Arquivo de 23 de Janeiro de 2009
A tentativa do governo de evitar a expansão da cana-de-açúcar na Amazônia deve abrir 44 milhões de hectares para o plantio da matéria-prima do etanol. Os estudos do governo para determinar onde a cana poderá ser plantada no país, o chamado zoneamento ecológico-econômico, detectaram um aumento potencial em 40 milhões de hectares de pastagens degradadas e outros 4 milhões de hectares hoje dedicados a pecuária e lavouras.
A versão final do zoneamento deve ser divulgada na próxima semana pelo presidente Lula em rede nacional de rádio e TV. O governo quer dar uma espécie de “satisfação” à forte pressão da opinião pública internacional pela criação de um “cinturão de proteção” na floresta e no Pantanal.
As questões sobre a permissão a usinas na região do Baixo Rio Paraguai ainda são controversas. E os especialistas ainda precisam determinar a criação de “corredores de biodiversidade” para garantir a ligação entre reservas florestais em algumas regiões. Mas a mensagem de preservação da floresta e dos rios será a ênfase do anúncio oficial do governo.
Ao mesmo tempo, a conclusão dos estudos, realizados por um consórcio de cinco órgãos estatais de pesquisa, dará uma perspectiva de futuro ao setor sucroalcooleiro. Em um momento de crise financeira, o anúncio do zoneamento também acena com incentivos fiscais para a produção obtida dentro de critérios de rigoroso controle. Os estudos avaliam ser possível produzir 280 bilhões de litros de etanol apenas nas áreas recomendadas pela pesquisa. Hoje, a produção está ao redor de 20 bilhões de litros.
O estudo inédito cruzou mapas e informações coletadas nos últimos 50 anos para determinar as áreas preferenciais para o cultivo da cana no Brasil. A intervenção estatal proibirá o plantio da cana em regiões consideradas inadequadas pelos pesquisadores. Serão indicadas as áreas onde haverá permissão do cultivo de cana e as localidades onde a atividade será incentivada por meio de crédito rural adicional e de isenções fiscais. Como compensação pela proibição do cultivo da cana na Amazônia, o governo incentivará a produção de óleo de dendê em até dois milhões de hectares no Pará, Amazonas e Roraima por meio de políticas públicas específicas e diferenciadas.
O consórcio sugere restrições a áreas com declividade acima de 12%, temperatura média anual abaixo de 19ºC e risco de geadas acima de 15%, além de prever a exclusão de regiões com baixa deficiência hídrica, superior a 120 dias entre setembro e março. Para essas regiões recomendadas, o máximo de quebra de safra tolerada seria de 20% para variedades de cana com até cinco cortes. Por isso, o consórcio aconselha limitar o déficit hídrico a 200 ou 300 milímetros.
O trabalho também sugere evitar recomendações em áreas com 90 dias sem excedente hídrico na época da colheita, além de desestimular incentivos em zonas de reservas florestais e beiras de rio. Áreas de exclusão devem sofrer limitações de financiamento do BNDES à construção ou ampliação de usinas de etanol, restrições na concessão de crédito rural ao plantio de cana e, ainda, a redução na cobertura de seguro oficial.
“Somos francamente favoráveis, por razões ambientais, à expansão do etanol e do biodiesel”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, em audiência pública no Senado. “Temos sete milhões de hectares hoje e vamos expandir para mais cinco milhões. E não vamos admitir que barreiras comerciais contra nosso etanol sejam usadas como argumentos ambientais”.
Mauro Zanatta
Fonte: Valor Econômico
Data: 23/01/2009
23 de Janeiro de 2009 às 10:25
admin
A Argentina está sendo assolada pela pior seca dos últimos 47 anos.
O Chefe do Gabinete de Ministros, Sergio Massa, afirmou que o governo da presidente Cristina Kirchner “não abandonará os produtores agrícolas” que estão padecendo a intensa seca que assola a Argentina. “Vamos colocar todas as ferramentas que o Estado argentino possui”, sustentou. No entanto, Massa disse que o governo não declarará “emergência agropecuária”.
A emergência agropecuária implicaria adiamento do pagamento de impostos, para aliviar os problemas econômicos do setor. As associações ruralistas afirmam que a declaração do estado de emergência é imprescindível. Alguns setores exigem mais medidas, e afirmam que seria necessária a declaração de “desastre agropecuário”, o que resultaria em anistia para os tributos do setor. A falta de chuvas poderá causar prejuízos da ordem de US$ 4,104 bilhões em 2009, segundo estimativas das Confederações Rurais Argentinas (CRA). As informações são da Agência Estado.
Fonte: Portal DBO
Data: 22/01/2009
às 10:20
admin
As duas maiores associações de indústrias frigoríficas do país entraram em acordo na tentativa de reduzir a carga tributária do setor, através da suspensão da cobrança de PIS-Cofins sobre operações no mercado interno.
Uma reunião na sede da Fiesp, na última terça-feira, selou um consenso entre a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).
Pelo acordo, a Abrafrigo referenda a manutenção da isenção de 60% do PIS-Cofins sobre as exportações feitas pelos associados da Abiec. A entidade mantida pelos frigoríficos de mercado interno questionava o direito das indústrias exportadoras e exigia uma equiparação dos benefícios. O acordo foi comunicado ontem ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, pelo presidente da Abiec, Roberto Gianetti da Fonseca.
O Ministério da Fazenda avalia suspender a cobrança de 4,5% de PIS-Cofins sobre o faturamento dos frigorífigos nas vendas internas. A Abrafrigo informa que seus associados recolheram R$ 140 milhões em PIS-Cofins no ano passado. “Os frigoríficos estão insolventes e não conseguem pagar essa conta”, diz o presidente da Abrafrigo, Péricles Salazar. Ele acredita que a medida também vai legalizar as atividades clandestinas e ajudar a defesa sanitária.
As reduções nos negócios com importantes compradores, como Rússia, Chile e União Européia, também pesam sobre o setor. Quatro indústrias pediram recuperação judicial nos últimos quatro meses: Margen, Quatro Marcos, Arantes e Frigoestrela.
“Ninguém quer uma onda de falências e de recuperações judiciais”, afirma o diretor da Abiec, Otávio Cançado. “Se o governo retirasse o crédito presumido nas exportações, teríamos mais oferta no mercado interno e uma queda dos preços. E isso também ninguém desejaria”. Cançado aponta dificuldades externas com a redução da liquidez e os problemas dos importadores para financiar suas compras no Brasil.
As informações foram publicadas no jornal Valor Econômico, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.
Fonte: Beefpoint
Data: 22/01/2009
às 10:17
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Em 2008, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações brasileiras de bovinos vivos para abate ou engorda diminuíram em número de cabeças, mas aumentaram em faturamento em relação a 2007.
O Brasil exportou cerca de 400 mil animais, em comparação às 430 mil cabeças de 2007. Um recuo de quase 8%.
No entanto, a valorização dos animais no mercado internacional fez com que o faturamento passasse de US$260 milhões para US$366 milhões (alta de mais de 41%).
O recuo do número de cabeças exportadas é resultado da diminuição da oferta de gado no Brasil, mas também do enfraquecimento do comércio, nos últimos meses do ano, por conta da crise econômica internacional.
MGT
Fonte: Scot Consultoria
Data: 22/01/2009
às 10:10
admin
Frigoríficos consultados pelo Cepea estiveram retraídos nos últimos dias, o que pressionou as cotações do boi gordo. Muitas unidades estão se baseando na dificuldade da venda de carne no atacado para saírem do mercado. Por outro lado, a oferta de animais prontos para abate continua pequena, o que tem impedido recuos maiores nos preços da arroba. Entre 14 e 21 de janeiro, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa teve pequena queda de 0,4%, a R$ 83,21 nessa quarta-feira, 21. No mercado atacadista da Grande São Paulo, a carcaça casada de boi desvalorizou 3,62% no mesmo período, passando para R$ 5,05/kg na quarta.
Fonte: Cepea/Esalq
às 10:08
admin
A crise financeira está revertendo o ciclo de forte valorização nos preços das terras agrícolas brasileiras. Em 2008, a cotação das propriedades rurais no País ainda aponta para recordes em termos nominais, mas a escassez de negócios nos últimos quatro meses e uma retração do valor do hectare no último bimestre sinalizam que a falta de liquidez gerada pela crise já se instalou nesse mercado.
De acordo com relatório da AgraFNP, no último bimestre de 2008, o preço médio do hectare no País foi de R$ 4.330, ante R$ 4.341 no bimestre anterior (setembro/outubro). O levantamento é o primeiro a indicar uma reversão de preços. De acordo com Jacqueline Bierhals, analista da AgraFNP, o revés das commodities espantou a ação de grandes investidores estrangeiros e especuladores. “O setor sucroalcooleiro também atua puxando os preços para baixo e a tendência é que 2009 seja um ano parado para o mercado de terras”, disse.
O desempenho dos preços dos imóveis rurais ainda é visto como um sinal de estagnação e não de recuo, mas já é uma sinalização de como o mercado de terras deverá se comportar ao longo do ano já que o setor costuma ter respostas mais lentas em relação a outros.
Segundo a analista, comparando-se a média atual com o valor de 12 meses atrás, houve valorização nominal de 8,3%. Mas, descontando-se a inflação no período, nota-se perda real de patrimônio de 0,8%. “A valorização quando comprada a inflação resulta em nada, houve uma perda de valor patrimonial. O segundo semestre neutralizou os ganhos ao longo do ano”, avalia.
Em linhas gerais, 2008 continua sendo considerado um ano satisfatório, com desempenho inferior somente ao observado no início de 2004. A maior alta ocorreu na Região Sul, que registrou um incremento de 16,6%, seguida pela Região Nordeste, com alta de 8,8%. Nas duas regiões os preços foram sustentados pela demanda no setor de grãos. No Norte e Centro-Oeste, os preços subiram 6,2% e no Sudeste 4,1%.
Claudinei Bergoli Costa, corretor que atua há 28 no Rio Grande do Sul, acredita que este será um ano de compradores retraídos. “Com a seca no estado vai ser um ano difícil para agricultura”, avalia. “Nossa região é totalmente agrícola, se a safra não vai bem ninguém tem dinheiro e os órgãos financeiros não querem financiar”, afirma.
Apesar de estar atrás do Sul do País, em termos de preço é o Nordeste que concentra o maior número de investidores. De acordo com Bierhals, no ranking das 10 terras mais valorizadas só há áreas do chamado médio norte do Brasil.
A região conhecida como Mapito (Maranhão-Piauí-Tocantis) e o oeste baiano, ainda que em menor volume, deve continuar atraindo investimentos de grupos estrangeiros. Maria José dos Anjos, proprietária da Maria José Imóveis, e que atua nessa região, revela que quando a crise estourou a imobiliária estava fechando vários negócios grandes que foram suspensos, inclusive com grupos de chineses que tinham o capital atrelado a Bolsa de Valores. “Agora muitos investidores já estão retornando, são empresas consolidadas, que precisam seguir com o plantio e não dependem de financiamento do banco”, disse.
Na ponta vendedora, a maior parte dos clientes da Maria José são produtores que passaram por problemas relacionados a seca e agora desejam vender a lavoura para outro tipo de atividade. Usineiros que atuam na região do Mato Grosso também procuram se ajustar ao mercado, optando pela venda ou buscando novos investidores para o negócio.
“Depois da crise ainda não baixaram os preços da terra, mas há muitas fazendas para venda e nenhum investidor”, disse Silvio Carlos de Oliveira, corretor de imóveis rurais no MT e São Paulo. Segundo ele, o perfil dos vendedores nessas regiões são empresários que atuam em outros setores e agora querem vender parte das terras para gerar caixa. O movimento é mais forte no MT devido a maior necessidade de saldar dívidas. “Não podemos descartar a possibilidade de um excedente de oferta gerado por produtores descapitalizados, o que faria com que o número de negócios aumentasse”, destaca Bierhals.
Priscila Machado
Fonte: DCI - Diário do Comércio & Indústria
Data: 22/01/2009
às 10:04
admin
O aumento da produtividade de um rebanho está relacionado com a qualidade do material genético usado na propriedade. Assegurar ao produtor rural a procedência e a sanidade de sêmen e embriões adquiridos, com o objetivo de incrementar a produção, é a prioridade da Divisão de Fiscalização de Material Genético Animal (DMG/Dfip) da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA). Para isso, é fundamental que o produtor se conscientize da importância de adquirir material genético somente de empresas registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Atualmente, estão registrados 2050 estabelecimentos que produzem e comercializam material genético de bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, equídeos, suínos, aves e bicho-da-seda. O registro no Mapa é obrigatório para esses estabelecimentos.
Os animais doadores de sêmen devem estar inscritos no banco de dados da SDA. “A inscrição dos reprodutores permite a rastreabilidade e a fiscalização da produção de sêmen de um determinado animal”, explica o chefe substituto da DMG, Gilmar Leite. Antes da coleta do sêmen, o animal passa por uma série de exames sanitários, de identificação genética e desempenho zootécnico que asseguram a identidade e a qualidade do produto.
A DMG controla as centrais de coleta e processamento e o comércio de sêmen e de embriões no País. Também monitora os exames sanitários dos animais doadores desses produtos. O controle é a garantia de que o material adquirido contribuirá com segurança para o incremento genético dos rebanhos e da produtividade da pecuária nacional. Os estabelecimentos são obrigados a encaminhar, mensalmente à DMG, relatórios de produção e comercialização. Fiscais federais agropecuários do Mapa realizam auditorias nas empresas, em média, a cada seis meses.
Acesse o site do Mapa no endereço www.agricultura.gov.br para consultar os estabelecimentos registrados e os animais inscritos. Clique no link “Serviços” e, em seguida, em “Material genético animal”.
Fonte: MAPA
Data: 21/01/2009
às 10:01
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“Eles vão levar um susto com o que viram no ano passado e o que vão ver neste ano”. A afirmação da secretária estadual de Produção, Tereza Cristina Côrrea da Costa, é sobre a visita que a Missão Européia fará a Mato Grosso do Sul nesta semana.
O mercado europeu é o que melhor remunera pela carne bovina, contudo exige que todos os animais sejam rastreados. Conforme a secretária, a expectativa é que a inspeção técnica faça com que Mato Grosso do Sul volte a exportar com força.
Segundo a secretária, a missão técnica vai se dividir em dois grupos: um vai para a ZAV (Zona de Alta Vigilância), na região de fronteira, e o segundo vai conhecer as fazendas habilitadas a exportar carne para a Europa.
“Na ZAV, o trabalho foi enorme. [O rebanho] Tem quase um milhão de cabeças brincadas, monitoradas”, afirma Tereza Cristina. Ela também destaca a GTA (Guia de Trânsito Animal) eletrônica e os caminhões lacrados.
“O trânsito irregular diminui drasticamente”, afirmou em entrevista ao jornal Bom Dia MS, da TV Morena.
A secretária reconhece que o contrabando de bovinos persiste, mas em menor escala.
No mês passado, o Estado foi liberado para exportar carne in natura para o mercado europeu. No entanto, só há duas propriedades certificadas: uma em Campo Grande e a segunda em Três Lagoas.
Itinerário - A primeira equipe, formada por dois veterinários europeus, chega amanhã e segue para a Zona de Alta Vigilância. A segunda equipe, que chegará no dia 27, visitará os municípios de Três Lagoas, Naviraí e Campo Grande, onde auditará propriedades aprovadas pelos Fiscais Agropecuários da SFA (Superintendência Federal de Agricultura) no último dia 23 de dezembro.
Aline dos Santos
Fonte: Campo Grande News
Data: 21/01/2009
às 09:56
admin