícolas.
O presidente George W. Bush, por exemplo, defendia sem sucesso um teto anual de 250 mil dólares a todos os pagamentos por produtor.
Os representantes do grupo agrícola disseram que Obama aparentemente se referia a um subsídio conhecido como pagamentos diretos que foi criado em 2002 e é dado independente dos preços das safras ou dos lucros agrícolas.
Mas eles destacaram que pagamentos diretos é um termo que significa todos os tipos de apoio federal feitos em dinheiro.
Os susídios dos EUA para as safras e produtos lácteos são estimados em 7,5 bilhões de dólares em 2009, sendo que dois terços são pagamentos diretos. Um porta-voz do Departamento de Agricultura negou fazer um comentário sobre a proposta de Obama.
Onze grupos agrícolas escreveram na semana passada para o Secretário da Agricultura, Tom Vilsack, argumentando contra qualquer corte ao apoio agrícola e em particular aos pagamentos diretos. Eles dizem que os pagamentos diretos “são o único componente da rede de segurança agrícola que atualmente ajuda todos os produtores” a lidar com os altos custos de produção e com a queda dos preços desde as altas recordes atingidas no ano passado.
Charles Abbott
Fonte: Reuters
Data: 25/02/2009
25 de Fevereiro de 2009 às 15:12
admin
Sobretudo neste início de ano, época de chuvas frequentes, a atenção às condições de armazenamento de rações na fazenda deve ser redobrada. Isso porque um ambiente sem controle de temperatura e umidade pode se tornar ideal para a proliferação de fungos. Esses fungos, explica o médico veterinário Raphael Silva Gomes, produzem micotoxinas, substâncias nocivas que contaminam a ração e que, ingeridas, podem até matar o animal e comprometer a qualidade da carne e do leite produzidos.
“Normalmente, a ração fornecida para bovinos tem prazo de validade de 90 dias e o pecuarista que pode comprar em quantidade estoca. Já os produtores de leite, que costumam ser remunerados mensalmente, compram ração para durar, pelo menos, 30 dias”, diz o veterinário, que faz parte do departamento de comercialização de rações da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo). A ração com a marca da cooperativa abastece mercados em São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins.
NEM CALOR, NEM FRIO
A primeira recomendação é a de que o alimento seja colocado em local exclusivo. “O galpão pode servir de depósito para ração, sal mineral e grãos. Não se deve aproveitar o mesmo espaço para guardar outros tipos de insumos”, afirma. E, além de coberto, para evitar a incidência direta de sol e proteger da chuva, o local tem que ser arejado e iluminado, conforme o veterinário. “A temperatura interna do galpão deve ser ambiente; nem muito alta, nem muito baixa.” Segundo Gomes, não há necessidade de instalar ventiladores no local. “A ventilação natural é suficiente para arejar o ambiente.”
PALLETS
Outro conselho para preservar a qualidade da ração é nunca empilhar as sacas diretamente no chão, mas a pelo menos 10 a 15 centímetros acima do solo. “Pode-se usar pallets, que são estrados de madeira, para evitar o contato da saca com o solo”, sugere.
Também para evitar problemas com umidade, não se deve encostar as pilhas na parede. “Ideal é que haja espaço suficiente para uma pessoa caminhar entre a parede e a pilha de ração. Quanto à altura da pilha, vai depender da dimensão do galpão, sem maiores restrições”, diz Gomes, destacando a necessidade de checar se há goteiras no local.
Manter o local limpo também evita prejuízos, afirma o veterinário, já que ajuda a evitar a presença de ratos, cuja urina transmite a leptospirose, doença que ataca rebanhos bovinos. “Depois dos fungos e suas micotoxinas, os roedores são o principal problema no armazenamento de ração, porque o produtor não tem como saber se o alimento está ou não contaminado pela urina do rato.” Nesse caso, a recomendação do veterinário da Comigo é, além de limpar o local diariamente, usar produtos específicos para combater a praga e, em caso de suspeita de contaminação, não fornecer o alimento aos animais.”
Fernanda Yoneya
Fonte: O Estado de São Paulo
Data: 25/02/2009
às 15:07
admin
A indústria brasileira de máquinas agrícolas jamais produziu tanto quanto em 2008. Foram 85 mil unidades. Para repetir o desempenho, o segmento teria de ter um 2009 estupendo. Por ora, com produção em queda, estoques elevados, demissões e encolhimento das exportações, a euforia virou depressão. Mas as vendas de tratores, ainda fortes, têm ajudado a evitar um cenário ainda pior.
Em janeiro, as vendas totais de máquinas agrícolas chegaram a 3.075 unidades no país. O volume representou uma queda de 17,1% em relação a dezembro, mas um aumento de 7,3% em comparação com janeiro de 2008. E na comparação entre janeiro de um ano e outro, apenas as vendas de tratores de rodas cresceram.
Segundo análise quase unânime no segmento, os programas de financiamento com juros baixos de tratores de baixa potência criados pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário e pelos governos paranaense e paulista têm sido o sopro de ânimo para a indústria. “Sem os programas, as vendas de tratores estariam em queda parecida com as de outros segmentos”, diz Milton Rego, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
As vendas de colheitadeiras estão entre as mais afetadas. A queda em janeiro foi de 26,5% em comparação com dezembro e de 27,4% em relação a janeiro de 2008, para 313 unidades no mês passado. Essa frente, uma das protagonistas das demissões anunciadas nos últimos meses, sofre não apenas com a escassez de crédito decorrente da crise econômica, mas também com a retração das exportações causada pela estiagem na Argentina, principal destino das vendas dos fabricantes brasileiros ao exterior.
O sucesso das vendas de tratores de baixa potência para produtores familiares deve ampliar o número de beneficiados pelo programa Mais Alimentos. O governo federal avalia elevar o limite de renda bruta anual exigido pelo Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf) para aumentar o acesso aos financiamentos de tratores com prazos longos e juros baratos.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário negocia com a equipe econômica do governo o aumento do limite de R$ 110 mil para R$ 300 mil ou até R$ 500 mil anuais. O principal objetivo do governo é atender aos chamados “integrados”, produtores que mantêm parceria com agroindústrias de frango e suínos.
Mesmo com renda bruta anual alta, esses produtores têm um perfil mais similar ao segmento familiar do que da chamada agricultura empresarial. “Eles têm pouca terra, usam mão-de-obra familiar e lucros pequenos”, diz o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. “Querem modernizar a produção, mas está fora dos limites”.
Segundo o ministro, a indústria produz até 80 mil máquinas por ano, mas teria capacidade de chegar a 105 mil. Com crédito facilitado e limites maiores aos produtores, os fabricantes ampliariam sua escala de produção, reduziriam custos e baixariam mais os preços.
A importância do Mais Alimentos para a indústria pode ser traduzida com algumas comparações. Cassel usou uma delas em reunião com ministros da área social e o presidente Lula na véspera do Carnaval. Segundo ele, dados preliminares do Censo Agropecuário de 2006, ainda inéditos, mostram que apenas 7 mil proprietários rurais compraram tratores de baixa potência de 1995 a 2006. As fazendas com tratores passaram de 512 mil para 519 mil no período.
Para comparar, Cassel lembra que nos últimos quatro meses, entre outubro de 2008 e janeiro deste ano, foram vendidos 11.355 tratores de até 84 cavalos de potência.
O programa Mais Alimentos, anunciado em junho de 2008, permite aos produtores familiares financiar até R$ 100 mil na compra de máquinas e equipamentos, correção de solo, irrigação, plasticultura, armazenagem, formação de pomares, sistemas agroflorestais e melhoria genética. Na atual safra 2008/09, o Mais Alimentos tem um orçamento de R$ 6 bilhões. Os produtores podem pagar com prazo de até dez anos, com três de carência e juros de 2% ao ano. Os descontos negociados pelo governo com as indústrias do setor chegam a até 17,5% sobre o preço de tratores, máquinas e implementos agrícolas.
No Paraná, o programa Trator Solidário financia a compra de tratores com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) com juros entre 2% e 5,5% ao ano e prazo de pagamento de dez anos, com dois de carência. A potência dos tratores limita-se às faixas de 55 e 75 cavalos de potência.
O sucesso do programa fez o governo do Estado dobrar a meta de entrega de tratores até 2010, elevando-a de 4 mil para 8 mil unidades. “Os estoques cresceram no último trimestre de 2008, mas têm caído e já estão em praticamente níveis considerados normais”, diz Luiz Feijó, diretor comercial da New Holland, fabricante que tem exclusividade de entrega no programa paranaense.
Em São Paulo, o programa Pró-Trator oferece financiamento subsidiado, com juro zero, prazo de cinco anos e carência máxima de três anos, para a compra de tratores de cinco diferentes níveis de potência, que vão de 50 a 120 cavalos. Serão oferecidas 6 mil unidades por meio do programa - até a semana passada, 2,8 mil produtores já haviam se inscrito para a aquisição. Com esse ritmo - o Pró-Trator entrou em vigor em dezembro -, a Secretaria de Agricultura já aposta que os 6 mil serão vendidos neste ano, em vez de em 2010, que era a previsão inicial.
A Case, marca tradicional no comércio de tratores de potência mais elevada, passou a importar máquinas de potência menor para ampliar seu escopo de vendas. Máquinas importadas não podem ser financiadas por meio dos programas governamentais, mas existe o plano de fabricação dos tratores menores no Brasil, segundo Sérgio Ferreira, diretor geral da marca no país. “Um dos motivos é justamente para podermos participar dos programas”.
Werner Santos, diretor-comercial da John Deere, atesta que os programas governamentais têm evitado o pior no setor e mantém a expectativa de retomada do crescimento ainda em 2009. “Não dá para falar em otimismo, mas há sinais de que as coisas estão um pouco menos ruins. O preço das commodities, com o atual nível de câmbio, tem aumentado a renda dos produtores”, disse.
Patrick Cruz e Mauro Zanatta
Fonte: Valor Econômico
Data: 25/02/2009
às 15:05
admin
Tábua de salvação de muitos setores exportadores, o mercado interno começa a arrefecer no consumo de produtos alimentícios de maior valor agregado. Pelo menos é o que já está acontecendo com a carne bovina. A estimativa é que de janeiro para fevereiro o consumo dessa proteína no mercado brasileiro tenha recuado de 5% a 6% em volume, com migração dessa demanda para outras carnes, sobretudo para a suína. O resultado é que o preço da carcaça bovina vendida pelos frigoríficos ao atacado caiu fortemente em fevereiro e essas indústrias já vendem o produto abaixo do custo de produção.
Na média de fevereiro, o quilo da carcaça bovina foi negociado a R$ 4,85, 15% abaixo do custo de produção dos frigoríficos, segundo Hélio Toledo, diretor-administrativo do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de São Paulo (Sindifrigo). Ele afirma que, de fato, o brasileiro está reduzindo o consumo de carne bovina, já como um efeito de queda na renda da população. “Percebemos que após as festas de fim de ano o consumo interno começou a recuar e até agora está de 5% a 6% menor”, lamenta Toledo.
Parte dessa retração é resultado do aumento do desemprego no País. No acumulado de dezembro de 2008 e janeiro deste ano, o saldo foi de 756 mil demissões (admissão menos demissão) no País, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Susumu Honda, diz que, apesar de ainda não ter os dados de venda de fevereiro, há sim uma percepção de que o consumo de carne bovina está em queda, sendo substituído principalmente pela carne suína. “Com a forte queda das exportações de cortes suínos, há muita oferta e os preços recuaram muito. Hoje é possível comprar partes nobres de suínos, como lombo, por preço de carne bovina de segunda”, compara Honda.
Ele acrescenta ainda que muitos consumidores que mantém a compra de carne bovina estão substituindo os cortes de segunda, como alcatra, pelo filé mignon, cujos preços estão nos mesmos patamares, graças à queda nos embarques ao exterior.
Com exportações em queda livre e agora com o mercado interno também em retração, os abatedouros de bovinos estão tentando ajustar os níveis de abate, segundo Toledo, do Sindifrigo. “A capacidade ociosa média dos frigoríficos já está em 40%”, acrescenta.
O valor da carcaça em R$ 4,85 o quilo é o menor desde maio de 2008, quando o preço bateu R$ 4,80, conforme recorda Gabriela Tonini, analista da Scot Consultoria. O pico do preço desse item foi em outubro de 2008, quando o quilo foi negociado, na média do mês, a R$ 5,70. Desde lá o movimento foi de queda, no entanto, que foi mais brusca em fevereiro. Em dezembro e janeiro, o quilo da carcaça em São Paulo permaneceu estável em R$ 5,22. Mas em fevereiro - quando foi acentuada a queda do consumo interno - a mesma carcaça recuou 7%. Assim, o preço que o frigorífico recebe pela carcaça casada caiu 15% em outubro, mas o valor que ele paga pelo boi recuou bem menos, em torno de 8%.
Em Mato Grosso, estado que detém o maior rebanho comercial de bovinos do País, a carcaça bovina, que estava valendo R$ 5,40 em dezembro, recuou para R$ 4,80 agora em fevereiro e também está abaixo do custo de produção, que é de R$ 5,10.
Por conta das exportações menores (queda em volume foi de 15% em 2008), a carne suína é a que mais tem sofrido deterioração de seus preços internos. Em novembro, no atacado paulista, foi de 19%; em dezembro, com as festas de fim de ano, houve alta de 4%, mas em janeiro, as quedas voltaram, ficando no patamar de 9%. Esse movimento de retração prosseguiu até a primeira semana de fevereiro quando o recuo foi de 2,4%, de acordo com levantamento da RC Consultores. A carne de frango ficou com preços estáveis em novembro e dezembro, e só foi cair em janeiro (-2,3%) e na primeira semana de fevereiro (-7,2%).
O presidente da União Brasileira de Avicultura (UBA), Ariel Mendes, disse não haver dados atuais sobre consumo de frango mas, a partir de conversas com agroindustriais, parece estar sim havendo alta na demanda de no mercado interno, que de 2007 para 2008 cresceu 4,8%.
Em janeiro, o setor exportador de carne bovina teve o pior resultado em embarques desde o agravamento da crise mundial, em setembro. A retração foi de 34% em volume e 35% em receita na comparação com janeiro de 2008. Mas, Otávio Cançado, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), pondera que a percepção é de que em fevereiro já será apresentada uma melhora neste indicador. “Da primeira semana para a segunda houve uma alta expressiva, de cerca de 50%, tanto em volumes quanto em valores”, afirma Cançado.
Ele acrescenta que, apesar de em alguns cortes e mercados, frigoríficos exportando com alguma margem negativa, esses negócios ruins estão sendo compensados por preços ainda razoáveis em outros cortes. “Há sim um achatamento das margens de lucro. Mas no balanço final, a receita com exportações das indústrias está no azul”.
Para Toledo, do Sindifrigo, a quase paralisação dos negócios de exportações permanece. “O mercado está parado”.
Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 20/02/2009
20 de Fevereiro de 2009 às 11:08
admin
A Bertin S.A. está ampliando o número de abates diários na Unidade Industrial da Divisão de Carnes em Campo Grande e iniciou processo seletivo para contratação de 280 pessoas. Desde 2006 com o início da construção da planta na Capital, a empresa vem em crescente desenvolvimento.
O processo de recrutamento ofereceu a oportunidade também para cerca de 120 ex-colaboradores do Independência, que estiveram na quarta-feira, dia 18, entregando currículos e fazendo entrevistas de admissão na planta.
A Unidade de Campo Grande foi idealizada para ser o maior complexo industrial do setor na América Latina, ocupando uma área de 1,7 milhão de metros quadrados e com capacidade para abate de 3 mil cabeças de gado por dia.
Hoje a planta opera em caráter experimental produzindo, diariamente, 400 toneladas em cortes de carne bovina congelada dos quais cerca de 90% é dirigido ao mercado externo. Atualmente a unidade conta com 1.676 colaboradores responsáveis pelo abate de 1.500 cabeças de gado por dia. Outros novos 330 profissionais estão passando por treinamentos.
Com a abertura dessas 280 vagas, serão 610 novos trabalhadores atuando em dois turnos, o que garantirá a ampliação em mais de 80% do número de abates diários.
Em Mato Grosso do Sul, além da planta de Campo Grande, a Bertin S.A. conta ainda com Unidades Industriais de Carnes e Couros, no município de Naviraí, na região Sul do Estado. As plantas da Bertin em Mato Grosso do Sul atendem aos padrões internacionais de qualidade. Todo boi abatido deve estar cadastrado no Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov).
Fonte: Capital News
Data: 19/02/2009
às 10:58
admin
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