Arquivo de 12 de Dezembro de 2008
O País deu mais um passo para ampliar as exportações de carne bovina. Terminou, nesta sexta-feira (12), a missão do governo chileno de duas semanas que avaliou os sistemas brasileiros de saúde animal e de saúde pública veterinária, com visitas às unidades locais de atenção veterinária e 18 frigoríficos de cinco estados (São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás).
O diretor da Área Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), Jorge Caetano, considerou positiva a missão. “Os servidores da SDA que acompanharam os representantes do serviço veterinário chileno nas visitas a campo consideraram-nas muito satisfatórias“, enfatizou.
A partir de agora, o Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) do Chile vai emitir um relatório com as conclusões da missão. Este documento deverá apontar os frigoríficos brasileiros que serão habilitados para exportação ao mercado chileno. A expectativa é que o relatório seja finalizado no início do próximo ano.
Atualmente, apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina exportam carne bovina para o Chile. De janeiro a novembro deste ano, foram exportados o equivalente a US$ 16,65 milhões de carne bovina. Os produtos do agronegócio mais exportados para aquele país são os florestais (US$ 147 milhões), café (US$ 29,4 milhões) e cereais, farinhas e preparações (US$ 27,5 milhões). Ao todo, as vendas externas para o Chile totalizaram US$ 384, 33 milhões neste ano.
Fonte: MAPA
Data: 12/12/2008
12 de Dezembro de 2008 às 18:32
admin
Mercado europeu e bem-estar animal serão metas importantes no próximo ano.
No último encontro do ano da Câmara Setorial de Carne Bovina, realizado nesta quarta-feira, 10, em Brasília, foi apresentada a evolução das pesquisas sobre a vacina contra a aftosa, desenvolvidas por meio de parceria da iniciativa privada com o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro). Foram mostrados também os primeiros resultados das reuniões com pesquisadores e cadeia produtiva sobre a pecuária e os gases do efeito estufa. O tema será pauta para as reuniões do próximo ano.
O coordenador do Fórum de Estudos e Pesquisas da Competitividade do Couro, Emílio Bittar, apresentou proposta para alterar o imposto de exportação do couro wet-blue, alegando que a atual alíquota reduz a rentabilidade dos pecuaristas. Já o presidente da Câmara, Antenor Nogueira, acredita que em 2009 o setor deve se manter atento à União Européia, importante mercado da carne bovina brasileira. Além disso, citou ações para iniciar um programa de bem-estar animal.
Fonte: Portal DBO
Data: 11/12/2008
às 18:30
admin
A quantidade de gás metano emitido por quilo de carne produzida reduziu, pelo menos 30%, nos últimos 18 anos. A informação é do professor da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo, Paulo Henrique Mazza Rodrigues, que participou do workshop sobre Sustentabilidade na Pecuária de Corte, realizado nesta quarta-feira (10), em Brasília. O metano é um dos principais gases que provocam o efeito estufa.
Segundo Paulo Henrique Mazza, um dos fatores que contribuíram para essa redução foi diminuir a idade do abate. “Não foi preciso mexer em nada em relação ao metano. Nós conseguimos reduzir a emissão desse gás trabalhando com estratégias de redução da idade do abate de cinco para três anos”, afirma.
Durante o workshop foram apresentadas, ainda, outras ações que podem ajudar na diminuição da emissão de gases pela pecuária brasileira. Entre elas, a recuperação de áreas degradadas, controle do desmatamento, melhoria de qualidade das forragens, manejo adequado das pastagens e também o incentivo aos programas de sustentabilidade agropecuária.
Produção sustentável - O Programa de Integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura (ILPS) e o Sistema Agropecuário de Produção Integrada (Sapi), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), também foram apresentados durante o evento. Os projetos investem na capacitação de técnicos e na conscientização de produtores sobre a emissão dos gases do efeito estufa, além do aperfeiçoamento de linhas de créditos para aqueles que adotam programas de sustentabilidade.
Fonte: MAPA
Data: 11/12/2008
às 18:27
admin
Dezesseis fazendas orgânicas de Mato Grosso do Sul estão sendo credenciadas pelo Programa Nacional de Orgânicos norte-americano (NOP, sigla em inglês) para fornecer carne bovina processada aos Estados Unidos. O processo de credenciamento começou no mês passado, com a visita de técnicos do Instituto Biodinâmico, que está certificando os animais.
“Não é promessa, é fato concreto”, garante o presidente da Associação Brasileira de Pecuária Orgânica, Leonardo Leite de Barros. Ele acredita que as exportações brasileiras para os EUA devem começar em março de 2009, quando as propriedades estarão devidamente certificadas. “Essas fazendas estão prontas para a produção do gênero.”
Além de se adequar às leis trabalhistas, os pecuaristas tiveram de investir em infra-estrutura, pastagens e condições físicas e sanitárias do rebanho. “Isso é o mínimo. O NOP exige, por exemplo, bovinos nascidos orgânicos, sem traumas, sadios, criados isentos de qualquer contato com agrotóxicos e remédios alopáticos.” Para isso, a linha produtiva na fazenda tem de ser completa: cria, recria e engorda.
Outra exigência é a de que a carne seja processada. “Mas é uma vantagem para o produtor, pois o preço da carne processada é 30% maior comparado ao da carne in natura.”
Fonte: Estadão
Data: 10/12/2008
às 18:25
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O ministro de Agricultura da Irlanda, Bredan Smith, confirmou hoje que gado bovino também foi contaminado por dioxina. Ele disse, porém, que não há razões para preocupações com a saúde pública. Segundo ele, o risco de contaminação de consumidores de carne é “extremamente baixo”. “Não esperamos nenhuma ocorrência relacionada à contaminação”, disse. Não está claro neste momento quantos animais receberam ração contendo dioxina.
O governo da Irlanda ordenou, durante o fim de semana, o recolhimento de todos os produtos suínos de lojas, restaurantes e fábricas de processamento de alimentos no país após a confirmação da contaminação de ração por dioxina, produto químico que pode causar câncer e outros males. Cerca de 100 mil porcos deverão ser sacrificados no país por conta da contaminação, cujas causas estão sendo investigadas. Países como Alemanha, Japão e Cingapura ordenaram o recolhimento de produtos suínos irlandeses de seus respectivos mercados. As informações são da Dow Jones.
Ana Conceição
Fonte: Agência Estado
Data: 09/12/2008
às 18:22
admin
As prioridades e estratégias para o comércio externo agropecuário brasileiro serão discutidas nesta terça-feira (9), na Superintendência Federal de Agricultura no Estado de São Paulo (SFA/SP). A proposta é da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que vai reunir exportadores de carne, cereal, café, fruta, mel, vinho, leite, couro e produtos processados.
“É uma oportunidade de termos contato com vários setores do agronegócio e para os representantes do setor privado, principalmente que podem conhecer os problemas de outra área e, com isso, trocar experiências”, explica o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto.
Os representantes da SRI vão mostrar os resultados deste ano e as perspectivas para as negociações sanitárias e fitossanitárias, em 2009, além da relação comercial do Brasil com a União Européia. O calendário de missões brasileiras ao exterior no próximo ano será elaborado a partir da reunião.
Assim como na primeira edição do encontro, ocorrida no início deste ano, pela manhã, serão abordados temas sobre produtos de origem animal e, à tarde, sobre os de origem vegetal. Haverá espaço para definir as diretrizes, elaborar estratégias de negociações internacionais e ações de promoção das exportações agropecuárias brasileiras.
Exportações - Nos primeiros 11 meses do ano, as exportações do agronegócio somaram US$ 67 bilhões, com crescimento de 26,8% em relação ao mesmo período de 2007. Os principais setores responsáveis pelo avanço das exportações no período foram o complexo soja (óleo, farelo e grão), com 59,9%, carnes (33,5%), produtos florestais (8,4%), complexo sucroalcooleiro (16,3%) e café (21, 9%).
O saldo comercial do agronegócio cresceu mais de US$ 10 bilhões, saindo de US$ 45,9 bilhões, no período de janeiro a novembro de 2007, para US$ 56,1 bilhões no acumulado de 2008.
Na análise por país, houve elevação nas vendas para a China de 72,8%, que se coloca como o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro no acumulado de 2008. Esse mercado teve participação de 11,6% nas exportações brasileiras de produtos agropecuários, superando os Países Baixos (9,2%) e Estados Unidos (8,7%). As exportações para a Venezuela (113%), Tailândia (78%), Arábia Saudita (50,3%), Japão (41,6%) e Rússia (31,2%), também registraram aumento significativo.
No que se refere aos destinos das exportações em novembro, vale destacar o crescimento dos valores comercializados com os blocos econômicos e regiões geográficas: Aladi (61,8%), Ásia (50,8%), Europa Oriental (34,2%), África (26,9%), Mercosul (16,9%) e União Européia-27 (15,7%).
Lis Weingärtner
fonte: MAPA
Data: 09/12/2008
às 18:19
admin
A ração animal, como milho e farelo de soja, pode entrar na lista dos produtos beneficiados pelo drawback verde-amarelo. A medida suspende a cobrança de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) na compra do insumo quando for destinado à produção de bens destinados à exportação. Neste caso, o bem são as carnes. Os técnicos do Ministério da Fazenda estão examinando como implementar a medida juridicamente. A informação é do presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef), Francisco Turra. Ele disse que o ministro Guido Mantega comunicou a entidade que autorizou a inclusão também da ração animal.
Fonte: Gazeta do Povo
Data: 09/12/2008
às 18:17
admin
Zurique (Suíça) e Bruxelas - Duas notícias surpreendentes colocam em cheque a credibilidade européia no que diz respeito à sanidade animal. A presença de dioxina na ração utilizada em dez fazendas irlandezas levou o chefe de Saúde da União Européia a interditar todos os carregamentos de carne de porco produzida na Irlanda. A medida de emergência tem por objetivo evitar que a contaminação por dioxina se espalhe pela cadeia alimentar do bloco europeu..
Ainda ontem o Federal Veterinary Office, da Suíça, declarou que 90% das galinhas de seu país foram infectadas por uma bactéria que causa intoxicação alimentar no verão passado.
As autoridades veterinárias ficaram surpresas quanto à extensão da contaminação na primeira vez em que a campylobacter bacterium foi monitorada durante o verão (setentrional), disse ontem o porta-voz Marcel Falk.
Dioxina
Na Irlanda, os níveis de dioxina encontrados nos suínos é cerca de 100 vezes maiores do que o máximo permitido pela UE.
A ração contaminada também foi enviada a algumas fazendas de gado, mas nenhuma produtora de laticínios foi afetada.
“Os países-membros receberam a ordem de deter a carne de porco e os produtos da Irlanda, controlando a presença de dioxina…”, disse Androula Vassiliou, comissário de saúde da UE.
A carne contaminada e os produtos de carne de porco processados vindos da Irlanda foram enviados a 12 países da União Européia e nove países de fora do bloco.
“Podemos dizer que as medidas adotadas foram completas”, disse Nina Papadoulaki, da comissão de saúde. “As medidas que as autoridades irlandesas tomaram são consideradas suficientes neste estágio”.
Representantes dos órgãos veterinários dos países da UE afetados e do Órgão Europeu de Segurança Alimentar vão discutir uma abordagem conjunta. A exposição a dioxinas em algumas concentrações pode causar câncer e outros problemas de saúde.
/Finanças & Mercados - Pág. 11
/Bloomberg News e Reuters
Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 09/12/2008
às 18:16
admin