Arquivo de 1 de Dezembro de 2008
Uma comitiva de técnicos de defesa sanitária do Chile acompanhada pelo fiscal federal do departamento de Saúde Animal no Ministério da Agricultura, Ronaldo Teixeira, em visita a Mato Grosso, inspecionou várias propriedades mato-grossenses a fim de constatar a sanidade animal do rebanho bovino do Estado.
De acordo com o secretário de Estado e Desenvolvimento Rural (Seder), Neldo Egon, a visita dos técnicos reafirma o interesse do Chile em importar a carne brasileira e essa é uma nova alternativa de mercado para Mato Grosso.
“Depois do foco de febre aftosa em 2005, o mercado internacional se fechou para as exportações brasileiras de carne e com o Chile não foi diferente. De lá para cá foi um trabalho intenso dos governos federal e estadual para garantir a sanidade animal e reabrir essa rota comercial entre os países europeus e também do Mercosul”, explicou Neldo Egon.
O presidente do Instituto de Defesa Agropecuário do Estado (Indea), Décio Coutinho, acompanhou a equipe chilena e participou ainda de apresentação técnica sobre o trabalho desenvolvido pelo órgão no combate efetivo à febre aftosa em Mato Grosso. “Temos 100% da nossa área habilitada pelo Ministério e oficializada pela União Européia para exportação e a certeza de que após essa visita técnica Mato Grosso passará a exportar também para o Chile”, disse.
Na agenda de visitas estão ainda passagem por Minas Gerais e depois para o Rio Grande do Sul. “Conseguimos junto aos governos estaduais reabilitar nossas áreas à exportação e o resultado prático desse empenho está aparecendo agora. A UE já oficializou o livre mercado entre os países-membros e o Brasil. Agora chegou a vez de o nosso vizinho Chile comercializar com estados brasileiros”, argumentou Teixeira.
Tão logo as exportações foram suspensas o governo brasileiro apresentou um plano com cronograma emergencial de monitoramento de resíduos, detalhes das formas e maneiras de operacionalização e fixou prazos e metodologias para as análises dos estados.
Duas missões técnicas européias (uma animal e outra vegetal) visitaram o Brasil somente no primeiro trimestre de 2007 para reavaliar o Programa Nacional de Controle de Resíduos. Antes disso, o comissário europeu de Saúde e Proteção ao Consumidor da União Européia, o grego Markos Kyprianou, também visitou o país para avaliar o funcionamento de laboratórios e do controle de resíduos dos alimentos. Só em Mato Grosso foram mais de sete visitas técnicas de inspeção e acompanhamento de vigilância sanitária animal.
O governador do Estado, Blairo Maggi, junto com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, e representantes de entidades do setor agropecuário, participou em outubro de 2007 em Bruxelas (Bélgica), do encontro com parlamentares da União Européia para tratar da liberação da exportação da carne brasileira. Maggi lembra que Mato Grosso atende todas as exigências sanitárias, nutricionais e zootecnicas de mercado. “A retomada das importações pela UE representa o reconhecimento das ações políticas de governo e da classe dos pecuaristas dos estados brasileiros, agora, esperamos que o Chile também seja nosso parceiro nessa rota comercial”, ressaltou Maggi.
A matéria é de Alana Casanova, publicada no site Agronotícias/MT, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
Fonte: Beefpoint
Data: 01/12/2008
1 de Dezembro de 2008 às 16:14
admin
Representantes do Serviço Agrícola e Pecuário do Chile (SAG), que está em visita ao Brasil, chegam hoje a Mato Grosso para conhecer o manejo do gado mato-grossense. A fazenda escolhida foi a IMA Taj Mahal, do Grupo IMA, um dos maiores criadores do País, com um dos maiores rebanhos registrados.
A missão chilena, que está no Brasil desde segunda-feira (24), veio também para avaliar as condições sanitárias de livre de febre aftosa com vacinação do Estado para retomar as importações de produtos de origem animal.
Atualmente apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão habilitados a exportar carne in natura para o Chile. Visando a ampliação da área autorizada a comercializar com o Chile, o grupo visita ainda Rondônia, Minas Gerais e São Paulo. Rio Grande do Sul também será visitado.
Os chilenos chegam à fazenda IMA Taj Mahal nesta sexta-feira (28.11), onde serão recebidos pelos técnicos do Grupo IMA. Eles querem conhecer o manejo do rebanho da propriedade, tida como modelo no País, e o trabalho de melhoramento genético, já que a principal atividade do Grupo é a comercialização de reprodutores e matrizes.
De Cuiabá ,a missão chilena segue para Uberlândia (MG) neste sábado (29.11), onde fica até terça-feira (2), quando visita as propriedades rurais e o escritório do Grupo IMA de Uberlândia. Na quarta-feira (3), o grupo embarca para Porto Alegre (RS).
Fonte: O Documento
Data: 28/11/2008
às 15:37
admin
A segunda etapa de vacinação contra febre aftosa, que se encerra esta semana em 18 Estados e no Distrito Federal, teve uma novidade: a utilização das vacinas purificadas, que não induzem o falso-positivo em testes sorológicos - ou seja, quando o teste dá positivo para febre aftosa por causa da vacina, e não pela real presença do vírus no animal.
O presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), Emílio Salani, estima que 50% dos 180 milhões de doses de vacinas vendidas na etapa de novembro devem ser diferenciados, livres de proteínas não-estruturais - são justamente essas proteínas que provocam o “falso-positivo”.
“As indústrias estão trabalhando há mais de cinco anos para desenvolver tecnologias e investindo na purificação, para produzir a vacina mais limpa possível”, diz. “Já em 2009 poderemos cobrir 100% da imunização com as novas vacinas.”
A primeira vacina diferenciada contra a febre aftosa fabricada em escala industrial no Brasil foi disponibilizada para o pecuarista brasileiro em abril. “É uma tecnologia inovadora que mantém o rebanho protegido contra a febre aftosa, facilita o trabalho das autoridades sanitárias para comprovar que não existe circulação de vírus da febre aftosa na região, permite verificar se o animal vacinado teve contato com o vírus da aftosa e valoriza os produtos de origem animal nas regiões onde é aplicada de forma sistemática.”
Em termos de mercado externo, é mais um argumento contra países que se negam a importar carne brasileira porque o rebanho é vacinado. O Japão, por exemplo, só compra o produto de países cujo rebanho seja livre de aftosa, sem vacinação.
Apesar de a vacina ainda não ser obrigatória, Salani diz que a partir do ano que vem os pecuaristas brasileiros precisam ficar atentos na hora da compra. Em setembro o Ministério da Agricultura publicou a Instrução Normativa (IN) nº 50, que determina que as vacinas sejam livres de proteínas não-estruturais. No ano que vem, todo o rebanho deve receber a nova vacina. “Isso é resultado de uma parceria entre o Mapa, a indústria e o Centro Panamericano de Febre Aftosa.”
Avanço
Para o setor, a nova geração de vacinas é um avanço no controle sanitário do País. “Se houver um foco de aftosa em outra fazenda, isso vai dar mais segurança para os pecuaristas que mantêm o rebanho vacinado na hora de fazer os testes sorológicos”, diz o gerente de Pecuária da Agropecuária Jacarezinho, Fernando Boveda. As fazendas do grupo, que juntas somam um rebanho de 32 mil animais, entre corte e elite, usam a nova vacina desde o lançamento. Por enquanto, além de vantajosa, a nova vacina não afetou os custos de produção. “Com relação ao preço da dose não vimos nenhuma diferença. A vacina não é mais cara porque é purificada”, afirma. “Esperamos que continue assim.”
Niza Souza
Fonte: O Estado de São Paulo
Data: 28/11/2008
às 15:36
admin
A Sadia está buscando vender parte de seu capital a fundos de investimento, como forma de capitalização. A empresa quer refazer o caixa após a perda de R$ 784 milhões com operações financeiras cambiais e com títulos do banco Lehman Brothers. Segundo fontes próximas à companhia, a Sadia espera fechar a capitalização nas próximas semanas, antes da virada do ano.
A informação foi confirmada por um dos fundos de investimento em empresas de capital fechado, que diz ter sido procurado pela Sadia. Esse fundo específico não teve interesse nas ações por não investir no setor.
A Sadia, no entanto, é avaliada como um negócio atraente por outros investidores, que também conversam com a empresa e pedem para não serem identificados.
Apesar das perdas recentes, a empresa tem registrado crescimento na receita operacional de dois dígitos nos últimos trimestres, com margem de lucro superior a 8% antes da perda não-recorrente. Além disso, tem presença em outros países com marca internacional e tende a ser beneficiada pela redução no valor das commodities.
Segundo fontes do mercado financeiro, a empresa está buscando vender entre 15% e 20% de seu capital pelo equivalente a cerca de R$ 800 milhões.
O rumor da venda de parte da Sadia que circulava pelo mercado -inclusive de que ela poderia ser comprada pela Nestlé- fez com que as ações sem direito a voto da companhia subissem 20% de sexta-feira até anteontem. Ontem, os papéis tiveram incremento de 1,48%.
Tanto Sadia quanto Nestlé negaram a venda da fabricante brasileira. A Nestlé informou, por meio de sua assessoria, que pretende anunciar uma aquisição até o fim do ano. Porém, diz que a empresa a ser comprada não é da mesma área da Sadia.
“Pode ter havido algum movimento especulativo por parte de terceiros, interessados em divulgar essa informação falsa”, afirma Felipe Luz, diretor de relações institucionais da Sadia. “Alguém que ganhou 18% no day trade [negociação diária de ações].”
Luz negou também que diretores e pessoas ligadas ao bloco de controle da Sadia tenham vendido ações antes de a empresa divulgar as informações referentes ao prejuízo. Segundo ele, a empresa tem um sistema de controle de compra e venda de ações por esse grupo de pessoas, como parte de sua governança corporativa. Os acionistas e executivos só podem negociar ações da empresa por meio da corretora Concórdia, que pertence ao grupo.
“Em agosto e setembro, as compras e vendas feitas por esse grupo representaram só 0,02% em relação às ações da empresa negociadas no mercado.” A Comissão de Valores Mobiliários informou que está apurando o caso, mas não abriu inquérito contra a Sadia.
Cristiane Barbieri
Fonte: Folha de São Paulo
Data: 27/11/2008
às 15:30
admin
Ações de bem-estar animal desenvolvidas em países de todo o mundo serão discutidas na Conferência Mundial sobre Comércio Global e Bem-Estar de Animais de Produção, nos dias 20 e 21 de janeiro de 2009, em Bruxelas (Bélgica).
Especialistas da América Latina, União Européia, Estados Unidos, Austrália e Brasil, entre outros, pretendem estabelecer padrões para a prática do bem-estar animal, levando em consideração os níveis de desenvolvimento e cultura de cada região.
O Brasil será representado pelo secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), Márcio Portocarrero, que vai destacar os avanços dos padrões de bem-estar animal e de boas práticas agropecuárias no Brasil.
Na programação da conferência mundial, estão previstos debates sobre implicações das políticas de bem-estar no desenvolvimento do animal de produção, posição da comunidade européia com relação à importação de derivados de animais criados em condições de bem-estar, transporte adequado de animais e sistemas de produção agrícola sustentáveis.
Casos de sucesso em bem-estar animal, apresentados no fórum internacional preparatório, também realizado em Bruxelas, em abril deste ano, poderão ser usados como estratégia na definição de legislações apropriadas para o setor.
Cristiane Araujo
Fonte: MAPA
Data: 27/11/2008
às 15:26
admin
A partir de 1º de dezembro, bovinos de Mato Grosso do Sul e de todo o estado de Minas Gerais e Mato Grosso poderão ser abatidos para exportação de carne in natura para a União Européia. A medida foi publicada, nesta quarta-feira (26), pelo Jornal Oficial do bloco. A habilitação destas áreas representa, aproximadamente, mais 40 milhões de bovinos somados ao rebanho que pode ser comercializado para o mercado europeu, desde que sejam procedentes de Estabelecimentos Rurais Aprovados no Sisbov (Eras). Agora, são cerca de 130 milhões de animais nessa condição.
A decisão anunciada em outubro, pela Diretoria-Geral para Saúde e Consumidores da União Européia (DG-Sanco), inclui as regiões norte e sul mato-grossenses, 287 municípios mineiros, antes não habilitados pela UE, e o estado de Mato Grosso do Sul, com exceção da faixa de alta vigilância, 15 km no território brasileiro ao longo de toda fronteira com o Paraguai.
Hoje, o Brasil tem 608 propriedades certificadas para exportação de carne bovina in natura ao bloco nos estados de Espírito Santo, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso.
“A decisão representa o reconhecimento dos esforços do serviço veterinário brasileiro e aumenta a base do rebanho apto à exportação, desde que sejam cumpridas as regras de rastreabilidade”, enfatiza o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz. Kroetz ainda ressalta que a habilitação dessas áreas era um pleito antigo dos estados. “As autoridades de defesa animal dos estados fizeram sua parte e o reconhecimento veio com a oficialização da DG-Sanco”, completou.
Histórico - A habilitação de Eras para o comércio com a UE tem aumentado significativamente a cada mês. Esse incremento é resultado da intensificação das auditorias realizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em conjunto com serviços estaduais de Defesa Agropecuária, no sistema de certificação dessas propriedades rurais.
Fonte: MAPA
Data: 26/11/2008
às 14:59
admin