Arquivo de 29 de Janeiro de 2009

Friboi entre as cem empresas líderes nos emergentes

Uma lista elaborada pela consultoria Boston Consulting Group (BCG) das 100 empresas de países emergentes consideradas “desafiadoras” - que estão se globalizando rapidamente e desafiando as líderes mundiais já estabelecidas - foi divulgada no Fórum Social Mundial e colocou o Brasil em terceiro lugar, com 14 companhias. De Goiás, integra a lista o Grupo JBS-Friboi, que atua nos segmentos de alimentos e transportes.

A novidade brasileira deste ano no ranking foi a Camargo Corrêa, que atua em diversos segmentos, desde construção e engenharia até calçados e têxteis. No relatório, o BCG explica que as 100 empresas listadas são grandes, têm expandido ativamente seus negócios em mercados externos e aumentado o acesso a recursos internacionais.

“Nós analisamos os modelos de negócio inovadores e os recentes sucessos dessas companhias para nos ajudar a entender como os desafios em geral estão crescendo e mudando”, disse a consultoria.

O Brasil ficou atrás apenas da China, com 36 empresas listadas, e da Índia, com 20. Também fazem parte do grupo de empresas brasileiras listadas pelo BCG a Coteminas, Embraer, Gerdau, Marcopolo, Natura, Grupo Odebrecht, Perdigão, Petrobras, Sadia, Vale, Grupo Votorantim e WEG.

Fonte: O Popular
Data: 29/01/2009

37 comentários 29 de Janeiro de 2009 às 17:11 admin

Crise mundial de alimentos

O Fórum Social Mundial 2009 abre espaço para a reflexão sobre a crise do sistema alimentar mundial, que atinge diversos países desde o ano passado. Nesta quinta-feira, às 15h30, será realizada a Conferência Internacional Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional no Contexto da Crise Mundial de Alimentos, no auditório da Prefeitura da Universidade Federal Rural da Amazônia, em Belém, Pará.

(Gilberto Amaral)

66 comentários às 10:52 admin

Argentina já perdeu 1,8 milhão de cabeças de gado com a seca

Benito Juárez (Argentina), 29 de Janeiro de 2009 - Argentina , que acaba de declarar estado de emergência agropecuária, diante da pior seca em 50 anos, já perdeu entre 1,5 milhão e 1,8 milhão de bovinos. Em Benito Juárez, localizada no coração dos pampas, os pecuaristas relatam o drama que estão vivendo nos últimos meses.
“Aí está Mirela. Ela está morrendo”, lamenta Pedro Gallarraga, de 47 anos, pecuarista de origem basca como são muitos dos descendentes de imigrantes que trabalham há mais de um século nas terras de Benito Jurez, cidade localizada a 400 km ao sul de Buenos Aires.

À frente de Gallarraga, uma vaca tenta se levantar com grande dificuldade, e logo torna a cair. A cerca de 50 metros dali, um bezerro a chama em vão. “Esse também vai morrer”, diz o produtor rural. “Quando se afastam já não há salvação.”

Ao seu redor, o pasto está seco como palha. Nessa localidade, a incidência de chuva em um ano foi 40% menor que a média. “Nunca havia visto tamanha seca”, acrescentou o pecuarista. “Já vi algumas, passageiras, porém jamais uma que durasse um ano inteiro”.

A alguns quilômetros dali o cenário é ainda mais sombrio. Carlos Abel Mastronardi, de 53 anos, perdeu oito vacas em poucas semanas. Continuam ali, no cercado que rodeia sua modesta casa na estância San Pablo.

Mastronardi avança com cautela, como alguém que tropeçou e teme cair de novo. A cada passo que dá, dezenas de gafanhotos fogem; com a seca retorna a leva de “tucura” (um tipo de gafanhoto).

“Meus problemas começam agora. Os animais continuarão a morrer. Não tenho mais pasto. Não sei por quanto tempo conseguiremos suportar. Poderemos falir,” diz Mastronardi.

Os pecuaristas argentinos estão no momento em um verdadeiro círculo vicioso. “Mandam para o mercado até vacas prenhas porque não conseguem sustentar os animais”, informou Juan de Carraza, de 49 anos, representante da Sociedade Rural Argentina.

Vacas magras

“O pior não são as vacas e novilhos que morrem, mas os que não irão nascer”, diz Carraza. “É um ciclo de cinco anos. Todo o ciclo está afetado. E a queda na rentabilidade é de 25% por ano.”

O rio Salado que atravessa a província de Buenos Aires a 300 km ao norte de Benito Juárez, está seco. Ficaram apenas alguns poucos charcos, onde se junta o rebanho.

Argentina já perdeu em um ano 1,5 milhão de bovinos, segundo o Instituto Nacional de Tecnologia Agrícola (Inta) ou 1,8 milhão , de acordo com a Confederação das Cooperativas Agrícolas (Coniagro) de um total que se aproxima de 50 milhões .

A presidente da Argentina, Cristina Kirschner, declarou na segunda-feira à noite estado de emergência para o setor agropecuário, o que deverá significar uma isenção fiscal para muitos produtores agrícolas.

Entretanto esse mesmo governo peronista limita as exportações a fim de aumentar a oferta interna e impedir a alta dos preços domésticos. Isso ocorre em um país onde o consumo de carne por habitante: 75 kg ao ano.

O governo em maio já limitou para 25% a quantidade de carne para exportação para cada matadouro. O preço do quilo da carne pago aos pecuaristas há um ano era de 3,60 pesos (US$ 1,03). Hoje, a remuneração não supera 2,50 pesos (US$ 0,71). Nesse período, as despesas fixas dos produtores com seus animais aumentaram 40%.

Os produtores costumam levar suas reses para o matadouro antes de deixá-las morrer em suas terras. Com isso, pressionam o mercado com a oferta maciça de cabeças de gado, o que só faz pressionar os preços caíres ainda mais.

(AFP)

66 comentários às 10:48 admin

Venda de carros afeta mercado do boi

Chicago (EUA), 29 de Janeiro de 2009 - Os contratos futuros de gado bovino podem cair ao nível mais baixo desde junho de 2006. Isso poderá ocorrer, em parte, porque a queda no ritmo das vendas de automóveis no país e o colapso ocorrido no mercado de imóveis residenciais dos Estados Unidos estão contribuindo para minar a demanda por couro usado na montagem dos bancos dos carros e em artigos do mobiliário, disse Lane Broadbent, vice-presidente da KIS Futures Inc.
Dados divulgados por aquela empresa de consultoria mostra que os preços do couro de gado bovino já caíram 45% desde o início de outubro do ano passado, superando a queda de 25% na venda de automóveis desde o final de agosto do ano passado em todo o País.

Os contratos futuros de gado bovino na Bolsa Mercantil de Chicago (CBOT) registraram declínio de 19% , desde 29 de agosto de 2008, uma vez que a crise econômica global também contribuiu para conter a demanda por carne bovina e demais produtos derivados, como couro e gorduras, que, entre outros destinos, são usados como matéria-prima para a manufatura de outros produtos como cosméticos e detergentes.

Queda ainda maior

Até o final deste ano, o preço de gado bovino pode cair para 79 centavos de dólar a libra-peso, o mais baixo para um contrato de grande movimento desde 15 de junho de 2006, disse Broadbent. Os contratos futuros de gado bovino para entrega em fevereiro fecharam em 84,4 centavos de dólar a libra-peso em 27 de janeiro.

“Com o atual mau desempenho da economia e as dificuldades na indústria automobilística, a demanda por couro caiu, e isso se refletiu bastante no (preço de) gado bovino”, disse Broadbent em uma entrevista por telefone concedida na Cidade de Oklahoma. “Acredito que vai demorar pelo menos um ano” até que a demanda por couro e derivados volte a crescer, acrescentou.

As peles de gado bovino foram negociadas por 2,9 centavos a libra-peso ontem, uma queda em relação aos 5,25 centavos de dólar registrados em 29 de agosto de 2008, segundo mostram dados do Departamento de Agricultura dos EUA. O preço chegou a 2,75 centavos de dólar em dezembro último, o mais baixo desde, pelo menos, janeiro de 1998.

As vendas de automóveis nos EUA em 2008 foram as mais baixas em 16 anos, segundo dados oficiais. As construtoras norte-americanas iniciaram no ano passado o menor número de novos imóveis residenciais desde que esses dados começaram a ser compilados, em 1959, informou em 22 de janeiro o Departamento de Comércio.

(Bloomberg News)

48 comentários às 10:48 admin


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