Arquivo de 20 de Janeiro de 2009

Confinamento brasileiro já é maior que o da Austrália

Em 2004 o Brasil passou a ser o maior exportador de carne bovina do mundo, superando a Austrália. Agora também passou à frente dos australianos em número de bovinos confinados. Na verdade, isso já havia acontecido em 2007.

De acordo com o Meat and Livestock Austrália (MLA), a Austrália confinou, em 2008, 2,13 milhões de cabeças bovinas, um recuo de 11% em relação às 2,4 milhões de cabeças de 2007 e de 19% em relação ao recorde de 2008 (2,62 milhões de cabeças).

O Brasil, porém, de acordo com estimativas da Scot Consultoria, confinou algo em torno de 2,73 milhões de cabeças no ano passado, um aumento de 7% em relação às 2,55 milhões de cabeças de 2007. No início do ano esperava-se um crescimento em torno de 20%, mas que não foi registrado em função dos aumentos de custo e do arrefecimento das expectativas relacionadas aos preços do boi gordo para o final de 2008, principalmente a partir do segundo semestre.

Em 2006 o Brasil havia confinado, ainda de acordo com a Scot, 2,13 milhões de cabeças bovinas. Atrás, portanto, da Austrália.

As perspectivas para o confinamento em 2009, bem como as questões técnicas e econômicas relacionadas a ele, farão parte das discussões do 4º Encontro Confinamento: Gestão Técnica e Econômica, organizado pela Scot Consultoria e pela Coan Consultoria, a ser realizado em março.

Para mais informações acesse www.gestaoconfinamento.com.br ou entre em contato com a FUNEP: 16 3209 1300.

FTR

Fonte: Scot Consultoria
Data: 20/01/2009

74 comentários 20 de Janeiro de 2009 às 18:18 admin

China vira maior cliente do agronegócio do Brasil

Pela primeira vez desde 1997, os Estados Unidos deixaram de ser os maiores compradores individuais de produtos do agronegócio brasileiro. E, de forma inédita, a China assumiu o primeiro lugar no ranking dos embarques ao exterior em 2008, informou o Ministério da Agricultura. O recuo de 2,4% nas importações americanas levou o país ao terceiro posto na lista, com uma participação de 8,7% do total exportado pelo Brasil. Na outra mão, os chineses compraram 70% a mais e abocanharam uma fatia de 11% das vendas brasileiras, sobretudo de soja. Mesmo tendo recuado em sua participação, a União Européia fechou 2008 como principal bloco destino dos produtos do agronegócio, com 33%. A fatia da Ásia cresceu para 23,5% e o Nafta recuou para 10%.

Beneficiadas pelo aumento nos preços internacionais das commodities, redução nos estoques e elevação da demanda nos países emergentes, as exportações do agronegócio atingiram o recorde de US$ 71,8 bilhões em 2008. Com vendas adicionais de US$ 13,4 bilhões sobre 2007, a expansão dos embarques chegou a 23%. O complexo soja ainda é o carro-chefe das vendas externas do agronegócio, com US$ 18 bilhões. Em seguida, permaneceu o complexo carnes, com US$ 14,54 bilhões. As vendas de soja e carnes saltaram de US$ 22,7 bilhões, em 2007, para US$ 32,5 bilhões. As exportações de lácteos cresceram 80%, de US$ 299 milhões, em 2007, para US$ 541 milhões em 2008.

Fonte: Fecoagro - Santa Catarina
Data: 20/01/2009

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Friboi nega boato sobre compra do Bertin

O grupo JBS Friboi negou ontem que estaria em negociação com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para conseguir um financiamento para comprar o Bertin, segundo maior frigorífico do Brasil.

Segundo a assessoria de imprensa do JBS, a informação foi considerada apenas um boato e disse que qualquer informação sobre a empresa é comunicada “imediatamente ao mercado”.

Em comunicado, o Bertin também desmentiu a notícia. O grupo atribuiu as especulações a seu respeito ao destaque obtido pela empresa nos setores em que atua.

Fonte: O Popular
Data: 20/01/2009

76 comentários às 18:06 admin

Preço da carne favorece receita com exportações

São Paulo - A receita com exportações de carne cresceu 20,36% em 2008, a despeito da crise econômica, do recuo na oferta de gado para o abate e de algumas restrições impostas por mercados como União Europeia e Chile. Segundo divulgou a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), o volume embarcado, no entanto caiu 14,31% de janeiro a dezembro do ano passado. O setor se valeu da alta do preço médio do produto, de 40,47%.

A receita cambial ficou em US$ 5,3 bilhões no ano passado, ante US$ 4,5 bilhões em 2007. Em nota, o presidente da Abiec, Roberto Giannetti da Fonseca, destacou a qualidade da carne brasileira e que ‘’mesmo diante de tantos obstáculos e apesar do aumento de preços, os frigoríficos continuam competitivos'’.

‘’Mas ainda há a necessidade de fazer alguns ajustes e normalizar os embarques para mercados tradicionais como Chile e União Europeia'’, afirmou Giannetti.

No mês de dezembro, a receita cambial recuou 4,09% na comparação com o ano de 2007. Com relação ao volume, houve uma queda de 13,20% em relação a 2007.

Segundo a entidade, a crise mundial foi responsável pela queda na receita cambial nos dois últimos meses de 2008. ‘’Não podemos prever até onde vai o reflexo da crise que se iniciou em setembro do ano passado. Por isso temos que apostar na reabertura dos mercados que apresentam alguma restrição'’, disse o presidente da Abiec.

No ranking dos países importadores de carne in natura, em 2008, a Rússia manteve a liderança na receita cambial, com US$ 1,4 bilhão. A Venezuela aparece em segundo lugar, com US$ 418 milhões.

Já em relação à compra de carne industrializada, os Estados Unidos continuaram na liderança no ano passado. As vendas de carne industrializada para o mercado americano em 2008 atingiram US$ 279 milhões em receita cambial. O Reino Unido ficou em segundo lugar com US$ 188 milhões.

Fonte: Folha de Londrina
Data: 20/01/2009

53 comentários às 18:05 admin

Austrália: cresce exportação de gado em pé

As exportações de gado em pé da Austrália aumentaram em novembro, à medida que aumentaram as demandas nos mercados do Oriente Médio e Sul da Ásia. As exportações de bovinos vivos no mês aumentaram em 84% com relação ao ano anterior, para 76.012 cabeças, de acordo com dados do Australian Bureau of Statistics.

A Indonésia continuou dominando as exportações de bovinos vivos australianos, com maiores envios em novembro (totalizando 51.542 cabeças, 120% a mais que em novembro de 2007), levando as exportações nos primeiros 11 meses de 2008 para 585.936 cabeças - 22% a mais que no mesmo período do ano anterior. Outros mercados com envios recordes em novembro foram Israel (8.987 cabeças), Arábia Saudita (6 mil cabeças) e Filipinas (2,9 mil cabeças).

A reportagem é do Meat and Livestock Australia (MLA), traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: Beefpoint
Data: 19/01/2009

35 comentários às 18:03 admin

Pecuária de corte: No MS, abate de bovinos recuou 14% em 2008

A queda representa 493.034 animais a menos abatidos, aponta a Superintendência Federal da Agricultura.

Os abates de bovinos no Mato Grosso do Sul em 2008 tiveram redução de 14% em relação a 2007, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 16, pela Superintendência Federal de Agricultura. De janeiro a dezembro do ano passado foram abatidos 3.022.024 animais, sendo 58% bois e 42% fêmeas; em 2007, foram 3.515.058 cabeças abatidas. Só em dezembro de 2008, a redução foi de 27,5% - de 307.773 animais abatidos em 2007 para 222.939.

O presidente da Famasul (Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul), Ademar Silva Júnior, ressaltou ao Campo Grande News que a queda é decorrente do grande abate de matrizes dos últimos anos, que levou à redução do rebanho. Mato Grosso do Sul, que até alguns anos atrás tinha o maior número de bovinos, hoje já é o terceiro, atrás do Mato Grosso e Goiás. Ademar afirma que a tendência é que essa situação continue produzindo efeito neste ano.

Fonte: Portal DBO
Data: 19/01/2009

66 comentários às 18:01 admin

Preços dos bezerros estão com valor acima da média

Na opinião dos pecuaristas, os preços do bezerro estão supervalorizados e incompatíveis com o preço do boi gordo. “Matando um boi gordo de 16 arrobas, o invernista tem renda bruta de R$ 1,16 mil – ao preço médio de R$ 73/arroba - o que daria para comprar apenas dois bezerros ao preço de R$ 540. O cálculo para a próxima cria deixa uma margem muito estreita para o invernista. O preço do bezerro realmente está acima da média”, diz o pecuarista Leonardo Mendonça.

A relação de preços, segundo ele, sempre foi de 2,5 bezerros por um boi gordo. “Hoje, com o dinheiro de um boi se compra no máximo dois bezerros. A situação é complexa e ninguém tem explicação lógica para isso”.

“É importante ressaltar que o bezerro de hoje é o boi gordo de 2010, e a produção de carne deve continuar aumentando, uma vez que o consumo é crescente em todas as partes do mundo, e o Brasil é o grande fornecedor de proteína animal”, frisa.

Na avaliação dos especialistas, o que está havendo é apenas um “ajuste” nos preços do bezerro. “Os preços estão se adequando e chegando onde deveriam estar já há algum tempo”, afirma o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vaccari. Ele diz que nos últimos anos houve um “achatamento no preço do bezerro” devido ao aumento nos custos dos insumos agropecuários e ao excesso de oferta de boi.

Fonte: Diário de Cuiabá
Data: 19/01/2009

25 comentários às 17:55 admin


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