Arquivo de Novembro de 2008

Brasil amplia para 574 número de fazendas habilitadas para UE

O Brasil voltou a ampliar o número de fazendas habilitadas a terem seus animais abatidos para abastecer o mercado consumidor da União Européia. A nova lista, atualizada hoje pela Comunidade Européia, traz o nome de 29 novas propriedades, o que eleva para 574 o número de fazendas cadastradas pelo bloco.

Das 29 novas inclusões, 14 estão localizadas em Minas Gerais, Estado que tem o maior número de propriedades certificadas, com 283 unidades, a partir dessa semana. Além disso, 9 novas fazendas de Mato Grosso, três do Rio Grande do Sul, duas de São Paulo e uma de Goiás foram inseridas na lista.

Depois de Minas Gerais, o Estado de Goiás é o que apresenta maior número de cadastros, com 105 fazendas, seguido por Mato Grosso, com 93, Rio Grande do Sul, com 43 e São Paulo, com 20 fazendas. Sem novas inclusões nas últimas semanas aparecem os Estados do Espírito Santo e Paraná, com 16 e 14 propriedades habilitadas, respectivamente.

Alexandre Inacio

Fonte: Agência Estado
Data: 17/11/2008

24 comentários 18 de Novembro de 2008 às 10:34 admin

Indústria de carnes leva susto em outubro, mas já vê situação melhorar

Mercado fundamental para as exportações de carnes do país, a Rússia e seus problemas de crédito assustaram as empresas exportadoras brasileiras em outubro, mas nos últimos dias o fluxo de transações deu sinais de melhora. Segundo associações que representam os exportadores, em parte a evolução refletiu medidas adotadas por Moscou para afrouxar o estrangulamento financeiro das companhias russas. Mas o clima também ajudou, já que nesta época do ano os embarques escasseiam devido ao rigoroso inverno daquele país, quando os portos têm as operações comprometidas.

Agora, Abiec (entidade que representa exportadores de carne bovina), Abef (carne de frango) e Abipecs (carne suína) torcem para que o reaquecimento dos negócios, no início de 2009, não acuse a flagrante desaceleração econômica russa, que já afetou manufaturados, mas ainda não chegou com força às vendas de alimentos, normalmente o último setor a ser abatido em crises.

“Até agora fomos pouco ou quase nada afetados. Mas é preciso cautela”, informou a Sadia por meio de sua assessoria de imprensa. Além de ser grande exportadora de carnes suína e de frango para a Rússia, a empresa mantém no país uma fábrica em Kaliningrado, construída com um parceiro local, a Miratorg. A unidade, que absorveu US$ 90 milhões no total, foi inaugurada no fim de 2007.

No tocante apenas ao fluxo comercial, a carne bovina destinada à Rússia, atualmente o principal mercado externo para o produto - em parte devido às restrições impostas pela União Européia -, foi a mais afetada em outubro. Os embarques de cortes in natura para o país alcançaram 24,7 mil toneladas líquidas, 41,7% menos que no mesmo mês do ano passado.

Como o preço médio das vendas já vinha em elevação e ainda foi 72,12% superior ao de outubro de 2007, a receita oriunda dos embarques manteve-se praticamente estável em US$ 103,6 milhões.

As vendas de miudezas de bovinos para os russos também recuaram na comparação - 8,91%, para 810,4 toneladas líquidas. Também aqui o preço médio foi maior, 112,45%, e a receita subiu 116,5%, para US$ 5,5 milhões. “A situação melhorou depois de intervenções do Estado para ampliar o créditos aos importadores”, afirmou na semana passada Roberto Giannetti da Fonseca, presidente da Abiec.

Segundo o ex-ministro da Agricultura Pratini de Moraes, hoje no conselho da JBS-Friboi, maior empresa de carne bovina do mundo, também pesou para fortalecer a pressão russa por renegociações de preços o fato de o país ter importado muito no primeiro semestre e estar, assim, bem estocado.

Em razão das semanas de impasse com os russos e das incertezas que esse impasse provocou nos frigoríficos exportadores, os preços da arroba do boi gordo chegaram a diminuir no mercado brasileiro, mas nos últimos dias esse mercado já apresentava maior sustentação, conforme levantamentos de consultorias especializadas.

Ainda que menos dependentes da Rússia, os exportadores de carne de frango (a Sadia entre eles) também sentiram uma desaceleração. Tanto que, de janeiro a outubro - e sobretudo graças aos dois últimos meses -, venderam um volume 7% menor (148 mil toneladas) para o país na comparação com igual intervalo de 2007. Também nesse caso a receita aumentou. A alta foi de 25%, para US$ 292 milhões, menos de 5% do total.

Já as exportações de carne suína “agradeceram” à Rússia, que ainda absorve mais de 40% das vendas brasileiras ao exterior, em outubro. O país vendeu mais (18,8 mil toneladas, alta de 18,2% sobre o mesmo mês de 2007) e foi melhor remunerado (40,1 milhões, salto de 61,4%). Mas nem por isso as indústrias do ramo estão tranqüilas.

“Na Rússia, a crise global teve grande impacto não só no câmbio como no sistema bancário. Os importadores sofreram seus efeitos”, disse Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs, em comunicado divulgado na semana passada. Segundo ele, os russos continuavam a tentar renegociar preços, mas a falta de estoques em época de demanda crescente preservava, neste segmento, o poder de barganha das empresas brasileiras.

Fernando Lopes

Fonte: Valor Econômico
Data: 17/11/2008

5 comentários às 10:17 admin

Bovinos: Mercado potencial de US$ 500 mi para MT

As exportações mato-grossenses de carne bovina para União Européia poderão atingir em 2009 a cifra de US$ 500 milhões, um salto de 100% em relação aos números consolidados de 2007. A previsão é do consultor da área pecuária da Federação da Agricultura do Estado (Famato) e membro do Sistema Brasileiro de Rastreabilidade Bovina (Sisbov) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luís Carlos Meister.

Segundo ele, este é o potencial que o Estado têm em relação o comércio com aquele bloco, atualmente, o principal consumidor da carne bovina in natura de Mato Grosso.

Para Meister a projeção leva em consideração todo um potencial de oferta por parte do Estado, como também, a manutenção do ‘apetite’ europeu pela carne bovina brasileira e consequentemente, a mato-grossense. O Estado é o maior produtor nacional de rebanho de corte com 26 milhões de cabeças, conforme censo pecuário de 2007.

“Este crescimento deverá ocorrer em função da habilitação do restante do Estado para exportar carne in natura à União Européia e o credenciamento de mais 10 frigoríficos de Mato Grosso. A liberação de todo o Estado dará um novo alento às nossas exportações”, frisou Meister. Recentemente, Mato Grosso que tinha quase metade de seu território apto às exigências européias, teve a barreira comercial quebrada e agora 100% do rebanho, antes apenas 13 milhões, pode ser negociado com o bloco.

“Mas é preciso também que novas plantas frigoríficas sejam adaptadas a esta nova realidade, visando o atendimento da oferta de produtos que estarão disponíveis em grande escala no mercado regional”, lembrou Meister.

UE - Ele diz que os pecuaristas estão procurando fazer sua parte no sentido de garantir a rastreabilidade do rebanho bovino. “Apesar do rigor da União Européia, os pecuaristas têm conseguido atender a todas as exigências. Prova disso é o número de propriedades habilitadas a exportar para os europeus, que tem aumentado praticamente toda semana”, afirma Meister.

Até agora, segundo ele, 84 propriedades já foram credenciadas pelos europeus, totalizando um rebanho de aproximadamente 270 mil bovinos que aptos à exportação para a União Européia. Nesta semana, mais sete fazendas, num total de 90 mil cabeças, serão habilitadas à UE.

Além dessas propriedades, mais 254 estão aguardando habilitação. “Na verdade, falta apenas a auditagem, pois as fazendas já cumpriram todos os pré-requitos, passando pelo processo de identificação e colocação dos brincos nos animais”. Esse processo vai desde a chegada e saída de bovinos até à sua morte na propriedade rural.

Meister informou que a auditagem dos animais é feita pelos técnicos do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea), com o acompanhamento do Mapa.

De acordo com ele, em Mato Grosso são 104 mil propriedades rurais. Desse total, cerca de mil fazendas – concentrando um rebanho bovino de dois milhões de cabeças - estão em condições de solicitar sua habilitação junto à União Européia.

“Acredito que o credenciamento é só uma questão de tempo mesmo”, afirmou Meister.

Marcondes Maciel

Fonte: Diário de Cuiabá
Data: 17/11/2008

Adicionar comentário às 10:07 admin

Anunciadas novas recomendações oficiais sobre bem-estar animal

Novas recomendações sobre práticas de bem-estar relacionadas ao manejo, dieta, instalações e transporte do animal de produção (bovinos, suínos e aves) foram divulgadas, nesta quinta-feira (13), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As medidas integram a Instrução Normativa nº 56, publicada no último dia 7 de novembro, no Diário Oficial da União.

Entre as orientações, destacam-se o cuidado com o manejo dos animais, desde o seu nascimento, e a importância de adequar o transporte para reduzir o estresse e evitar sofrimentos desnecessários.

Para o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Márcio Portocarrero, a preocupação do ministério é estar à frente das exigências dos padrões de criação dos animais e se ajustar a regras que são internacionais.

“A instrução normativa estimula todo o setor produtivo a se adequar a essas regras, para que o produto brasileiro não sofra nenhuma restrição nos mercados mais exigentes”, declarou. O próximo passo, segundo ele, será elaborar recomendações de procedimentos específicos para cada espécie animal, de acordo com sua finalidade produtiva e econômica

O secretário informou ainda que o Brasil está avançado em termos de medidas adotadas para o bem-estar dos animais. De janeiro a novembro deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro já totalizaram US$ 71,5 bilhões. Desse montante, 30% é direcionado à União Européia, um dos mercados mais exigentes em boas práticas agropecuárias.

Cartilha - Para intensificar o processo de divulgação das novas recomendações, o Mapa está elaborando cartilhas que contém todas as medidas a serem adotadas pelos produtores. Ela será distribuída para orientar sobre o conteúdo da instrução normativa e mostrar a importância de seguir as recomendações sugeridas.

O produtor que adota normas de bem-estar tem benefícios como animais mais resistentes à doenças, maior qualidade e melhor imagem do produto, maior eficiência econômica e aumento das oportunidades de venda nos mercados interno e externo.

Confira a íntegra da Instrução Normativa nº 56

Cristiane Araujo

Fonte: MAPA
Data: 14/11/2008

1 comentário às 09:59 admin

Bem-estar animal: Governo anuncia novas regulamentações

Para o secretário Márcio Portocarrero, objetivo do Mapa é estar à frente das exigências dos padrões de criação.

Novas regras sobre práticas de bem-estar relacionadas ao manejo, dieta, instalações e transporte de bovinos, suínos e aves foram divulgadas nesta quinta-feira (13), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As medidas integram a Instrução Normativa nº 56, publicada no último dia 7 de novembro, no Diário Oficial da União.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Márcio Portocarrero, a preocupação do ministério é se ajustar às regras internacionais. “O próximo passo será elaborar recomendações de procedimentos específicos para cada espécie animal, de acordo com sua finalidade produtiva e econômica”, adiantou Portocarrero. O secretário informou ainda que o Brasil está avançado em termos de medidas adotadas para o bem-estar dos animais.

Para intensificar o processo de divulgação, o Mapa está elaborando cartilhas que contém todas as medidas a serem adotadas pelos produtores. Ela será distribuída para orientar sobre o conteúdo da instrução normativa e mostrar a importância de seguir as recomendações sugeridas. As informações são da Ascom-Mapa.

Fonte: Portal DBO
Data: 13/11/2008

19 comentários 14 de Novembro de 2008 às 10:12 admin

Canadá: EEB relacionada à ração comercial

A vaca holandesa de 61 meses de idade em uma fazenda leiteira de British Columbia, que foi o 13º caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como doença da ‘vaca louca’ do Canadá, provavelmente contraiu a doença a partir de ração comercial, de acordo com um relatório da Agência Canadense de Inspeção de Alimentos (Canadian Food Inspection Agency - CFIA).

O animal foi destruído no começo de junho e nenhuma parte de sua carcaça entrou na cadeia de alimentos humanos.

A investigação da CFIA sobre o caso envolveu tanto animais da fazenda em questão como nos alimentos aos quais o animal com EEB teve acesso. A investigação mostrou que embora todos os produtos aos quais o animal foi exposto eram destinados à nutrição de ruminantes, alguns dos fornecedores de ração para a fazenda usaram materiais proibidos no preparo das rações e isso pode ter causado a infecção com EEB.

O Canadá implementou barreiras na fabricação de ração de ruminantes em 1997, que proíbem o uso de certos produtos animais, conhecidos como materiais proibidos, na fabricação de ração de ruminantes.

O relatório nota que a detecção deste caso não muda nada nos parâmetros de risco de EEB do Canadá. A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) classificou o Canadá como país de risco controlado para EEB.

A reportagem é do MeatingPlace.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: Beefpoint
Data: 13/11/2008

61 comentários às 10:09 admin

Mercado firme para o boi gordo, mas com queda acumulada de 0,8% em novembro

Nos últimos dias, em função da reduzida oferta de animais terminados e quase completa ausência de avanço das escalas de abate, o mercado do boi gordo voltou a trabalhar em ambiente firme, com preços em alta em algumas regiões. E novos reajustes devem ser registrados no curtíssimo prazo.

No acumulado do mês, porém, tem-se uma retração média de 0,8%, na média de 28 praças pesquisadas pela Scot Consultoria. No Rio de Janeiro, por exemplo, o boi gordo despencou de R$86,00/@ para R$82,00/@ (-4,7%).

Recuos significativos também foram registrados nas regiões de Alta Floresta – MT (-3,7%), Marabá – PA (-3,8%), Sul e Norte do Tocantins (-3,9% e -2,6%, respectivamente).

Os preços caíram em 12 praças, permaneceram estáveis em 11 e subiram em 5, ao longo do período analisado. A maior alta foi registrada na região de Erechim – RS: 1,9%.

FTR

Fonte: Scot Consultoria
Data: 13/11/2008

23 comentários às 10:07 admin

Frigoríficos investem alto para se adequar às normas internacionais

Metade das fazendas autorizadas a vender carne bovina para a União Européia fica em Minas Gerais. Mas não foram só os pecuaristas que tiveram que se adaptar às exigências do mercado internacional. Os frigoríficos também investiram alto.

Na orelha dos animais está o registro de vacina, de medicamentos e alimentação. O sistema de rastreamento foi um dos requisitos que fizeram o criador Paulo Ferolla conseguir a certificação que autoriza a venda para o mercado europeu. “Para mim melhora muito em termos econômicos, porque eu passo a vender meu gado entre R$ 10 e R$ 14 reais a mais a arroba do que é isto é comercializado no Brasil.”, afirmou o criador.

As exportações de carne in-natura para o mercado europeu foram suspensas no início do ano por causa de uma indefinição sobre o número de fazendas que poderiam receber a certificação. A fazenda de Seu Paulo é uma das 236 propriedades de Minas Gerais credenciadas nos últimos meses pela União Européia. Os frigoríficos também foram inspecionados por técnicos internacionais antes do fim do embargo em junho.

Este frigorífico em Araguari, no Triângulo Mineiro, investiu pesado para melhorar a qualidade na produção de carne. Tudo deve atender às exigências: dos cuidados com os animais antes do abate até a embalagem da carne. A empresa, uma das maiores no setor, abate 1200 bois por dia. Metade da carne é para o mercado interno. A outra metade é exportada.

O produto para a exportação já sai da indústria em contêiners direto para o porto de Santos. De Araguari, em média, são 10 contêiners por dia. Oito deles vão para a Europa. Em junho, apenas 5% do que era exportado seguia para a Europa. Hoje, passa dos 50%.

“Há uma série de providências que foram tomadas como treinamento, investimentos na parte industrial, investimentos na parte de transporte, investimento nos nossos funcionários, investimentos em todo o tipo de procedimento para atender às exigências da União Européia”, enfatizou o diretor administrativo do frigorífico, Rubens Vicente.

Em todo o país, 545 fazendas estão autorizadas a exportar carne bovina para a União Européia.

Fonte: Globo Rural
Data: 13/11/2008

1 comentário às 09:58 admin

Em terra de soja, gado e garimpo, a vez do eucalipto

Desde sua fundação, no fim do século XIX, Alto Araguaia passou por uma coleção de guinadas nas atividades-chave de sua economia. Pecuária, garimpo e a diversificação da agricultura, com a soja à frente, marcaram essas mudanças. Pois o eucalipto pode inaugurar mais uma dessas reviravoltas.

Ainda não foram realizados os primeiros cortes das árvores plantadas no território do município, mas já há entre 6 mil e 8 mil hectares com eucaliptos no solo ou, ao menos, reservados para o plantio. Um misto de oportunidade de aproveitamento de pastagens degradadas e de desânimo com o cultivo da soja abriram a oportunidade para a nova cultura no município. Se análises prévias atualmente em curso se efetivarem, outros 40 mil hectares de eucalipto podem ser plantados.

Em alguns anos, a cultura tem potencial para superar a área atualmente ocupada pela soja, a principal cultura agrícola alto-araguaiense, diz o secretário de Agricultura da cidade, Dimas Gomes Neto. E isso não é necessariamente ruim, avalia. “A diversificação sempre é boa”, afirma.

No Brasil, as florestas de eucalipto destinam-se basicamente à indústria de papel e celulose. Não será a alternativa de aproveitamento em Alto Araguaia. No município, a madeira deverá ter como finalidade principal o abastecimento das agroindústrias, que devem usá-la, com a queima, na secagem da soja ou na geração de energia para o beneficiamento da oleaginosa.

A receita com o eucalipto chega a ser 2,5 vezes maior que a obtida com a soja. Há que se salientar que o ciclo do grão é anual e o das florestas, de seis a sete anos. O consórcio de eucalipto com pecuária ajuda a contrabalançar essa diferença, segundo técnicos.

Foi o sistema adotado por Jacson Liendemeier, que já tem 400 hectares com eucaliptos há dois anos, cultivados em parceria com a empresa de projetos agroflorestais Replantar. “A soja está inviável. Com o eucalipto, dá para fazer dinheiro com o gado enquanto a árvore cresce”.

O cultivo de eucalipto pode, com isso, dar um novo fôlego à pecuária no município. “Três anos atrás a cidade tinha 180 mil cabeças de gado. Hoje esse número está em 140 mil cabeças. Muito criador arrendou as terras e deixou de atuar com pecuária aqui”, afirma Paulo Serafim, presidente do Sindicato Rural de Alto Araguaia.

Foi para tocar a vida e o gado que o mineiro João José de Morais, o Cajango, chegou à região de Alto Araguaia, em 1895, quando o território era dominado pelos índios caiapó. Outro forasteiro, o baiano Cezilo dos Santos, chegou 13 anos depois. Joana de Jesus, sua esposa, lavava pratos no rio Cassununga quando avistou uma pedra de diamante. Involuntariamente, criou o ciclo do garimpo, tristemente marcado por disputas sangrentas entre os caudilhos Morbeck e Carvalhinho, na década de 20.

O plantio de soja floresceu na década de 70, com o desembarque dos agricultores migrantes do Sul do país, especialmente do Rio Grande do Sul. A cultura chegou a ocupar 45 mil hectares, mas está atualmente em 18 mil.

Com o eucalipto, também o cultivo de braquiária ganhou terreno. A gramínea deverá abastecer as caldeiras da Agrenco, que inaugurou em 2007 uma beneficiadora de soja na cidade. O desenvolvimento da cultura, contudo, aguarda a recuperação da companhia, que está em dificuldades financeiras.

Fonte: Valor Econômico
Data: 13/11/2008

27 comentários às 09:57 admin

Insumos: País terá autonomia na produção de fertilizantes daqui a 7 anos

Brasil ainda é um grande importador mundial.

O secretário nacional de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Adoniran Sanchez, declarou que a autonomia do Brasil na produção de fertilizantes será alcançada no prazo de sete anos. Segundo ele, atualmente o país importa 92% do potássio que consome, 60% do nitrogênio e 40% do fósforo. “Há jazidas inativas de potássio em Sergipe e no Baixo Amazonas que estarão operando em dois anos”, previu. “Reativaremos também algumas usinas de fósforo. A obtenção de nitrogênio depende de processo químico e será extraído a partir de cargas elétricas aplicadas em gás produzido pela Petrobras”, completou. As informações são da Agência Brasil.

Fonte: Portal DBO
Data: 12/11/2008

66 comentários 13 de Novembro de 2008 às 18:04 admin

Próximas Publicações Publicações anteriores


Minhas Publicações Recentes

Publicações por Mês

Estatísticas

Meta