Arquivo de 8 de Dezembro de 2008
Segundo dados do Meat & Livestock Austrália (MLA) as exportações australianas de carne bovina caíram 3% em novembro, totalizando 84,45 mil toneladas equivalente carcaça (tec).
As exportações da Austrália para a Rússia também caíram. Nos primeiros dez meses de 2008 a Austrália exportou 71,0 mil tec para a Rússia (média mensal de 7,1 mil tec), sendo que em maio houve o recorde de exportação de 17,5 mil tec. No acumulado de 2008 as exportações para a Rússia devem totalizar volume maior que o exportado em 2007, fazendo do País o quarto maior comprador da carne australiana, mesmo com as exportações em novembro tendo despencado para 713 tec por conta dos problemas com crédito e diminuição da demanda.
Ainda em novembro, as exportações de carne bovina da Austrália para o Japão caíram 26% em comparação com o mesmo período de 2007 (23% menor que a média dos últimos 5 anos).
Mas a demanda por carne bovina permanece forte no Sudeste da Ásia. Em novembro, as exportações do produto da Austrália para a Indonésia cresceram 12%; para as Filipinas o crescimento foi de 131%; e para Hong Kong a alta foi de 26%, todos comparados ao mesmo período de 2007. As exportações para Taiwan e China também cresceram no período.
MGT
Fonte: Scot Consultoria
Data: 08/12/2008
8 de Dezembro de 2008 às 17:05
admin
O Brasil deve apostar nas vendas de boi em pé (vivo) para atuar junto com a líder Austrália na comercialização de animal em vivo, diz o gerente geral no Brasil da Wellard, Daniel Pagatto. “A Wellard vê uma oportunidade no Brasil, pois aqui há volume com preços acessíveis.” Ele conta que os países não serão concorrentes. “A Austrália venderia para a Ásia e o Brasil para a África e Europa.” Pagotto afirma que as exportações para a América do Norte são impedidas por padrões sanitários.
O oeste africano e o leste europeu são mercados potenciais para o Brasil. “Podem ser enviados boi gordo, novilho para engorda, raças de corte e leiteira para reprodução, ovinos e caprinos”, disse durante encontro com pecuaristas baianos durante a Fenagro, em Salvador (BA). De acordo com o gerente, a rentabilidade não é alta, mas o volume compensa.
Ele conta que o custo médio para a operação é entre US$ 1,5 milhão e US$ 2 milhões em um navio de pequeno e médio portem, que comporta 2 mil cabeças. No Brasil, os embarques são realizados a partir do porto de São Sebastião (SP) e Vila do Conde (PA). Uma viagem entre São Sebastião a Angola leva de 9 a 15 dias.
A Wellard realizou no dia 28 de agosto um transporte de 23.372 animais da Austrália para a Indonésia, no maio navio da empresa, o Stella Daneb. De acordo com Pagatto, os dejetos dos animais são lançados ao mar a cada dois dias, assim como as que morrem durante a viagem.
Fonte: Capital News
Data: 08/12/2008
às 17:03
admin
As exportações de gado em pé do Uruguai ao Brasil não estão mais tão fluidas de acordo com alguns operadores, mas funcionam como uma válvula de escape para descomprimir as cargas pecuárias nos estabelecimentos castigados pela seca.
Segundo dados do Urunet, até 30 de novembro foram exportados a este mercado 30,63 mil vacas e 17.974 novilhos com médias de US$ 453 e US$ 517, respectivamente. O preço é similar ao pago no mercado uruguaio, de acordo com o diretor da Zambrano e Cia, Alejandro Zambrano.
A seca obrigou os pecuaristas do Uruguai a aliviar a lotação de seus campos e os primeiros animais exportados foram os que estavam prontos para o abate, mas os frigoríficos uruguaios utilizam prazos de entrada de mais de 20 dias, prazo que muitos pecuaristas não podem esperar.
Zambrano disse que, há alguns meses, os negócios de gado em pé estiveram um pouco travados e, inclusive, houve uma intenção dos importadores brasileiros de baixar os preços. “Hoje, são feitos negócios pontuais, como para ter uma opção a mais de saída, de acordo com o momento de dificuldade que se vive”.
No entanto, o preço do gado voltou a baixar esta semana, mas as chuvas reduziram a pressão vendedora que existia no mercado, impulsionada pela seca.
A reportagem é do El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
Fonte: Beefpoint
Data: 08/12/2008
às 16:01
admin
Os frigoríficos exportadores de carne bovina in natura venderam 56,7 mil toneladas no mês de novembro e obtiveram uma receita de US$ 225,9 milhões. Os números foram divulgados esta semana pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e indicam queda de 42,7% na receita e 36,47% no volume exportado, em comparação com o mês de outubro.
O zootecnista André de Camargo, analista de mercado da BeefPoint, lembra que foi o segundo mês consecutivo de retração nas exportações. Segundo ele, o recuo nas vendas externas confirma “os problemas enfrentados pelos frigoríficos exportadores, que estão sofrendo pressões dos compradores internacionais por reduções de preços e renegociação de contratos, reflexos da crise mundial, além de dificuldades com a escassez de boi gordo.”
Grande parte do recuo, diz, pode ser atribuído aos entraves no comércio com a Rússia, que diminuiu o volume de compras da carne brasileira e tentou renegociar preços de contratos pré-estabelecidos com os exportadores. A Rússia é o maior comprador de carne bovina e suína do Brasil
O preço médio da carne bovina vendida no mercado internacional recuou 9,81% em novembro, diferentemente do que vinha acontecendo durante todo o ano, ficando em US$ 3,984 mil/tonelada. Apesar da queda, o valor pago pela arroba foi 28,23% superior ao registrado no mesmo período de 2007. Segundo André de Camargo, os frigoríficos estão se beneficiando com a alta do dólar. “Com a divisa mais valorizada frente ao real, a carne brasileira se torna mais competitiva no mercado internacional”, explica.
Ele afirma que, apesar da retração no volume e na receita, a relação de troca arrobas por tonelada de carne exportada mostra que a situação dos exportadores em novembro foi melhor que em meses anteriores. A relação de troca indica quantas arrobas de boi gordo foi possível adquirir com o valor de uma tonelada de carne vendida no mercado internacional. Em novembro a relação de troca ficou em 101,96 @/tonelada de carne exportada, acima da média de 2008 que, até o momento, é de 83,06 @/tonelada.
No acumulado dos 11 primeiros meses de 2008, os exportadores brasileiros embarcaram 961,36 mil toneladas, volume 20,54% inferior ao exportado no mesmo período do ano passado. De janeiro a outubro, a receita das exportações de carne bovina in natura em 2008 acumulou o valor de US$ 3,791 bilhões, 17,16% superior ao acumulado no mesmo período do ano passado e 8,78% acima da receita total de 2007.
O Tocantins estima prejuízos de cerca de R$ 3 milhões com a queda nas exportações. No Estado elas foram provocadas pela detecção de dois focos de estomatite vesicular.
Fonte: O Popular
Data: 08/12/2008
às 15:44
admin
Nos últimos anos, a vida da psicóloga Kátia Abreu, 42 anos, tem sido quebrar tabus. Em 1994, tornou-se a primeira mulher a presidir um sindicato rural no Brasil. No ano seguinte, chegou à presidência da Federação Agrícola do Tocantins, posto que manteve até 2005. Em 2006, chegou ao Senado Federal como a primeira representante de seu Estado. Na bancada ruralista manteve posições contundentes contra o governo, sempre falando em nome de agricultores de todo o País. Entre seus alvos, a diminuição da carga tributária. Basta dizer que ela foi a relatora do projeto que deu fim à CPMF, extinta recentemente.
No mês passado, seguindo seu caminho na liderança do campo brasileiro, deixou mais um tabu para trás. Kátia se elegeu presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil, a CNA. Com isso, ela crava a façanha de ser a primeira mulher a exercer tal função. Agora, sob sua responsabilidade estarão 27 federações regionais e milhares de sindicatos rurais. Ao todo, mais de um milhão de associados diretos, num total de mais de três milhões de pessoas ligadas, de alguma forma ao trabalho da Entidades associadas CNA. Por ano, ela administra 27 federações ministrará um orçamento de R$ 25 milhões e seu maior desafio será fazer com que o governo entenda as necessidades do campo e auxiliar o Ministério da Agricultura a promover as devidas políticas agrícolas.
Os objetivos, contudo, são ousados. ‘A política agrícola no mundo todo tem dois pilares: abastecimento e renda, mas no Brasil só o governo se preocupa com o abastecimento’, diz. Segundo a presidente eleita, só existe um caminho a seguir e nessa estrada o governo terá de pagar para que o campo continue produzindo. ‘Nos últimos anos, a agropecuária tem sido a galinha dos ovos de ouro do governo, com 30% do PIE, 30% dos empregos e a salvação da balança comercial’, analisa. ‘Por isso, há que se promover uma contrapartida para o setor’, justifica, De acordo com Kátia, há conversas adiantadas com representantes da equipe econômica do governo Lula para estudar medidas visando aumentar a renda no campo.
Outra proposta da ‘nova’ CNA pretende instituir uma parceria com o Ministério da Agricultura. Segundo a presidente, uma das prioridades do setor está na implantação de um eficiente sistema de defesa agropecuária. Contudo, levando-se em consideração a infra-estrutura do Ministério da Agricultura, são reduzidas as chances de algo acontecer, não só no curto prazo, mas também de forma a contemplar os anseios e necessidades do setor.
Para ela, a idéia seria ‘compartilhar’ a responsabilidade com a CNA, que trabalharia com equipes terceirizadas para destravar a máquina do governo. ‘Como nossas regras para contratação São menos rígidas que as do governo, teríamos plenas condições de dar muito mais agilidade para este processo, sempre mantendo o diálogo com todas as partes’, enfatiza. Além disso, será realizado um plano estratégico para os próximos 20 anos, levando em consideração os pleitos convergentes e dissonantes de todas as federações filiadas à CNA. ‘Claro que este plano terá de ser atualizado e revisto todos os anos, mas o que nos importa é manter um horizonte de metas a serem buscadas e objetivos a serem cumpridos’, analisa. Um deles está na implantação de um programa de inclusão digital. No próximo ano, os 500 maiores sindicatos rurais receberão computadores e toda uma infra-estrutura para ensinar esses produtores a se iniciarem no mundo cibernético. Kátia considera a ação fundamental para o aumento da segurança das operações do campo. ‘Todo produtor tem de aprender a fazer um hedge ou uma venda futura e faremos o possível para levar essas informações adiante’, afirma. Para os rincões mais distantes, três microônibus devidamente equipados vão percorrer o País para levar a inclusão digital aos mais distantes pontos. ‘Este é um modelo que, assim que for aperfeiçoado, poderá servir de exemplo para o próprio governo replicar’, comenta.
Ibiapaba Netto
Fonte: Revista Dinheiro Rural
Data: 07/12/2008
às 15:35
admin
Representantes dos servidores do Indea decidiram voltar às atividades já na tarde desta sexta-feira, 5.
A Assembléia Legislativa do Mato Grosso se comprometeu em intermediar as negociações de reajuste salarial da categoria junto ao governador Blairo Maggi, assim que ele retornar de sua viagem aos Estados Unidos. O presidente do Instituto de Defesa Agropecuária, Décio Coutinho, garantiu que todas os serviços prestados pelo órgão funcionarão normalmente a partir desta tarde (sexta-feira, 6).
Devido ao movimento grevista, que prejudicou principalmente a emissão das Guias de Transporte Animal (GTAs) e a comunicação de vacinação contra febre aftosa, cuja campanha encerrou-se em 30 de novembro, o Indea passará a contar, a partir da próxima segunda-feira (08), os 10 dias de prazo para que os produtores façam a declaração. Esse prazo vai até o próximo dia 18 de novembro. As informações são da Famato.
Fonte: Portal DBO
Data 05/12/2008
às 10:01
admin