Arquivo de 4 de Dezembro de 2008

Gado em pé: Ministério da Agricultura venezuelano importa búfalos da Bahia

A Bahia possui um plantel estimado em 11,25 milhões de bovinos e bubalinos.

Embarca nesta sexta (5), com destino à Caracas, Venezuela, cerca de 330 búfalas adquiridas na região de Alagoinhas. Os animais foram comprados pelo Ministério da Agricultura da Venezuela para melhorar a quantidade e qualidade do leite consumido no país. O rebanho será transportado de caminhão para Belém, no Pará, onde ficará em regime de quarentena, fazendo cumprir o trâmite legal de exportação de animais.

Segundo o diretor de defesa animal da Adab, Valentim Fidalgo, o crescimento do interesse de outros países pelo rebanho baiano se deve ao reconhecimento internacional do estado como zona livre da febre aftosa com vacinação e por possuir um programa efetivo de controle de doenças, como tuberculose e brucelose, que acometem bovinos e bubalinos.

Fonte: Portal DBO
Data: 04/12/2008

64 comentários 4 de Dezembro de 2008 às 18:10 admin

Margen retoma operações em duas plantas

Após paralisar os abates em setembro e entrar com pedido de recuperação judicial, o frigorífico Margen, volta a abater bovinos em duas unidades e planeja reabrir outras quatro até meados de janeiro de 2009.

A empresa voltou a operar nas plantas de Rio Verde/GO e Rolim de Moura/RO. De acordo com do diretor administrativo da empresa, Adalberto Silva, inicialmente estão sendo abatidas cerca de 300 cabeças por dia em cada uma das unidades, mas o plano é alcançar 400 diariamente nas duas e em outras quatro.

A crise no setor de carne bovina também fez o Estrela e o IFC recorrerem à recuperação judicial no último mês. Ambos já tiveram os pedidos deferidos.

Sentindo a escassez de matéria-prima (boi gordo) e sem conseguir a empresa deixou de abater em setembro. O Margen volta ao mercado comprando gado com prazo de oito dias para pagar e vendendo carne bovina somente à vista no mercado interno, de acordo com Silva.

Foi até cogitada a venda de unidades depois da paralisação das operações em setembro, “mas não houve interessados porque o mercado estava ruim”, disse o diretor administrativo ao Valor Econômico. A empresa conseguiu arrendar as plantas de Coxim/MS e Mãe do Rio/PA.

A meta é que a medida que a empresa conseguir se capitalizar e que a oferta de gado bovino aumentar, as outras plantas voltem a funcionar. “Não estamos mais vendendo as unidades”, afirmou.

O advogado que representa o Margen, Cidinaldo Boschini, informa que o valor da dívida gira em torno de R$ 300 milhões, dos quais cerca de R$ 15 milhões são dívidas com produtores. Boschini considera que a dívida com criadores é pequena em comparação com os outros débitos e disse que isso é um ponto a favor da empresa. “Graças ao pequeno endividamento como os pecuaristas, o Margen pôde voltar a operar”, afirmou.

A matéria é de Alda do Amaral Rocha, publicada no jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: Beefpoint
Data: 04/12/2008

Adicionar comentário às 18:08 admin

Sem GTA e sem estoque de boi, frigoríficos param no MT

A partir de amanhã a indústria frigorífica de Mato Groso poderá atingir 100% de ociosidade, paralisando totalmente o abate de bovinos, em decorrência da greve deflagrada pelos funcionários do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), que paralisou os serviços de emissão das guias de transporte animal (GTAs) e da comunicação de vacinação contra a febre aftosa. Atualmente, cerca de 18 mil a 20 mil cabeças/dia são abatidas e os estoques remanescentes de bois vivos duram até hoje.

Neste cenário o reflexo junto ao consumidor deve ser sentido no prazo de cinco dias, com o início do desabastecimento do mercado local. A informação veio do presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado (Sindifrigo), Luís Antônio Freitas Martins, durante coletiva à imprensa na tarde de ontem, em Cuiabá.

De acordo com Freitas, os prejuízos do setor chegam à casa de R$ 20 milhões/dia, levando em conta que cada boi abatido gera um retorno de R$ 1,1 mil à planta. “E não há como recuperar esse prejuízo, mesmo com o fim da greve. O volume de gado que deixamos de abater diariamente não poderá ser reposto”, avalia. Ele destaca, ainda, que tudo isso também afeta a imagem do Estado junto à comunidade internacional. “O volume de exportações pode até ser pequeno, mas nosso maior prejuízo está na quebra de confiança, no descrédito junto aos compradores, o que poderá levar à ruptura de contratos”, afirma.

ANO - Mas esta não é a primeira crise do ano ao segmento industrial. O processamento de carne bovina no Estado sofreu uma redução de 19,5% em relação a 2007. Desde o início do ano o setor vem enfrentando dificuldades, com a redução na oferta do boi gordo, a elevação da arroba e também reflexos de embargos, como o russo, que já provocaram a demissão de mais de 6 mil funcionários de julho até agora. Este número poderá aumentar caso o impasse junto ao Indea se prolongue. A indústria frigorífica gera 20 mil empregos diretos no Estado, índice que chega a três vezes mais quando abrange a cadeia bovina.

Na coletiva de ontem, o presidente do Sindifrigo destacou a necessidade de o governo estadual voltar seus olhos com mais atenção ao setor que não só é um grande gerador de empregos, como também de impostos. Segundo ele, só com o abate bovino o recolhimento de ICMS gerará em 2008 R$ 110 milhões.

Paralização - A greve dos servidores do Indea/MT foi deflagrada em meados de novembro, interrompida, e retomada na segunda-feira (1°). Na terça a Justiça determinou o retorno imediato de 30% do efetivo do Indea/MT no prazo de 24 horas. No entanto, até o final da tarde de ontem o presidente do Instituto, Décio Coutinho, ainda não havia sido comunicado oficialmente.

Tania Nara Melo

Fonte: Diário de Cuiabá
Data: 04/12/2008

19 comentários às 17:59 admin

Chilenos exigem carne rastreada

Depois dos europeus, agora são os chilenos que exigem que a carne bovina importada do Brasil seja oriunda de animais rastreados. A regra dificulta os negócios do RS, único estado com plantas habilitadas para exportar ao Chile. Em 2007, frigoríficos gaúchos vendiam 1,5 mil toneladas ao mês para aquele mercado. Neste ano, o desempenho não se repetirá, prevê o Sicadergs. Com carência de matéria-prima rastreada e custos mais altos, indústrias esperam que o Ministério da Agricultura reverta o quadro. O diretor executivo do Sicadergs, Zilmar Moussalle, argumenta que outros países do Mercosul fornecem carne com regras mais brandas. A expectativa é que a negociação possa ser feita com a missão que está no Brasil. O grupo chegou ontem a Porto Alegre para auditorias em Uruguaiana e Bagé. O chefe da divisão de sanidade do Mapa/RS, Bernardo Todeschini, aposta na aprovação do sistema de defesa do Estado. O chefe da divisão de fiscalização da Seappa, Fernando Groff, reforça os avanços com a GTA eletrônica.

Fonte: Correio do Povo
Data: 04/12/2008

1 comentário às 17:57 admin


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