Arquivo de 26 de Novembro de 2008
Segundo o coordenador do Sisbov no RS, Gilson Renato Souza, ainda não há definição do roteiro no País.
Fazendas brasileiras aprovadas pelos europeus para exportar carne bovina in natura passarão por auditoria entre 20 de janeiro e 2 de fevereiro de 2009, informa o Correio do Povo. Autoridades da União Européia (UE) irão avaliar o cumprimento de normas sanitárias e da rastreabilidade de animais em propriedades e inspetorias em seis estados exportadores, entre eles o Rio Grande do Sul. Em março deste ano, técnicos vieram ao Brasil avaliar o rebanho. Desde então, 608 propriedades foram consideradas aptas como fornecedoras aos europeus, sendo 43 no RS.
Fonte: Portal DBO
Data: 25/11/2008
26 de Novembro de 2008 às 18:31
admin
O frigorífico da Cotril Alimentos iniciou ontem suas exportações de carne. A primeira carga de 50 toneladas chega hoje ao Porto de Santos, em São Paulo, de onde seguirá para o mercado do Egito, na África.
A empresa, que começou a abater em dezembro de 2007, integra toda a cadeia de produção de carne bovina, pois também atua nos segmentos de criação agropecuária e nutrição animal. Os bovinos abatidos no frigorífico saem das fazendas e passam pelo confinamento antes de chegarem à indústria.
Para isso, a Cotril fez uma parceria com a Intervet Shering-Ploug Animal Health, o primeiro contrato mundial para controle de sanidade animal feito por essa empresa de medicamentos veterinários. O resultado, segundo o diretor presidente do Grupo Cotril, Domingos Ávila Júnior, são baixíssimos níveis de doenças e um aumento substancial de ganho de peso do gado a pasto ou nos confinamentos.
A principal meta da empresa no momento é conquistar a liberação das exportações para a União Européia, onde os preços da carne bovina são mais altos. Domingos Ávila lembrou que a estrutura do frigorífico da Cotril Alimentos foi aprovada, recentemente, durante visita de parlamentares europeus.
A carne exportada ontem para o Egito é composta de cortes dianteiros - acém, paleta, pescoço e músculo. No próximo mês, outras 500 toneladas devem ser embarcadas para aquele país.
O gerente de Exportação da Cotril Alimentos, Evert Leal Ramos, informou que a empresa negocia a exportação para outros países, como Arábia Saudita, Kuaite, Jordânia, Dubai, Argélia, Venezuela e Peru. Segundo ele, a Cotril também trabalha a habilitação das exportações para o Chile, que deve receber a carne a partir do início de 2009. Uma missão chilena visita o frigorífico na próxima semana.
A indústria abate cerca de 500 animais por dia, o que resulta em 150 toneladas de carne, em média, mas pretende atingir logo a capacidade de 1.200 toneladas diárias.
“A indústria foi planejada para atender aos requisitos dos mercados mais exigentes do mundo, como o europeu”, afirma Domingos Ávila.
A matéria é de Lúcia Monteiro, publicada no jornal O Popular/GO, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
Fonte: Beefpoint
Data: 25/11/2008
às 18:26
admin
Enquanto os exportadores de suínos pedem um novo modelo para distribuição das cotas da Rússia para a importação de carnes, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), que representa os exportadores de carne bovina, classifica o modelo atual como “satisfatório”.
Para o diretor executivo da Abiec, Luiz Carlos de Oliveira, o fato de o Brasil estar na categoria de “outros países” é mais favorável do que ter cota fixa para exportação. “O Brasil, que é muito competitivo, não fica limitado a uma quantidade fixa. Podemos abocanhar o volume que deixa de ser exportado por outros países”, disse.
A Rússia é a principal importadora de carne bovina in natura do Brasil. Fontes do Ministério da Agricultura explicam que o Brasil atua num mercado “sem concorrentes de peso” no caso da carne bovina. Além disso, as características da pecuária de corte impedem a adoção de política de ampliação da produção na Rússia. “É fácil construir um galpão e criar aves e suínos, mas para ampliar a oferta de carne bovina é preciso ter áreas para pastagem. E a Rússia não tem”, observou Oliveira.
A Rússia adotou uma política de substituição das importações como forma de desenvolver o mercado interno, o que certamente vai influenciar no volume de produção de frangos e suínos.
Mesmo diante das divergências entre produtores, proposta de alteração da política de importações com a adoção de cota única foi apresentada 6ª-feira, em São Paulo, por representantes dos exportadores de carne suína ao ministro da Agricultura da Rússia, Alexey Gordeev, que concordou com a proposta, segundo fonte do governo.
Fonte: Estadão
Data: 25/11/2008
às 16:53
admin
O mercado mais exigente do mundo. Esse é o foco da C.Vale quando o assunto é produção de carne de frango. A cooperativa criou uma segunda linha de abate em 2005 e está perto de chegar ao limite de sua capacidade novamente: 300 mil aves ao dia. A terceira linha de abate começa a ser implantada. A estratégia de crescimento é rastrear a produção de grãos (soja e milho), fabricar a própria ração e respeitar as exigências sanitárias internacionais, garantindo mercado ao produto final. O projeto venceu o Prêmio Cooperativa do Ano 2008 na categoria Qualidade e Produtividade.
“Se o comprador quiser que a gente dê uma volta no aviário com o frango gritando ‘vivaaaaa’, não tem problema. Nós podemos fazer isso por uma melhor remuneração”, afirma o presidente da C.Vale, Alfredo Lang. A meta de agradar ao mercado mais exigente do planeta, que ele aponta como a Inglaterra, mobiliza toda a cooperativa, relata.
Uma das duas linhas de abate da C.Vale, em Palotina (Oeste), só recebe frango vegetariano, ou seja, que não consome farinha com ingredientes de origem animal. A ração desse grupo também não contém soja nem milho transgênico – até a medicação das aves é restrita. Sabe-se de qual propriedade veio o grão usado na ração e qual a semente utilizada pelo agricultor. Tudo isso é documentado. A outra linha de abate, que funciona desde 1997, atende ao mercado interno e a países que não exigem essa documentação.
Os critérios sanitários dos clientes precisam ser cumpridos à risca nos abatedouros. Para isso, é necessário “treinamento, treinamento e treinamento”, afirma o gerente da indústria de 2,8 mil funcionários Neivaldo Burin. As auditorias dos clientes são constantes, mas o rigor maior tem que ser interno, diz Monica Casali, encarregada da Gestão de Qualidade. Esse controle é exercido por 26 funcionários em três turnos, relata.
Nos aviários, além do cuidado com a ração, é preciso garantir o bem-estar animal. Mercados como a União Européia pedem que os frangos sejam poupados de frio, calor, fome, sede e inclusive de ficar no meio de outras aves mortas. Quando algum deles morre no aviário, é preciso retirá-lo imediatamente.
Burin afirma que o monitoramente ocorre em toda a cadeia da produção de carne de frango. A idéia é jamais chegar a um alimento fora de padrão. “O foco dos programas de qualidade deixou de ser o final para se concentrar em todo o processo e evitar o reprocessamento”, afirma.
José Rocher
Fonte: Gazeta do Povo
Data: 25/11/2008
às 16:42
admin
A crise financeira global deixa em alerta vários setores da economia e interfere nos preços dos produtos também no mercado interno. No caso da carne bovina, a retração da demanda de países tradicionalmente compradores, como a Rússia, provocou ligeira queda nos valores dos cortes dianteiros no atacado. O mercado russo tem preferência por esse tipo de corte.
Na última semana, o quilo do dianteiro teve uma redução de R$ 0,20 chegando a R$ 5,40, segundo os analistas, resultante do ajuste feito pela Rússia. Nos últimos 30 dias, a queda chegou a 12%, passando de R$ 5,00 para R$ 4,40. O traseiro, ao contrário teve ligeira alta também por causa do mercado externo. Segundo Fabiano Tito Rosa, técnico da Scot Consultoria, de Bebedouro (SP), o Brasil está gradualmente aumentando o volume vendido à União Européia (UE), depois do embargo. “”Esses países (da UE) têm preferência pelos cortes traseiros”", diz o consultor.
Ao mesmo tempo, internamente houve redução do consumo, evento sazonal no país. Normalmente, na segunda quinzena do mês, o consumo de carne cai. Segundo Rosa, a expectativa de recessão também interfere no comportamento dos consumidores, que passam a comprar menos. No entanto, segundo Rosa, a previsão de aquecimento deve se concretizar nas festas de fim de ano.
O consultor afirma que produtores e exportadores ficam na expectativa dos rumos que a economia mundial deve tomar no ano que vem e que terá reflexos para quem comercializa a produção internamente, para os que disputam o mercado internacional ou mesmo para os consumidores.
Rosa vislumbra como cenário em 2009, um menor crescimento dos países desenvolvidos. “”O crédito, agora escasso, deve voltar a circular, mas num volume menor e mais caro”", afirma. A produção mundial de carne deve recuar entre 1% e 2%, prevê.
Com a valorização do dólar nos últimos dois meses, e o espaço deixado pelos principais concorrentes - Austrália, Estados Unidos, alguns países da União Européia e Argentina - as exportações brasileiras podem crescer. Segundo Rosa, a Argentina é uma incógnita porque apesar de ter uma boa produção garantida, a política econômica do governo pode interferir no volume a ser comercializado no exterior.
De acordo com o consultor, as exportações brasileiras de carne bovina deverão ter um recuo de cerca de 15% este ano. Antes mesmo da crise, a expectativa era de redução, em função de dois fatores. Primeiro, explica Rosa, foi a diminuição da produção, resultante do ajuste da cadeia da carne. “”Com a crise enfrentada nos últimos anos, pecuaristas diminuiram investimentos e abateram matrizes”", relembra. Depois, a moeda norte-americana, em queda até dois meses atrás, também interferiu na rentabilidade. O setor, agora, também se ressente dos efeitos da crise global.
Rosa afirma que as perspectivas são boas para o Brasil. Para ele, se continuar o ritmo de habilitação de fazendas para exportação, o mercado poderá se abrir. “”Soma-se a isso o fato do preço do nosso produto ser competitivo, de termos um bom volume e qualidade”", avalia Rosa.
Com notícias de crise e recessão, o consumidor interno acaba também se retraindo e “”segura”" os gastos. “”Porém, o mercado será aquecido com a entrada do 13º salário e com os empregos temporários do final de ano”", afirma.
Raquel de Carvalho
Fonte: Folha de Londrina
Data: 24/11/2008
às 16:33
admin
Plantação de soja é pulverizada por máquina em fazenda em Mato Grosso; alta de commodities agrícolas acentuou o interesse de estrangeiros por terras no Brasil
Da Sucursal de Brasília - Por conta da crise financeira internacional, o Palácio do Planalto determinou à AGU (Advocacia Geral da União) que mantenha na gaveta as propostas de mudanças na legislação para restringir a compra de terras por estrangeiros no país.
O argumento para segurar pelo menos por ora essas medidas é que, num momento de escassez de crédito e de contenção de recursos, o governo não pode vetar ou restringir a entrada de qualquer tipo de investimento internacional.
Urgentes até outro dia, quando a chamada “estrangeirização” das terras do país era apontada como uma espécie de ameaça à soberania nacional, as medidas estão prontas e paradas na mesa do ministro José Dias Toffoli (AGU) desde o início de setembro, dias antes do estouro da crise internacional.
O que preocupa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não são apenas os efeitos técnicos e práticos dessas medidas mas o simbolismo de, neste momento, ser visto no exterior como um país que despreza investimentos estrangeiros.
Nas mãos de Toffoli, há dois mecanismos jurídicos. O primeiro deles, e que cabe diretamente ao advogado-geral da União, é a revogação de um parecer emitido em 1997 pelo órgão. Ele diz que, na lei nº 5.709, de 1971, o parágrafo que faz restrição às pessoas jurídicas brasileiras controladas por capital estrangeiro não foi recepcionado pela Constituição de 1988 e, portanto, estaria revogado.
Agora, a AGU mudou de opinião. O consultor-geral do órgão, Ronaldo Jorge, concluiu que esse parágrafo foi recepcionado pela Constituição de 1988 e que o parecer de 1997 é que precisa ser revogado. Essa canetada de Toffoli, porém, depende do aval de Lula.
Desde que a crise econômica veio à tona, Lula tem se mostrado resistente a mudanças antes dadas como certas e que poderiam inibir investimentos. Além da medida da terra, ele adiou o anúncio das regras do zoneamento da cana, mecanismo acordado entre os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente para impedir o avanço da cultura na Amazônia.
Segundo a legislação em vigor, a aquisição de terra está vedada a pessoa física estrangeira não residente no país e a pessoas jurídicas não autorizadas a funcionar no Brasil. Além disso, a compra está limitada a pessoas físicas estrangeiras residentes no país e a pessoas jurídicas estrangeiras autorizadas a funcionar no Brasil.
Com o parecer de 1997 da AGU ainda em vigor, não há limite para pessoas jurídicas brasileiras com a maioria de suas ações com direito a voto controlada por estrangeiros.
Não há como quantificar o volume de recursos que deixará de entrar no país caso esse parecer seja de fato revogado. Um dos setores que poderiam ser atingidos é o de celulose, com suas vastas plantações de eucaliptos, em que é grande a atuação de estrangeiros.
Reportagem de julho da Folha mostrou que, segundo dados do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), fazendeiros e investidores estrangeiros compram ao menos 0,5 quilômetro quadrado de terras brasileiras a cada hora, o que, ao final de um dia, significa 12 quilômetros quadrados legalmente em mãos de pessoas físicas ou jurídicas de outras nacionalidades. Na época, havia 40,3 mil quilômetros quadrados legalmente sob o controle de estrangeiros -o que não inclui as empresas brasileiras controladas por pessoas de outros países.
O segundo mecanismo jurídico, parado no governo, é um projeto de lei sobre o tema a ser encaminhado ao Congresso. Ainda incipiente, o texto trataria não apenas da compra de terras por estrangeiros mas também de limites fundiários para brasileiros.
Eduardo Scolese
Fonte: Folha de São Paulo
Data: 24/11/2008
às 16:28
admin