Arquivo de 8 de Janeiro de 2009

UE: Número de fazendas habilitadas a exportar carne sobe para 733

Mato Grosso do Sul estréia na lista.

A nova atualização feita pela Comunidade Europeia indica que o número de cadastros aumentou em relação ao último levantamento de dezembro e que o Brasil já possui 733 propriedades habilitadas a exportar para o bloco, informa a Agência Estado. O destaque da nova atualização é a presença de duas fazendas de Mato Grosso do Sul, último Estado brasileiro a ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa com vacinação. Do total, Minas Gerais tem 337 fazendas habilitadas, Goiás 146, Mato Grosso 120, Rio Grande do Sul tem 60, São Paulo possui 33, Paraná 18, Espírito Santo 17, além das duas propriedades sul-mato-grossenses.

Fonte: Portal DBO
Data: 08/01/2009

37 comentários 8 de Janeiro de 2009 às 18:22 admin

Bertin: Nogueira Batista se diz frustrado com a saída

Fernando Antônio Bertin, um dos fundadores da Bertin S.A. e que tinha assento no conselho de administração da empresa, assumiu o cargo de diretor-presidente da empresa, com o desligamento prematuro de o executivo João Pinheiro Nogueira Batista - 6 meses depois de ter assumido o cargo.

Reconhecendo que sua passagem foi rápida e não escondendo alguma frustração, Batista disse ontem que houve uma “percepção da família” de que Fernando Bertin deveria “tocar o negócio como executivo”, o que foi aprovado pelo conselho de administração.

No período em que esteve à frente da Bertin, ele conseguiu consolidar a estruturação do modelo de gestão, com a formação do conselho de administração e implementação do sistema de governança. Isso “culminou com a aprovação do planejamento estratégico” para os próximos cinco anos, afirmou o ex-presidente da empresa.

O executivo, que antes da Bertin esteve na Suzano Petroquímica e Petrobras, afirmou que a mudança na direção da empresa “não tem diretamente a ver com a crise”, mas admitiu que com a alteração do cenário econômico a “abertura de capital [da Bertin] não é tão premente”.

A saída de Batista acontece num momento em que o setor de carne bovina vive dificuldades com escassez de animais para abate e queda nas exportações. Estes entraves levaram a Bertin a desativar, em dezembro passado, uma unidade de bovinos em Araguaína (TO). A empresa também reduziu sua capacidade de produção de couro no país por conta da demanda internacional menor. Em agosto passado, o grupo Bertin - que controla a Bertin S.A - também havia decidido postergar o plano de entrar no setor financeiro e ter um banco.

João Pinheiro Nogueira Batista reconheceu a “frustração de ter de passar o bastão para o Fernando [Bertin], e não poder compartilhar esse processo daqui para frente”. Apesar de enfatizar que sua saída é “supernormal”, Batista afirmou que a empresa “não estava pronta para o passo que deu há seis meses”, quando colocou um executivo na presidência. Movimento semelhante ocorreu recentemente na cervejaria Schincariol.

A matéria é de Alda do Amaral Rocha, publicada no jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: Beefpoint
Data: 08/01/2009

69 comentários às 18:21 admin

Austrália: exportação de carne bovina tem recorde em 2008

As exportações de carne bovina da Austrália atingiram níveis recordes em 2008, já que as vendas para os mercados emergentes, como a Rússia, compensaram os declínios em importantes mercados, incluindo o Japão e os Estados Unidos.

A Austrália exportou 957.479 t de carne bovina em 2008, 2% acima do ano passado, ultrapassando o recorde de 953.932 t verificado em 2006, informou a Meat & Livestock Australia (MLA) nesta quinta-feira.

Uma queda acentuada na competitividade do Brasil, maior exportador mundial, esteve basicamente por trás do aumento da demanda pela carne australiana da parte da Rússia, do Sudeste Asiático e da União Européia em 2008, segundo a MLA.

O Brasil ainda enfrentou restrições para vender à UE, que em alguns meses do ano reduziu drasticamente as compras do produto brasileiro, devido a questões relacionadas à rastreabilidade do rebanho.

A UE comprou alguns lotes de carne da Austrália, o segundo exportador mundial, para preencher o espaço deixado pelos brasileiros. A MLA afirmou que a Rússia apareceu como o quarto maior mercado da Austrália.

O Commonwealth of Independent States (CIS), formado pelas ex-repúblicas soviéticas, importou um recorde de 72.035 t de carne bovina australiana, quase todo o volume para a Rússia. As exportações para a União Européia dobraram em 2008, para uma máxima de 11.863 t.

A carne bovina australiana também ficou popular no Sudeste Asiático. Os embarques para Indonésia subiram 23%, para 33.019 t, enquanto as exportações para as Filipinas praticamente mais que triplicaram, alcançando 14.143 t.

O Japão continuou como o principal mercado, ainda que os embarques tenham caído 4% em relação ao ano passado, para 364 mil t, refletindo a disponibilidade reduzida de ração animal na Austrália devido à estiagem.

Já as exportações australianas para os Estados Unidos recuaram 23% em comparação ao período anterior, para 234.779 t, o menor patamar desde 1997, devido ao fortalecimento do dólar australiano durante os primeiros nove meses de 2008.

O aumento da competitividade da carne americana na Coréia do Sul, terceiro maior mercado para a Austrália, durante o segundo semestre de 2008, fez com que as exportações caíssem 15%, para 127.207 t.

Fonte: Invertia
Data: 08/01/2009

66 comentários às 18:19 admin

Chuva beneficia áreas de cana e de pasto

O ano começou com chuva forte na maior parte do Estado por causa de uma nova frente fria que chegou ao Sudeste do Brasil, com volumes acima de 100 milímetros em São Carlos e São José do Rio Pardo. Até quarta-feira, o calor predominou no Estado, com máxima acima de 33 graus em Campinas, Itapeva e São Carlos.

Entre quinta-feira e domingo, o céu permaneceu nublado e a temperatura caiu para 27 graus na maior parte do Estado, com mínima de 15 graus em Piracicaba, Jaboticabal, Sorocaba e Votuporanga.

A umidade do solo continua subindo e já atingiu nível considerado ideal em todas as regiões. Até mesmo na região de Piracicaba, onde a umidade era crítica, o armazenamento hídrico alcançou 75% da capacidade máxima de retenção, beneficiando as pastagens.

Nos canaviais da região de Piracicaba, a elevação da umidade também foi benéfica, mas a intensa nebulosidade das últimas duas semanas reduz a capacidade produtiva das plantas, diminuindo a expectativa de produção.

A chuva e a elevação da umidade não chegaram a tempo de evitar perdas nos campos de milho e soja do Vale do Paranapanema, onde o baixo volume de chuvas entre novembro e dezembro prejudicou o florescimento e a formação da produção.

O risco de erosão nas áreas em declive e sem cobertura vegetal adequada continua em todo o Estado, pois as precipitações têm sido intensas e contínuas. O plantio direto na palha é uma técnica excelente para melhoria da qualidade do solo e contenção da erosão.

Monitoramento

O excesso de umidade favorece a proliferação de doenças fúngicas nas lavouras de Ribeirão Preto, Assis e São Joaquim da Barra, exigindo monitoramento para minimizar perdas. O tempo exige atenção dos cafeicultores de Franca, Garça e São José do Rio Pardo e dos produtores de uva niagara de Jundiaí, Campinas, Vinhedo e de uva itália de Jales e Fernandópolis.

Apesar do tempo chuvoso e do excesso de água no solo, que dificulta o transporte da produção, a colheita prosseguiu nos pomares de abacate de Jardinópolis; de figo de Valinhos e Indaiatuba; de lichia em Tupã, Avaí e Bastos; de manga em Fernando Prestes e Monte Alto; de limão em Pindorama; e do pêssego em Avaré, Registro e Juquiá.

*Fábio Marin é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária. Para mais informações sobre tempo e clima, acesse www.agritempo.gov.br

Fábio Marin

Fonte: O Estado de São Paulo
Data: 08/01/2009

47 comentários às 18:18 admin

Corte de subsídios na UE

De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP), os ministros da agricultura de 27 países europeus decidiram deslocar 5% dos subsídios concedidos a fazendeiros para desenvolver projetos de preservação de zonas rurais até 2012. Isso significa que 10% da ajuda direta dos governos europeus à agricultura serão cortados até o período mencionado.

Para o Brasil é uma boa notícia, já que o protecionismo atrapalha a competitividade nas exportações para a Europa.

LP

Fonte: Scot Consultoria
Data: 08/01/2009

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Boi: Pecuaristas cobram volta de prêmio

Com a queda na demanda europeia pela carne bovina brasileira a partir de novembro do ano passado, os frigoríficos deixaram de pagar o prêmio pelo animal rastreado, que variava entre R$ 10 e R$ 15 por arroba.

No final de novembro, o presidente da Associação Nacional de Confinadores (Assocon), Ricardo Merola, chegou a dizer que era um erro estratégico dos frigoríficos deixar de pagar o prêmio.

O fato é que os prêmios ainda não voltaram e o número de fazendas está aumentando. Fontes de algumas associações de produtores disseram que a orientação entre os associados é para se manterem cadastrados e, quem ainda não faz parte da lista, se apressar para ser incluído. Do lado dos frigoríficos exportadores, o pagamento do prêmio não está descartado, mas exige que a Europa volte a realizar suas compras. “Cedo ou tarde os prêmios voltarão a ser pagos e pode ser maiores dos que vinham sendo praticados. O mercado funciona desse jeito e quem tiver animais habilitados vai se beneficiar”, disse um representante das indústrias.

Fonte: O Popular
Data: 08/01/2009

12 comentários às 17:28 admin

Número de propriedades é ampliado

Agência Estado

São Paulo (AE) - O temor de que o número de fazendas habilitadas para exportar carne bovina para a União Europeia (UE) sofresse uma redução a partir do início de 2009 não se confirmou. Pelo contrário. A nova atualização feita pela UE indica que o número de cadastros aumentou em relação ao último levantamento de dezembro e que o Brasil já possui 733 propriedades habilitadas a exportar para o bloco.

O destaque da nova atualização é a presença de duas fazendas de Mato Grosso do Sul, último Estado brasileiro a ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa com vacinação. Do total, Minas Gerais tem 337 fazendas habilitadas, Goiás 146, Mato Grosso 120, Rio Grande do Sul tem 60, São Paulo possui 33, Paraná 18, o Espírito Santo 17, além das duas propriedades sul-mato-grossenses.

A queda na demanda europeia pela carne bovina brasileira a partir de novembro do ano passado, os frigoríficos deixaram de pagar o prêmio pelo animal rastreado, que variava entre R$ 10 e R$ 15 por arroba. Como o custo e a burocracia para manter uma fazenda habilitada não são desprezíveis, muitos pecuaristas e associações de produtores chegaram a imaginar uma queda no número de cadastros.

No final de novembro, o presidente da Associação Nacional de Confinadores (Assocon), Ricardo Merola, chegou a dizer que era um erro estratégico dos frigoríficos deixar de pagar o prêmio. “Entendemos que, por causa da redução da demanda e das quedas nos preços internacionais, os frigoríficos estejam revisando seus custos. Mas, se o pecuarista não permanecer motivado, ele vai perder o interesse por se manter nesse sistema”, disse, na época.

O fato é que os prêmios ainda não voltaram e o número de fazendas está aumentando. Fontes de algumas associações de produtores disseram que a orientação entre os associados é para se manterem cadastrados e, quem ainda não faz parte da lista, se apressar para ser incluído. Do lado dos frigoríficos exportadores, o pagamento do prêmio não está descartado, mas exige que a Europa volte a realizar suas compras. “Cedo ou tarde os prêmios voltarão a ser pagos e pode ser maiores dos que vinham sendo praticados. O mercado funciona desse jeito e quem tiver animais habilitados vai se beneficiar”, disse um representante das indústrias.

Na avaliação do diretor executivo da Assocon, Juan Lebron, o ano começou melhor do que se esperava no final de 2008. Segundo ele, o volume de abate nos frigoríficos está aumentando, a Rússia já dá sinais de que voltará a comprar carne em volumes representativos do Brasil e a própria União Europeia, aos poucos, volta a comprar. “O Chile também é dado como certo e é um importante comprador. Apesar da queda dos preços internacionais, o dólar compensa essa perda e o sentimento é de que o cenário não está tão ruim quanto se imaginava”, disse.

Segundo Lebron, o número de confinamentos no Brasil pode cair em 2009, depois de fechar 2008 com um crescimento tímido de 1,3% sobre 2007. “Os custos do confinamento ainda estão muitos elevados. Cerca de 75% do custo vem do boi magro. Se pegarmos o valor atual desse boi magro e travarmos o preço para outubro a conta não fecha e o confinador ficaria no vermelho. Para que o confinamento ocorra o preço do boi magro precisa cair ou a cotação futura subir”, afirma.

Fonte: Diário de Cuiabá
Data: 08/01/2009

Adicionar comentário às 17:24 admin

Bertin anuncia nova mudança no comando da empresa

O Grupo Bertin informou ontem que Fernando Antônio Bertin é o seu novo diretor-presidente. Ele ocupa o lugar de João Nogueira Batista, a quem coube a tarefa de reorganização da companhia e a implementação do novo modelo de gestão, formando o Conselho de Administração e o sistema de governança, compor a Diretoria Estatutária, e construir o planejamento estratégico 2009/13.

Concluído esse trabalho, o Conselho de Administração decidiu retornar a liderança da organização para um membro da família Bertin.

A matéria foi publicada na Gazeta Mercantil, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: Beefpoint
Data: 07/01/2009

80 comentários às 17:24 admin


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