Arquivo de 23 de Dezembro de 2008

Sadia anuncia diminuição nas operações neste fim de ano

O presidente do Conselho de Administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, anunciou nesta segunda-feira, 22, que cerca de 20% dos 63 mil funcionários da empresa vão parar nos próximos dias, sobretudo nas unidades voltadas à exportação.

Segundo ele, com a falta de liquidez no mercado externo e os problemas de embarque e armazenamento de produtos no Porto de Itajaí (SC), os estoques de exportação da empresa ficaram elevados e por isso foi tomada a decisão de fazer neste final de ano um plano de compensação de banco de horas para os funcionários.

“Não é um assunto grave e não envolve demissões”, garantiu o executivo. Segundo Furlan, a acomodação dos estoques mundiais de carne de frango contrasta com a situação do mercado interno que, segundo ele, prossegue aquecido para os produtos da Sadia, que tiveram recorde de vendas no País nos meses de outubro e novembro.

Furlan afirmou ainda que o as perdas no mercado de derivativos, anunciadas pela Sadia no início do agravamento da crise internacional no Brasil, “estão voltando à normalidade”. Segundo ele, a dívida, que totalizava US$ 2,4 bilhões em 30 de setembro, hoje é de “apenas” US$ 600 milhões.

O executivo reiterou que a Sadia não está à venda e afirmou que não sabe por quanto tempo ainda prosseguirá no comando da empresa. “Vou ficar o tempo necessário, mas não quero morrer com o bastão na mão”, disse o executivo, que retornou ao conselho da Sadia há dois meses, para resolver os fortes problemas gerados no caixa da empresa por causa das operações com derivativos.

A matéria é de Jacqueline Farid, da Agência Estado, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint

Fonte: Beefpoint
Data: 23/12/2008

Adicionar comentário 23 de Dezembro de 2008 às 17:02 admin

MT: projeto visa redução nas taxas cobradas pelo Indea

Os valores cobrados para obtenção de licenças ambientais: Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO) poderão ser reduzidos em Mato Grosso. O projeto de lei nº 313/08 que prevê essa diminuição foi aprovado em 2ª votação durante a sessão ordinária da Assembléia Legislativa na última quinta-feira (18).

O projeto, de autoria do deputado Otaviano Pivetta (PDT), altera a redação do anexo III da Lei nº 8.791, de 28 de dezembro de 2007, que disciplina a cobrança dos serviços realizados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) - órgão responsável pelas taxas ambientais. Agora, o projeto nº 313 segue para a sanção do governador.

Se sancionada a lei, um produtor que hoje arca com R$ 259 mil para licenciar um confinamento de 30 mil cabeças de gado, passará a pagar R$ 87 mil. O custo será reduzido em 66%. Além das atividades agropecuárias, a redução também é prevista para área do minério, da aqüicultura e da infra-estrutura, entre outras atividades.

A redução, segundo o deputado, é necessária para tornar viável a cadeia produtiva em Mato Grosso e atrair novos investimentos. “O Estado pratica taxas proibitivas para pequenos produtores. Os altos valores podem inviabilizar novos empreendimentos, além de não trazerem à legalidade atividades passíveis de licenciamento ambiental”, explica Otaviano.

Para reduzir os valores, o projeto de Otaviano altera as fórmulas de cálculo de cobrança das taxas cobradas pela Sema. Para as atividades agropecuárias - exemplo acima - foi alterada a fórmula de “Pr=7+0,075 x número de cabeça de animal =UPF/MT”, para “Pr=7+0,03 x número de cabeça de animal =UPF/MT”. O projeto ainda reduz os fatores de correção da LI de R$ 1,5 para R$ 1,25 e da LO R$ 1,25 para R$ 1.

Para propor a alteração dos valores, Otaviano Pivetta fez um comparativo das taxas cobradas em outros estados, que são até dez vezes mais baratas que em Mato Grosso.

Para a Avicultura e Suinocultura, enquanto no estado de Santa Catarina o produtor paga R$ 422,77 para ter as três licenças, o produtor de Mato Grosso desembolsa mais de R$ 5 mil pelas mesmas autorizações ambientais. Nesse caso, o produtor mato-grossense paga 1.096% a mais que o catarinense.

“O custo do serviço deve servir de parâmetro para orientar a base de cálculo. Partindo da razoabilidade dos preços a serem cobrados, os novos valores devem ser adequados aos outros órgãos públicos ambientais, isto é, devem refletir o custo pelos serviços prestados e não um ganho tributário”.

No Paraná, por exemplo, o produtor paga R$ 3,8 mil para tirar as licenças de instalação de um aviário, ou seja, 30,80% a menos que em Mato Grosso; enquanto em Minas Gerais são gastos R$ 2 mil.

Mato Grosso também supera as taxas cobradas nos outros estados quando o item é Suinocultura, no ciclo da terminação. O empresário mato-grossense gasta com as licenças R$ 24,7 mil, dez vezes mais do que paga o empresário do Paraná (R$ 2,1 mil).

Do mesmo modo, enquanto que em Mato Grosso um criador deve desembolsar R$ 36.892,94 para ter as licenças ambientais de suinocultura/UPL (Unidade de Produção de Leitão), em Minas Gerais ele gastaria apenas R$ 3.705,00. Já no Paraná, ele pagaria apenas R$ 2.171,32.

As informações foram publicadas no site Agronotícias/MT, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

Fonte: Beefpoint
Data: 22/12/2008

68 comentários às 16:53 admin

Governo deve intervir mais, diz Stephanes

Gargalo maior ocorrerá no período de venda da safra, e Stephanes defende maior garantia de preços mínimos por parte do governo

Após viver momentos favoráveis no primeiro semestre, quando os preços das commodities atingiram valores recordes, os produtores terminam 2008 com um cenário bastante desfavorável, principalmente após o desenrolar da crise financeira mundial que interrompeu o fornecimento de crédito para o setor.

Esse cenário não muda muito quando se olha para o próximo ano. As dificuldades devem continuar, principalmente no período de comercialização. A avaliação é do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em entrevista à Folha na semana passada.

Por isso, internamente o governo promete mais recursos e deve atuar de maneira menos ortodoxa do que nos anos anteriores.

Externamente, o perigo da falta de alimentos não está eliminado, embora não se fale mais nisso, segundo o ministro. Portanto, os países ricos, que irão destinar bilhões de dólares aos setores financeiros, da indústria e para a garantia de empregos, deveriam buscar também a formação de estoques de grãos, afirma Stephanes.

Com isso, garantiriam os preços pagos aos produtores mundiais e a estabilidade no fornecimento nos próximos anos. Além disso, é necessário uma recomposição dos estoques mundiais, que estão baixos, diz ele.

“Vamos ter algumas dificuldades no próximo ano, e o panorama se apresenta difícil, mas não será um cenário de desastre, apesar da crise.”

Para ele, exatamente porque não estão descartados eventuais problemas no setor agrícola no próximo ano, “não podemos ser muito ortodoxos quanto estamos atuando em momento de crise”.

Mesmo não acreditando no agravamento da crise, Stephanes diz que vai manter toda a equipe muito alerta para analisar as hipóteses de uma situação mais difícil.

Meses decisivos

Os primeiros meses do próximo ano serão decisivos para a agricultura. Há uma concentração da safra de verão no período, e a comercialização, que em anos anteriores em boa parte era feita antecipadamente, deverá ocorrer praticamente em poucos meses.

Essa concentração pode derrubar ainda mais os preços, apesar de essa ter sido uma das safras com os custos de produção mais elevados para os produtores. Diante desse cenário, o ministro traça algumas diretrizes para esse período do ano.

“O governo tem de tentar entrar com uma política de sustentação na comercialização ou na política de preços, e estamos nos preparando para enfrentar esse ambiente.”

Para Stephanes, a primeira coisa é aumentar os recursos para essa sustentação. “O que se gastava nos outros anos, já estamos prevendo gastar o dobro, e já temos recursos previstos para isso [crédito para comercialização].”

É uma discussão interna do governo, e o próprio ministro Guido Mantega, da Fazenda, diz que esse crédito tem de ser garantido. “É um problema já aparentemente solucionado”, acrescenta Stephanes.

O ministro diz que, além dos recursos já tradicionais do Banco do Brasil, o setor terá de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões a mais apenas no período da comercialização. Além disso, para agilizar ainda mais a comercialização e garantir preços, o governo deve injetar R$ 2 bilhões como capital de giro nas cooperativas em janeiro e fevereiro.

Esse dinheiro deve ser injetado diretamente nas cooperativas, sem intermediação dos bancos. “Uma coisa direta. Pelos bancos há todos os acréscimos do risco”, diz o ministro. Esse é um caminho que tem de ser encontrado, porque as cooperativas comercializam quase a metade dos grãos no centro-sul, acrescenta ele.

O governo tem uma preocupação maior com os produtos que acumulam excesso de oferta de um lado e retração de demanda de outro. É o caso do milho e da carne suína. Para esses produtos, terão de ser tomadas medidas diferentes.

Possivelmente não será o problema do trigo, porque está havendo queda na produção em vários países produtores, inclusive na Argentina. Não será também o caso do açúcar, devido à quebra de safra na Índia, acrescenta.

Stephanes diz que o governo está atento também à safrinha, quando ocorre o segundo plantio de milho na região centro-sul. “Vamos ter de sustentar o preço do milho porque necessitamos continuar produzindo. Talvez seja necessário até rever o preço mínimo, porque não podemos correr o risco de amanhã faltar o produto.”

“Essa revisão de preços não é uma coisa muito tranqüila, mas não podemos ser muito ortodoxos quanto estamos atuando em momento de crise. Temos de tomar atitudes diferentes daquelas consideradas até então tecnicamente corretas”, diz o ministro.

Stephanes acredita que seja necessário manter para o milho a mesma política dada ao feijão, que garantiu produção e renda aos produtores. O governo praticamente dobrou o preço mínimo do cereal.

MAURO ZAFALON

Fonte: Folha de São Paulo
Data: 22/12/2008

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JBS, Marfrig, Bertin e Sadia podem exportar para o Chile

A estimativa é de que aquele país, que desde 2005 só importa o produto do Rio Grande do Sul, absorva entre 50 mil e 100 mil toneladas de carne no ano que vem. A previsão de volume mais otimista equivaleria à receita adicional de US$ 365 milhões às exportações, levando em conta o preço médio da tonelada de carne no mercado internacional entre janeiro e novembro de 2008. Segundo informações de Gabriela Tonini, analista da Scot Consultoria, o preço médio da tonelada foi de US$ 3,65 mil no período indicado.

Os exportadores apostam que a retomada de negócios ocorra a partir do mês de março. Duas equipes de veterinários do Serviço Agrícola e Pecuário chileno (SAG, na sigla em espanhol) estiveram no Brasil visitando 18 plantas em São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. Após a visita, as equipes apresentarão seus relatórios ao governo chileno. Segundo Roberto Gianetti da Fonseca, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o setor privado no Chile está ansioso pela retomada do comércio de carne com os brasileiros. “Os representantes [importadores que já eram clientes do Brasil] se mantiveram no Chile. Assim que o governo chileno conceder a autorização, retomamos imediatamente as exportações”, comentou o dirigente. “Há forte pressão política para que o Chile resolva o assunto”, disse, ainda.

Unidades visitadas

Foram vistoriadas 18 unidades de abate. Entre elas, três plantas da JBS-Friboi, em Andradina (SP), Barra do Garças (MT) e Goiânia (GO); três unidades do Marfrig, em Promissão (SP), Tangará da Serra (MT) e Mineiros (GO). Do Grupo Bertin foram vistoriadas três unidades, em Lins (SP), Ituiutaba (MG) e Mozalândia (GO); duas do Independência, em Senador Canedo (GO) e Janaúba (MG); Sadia, em Várzea Grande (MT); Frialto, em Matupá (MT); Frisa e Mataboi, em Nanuque e Araguari (MG); uma do Arantes, em Pontes e Lacerda (MT); além de outras duas plantas do Minerva, em Palmas de Goiás (GO) e Barretos (SP).

Agora, os brasileiros aguardam a verificação dos pareceres técnicos e conseqüentes reabilitações para exportar.

Potencial

O Chile é um mercado significativo. Segundo consultores, é o melhor da América do Sul porque compra todos os tipos de cortes e paga bem pelo produto. O país importa vários tipos de cortes, mas é um bom comprador de dianteiro.

Segundo dados da Abiec, em 2005, o Brasil exportou 66,5 mil toneladas de carne in natura aos chilenos e a receita chegou a US$ 139,9 milhões. No ano seguinte, quando só os gaúchos exportaram, a receita despencou para US$ 18,6 milhões, com embarque de 5,3 mil toneladas. Até setembro deste ano, as exportações de carne in natura aos chilenos chegaram a 2,5 mil toneladas, o equivalente a uma receita de US$ 12,1 milhões. Anualmente, o país consome 140 mil toneladas e não tem produção para alcançar a demanda interna. Os principais fornecedores hoje são o Paraguai, Uruguai, Argentina e Austrália.

O Chile praticamente deixou de importar carne bovina brasileira a partir de 2005, quando houve foco de aftosa no Centro-Oeste do País.

Somadas as expectativas de fortalecer presença na Ásia e no Oriente Médio, além de recuperar grande parte do mercado europeu à reabertura do Chile, os exportadores acreditam que no próximo ano as vendas possam, pelo menos, repetir o resultado com exportações deste ano, projetado entre US$ 5,3 bilhões e US$ 5,4 bilhões. Esses destinos serão alternativas para as esperadas perdas no mercado russo.

Os frigoríficos estão preocupados com a situação de falta de crédito na Rússia e, por conta das incertezas em relação a esse mercado, alteraram sua expectativa de exportações para 2009. A estimativa anterior era de alcançar US$ 6,5 bilhões em vendas externas no ano que vem. “Conseguiremos no próximo ano pelo menos manter o volume e o valor obtidos em 2008. Revisamos a estimativa anterior porque a crise está mais danosa do que prevíamos inicialmente”, disse Gianetti.

A expectativa em relação à União Européia é de conseguir ampliar as exportações para até 200 mil toneladas em in natura, frente a 33,6 mil toneladas importadas do Brasil por eles este ano, até novembro.

Entre janeiro e novembro, o setor exportou US$ 5 bilhões e 1,29 milhão de toneladas, 22% mais e 14% menos, respectivamente, do que em 2007.

O Chile deve abrir seu mercado para a carne bovina brasileira no primeiro trimestre de 2009. Entre as empresas que podem voltar a fazer embarques estão a Sadia e o JBS-Friboi.

Fonte: DCI - Diário do Comércio & Indústria
Data: 22/12/2008

20 comentários às 16:49 admin

Rastreabilidade: CNA criará software para integrar Sisbov, GTA e Sigsif

Proposta foi confirmada em protocolo de intenções assinada pela entidade e o Mapa.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) será responsável pela operacionilização do Banco Nacional de Dados do Sisbov, conforme protocolo de intenções assinado com o Ministério da Agricultura, dia 16 de dezembro, em Brasília. A idéia é antiga e chegou a ser discutida no segundo semestre de 2007, mas não foi implantada por “falta de clima”, pois a União Européia havia colocado todo o sistema em cheque e ameaçava embargar as importações de carne brasileira (o que de fato fez), por causa das não-conformidades encontradas nas fazendas.

Agora, com a recuperação de credibilidade do Sisbov, a CNA retomou o pleito junto ao Ministério e ampliou-o: vai desenvolver o Sistema de Informações da Pecuária Bovina, um software aplicativo capaz de gerir e integrar todos o fluxo de dados do setor. Isso inclui o cadastro de propriedades rurais, a guia de trânsito animal eletrônica, a BND do Sisbov e o Sistema de Informações Gerais do Serviço de Inspeção Federal (Sigsif).

Segundo Antenor Nogueira, presidente do Forum Nacional Permanente de Pecuária de Corte (FNPPC), ligado à CNA, a entidade se encarregará da operacionalização do Sisbov, mas o controle e fiscalização do sistema continuará nas mãos do Mapa. A União Européia foi consultada e não impôs restrições à mudança.

Maristela Franco

Fonte: Portal DBO
Data: 19/12/2008

64 comentários às 16:46 admin

Rio Grande do Sul amplia a importação de gado do Uruguai

O Estado do Rio Grande do Sul, segundo levantamento do Ministério da Agricultura Indústria e Comércio, vêm aumentando a importação de gado do Uruguai, para preencher as escalas dos frigoríficos.

Segundo o Ministério, em novembro, o número de animais importados chegou a 3000.

A pequena oferta de animais no Estado tem feito os frigoríficos procurarem matéria-prima no país vizinho, além disso o preço do gado uruguaio tem se apresentado mais baixo em relação ao do Rio Grande do Sul.

Esse fato, somado ao movimento de baixa em todo o país, pode enfraquecer o mercado no Sul do país.

ALS

Fonte: Scot Consultoria
Data: 18/12/2008

63 comentários às 16:44 admin

Coréia do Sul introduzirá rastreamento de gado

A Coréia do Sul introduzirá um sistema integrado de rastreamento de gado em uma tentativa de elevar a confiança do consumidor, anunciou hoje o Ministério de Alimentos, Agricultura, Silvicultura e Pescaria. As medidas entrarão em vigor na próxima segunda-feira e exigem que todos os produtores registrem etiquetas nos animais com data de nascimento, venda e matança, visando assim fortalecer o controle de qualidade e facilitar uma resposta rápida a queda nas vendas no mercado local. O sistema também obriga que os frigoríficos revisem as etiquetas e outros documentos antes de processar o gado, para então assegurar a consistência dos níveis de qualidade da carne e lugar de origem. Estas informações também estarão disponíveis para os consumidores, que saberão a procedência da carne. Para frigoríficos, embaladores e varejistas, a regra entrará em vigor a partir do dia 22 de junho de 2009, fazendo com que as empresas tenham seis meses para preparar suas instalações de codificação.

Fonte: InvestNews
Data: 18/12/2008

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