Arquivo de 2 de Dezembro de 2008
A recomposição do rebanho bovino brasileiro pode ser adiada ainda mais, se a crise financeira internacional pressionar de forma significativa o mercado de boi gordo. Os impactos da crise sobre as demandas interna e externa por carne bovina do Brasil ainda são difíceis de serem mensurados, mas se a cotação do boi recuar de maneira que afete a rentabilidade do pecuarista, os investimentos para recompor o rebanho podem ser adiados.
“A rentabilidade menor pode fazer a recomposição [do rebanho] demorar mais”, observa José Vicente Ferraz, da AgraFNP. Após um período de preços baixos, que levou ao descarte de matrizes e à redução da oferta de animais para engorda, a cotação do boi vinha se sustentando desde o fim de 2006. No último mês, foi pressionada por problemas de crédito de frigoríficos brasileiros e também de importadores como a Rússia, hoje o principal cliente do país.
Ferraz, que previa a recomposição do rebanho nacional a partir do fim de 2010, início de 2011, admite que deve rever essa estimativa quando o efeito da crise sobre o mercado de boi estiver mais claro.
“A exportação para a Rússia ainda não se normalizou. Há carne [de dianteiro] desviada para o mercado interno”, observa Ferraz.
Um executivo do setor de frigoríficos, porém, acredita que a rentabilidade menor não afetará o ânimo do pecuarista para investir. Segundo ele, há atualmente “um equilíbrio” na rentabilidade do setor, após picos de alta.
“Com crise ou sem crise, [a oferta de boi] não volta antes de 2011″, reconhece. O executivo observa que além do ajuste do ciclo de produção do boi, outros dois fatos explicam a menor oferta: o aumento recente da capacidade de abate por parte de frigoríficos e o ganho de eficiência na pecuária (redução da idade de abate).
A matéria é de Alda do Amaral Rocha, publicada no jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
Fonte: Beefpoint
Data: 02/12/2008
2 de Dezembro de 2008 às 18:47
admin
Essas metas poderão evitar a emissão de 4,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono.
O Plano Nacional de Mudança do Clima traz, pela primeira vez, metas para redução de emissões de gás carbônico pelo Brasil, principalmente as provocadas pelo desmatamento. De acordo com o plano, até 2017 o País deve diminuir o desmatamento entre 30% e 40%. No Brasil, o desmatamento é responsável por 75% das emissões de gases causadores do efeito estufa. O cálculo para a queda da devastação leva em conta metas avaliadas a cada quatro anos.
As metas de redução de desmatamento da Amazônia, previstas no Plano Nacional sobre Mudança do Clima, podem reduzir a devastação da floresta em mais de 70% até 2017 de acordo com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Segundo ele, se cumpridas as metas, o tamanho da devastação deve cair de 19 mil quilômetros quadrados (média dos últimos dez anos) para cerca de cinco mil quilômetros quadrados.
O Plano prevê metas escalonadas, com redução de 40% entre 2006 e 2009 e quedas posteriores de 30%, calculadas com base em novas médias a cada quatro anos. “Com isso, a meta é que, em 2017, o desmatamento seja de cerca de cinco mil quilômetros quadrados, redução de 72%. É uma meta mais ousada do que a da Inglaterra, que prevê redução de 80%, mas até 2050″, comparou Minc. As informações são da Agência Brasil.
Fonte: Portal DBO
Data: 02/12/2008
às 18:41
admin
As exportações brasileiras não foram capazes de resistir às conseqüências da crise e voltaram a registrar forte queda em novembro, tanto em relação a outubro, quanto ao mesmo mês do ano passado. O setor de carnes lidera o ranking de variações negativas. “O que já se esperava começou a se confirmar. Num quadro recessivo não é possível manter as vendas externas em alta. As entidades até mantiveram um discurso de que a demanda mundial por alimentos não cederia à pressão, mas os embarques de outubro foram encobertos por vendas antigas. Em novembro ainda pode ter comercialização anterior à crise, um sinal de que o tombo pode ser ainda maior”, pondera paulo Molinari, da Safras & Mercado.
Apenas 22,4 mil toneladas de carne suína chegaram ao mercado internacional em novembro. “A estimativa que já havíamos reduzido de 50 mil toneladas para 35 mil por causa da crise, agora atinge esse patamar também em virtude do fim dos embarques no Porto de Itajaí (SC), nosso principal escoador de mercadoria”, calcula Pedro Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). As exportações foram redirecionadas para o porto de Paranaguá (PR).
As exportações de carne de frango, dependentes em 45% do porto catarinense, também registraram queda. Apenas US$ 359 milhões de dólares foram faturados com os embarques de novembro - queda de 26,6% em relação a outubro e de 11,4% quando comparados a novembro de 2007. Mas no caso deste setor, os motivos para o recuo das exportações vão além do fim dos embarques via Itajaí. De acordo com Christian Lohbauer, diretor-executivo Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (Abef), o excesso de produção em outros mercados como Japão e União Européia e a paralisação das licenças de importação também na Europa já comprometiam as vendas externas de frango in natura.
“Três dos quatro atracadores do porto de Itajaí estão condenados, vamos seguir com os embarques por Paranaguá, Santos e Rio Grande, mas nem esse ajuste da logística pode reverter a situação”, afirma Lohbauer, que prevê queda na média mensal de embarques de aves de 315 mil toneladas para 250 mil durante o primeiro trimestre do próximo ano. “Vamos ter que passar por um ajuste grande”.
O milho ensaiou uma reação em relação a outubro, com o embarque de 775 mil toneladas, mas o preço do grão já está perto do mais baixo nível já cotado - US$ 140 dólares a tonelada. O caos continua e o preço não tem a menor chance de reagir, preconiza Molinari. No ano passado a tonelada da commodity foi vendida a uma média de US$ 250.
Mais de 32 mil toneladas de carne bovina deixaram de ser negociadas no mercado internacional durante este fatídico novembro. E o setor viu o faturamento cair 36,9% em um só mês. No referente período de 2007, 99,1 mil toneladas de carne de boi eram negociadas no mercado externo, ante apenas 56,7 mil toneladas do mês que se encerrou.
Para Olavo Henrique Furtado, Trevisan Escola de Negócios, essas “são só as evidências de uma tendência. Todo setor que depende do mercado externo vai sofrer. Talvez nem em 2010 se consiga encontrar a liquidez do início de 2008. Deveremos repensar as estratégias para uma liquidez menos exorbitantes”.
Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 02/12/2008
às 18:38
admin
O Programa de Fortalecimento e Crescimento da Embrapa, o PAC Embrapa, lançado em abril pelo Governo Federal já apresenta resultados. Dos investimentos na ordem de R$ 914 milhões para a pesquisa nacional em dois anos (2008 e 2009), parte foi destinada à contratação de mais pesquisadores, recuperação de campos experimentais, a construção de laboratórios, formação de pessoal e a criação de três novos centros de pesquisa nos Estados do Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.
A Embrapa Pecuária Sul - Unidade de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mapa - é uma das Unidades contempladas com o PAC Embrapa. Uma das mudanças advindas dos recursos do Programa é o processo de reformas do Centro que passará a contar com três novos laboratórios: nutrição animal, forrageiras e o de carnes.
O Chefe-Geral da Embrapa Pecuária Sul, Roberto Collares, comenta que a construção dos laboratórios começa em novembro deste ano após o período de licitações, tendo a sua conclusão para o final de 2009.
“Nossa proposta de reestruturação do Centro é fundamental para que possamos transformar a Embrapa Pecuária Sul em uma Unidade de pesquisa avançada de produção animal, além disso, poderemos realizar mais parcerias com instituições de pesquisa até mesmo do exterior”, salienta Roberto Collares.
O laboratório de carnes é destacado pelo Chefe-Geral porque ele possibilitará análises precisas de aspectos relacionados à qualidade da carne. Associado a ele, haverá uma sala de abates equipada para cortes especiais. “Os projetos dos três laboratórios foram desenvolvidos anteriormente ao PAC porque tínhamos a percepção de que eles deveriam ser melhorados e modernizados.
O PAC Embrapa, segundo Roberto Collares, é uma grande iniciativa do Governo Federal pelas contribuições da Empresa à sociedade. Contribuição esta, que há mais de três décadas aponta o nome do Brasil como excelência em pesquisa na área de agricultura tropical.
As informações são da Embrapa, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.
Fonte: Beefpoint
Data: 01/12/2008
às 18:33
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Os governos do Brasil e da China devem ratificar, nesta semana, o protocolo que facilitará o comércio bilateral de carne suína. O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Inácio Kroetz, chefia a missão em Pequim (China), até quinta-feira (4), onde se reúne com autoridades da Administração Geral de Supervisão, Inspeção e Quarentena da República Popular da China.
O documento determina requisitos de inspeção, quarentena e saúde veterinária para a carne suína exportada e importada entre os países. “Este protocolo estabelece as bases e garantias para certificação sanitária, exigidas pelo país importador”, explicou Kroetz.
Uma equipe do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, da Secretaria de Defesa Agropecuária (Dipoa/SDA) conhecerá o sistema chinês de inspeção em estabelecimentos produtores de aves termoprocessadas.
Comércio - Ainda para tratar de expansão do comércio com o país asiático, o secretário participa de uma reunião na China Meat Association, da qual fazem parte exportadores e importadores de carnes.
A China, economia que mais cresce no mundo, é destino número um dos produtos do agronegócio brasileiro. A previsão para este ano é de aumentar em 81% as importações agropecuárias, em relação ao ano passado. Com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 3,2 trilhões e crescimento previsto de 10%, em 2008, a estimativa de compra de produtos agropecuários nacionais pelo país asiático é de US$ 8,5 bilhões.
Os destaques são o complexo soja (farelo, óleo e grãos), que de janeiro a outubro deste ano gerou receita de US$ 5,8 bilhões, e os produtos florestais e couro, com vendas no valor de US$ 668,7 milhões, no mesmo período.
Fonte: MAPA
Data: 01/12/2008
às 18:30
admin