Arquivo de Dezembro de 2008
Unidade mato-grossense de abate e desossa conta com uma capacidade instalada de 1.100 cabeças por dia.
Teve início nesta segunda-feira, 15, as operações de abate e desossa na unidade do Independência em Pontes e Lacerda, MT. Segundo comunicado divulgado pela empresa, a unidade está entre as mais modernas plantas frigoríficas do País, com capacidade instalada de 1.100 cabeças/dia neste primeiro momento, podendo chegar a 1.600 cabeças/dia no médio prazo.
O município de Pontes e Lacerda, no sudoeste do Mato Grosso, está dentro da área habilitada a exportar para a União Européia. É uma região tipicamente de gado de corte: em um raio de 200 km da unidade, existe um rebanho de cerca de 6 milhões de cabeças, distribuídos em 23 mil propriedades. De acordo com a empresa, com o funcionamento dessa unidade o Independência finaliza 2008 com uma capacidade de abate total de 11.800 cabeças/dia e a possibilidade de gerar 1.200 empregos diretos até a conclusão total das operações.
Atualmente, o frigorífico está presente em 7 estados brasileiros e no Paraguai com 14 plantas de abate e desossa, 3 curtumes, 3 fábricas de charque, 5 módulos de produção de biodiesel, com centros de distribuição em Cajamar, Itupeva e no porto de Santos, SP.
Fonte: Portal DBO
Data: 16/12/2008
17 de Dezembro de 2008 às 15:02
admin
À medida que a recessão piora, as pessoas estão comendo menos carne bovina, suína e de aves, levando ao maior declínio per capita no consumo de carnes desde 1982, disse o analista industrial da CattleFax, Randy Blach, em uma convenção anual da Associação de Produtores de Gado de Kansas.
Os consumidores já começaram a comprar cortes mais baratos de carne bovina neste ano, disse Blach. O consumo per capita de acém aumentou em 10%, enquanto o consumo de lombo, mais caro, caiu em 7% até agora neste ano. Ele disse que os pecuaristas perderam em média US$ 130 por cabeça neste ano.
Suas previsões para o próximo ano também não são das melhores. Blach previu que os estoques de gado continuarão reduzindo e o consumo per capita de carne continuará declinando. Ele também espera que os custos permaneçam altos, com menores margens de lucros.
A demanda global por carne bovina ultrapassará a oferta, apesar da recessão poder reduzir a demanda, disse ele. A crise global de créditos levará meses para se estabilizar, mas ele disse que acha que o dólar já começou a se estabilizar.
Entretanto, Blach também antecipou que as exportações de carne bovina dos EUA aumentarão no próximo ano em 27% por causa do acesso ao mercado coreano.
Os pecuaristas dos EUA têm agora o menor rebanho bovino desde 1962 e este deverá reduzir mais 2% no próximo ano, disse ele. No entanto, a produção de carne bovina permanece forte por causa dos maiores pesos das carcaças devido às melhoras genéticas e nutrição.
A reportagem é do BusinessWeek, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
Fonte: Beefpoint
Data: 16/12/2008
16 de Dezembro de 2008 às 17:55
admin
Reuters - A Perdigão vai reduzir em 20 por cento sua produção de frangos, perus e suínos no primeiro trimestre de 2009 para reduzir estoques e evitar queda de preços, informou a empresa nesta terça-feira.
A empresa pretende dar férias coletivas para uma parte dos funcionários no período e realizar algumas paradas em unidades, mas não detalhou o plano.
Apesar da redução, a companhia negou que exista uma queda importante na demanda.
“A demanda está praticamente igual. Se há uma queda, ela é mínima. O que acontece é que o mercado trabalha com muito estoque”, afirmou o diretor da Área Internacional da empresa, Antônio Augusto de Toni, a jornalistas nesta terça-feira na sede da empresa.
Segundo ele, os estoques estão elevados no Japão e na Europa, mercados que respondem por mais de 50 por cento das vendas externas da Perdigão. Estas regiões teriam comprado muito no terceiro trimestre.
Para reduzir a produção, a empresa vai quebrar ovos de frangos e perus e cancelar o abate de suínos de terceiros.
Parte da produção que deixou de ser embarcada em novembro devido a problemas em Itajaí será utilizada para manter os volumes externos em meio às férias coletivas.
De Toni disse que a companhia trabalha com a perspectiva de normalização do mercado depois do primeiro trimestre do ano que vem.
Fonte: Reuters
Data: 16/12/2008
às 17:45
admin
A crise de crédito, que parece ter atingido fortemente a Rússia, principal importador de carne bovina do Brasil, vai frustrar as exportações brasileiras do produto. A previsão de receita de US$ 5,5 bilhões será limitada a valores entre US$ 5,3 e US$ 5,4 bilhões até o final deste ano, segundo Roberto Gianetti da Fonseca, presidente da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec). Para o ano que vem, Gianetti diz com cautela que a previsão é de manter os patamares entre US$ 5 bilhões e US$ 5,5 bilhões, caso a situação da Rússia não se estenda por muito tempo. “É preocupante o fato de 38% das exportações brasileiras de carne in natura terem como destino logo o mercado russo, que parece ser o mais atingido pela crise. Não sabemos se a falta de crédito lá será permanente, mas certamente nos trará problemas por mais alguns meses”, lamenta Gianetti.
Ele antecipou ontem, em reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que entre janeiro e novembro foram embarcadas 1,29 milhão de toneladas de carne bovina (2,02 milhões de equivalente carcaça), o que resultou em receita de US$ 5 bilhões ao setor. “Tivemos crescimento em valor de 22% no acumulado do ano em comparação com igual período do ano passado, mas uma queda de 14% em tonelagem. Mas, isoladamente em novembro tivemos muita retração - queda de 34% em volume e 13,8% em receita. É a primeira vez em muitos anos que temos recuo de um mês na comparação com igual período do ano anterior”, afirma.
Ele informa que no mês de novembro os frigoríficos tiveram redução de abate, e que o preço da carne no mercado internacional recuou cerca de 10%. “Estamos contando com a recuperação de parte das exportações para a União Européia (UE), que é um mercado que paga quase o dobro do que a média dos outros”. O executivo da Abiec também espera retomada do mercado chileno. “Esperamos sair das atuais 120 mil toneladas para 200 mil toneladas para a UE em 2009. Para o Chile, esperamos exportar 100 mil toneladas”, diz Gianetti.
No entanto, para não decrescer no próximo ano, o setor exportador de carne bovina conta, justamente, com o mercado que mais deve ser penalizado com a crise internacional. Na avaliação do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que preside o Conselho Superior de Agronegócio da Fiesp, o mercado europeu é o que deve, no mundo, ser o mais afetado.
Fabiana Batista
Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 16/12/2008
às 17:12
admin
O Grupo Mercosul demitiu ontem 480 funcionários do seu frigorífico localizado em Paiçandu (10 km a leste de Maringá). Eles voltavam de um período de 30 dias de férias coletivas e encontraram a empresa de portas fechadas. O Mercosul informou que a queda nas exportações motivou o fechamento da plataforma de operação. O Grupo estava instalado há quase três anos no município e tinha capacidade para abater 300 animais por dia.
A notícia das demissões pegou os funcionários de surpresa, porque há algumas semanas, o Mercosul estava anunciando vagas para contratação em várias áreas. Todos achavam que após o período de férias coletivas, voltariam às atividades normais. Há cerca de um mês, outro frigorífico do grupo em Naviraí (MS) também teve as portas fechadas.
Outro fato que surpreendeu os funcionários é que na semana passada, o frigorífico já havia negociado a proposta de demissão coletiva com o Ministério Público. Ficou acertado que todos os funcionários receberão o 13 na sexta-feira (19) e os direitos trabalhistas serão pagos em cinco parcelas, nos próximos meses.
Por enquanto, apenas alguns funcionários do setor administrativo continuam trabalhando para acertar os últimos detalhes do fechamento. Segundo o gerente de Marketing do Grupo Mercosul, Vinicius Pilz, a idéia é concentrar todas as operações paranaense na unidade de Nova Londrina, no Noroeste do Estado.
“Tivemos uma queda no volume de exportações e também na oferta de animais. Por isso, o Grupo preferiu se reestruturar e concentrar todas suas operações em Nova Londrina”, justificou. Cerca de 80% dos animais abatidos em Paiçandu eram exportados e devido à crise, várias mercados teriam deixado de comprar.
O fato da unidade de Paiçandu ser arrendada também pesou na decisão. O contrato de arredamento previsto para acabar em 2011 será cancelado com dois anos de antecedência. O Mercosul ainda deve manter 10 frigoríficos em funcionamento espalhados pelo Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso e Pará. Mesmo assim, Pilz não descartou a possibilidade de demissões em outros locais.
Fonte: Tribuna do Interior
Data: 16/12/2008
às 17:07
admin
A Friboi (JBS) mantém seu fluxo de comércio internacional normalizado. A empresa divulgou nota ao mercado afirmando que, em atenção às consultas que vem recebendo de seus parceiros e investidores, comunica que desenvolveu ao longo dos anos uma plataforma de produção diversificada para atender a necessidade de seus clientes e distribuidores através de 64 unidades de produção e 14 centros de distribuição ao redor do mundo.
“Isso permite à companhia se proteger realocando suas vendas entre suas unidades de produção.”
De acordo com a empresa, essas unidades de produção sofrem inspeções constantes por parte dos países importadores para verificação de cumprimento de legislações e exigências novas naqueles mercados. A JBS diz que faz investimentos constantes para manter suas unidades em cumprimento com estes requerimentos
Ainda no comunicado, a Friboi afirma que, recentemente, foram anunciados bloqueios temporários das exportações de uma unidade de produção em Wisconsin para Japão, outra de Colorado para Coréia do Sul, enquanto a Rússia suspendeu a importação de uma unidade.
Fonte: O Popular
Data: 16/12/2008
às 17:05
admin
A reunião final entre técnicos do Brasil e do Chile foi realizada na sexta, 13, em São Paulo.
O governo brasileiro espera receber no início do próximo ano um relatório de técnicos chilenos com a lista de frigoríficos que poderão vender carne bovina para o Chile. Hoje, apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina podem exportar para o mercado chileno, vendas que renderam US$ 16,65 milhões no acumulado do ano até novembro. Para avaliar a possibilidade de ampliar a lista de fornecedores, técnicos do governo do Chile vistoriaram nas duas últimas semanas unidades de produção de 18 frigoríficos localizados em São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás.
Fonte: Portal DBO
Data: 15/12/2008
às 17:03
admin
O governo russo elevará as tarifas de importações de carnes fora das cotas com taxas vantajosas.
No caso da carne suína, a tarifa será elevada para 75% do valor do embarque a partir de 1º de janeiro, sendo que o ônus não será nunca menor que 1,5 mil euros por tonelada. Para o frango, a taxa será de 95% (piso 800 euros/tonelada).
Para a carne bovina, ficou em 30% (no mínimo 300 euros/tonelada).
As informações são do jornal Valor Econômico.
Fonte: Beefpoint
Data: 15/12/2008
às 17:01
admin
As movimentações recentes do mercado têm distorcido algumas comparações que anteriormente eram consideradas como comportamento padrão para o mercado.
O boi em São Paulo é geralmente o mais caro do País. No entanto, o valor mais alto vigora hoje em Santa Catarina. A pecuária catarinense é fechada com outros Estados por ser a única área livre de febre aftosa sem vacinação. Isso já é um diferencial.
Além do mais, as chuvas recentes que prejudicaram o Estado acabaram também dificultando o trânsito dos animais para o abate. E mesmo com a entrada de carne de outros Estados, que fez com que os preços do boi caíssem R$1,00/@ na última semana, ainda é no mercado catarinense onde ocorre o pagamento mais alto pela arroba do boi gordo.
Mas o que mais chama atenção é o preço do boi no Sul da Bahia e em Belo Horizonte – MG ter fechado a última semana em valores mais altos que os de São Paulo.
Por mais que os preços tenham caído nos últimos dias nessas duas praças, eles se mantêm mais firmes do que em São Paulo por conta da oferta restrita, juntamente com poucos confinamentos dos frigoríficos e pequeno volume de animais negociados no mercado a termo.
MGT
Fonte: Scot Consultoria
Data: 15/12/2008
às 16:55
admin
O País deu mais um passo para ampliar as exportações de carne bovina. Terminou, nesta sexta-feira (12), a missão do governo chileno de duas semanas que avaliou os sistemas brasileiros de saúde animal e de saúde pública veterinária, com visitas às unidades locais de atenção veterinária e 18 frigoríficos de cinco estados (São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás).
O diretor da Área Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), Jorge Caetano, considerou positiva a missão. “Os servidores da SDA que acompanharam os representantes do serviço veterinário chileno nas visitas a campo consideraram-nas muito satisfatórias“, enfatizou.
A partir de agora, o Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) do Chile vai emitir um relatório com as conclusões da missão. Este documento deverá apontar os frigoríficos brasileiros que serão habilitados para exportação ao mercado chileno. A expectativa é que o relatório seja finalizado no início do próximo ano.
Atualmente, apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina exportam carne bovina para o Chile. De janeiro a novembro deste ano, foram exportados o equivalente a US$ 16,65 milhões de carne bovina. Os produtos do agronegócio mais exportados para aquele país são os florestais (US$ 147 milhões), café (US$ 29,4 milhões) e cereais, farinhas e preparações (US$ 27,5 milhões). Ao todo, as vendas externas para o Chile totalizaram US$ 384, 33 milhões neste ano.
Fonte: MAPA
Data: 12/12/2008
12 de Dezembro de 2008 às 18:32
admin
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