Arquivo de Dezembro de 2008

Sadia anuncia diminuição nas operações neste fim de ano

O presidente do Conselho de Administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, anunciou nesta segunda-feira, 22, que cerca de 20% dos 63 mil funcionários da empresa vão parar nos próximos dias, sobretudo nas unidades voltadas à exportação.

Segundo ele, com a falta de liquidez no mercado externo e os problemas de embarque e armazenamento de produtos no Porto de Itajaí (SC), os estoques de exportação da empresa ficaram elevados e por isso foi tomada a decisão de fazer neste final de ano um plano de compensação de banco de horas para os funcionários.

“Não é um assunto grave e não envolve demissões”, garantiu o executivo. Segundo Furlan, a acomodação dos estoques mundiais de carne de frango contrasta com a situação do mercado interno que, segundo ele, prossegue aquecido para os produtos da Sadia, que tiveram recorde de vendas no País nos meses de outubro e novembro.

Furlan afirmou ainda que o as perdas no mercado de derivativos, anunciadas pela Sadia no início do agravamento da crise internacional no Brasil, “estão voltando à normalidade”. Segundo ele, a dívida, que totalizava US$ 2,4 bilhões em 30 de setembro, hoje é de “apenas” US$ 600 milhões.

O executivo reiterou que a Sadia não está à venda e afirmou que não sabe por quanto tempo ainda prosseguirá no comando da empresa. “Vou ficar o tempo necessário, mas não quero morrer com o bastão na mão”, disse o executivo, que retornou ao conselho da Sadia há dois meses, para resolver os fortes problemas gerados no caixa da empresa por causa das operações com derivativos.

A matéria é de Jacqueline Farid, da Agência Estado, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint

Fonte: Beefpoint
Data: 23/12/2008

Adicionar comentário 23 de Dezembro de 2008 às 17:02 admin

MT: projeto visa redução nas taxas cobradas pelo Indea

Os valores cobrados para obtenção de licenças ambientais: Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO) poderão ser reduzidos em Mato Grosso. O projeto de lei nº 313/08 que prevê essa diminuição foi aprovado em 2ª votação durante a sessão ordinária da Assembléia Legislativa na última quinta-feira (18).

O projeto, de autoria do deputado Otaviano Pivetta (PDT), altera a redação do anexo III da Lei nº 8.791, de 28 de dezembro de 2007, que disciplina a cobrança dos serviços realizados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) - órgão responsável pelas taxas ambientais. Agora, o projeto nº 313 segue para a sanção do governador.

Se sancionada a lei, um produtor que hoje arca com R$ 259 mil para licenciar um confinamento de 30 mil cabeças de gado, passará a pagar R$ 87 mil. O custo será reduzido em 66%. Além das atividades agropecuárias, a redução também é prevista para área do minério, da aqüicultura e da infra-estrutura, entre outras atividades.

A redução, segundo o deputado, é necessária para tornar viável a cadeia produtiva em Mato Grosso e atrair novos investimentos. “O Estado pratica taxas proibitivas para pequenos produtores. Os altos valores podem inviabilizar novos empreendimentos, além de não trazerem à legalidade atividades passíveis de licenciamento ambiental”, explica Otaviano.

Para reduzir os valores, o projeto de Otaviano altera as fórmulas de cálculo de cobrança das taxas cobradas pela Sema. Para as atividades agropecuárias - exemplo acima - foi alterada a fórmula de “Pr=7+0,075 x número de cabeça de animal =UPF/MT”, para “Pr=7+0,03 x número de cabeça de animal =UPF/MT”. O projeto ainda reduz os fatores de correção da LI de R$ 1,5 para R$ 1,25 e da LO R$ 1,25 para R$ 1.

Para propor a alteração dos valores, Otaviano Pivetta fez um comparativo das taxas cobradas em outros estados, que são até dez vezes mais baratas que em Mato Grosso.

Para a Avicultura e Suinocultura, enquanto no estado de Santa Catarina o produtor paga R$ 422,77 para ter as três licenças, o produtor de Mato Grosso desembolsa mais de R$ 5 mil pelas mesmas autorizações ambientais. Nesse caso, o produtor mato-grossense paga 1.096% a mais que o catarinense.

“O custo do serviço deve servir de parâmetro para orientar a base de cálculo. Partindo da razoabilidade dos preços a serem cobrados, os novos valores devem ser adequados aos outros órgãos públicos ambientais, isto é, devem refletir o custo pelos serviços prestados e não um ganho tributário”.

No Paraná, por exemplo, o produtor paga R$ 3,8 mil para tirar as licenças de instalação de um aviário, ou seja, 30,80% a menos que em Mato Grosso; enquanto em Minas Gerais são gastos R$ 2 mil.

Mato Grosso também supera as taxas cobradas nos outros estados quando o item é Suinocultura, no ciclo da terminação. O empresário mato-grossense gasta com as licenças R$ 24,7 mil, dez vezes mais do que paga o empresário do Paraná (R$ 2,1 mil).

Do mesmo modo, enquanto que em Mato Grosso um criador deve desembolsar R$ 36.892,94 para ter as licenças ambientais de suinocultura/UPL (Unidade de Produção de Leitão), em Minas Gerais ele gastaria apenas R$ 3.705,00. Já no Paraná, ele pagaria apenas R$ 2.171,32.

As informações foram publicadas no site Agronotícias/MT, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.

Fonte: Beefpoint
Data: 22/12/2008

68 comentários às 16:53 admin

Governo deve intervir mais, diz Stephanes

Gargalo maior ocorrerá no período de venda da safra, e Stephanes defende maior garantia de preços mínimos por parte do governo

Após viver momentos favoráveis no primeiro semestre, quando os preços das commodities atingiram valores recordes, os produtores terminam 2008 com um cenário bastante desfavorável, principalmente após o desenrolar da crise financeira mundial que interrompeu o fornecimento de crédito para o setor.

Esse cenário não muda muito quando se olha para o próximo ano. As dificuldades devem continuar, principalmente no período de comercialização. A avaliação é do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em entrevista à Folha na semana passada.

Por isso, internamente o governo promete mais recursos e deve atuar de maneira menos ortodoxa do que nos anos anteriores.

Externamente, o perigo da falta de alimentos não está eliminado, embora não se fale mais nisso, segundo o ministro. Portanto, os países ricos, que irão destinar bilhões de dólares aos setores financeiros, da indústria e para a garantia de empregos, deveriam buscar também a formação de estoques de grãos, afirma Stephanes.

Com isso, garantiriam os preços pagos aos produtores mundiais e a estabilidade no fornecimento nos próximos anos. Além disso, é necessário uma recomposição dos estoques mundiais, que estão baixos, diz ele.

“Vamos ter algumas dificuldades no próximo ano, e o panorama se apresenta difícil, mas não será um cenário de desastre, apesar da crise.”

Para ele, exatamente porque não estão descartados eventuais problemas no setor agrícola no próximo ano, “não podemos ser muito ortodoxos quanto estamos atuando em momento de crise”.

Mesmo não acreditando no agravamento da crise, Stephanes diz que vai manter toda a equipe muito alerta para analisar as hipóteses de uma situação mais difícil.

Meses decisivos

Os primeiros meses do próximo ano serão decisivos para a agricultura. Há uma concentração da safra de verão no período, e a comercialização, que em anos anteriores em boa parte era feita antecipadamente, deverá ocorrer praticamente em poucos meses.

Essa concentração pode derrubar ainda mais os preços, apesar de essa ter sido uma das safras com os custos de produção mais elevados para os produtores. Diante desse cenário, o ministro traça algumas diretrizes para esse período do ano.

“O governo tem de tentar entrar com uma política de sustentação na comercialização ou na política de preços, e estamos nos preparando para enfrentar esse ambiente.”

Para Stephanes, a primeira coisa é aumentar os recursos para essa sustentação. “O que se gastava nos outros anos, já estamos prevendo gastar o dobro, e já temos recursos previstos para isso [crédito para comercialização].”

É uma discussão interna do governo, e o próprio ministro Guido Mantega, da Fazenda, diz que esse crédito tem de ser garantido. “É um problema já aparentemente solucionado”, acrescenta Stephanes.

O ministro diz que, além dos recursos já tradicionais do Banco do Brasil, o setor terá de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões a mais apenas no período da comercialização. Além disso, para agilizar ainda mais a comercialização e garantir preços, o governo deve injetar R$ 2 bilhões como capital de giro nas cooperativas em janeiro e fevereiro.

Esse dinheiro deve ser injetado diretamente nas cooperativas, sem intermediação dos bancos. “Uma coisa direta. Pelos bancos há todos os acréscimos do risco”, diz o ministro. Esse é um caminho que tem de ser encontrado, porque as cooperativas comercializam quase a metade dos grãos no centro-sul, acrescenta ele.

O governo tem uma preocupação maior com os produtos que acumulam excesso de oferta de um lado e retração de demanda de outro. É o caso do milho e da carne suína. Para esses produtos, terão de ser tomadas medidas diferentes.

Possivelmente não será o problema do trigo, porque está havendo queda na produção em vários países produtores, inclusive na Argentina. Não será também o caso do açúcar, devido à quebra de safra na Índia, acrescenta.

Stephanes diz que o governo está atento também à safrinha, quando ocorre o segundo plantio de milho na região centro-sul. “Vamos ter de sustentar o preço do milho porque necessitamos continuar produzindo. Talvez seja necessário até rever o preço mínimo, porque não podemos correr o risco de amanhã faltar o produto.”

“Essa revisão de preços não é uma coisa muito tranqüila, mas não podemos ser muito ortodoxos quanto estamos atuando em momento de crise. Temos de tomar atitudes diferentes daquelas consideradas até então tecnicamente corretas”, diz o ministro.

Stephanes acredita que seja necessário manter para o milho a mesma política dada ao feijão, que garantiu produção e renda aos produtores. O governo praticamente dobrou o preço mínimo do cereal.

MAURO ZAFALON

Fonte: Folha de São Paulo
Data: 22/12/2008

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JBS, Marfrig, Bertin e Sadia podem exportar para o Chile

A estimativa é de que aquele país, que desde 2005 só importa o produto do Rio Grande do Sul, absorva entre 50 mil e 100 mil toneladas de carne no ano que vem. A previsão de volume mais otimista equivaleria à receita adicional de US$ 365 milhões às exportações, levando em conta o preço médio da tonelada de carne no mercado internacional entre janeiro e novembro de 2008. Segundo informações de Gabriela Tonini, analista da Scot Consultoria, o preço médio da tonelada foi de US$ 3,65 mil no período indicado.

Os exportadores apostam que a retomada de negócios ocorra a partir do mês de março. Duas equipes de veterinários do Serviço Agrícola e Pecuário chileno (SAG, na sigla em espanhol) estiveram no Brasil visitando 18 plantas em São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. Após a visita, as equipes apresentarão seus relatórios ao governo chileno. Segundo Roberto Gianetti da Fonseca, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o setor privado no Chile está ansioso pela retomada do comércio de carne com os brasileiros. “Os representantes [importadores que já eram clientes do Brasil] se mantiveram no Chile. Assim que o governo chileno conceder a autorização, retomamos imediatamente as exportações”, comentou o dirigente. “Há forte pressão política para que o Chile resolva o assunto”, disse, ainda.

Unidades visitadas

Foram vistoriadas 18 unidades de abate. Entre elas, três plantas da JBS-Friboi, em Andradina (SP), Barra do Garças (MT) e Goiânia (GO); três unidades do Marfrig, em Promissão (SP), Tangará da Serra (MT) e Mineiros (GO). Do Grupo Bertin foram vistoriadas três unidades, em Lins (SP), Ituiutaba (MG) e Mozalândia (GO); duas do Independência, em Senador Canedo (GO) e Janaúba (MG); Sadia, em Várzea Grande (MT); Frialto, em Matupá (MT); Frisa e Mataboi, em Nanuque e Araguari (MG); uma do Arantes, em Pontes e Lacerda (MT); além de outras duas plantas do Minerva, em Palmas de Goiás (GO) e Barretos (SP).

Agora, os brasileiros aguardam a verificação dos pareceres técnicos e conseqüentes reabilitações para exportar.

Potencial

O Chile é um mercado significativo. Segundo consultores, é o melhor da América do Sul porque compra todos os tipos de cortes e paga bem pelo produto. O país importa vários tipos de cortes, mas é um bom comprador de dianteiro.

Segundo dados da Abiec, em 2005, o Brasil exportou 66,5 mil toneladas de carne in natura aos chilenos e a receita chegou a US$ 139,9 milhões. No ano seguinte, quando só os gaúchos exportaram, a receita despencou para US$ 18,6 milhões, com embarque de 5,3 mil toneladas. Até setembro deste ano, as exportações de carne in natura aos chilenos chegaram a 2,5 mil toneladas, o equivalente a uma receita de US$ 12,1 milhões. Anualmente, o país consome 140 mil toneladas e não tem produção para alcançar a demanda interna. Os principais fornecedores hoje são o Paraguai, Uruguai, Argentina e Austrália.

O Chile praticamente deixou de importar carne bovina brasileira a partir de 2005, quando houve foco de aftosa no Centro-Oeste do País.

Somadas as expectativas de fortalecer presença na Ásia e no Oriente Médio, além de recuperar grande parte do mercado europeu à reabertura do Chile, os exportadores acreditam que no próximo ano as vendas possam, pelo menos, repetir o resultado com exportações deste ano, projetado entre US$ 5,3 bilhões e US$ 5,4 bilhões. Esses destinos serão alternativas para as esperadas perdas no mercado russo.

Os frigoríficos estão preocupados com a situação de falta de crédito na Rússia e, por conta das incertezas em relação a esse mercado, alteraram sua expectativa de exportações para 2009. A estimativa anterior era de alcançar US$ 6,5 bilhões em vendas externas no ano que vem. “Conseguiremos no próximo ano pelo menos manter o volume e o valor obtidos em 2008. Revisamos a estimativa anterior porque a crise está mais danosa do que prevíamos inicialmente”, disse Gianetti.

A expectativa em relação à União Européia é de conseguir ampliar as exportações para até 200 mil toneladas em in natura, frente a 33,6 mil toneladas importadas do Brasil por eles este ano, até novembro.

Entre janeiro e novembro, o setor exportou US$ 5 bilhões e 1,29 milhão de toneladas, 22% mais e 14% menos, respectivamente, do que em 2007.

O Chile deve abrir seu mercado para a carne bovina brasileira no primeiro trimestre de 2009. Entre as empresas que podem voltar a fazer embarques estão a Sadia e o JBS-Friboi.

Fonte: DCI - Diário do Comércio & Indústria
Data: 22/12/2008

20 comentários às 16:49 admin

Rastreabilidade: CNA criará software para integrar Sisbov, GTA e Sigsif

Proposta foi confirmada em protocolo de intenções assinada pela entidade e o Mapa.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) será responsável pela operacionilização do Banco Nacional de Dados do Sisbov, conforme protocolo de intenções assinado com o Ministério da Agricultura, dia 16 de dezembro, em Brasília. A idéia é antiga e chegou a ser discutida no segundo semestre de 2007, mas não foi implantada por “falta de clima”, pois a União Européia havia colocado todo o sistema em cheque e ameaçava embargar as importações de carne brasileira (o que de fato fez), por causa das não-conformidades encontradas nas fazendas.

Agora, com a recuperação de credibilidade do Sisbov, a CNA retomou o pleito junto ao Ministério e ampliou-o: vai desenvolver o Sistema de Informações da Pecuária Bovina, um software aplicativo capaz de gerir e integrar todos o fluxo de dados do setor. Isso inclui o cadastro de propriedades rurais, a guia de trânsito animal eletrônica, a BND do Sisbov e o Sistema de Informações Gerais do Serviço de Inspeção Federal (Sigsif).

Segundo Antenor Nogueira, presidente do Forum Nacional Permanente de Pecuária de Corte (FNPPC), ligado à CNA, a entidade se encarregará da operacionalização do Sisbov, mas o controle e fiscalização do sistema continuará nas mãos do Mapa. A União Européia foi consultada e não impôs restrições à mudança.

Maristela Franco

Fonte: Portal DBO
Data: 19/12/2008

64 comentários às 16:46 admin

Rio Grande do Sul amplia a importação de gado do Uruguai

O Estado do Rio Grande do Sul, segundo levantamento do Ministério da Agricultura Indústria e Comércio, vêm aumentando a importação de gado do Uruguai, para preencher as escalas dos frigoríficos.

Segundo o Ministério, em novembro, o número de animais importados chegou a 3000.

A pequena oferta de animais no Estado tem feito os frigoríficos procurarem matéria-prima no país vizinho, além disso o preço do gado uruguaio tem se apresentado mais baixo em relação ao do Rio Grande do Sul.

Esse fato, somado ao movimento de baixa em todo o país, pode enfraquecer o mercado no Sul do país.

ALS

Fonte: Scot Consultoria
Data: 18/12/2008

63 comentários às 16:44 admin

Coréia do Sul introduzirá rastreamento de gado

A Coréia do Sul introduzirá um sistema integrado de rastreamento de gado em uma tentativa de elevar a confiança do consumidor, anunciou hoje o Ministério de Alimentos, Agricultura, Silvicultura e Pescaria. As medidas entrarão em vigor na próxima segunda-feira e exigem que todos os produtores registrem etiquetas nos animais com data de nascimento, venda e matança, visando assim fortalecer o controle de qualidade e facilitar uma resposta rápida a queda nas vendas no mercado local. O sistema também obriga que os frigoríficos revisem as etiquetas e outros documentos antes de processar o gado, para então assegurar a consistência dos níveis de qualidade da carne e lugar de origem. Estas informações também estarão disponíveis para os consumidores, que saberão a procedência da carne. Para frigoríficos, embaladores e varejistas, a regra entrará em vigor a partir do dia 22 de junho de 2009, fazendo com que as empresas tenham seis meses para preparar suas instalações de codificação.

Fonte: InvestNews
Data: 18/12/2008

Adicionar comentário às 16:39 admin

Brasil precisa investir em marketing da carne

O mercado consumidor está cada vez mais exigente. Hoje em dia, certificados e garantias de origem são ferramentas essenciais para comercialização, principalmente quando o destino é o mercado externo. Com a carne não é diferente. “No mercado externo o produto carne é cada vez mais procurado pelas marcas, conseqüentemente mais valorizadas”, avalia Miguel da Rocha Cavalcanti, diretor de Marketing da AgriPoint.

O consultor acredita que, para garantir o aumento da demanda e a valorização da carne no mercado exterior, o Brasil precisa investir massivamente no marketing. “Foi o que fizeram os Estados Unidos, difundindo informações sobre o teor nutricional da carne, ensinando a prepará-la, desenvolvendo produtos inovadores. Um trabalho pró-ativo de construção da marca Carne Bovina”, exemplifica.

Conforme destacou Cavalcanti em sua palestra durante o 2º Encontro de Produtores do Programa de Modernização da Pecuária de Corte (Moderpec), realizado durante a Feira Internacional do Agronegócio (Fenagro), que terminou na semana passada, em Salvador/BA, a estratégia de marketing passa necessariamente pelo conceito e pela imagem do produto no mercado externo. E é aí que está o gargalo brasileiro. “O Brasil precisa de uma melhor coordenação vertical da cadeia produtiva da carne bovina. Essa deficiência torna o setor lento na tentativa de acompanhar as mudanças do mercado, no atendimento às demandas do consumidor moderno”, explica o consultor.

Segundo ele, é necessário garantir a qualidade, a uniformidade e a constância da produção e da exportação da carne bovina brasileira. “E, claro, divulgar esses êxitos, esses avanços.”

Mas a estratégia de marketing começa na fazenda, na produção dos animais. “A indústria frigorífica tem as estratégias para criar produtos diferenciados, mas não dá para esticar um contrafilé ou amaciar um coxão duro”, diz a gerente de Marketing do Frigorífico Independência, Carolina Barretto. “Três fatores determinam o potencial do produto para ser classificado como diferencial: genética, nutrição e manejo. E eles dependem do pecuarista”, complementa o gerente de Projeto Especiais do Grupo Marfrig, Roberto Barcellos.

Para Carolina, a criação de programas de classificação de carcaça, por exemplo, que avalia a qualidade da carne e bonifica os pecuaristas pela qualidade do animal, é mais que uma tendência, “é uma obrigação”. “O pecuarista tem direito de receber a mais pela qualidade. E é uma forma de a indústria estimulá-lo a produzir em conformidade com o que o mercado quer. Há diferença entre criar boi e produzir carne”, acredita, destacando que o que falta para o Brasil é fortificar os atributos de seus produtos.

Além disso, Barcellos destaca a importância de o produtor investir na padronização de seu rebanho. “É preciso transformar genética, nutrição e manejo em padrão, volume e regularidade. A partir daí, a indústria pode desenvolver novos produtos, novas marcas”, diz.

A matéria foi publicada no jornal O Estado de S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: Beefpoint
Data: 17/12/2008

1 comentário 17 de Dezembro de 2008 às 15:20 admin

MT: Perdigão suspende abates de bovinos

A Perdigão vai reduzir em 20% a produção de aves e suínos destinada à exportação no primeiro trimestre. Funcionários de algumas das fábricas voltadas para o mercado externo terão férias coletivas. A redução tem por objetivo regular os estoques dos compradores no mercado internacional e segurar os preços do produto. Na semana passada, a Sadia havia anunciado corte semelhante de produção.

O recuo no apetite dos compradores estrangeiros já está sendo sentido pela Perdigão desde novembro. As exportações de novembro e início de dezembro caíram 5% em relação a outubro, de acordo com o diretor da área internacional da Perdigão, Antonio Augusto de Toni. Com a queda, 20% das aves que seriam abatidas e embaladas para serem vendidas no exterior foram destinadas ao mercado interno. “Não estamos vendo queda de demanda por parte do consumidor final, mas restrição de crédito nos mercados que importam os produtos.”

No segmento de bovinos, contudo, por causa da falta de bois para abate, as férias coletivas começaram ontem e vão até 4 de janeiro. Os 400 funcionários da unidade de Mirassol d’Oeste (MT) ficarão em casa neste período.

Apesar das dificuldades, o presidente da Perdigão, José Antonio do Prado Fay, prevê um crescimento de 5% nas exportações, em volume e em valor, para 2009. As exportações representam cerca de 40% da receita da companhia. Esse crescimento, segundo Fay, será impulsionado pelo ganho de competitividade obtido pelo Brasil com a desvalorização cambial.

“Nosso principal concorrente, os Estados Unidos, perdeu competitividade e nós ganhamos.” Ele lembra que o maior produtor americano, a Pilgrim’s Pride, entrou em recuperação judicial há duas semanas.

No mercado doméstico, o presidente da Perdigão prevê um aumento de 5% a 7% nas vendas de aves no Natal. Na opinião dele, a crise não afetará o consumo interno. “O fluxo do consumo de alimentos não se reduz, estamos falando de proteína de frango”, diz Fay. A empresa mantém o plano de investimentos de R$ 600 milhões em 2009, valor similar ao realizado em 2008.

A matéria é de Mariana Barbosa e Márcia de Chiara, publicado no jornal O Estado de S.Paulo, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: Beefpoint
Data: 17/12/2008

62 comentários às 15:08 admin

Kátia Abreu toma posse na presidência da CNA com o lema “afirmação e ruptura”

A senadora Kátia Abreu tomou posse na noite desta terça-feira, 16/12, como nova presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) propondo a afirmação dos produtores rurais na sociedade brasileira através de rupturas no modo do produtor se relacionar com o mercado, o consumidor, o governo e a economia global.

“Estamos aqui para remover os preconceitos que isolaram, pelos séculos dos séculos, os produtores rurais”, disse a presidente, em seu discurso de posse. “Odiosamente lhes foi atribuída (…) toda sorte de culpas e anedotas pelo atraso econômico, social, cultural, tecnológico e principalmente, político deste País. Queremos romper com a imagem injusta. Somos o que somos e não quem nos imaginam. É falso que sejam os empresários rurais, por se dedicarem à atividade econômica da agricultura, protótipos do atraso, da fortuna injusta, da propriedade usurpada e do poder feudal”.

Aos 46 anos, senadora pelos Democratas do Tocantins, Kátia Abreu é a primeira mulher a presidir a CNA. A nova diretoria, composta por cinco membros, assume com um plano estratégico de promover oito projetos inovadores para o campo, como a capacitação do produtor em Responsabilidade Ambiental (Projeto Terra Adorada), a capacitação em Legislação Trabalhista (Projeto Mãos que Trabalham) e os programas de Inclusão Digital Rural e Campo Futuro. O objetivo desses projetos é promover um choque de globalização nos produtores brasileiros. Essa é uma das faces visíveis da ruptura proposta pela nova direção da CNA.

Uma das propostas da nova diretoria é montar “brigadas” de consultores que percorrerão das propriedades rurais a fim de orientar os produtores, preventivamente, sobre as legislações ambientais e trabalhistas. “Esta declaração de ruptura também atinge as fantasias caluniosas que reservam aos produtores rurais o protagonismo da vilania na questão do meio ambiente”, disse a senadora Kátia Abreu. “A conta da preservação de áreas de cobertura florestal está endereçada a destinatário errado. Que outra atividade econômica, na indústria e nos serviços é compelida, sem a contrapartida de benefícios fiscais, a privar-se do uso econômico de 20% até 80% do seu patrimônio fundiário, que podia ser usado na atividade produtiva? A preservação de áreas de proteção ambiental – uma questão de sobrevivência do planeta - é essencial, insubstituível e irrevogável”.

A nova presidente avisa que não vai proteger os infratores. “Ora, depredadores e especuladores, mesmo que sejam proprietários, não podem usar a condição de empresários rurais. Ninguém é mais conservacionista, por razões óbvias, de defesa do solo e preservação dos mananciais, do que o agricultor e o pecuarista”. A senadora Kátia Abreu também acusou o Estado brasileiro, por sua burocracia e instituições, de “renegar” o produtor rural. “Sempre com profundo mau humor, não nos reconhece”, disse ela. “Parece incomodado e considera exótico o fato do agronegócio representar 24% do Produto Interno Bruto, empregar 37% da força de trabalho, gerar 36% das exportações. Qual a proporção da retribuição do Estado ao setor agropecuário? Nem um décimo do valor de tão espantosa participação na economia”.

Os principais programas que serão implementados pela nova diretoria da CNA, eleita para o triênio 2009/2011, são os seguintes:

Projeto Terra Adorada – Capacitação em Responsabilidade Ambiental Rural. Tem o objetivo de contribuir para a formação, conscientização e mudança de comportamento da população rural no que diz respeito a questões relacionadas ao meio ambiente proporcionando uma melhor qualidade de vida, inserção social e preservação ambiental trazendo como resultado uma certificação de conformidade das propriedades rurais. Sua operacionalização ocorrerá por meio de ações educativas que buscarão a diminuição dos impactos ambientais em atividades produtivas rurais.

Projeto Mãos Que Trabalham – Capacitação em Legislação Trabalhista Rural Buscará conscientizar empregadores e trabalhadores sobre os principais problemas relacionados ao atendimento da Legislação Trabalhista Rural, bem como em questões de segurança e saúde do setor melhorando assim as condições de trabalho, higiene e conforto, tendo como base a NR 31 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho, trazendo como conseqüência uma certificação de conformidade das propriedades rurais. Seu caráter educativo baseia-se na premissa de que o bem-estar pleno do homem do campo favorece sua maior eficiência profissional, bem como ganhos econômicos e sociais.

Programa Inclusão Digital Rural – Informatização para todos. O foco central deste programa é oferecer aos trabalhadores, produtores e suas famílias o conhecimento necessário para a utilização de tecnologias de informática, utilizando-se de unidade móvel de informática totalmente equipada nas comunidades rurais. Os cursos ocorrerão dentro do micro-ônibus o qual terá comprimento mínimo para comportar os participantes. O micro-ônibus será adaptado em Unidade Móvel de Informática, dotado de todos os acessórios, mobiliários e documentações exigidas pelo Denatran, para atender ao público rural. Este sairá percorrendo as comunidades rurais para o atendimento do público alvo, que será arregimentado através de parceiros diversos do SENAR de cada localidade.

Programa Empreendedor Rural – Visão de Futuro. Tem como objetivo elaborar e implantar projetos de grupos ou de indivíduos, no sentido de desenvolver e estimular o empreendedorismo relacionado ao agronegócio. É dividido em três fases, como: elaboração de projetos; discussão e implementação prática e formação de lideranças. Hoje, o programa é sinônimo de sucesso, foi nacionalizado, já está em diversos Estados do País e vem mudando a vida de produtores rurais, que passaram a ter uma visão empresarial de suas propriedades, aproveitando as necessidades do mercado e investindo em segmentos específicos de maior rentabilidade.

Programa Campo Futuro – Em busca do Mercado. Resultado de uma parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), CNA e Bolsa de Mercados e Futuro (BM&F), o Projeto Campo Futuro – Gestão de Custos e Riscos para Produtores Rurais envolve tanto as Administrações Regionais do SENAR quanto as Federações da Agricultura e Pecuária de vários Estados. O objetivo é que o produtor rural passe a operar regularmente no mercado futuro e se transforme em formador de opinião a respeito da utilização desse mecanismo em sua região.

Programa Útero é Vida – Programa de Prevenção do Câncer de Colo de Útero da Mulher Rural Seu grande objetivo é diminuir as dificuldades com relação a atendimentos básicos na área de saúde para as mulheres rurais através da promoção de ações de sensibilização, conscientização e mobilização como: palestras sobre higiene pessoal, alimentar e doméstica, alimentação e nutrição e doenças sexualmente transmissíveis e principalmente realizando exame preventivo e diagnóstico de câncer de colo de útero – papanicolau - em mulheres em idade reprodutiva e posteriormente encaminhamento dos resultados.

Fazenda Legal – Levando Informações. O Programa Fazenda Legal foi criado em 2005 com o objetivo de promover a transformação do pequeno e médio produtor em empreendedor rural, oferecendo subsídios para a solução das questões técnicas, fundiárias, ambientais, tributárias, previdenciárias e trabalhistas a serem enfrentadas pelo produtor rural no desenvolvimento de suas atividades.

Programa Evolução Sindical Rural – Capacitação dos Agentes Sindicais. O programa visa à capacitação de dirigentes e técnicos de Sindicatos Rurais, abordando desde procedimentos administrativos relacionados à rotina dos sindicatos aos serviços que podem ser prestados pela instituição. Todo o trabalho é construído a partir de um diagnóstico das necessidades de capacitação dos Dirigentes e funcionários, das ações que estão sendo desenvolvidas e os principais resultados até o momento e caracterização das demandas em função da realidade do Sindicato.

Fonte: Agência CNA
Data: 16/12/2008

10 comentários às 15:03 admin

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