Arquivo de 18 de Novembro de 2008

JBS: organizações tentam bloquear aquisição nos EUA

Duas organizações dos Estados Unidos, R-CALF (Ranchers-Cattlemen Action Legal Fund United Stockgrowers of America), de criadores de gado e a OCM (Organization for Competitive Markets), registraram um novo processo no Tribunal Regional dos EUA na quinta-feira pedindo o bloqueio da aquisição da National Beef pela JBS. O novo processo se soma ao processo anteriormente anunciado feito pelo Departamento de Justiça e mais de doze estados, também pedindo o bloqueio do acordo.

A R-CALF e a OCM indicam que um processo separado foi necessário porque sua ação se dirige ao potencial efeito da fusão JBS-National Beef nos estabelecimentos de engorda e outros criadores. A ação do Governo foca principalmente nos efeitos no boi gordo e nos consumidores.

“Acreditamos que nosso envolvimento ajudará o julgamento do Governo porque podemos representar totalmente as visões e preocupações competitivas dos pecuaristas, criadores e engordadores que são os mais afetados por esta fusão”, disse o diretor executivo da R-CALF USA, Bill Bullard.

Em seu site na Internet, a OCM se descreve como uma organização nacional sem fins lucrativos, sem vínculo com partidos políticos, localizada em Lincoln, Nebraska, dedicada a retornar ao setor de alimentos e agricultura uma competição verdadeira em termos de oferta e demanda.

A reportagem é do MeatingPlace.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: Beefpoint
Data: 18/11/2008

29 comentários 18 de Novembro de 2008 às 11:04 admin

Servidores do Indea no MT seguem em greve por prazo indeterminado

Servidores do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) deflagraram nessa segunda-feira (17-11) paralisação por tempo indeterminado. Segundo o comando de greve a mobilização atinge 626 servidores, mas garantiu que apenas 30% estarão trabalhando em todo o Estado, e que este contingente mínimo exigido por lei, mantém a fiscalização nos postos fixos, barreiras volantes e barreiras fitossanitárias.

A categoria reivindica um reajuste salarial e a implantação definitiva do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS). Hoje, será realizada mais uma reunião com Casa Civil, a Secretaria Administração, e o Sindicato para mais uma rodada de negociação.A mobilização atinge em cheio a pecuária estadual que realiza a última etapa de vacinação contra febre aftosa do ano, etapa essa que tem como alvo bovinos e bubalinos de todas as idades, os chamados de mamando a caducando.

Fonte: Diário de Cuiabá
Data: 18/11/2008

28 comentários às 11:02 admin

“Sinlandês” surge como raça mista para leite e carne

Em meio ao rebanho branco e preto surgem novidades. São os bezerros que lembram a aparência da vaca holandesa, mas com tons avermelhados e marrons. É o “sinlandês”, como brinca o criador Alberto Reinaldo Los, chamado de “louco” pelos colegas por arriscar uma nova genética no rebanho. A nova raça é uma mistura do simental, produtor potencial de carne, com o gado holandês, que bate as demais linhagens na produção de leite.

Incentivos para a experiência não faltaram. Ele tem um vizinho criador de simental que queria divulgar a raça, leu tudo que encontrou sobre a mistura e ainda foi orientado pelo criador paulista Francisco Siervo Neto, pioneiro em defender o cruzamento no Brasil. Há pelo menos dez anos, a mistura é feita nas fazendas da Europa e dos Estados Unidos. “Se o cruzamento de simental com gado holandês deu certo lá, é porque não é de todo ruim”, comenta Los, que vai começar a conhecer os primeiros frutos dentro de um ano e meio.

Ele tem 15 animais meios-sangues na fazenda Bela Vista, em Carambeí. Algumas vacas já estão inseminadas. Los, que não nega a cultura holandesa, inclusive por ter construído um moinho no quintal para embelezar a caixa d’água e ao mesmo tempo lembrar a tradição da sua família, tem 140 animais puros em lactação que produzem 3.850 litros de leite por dia.

A opção pelo cruzamento, além de ser um desafio para a família – que cria gado holandês puro desde a década de 60, com a coordenação do patriarca Theodoro Los –, tem objetivo econômico. “O meio-sangue é mais resistente, rende mais carne e não dá muita diferença de leite com relação ao gado holandês. Além disso, você economiza pelo menos 80% nos gastos veterinários”, explica.

A nova raça pode ser uma saída em tempos de crise. Como atualmente o custo de produção por litro de leite está no mesmo patamar do preço pago pelo laticínio, muitos produtores da vizinhança estão vendendo matrizes ou reduzindo a produção por animal para evitar prejuízos. “Eu ainda não vendi nenhum animal”, conta Los, lembrando que a vaca holandesa não pega bom preço no mercado de corte.

Demonstração

Como o meio-sangue tem mais rendimento de carcaça, pode alcançar melhor preço quando vendido em frigoríficos. O teste ocorreu em agosto, durante a Agroleite, em Castro. Los abateu um garrote de 9 meses que rendeu 225 quilos, ou seja, quase 15 arrobas. O rendimento da carcaça foi de 58%, enquanto que a média das raças de corte oscila entre 54% e 56%.

Estudo aponta série de vantagens do animal cruzado sobre o holandês

Pelas pesquisas feitas por Alberto Reinaldo Los, de Carambeí, o meio-sangue apresenta vantagens desde a inseminação até a morte. O sêmen do simental é mais concentrado que o do touro holandês e a taxa de fertilidade é maior, eliminando o problema enfrentado nos meses quentes, quando as vacas holandesas têm dificuldades em emprenhar. No parto, o risco de complicações é menor que na vaca pura. É necessário observar que as vacas holandesas são tradicionalmente apontadas como animais frágeis.

O bezerro cruzado ganha peso mais rápido que o puro holandês. Embora não haja regras rígidas de manejo, aos quatro meses o animal “sinlandês” sai do confinamento para ser criado no pasto, voltando a ficar fechado a partir do 28º mês, quando a fêmea, já crescida e desenvolvida, está pronta para lactação.

O leite do meio-sangue é mais rico em sólidos (proteína, gordura e lactose) que o da vaca pura. Ou seja, a vaca pode até render menos, mas sua produção tem maior valor. Os compradores da região oferecem preço diferenciado para leite rico em sólidos.

Na fazenda de Los, em média, cada vaca tem 2,2 partos durante toda a vida. Com o cruzamento, o pecuarista espera aumentar a média em pelo menos mais um parto. Também se espera uma longevidade maior. “Na literatura há registros de casos de cruzados com 22 anos de idade”, comenta.

Maria Gizele da Silva

Fonte: Gazeta do Povo
Data: 18/11/2008

1087 comentários às 10:52 admin

Venezuela se destaca como importante comprador

Mesmo em meio à tormenta de crédito internacional, a Venezuela manteve as importações de carne bovina brasileira a todo o vapor e foi o país emergente que ocupou lugar de maior destaque no ranking dos importadores do produto em outubro.

As estatísticas ainda não demonstraram o efeito crise para esses importadores, distinto do que já aconteceu com a Rússia, o principal comprador da carne brasileira, que desacelerou compras. As exportações de carne in natura para a Venezuela saltaram 198,25% em volume no mês passado, para 10,9 mil toneladas, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O volume ainda está bem abaixo do exportado para a Rússia no mês, 24,7 mil toneladas, mas, mesmo assim, os venezuelanos ocuparam o terceiro lugar na lista de destinos - atrás apenas dos russos e do Irã.

A Rússia, por problemas de crédito devido à crise, reduziu em 41,66% os volumes importados em outubro. No acumulado do ano, os venezuelanos se destacam novamente. Entre janeiro e outubro de 2008, na comparação com igual período de 2007, em volume, o país saltou do sétimo lugar da lista de destinos compradores do produto para o segundo. O desempenho praticamente se repetiu quanto ao faturamento, com a diferença de que, em valor, passou do sexto do ranking em 2007 também para o segundo da lista este ano.

O consumo de carne bovina aumentou muito naquele país devido ao aquecimento de sua economia. “A Venezuela não produz o suficiente para atender ao consumo, por isso sempre vai ser um importante destino para o Brasil”, avalia José Vicente Ferraz, diretor do Instituto AgraFNP. “Embora o ritmo deva desacelerar um pouco agora”. Só em outubro, a receita com exportações aos venezuelanos somou US$ 54,9 milhões, alta de 453,5% na comparação com outubro do ano passado. Os dados são da Secex.

A evolução dos preços internacionais, por conta da menor oferta de carne no mundo, explica a disparada em receita. Apesar dos números, o ritmo de crescimento não deve se repetir daqui para frente, na opinião de Peter Ho, analista da Corretora Planner. “Esses percentuais não são indicadores de potencial de mercado porque a Venezuela já está chegando ao seu limite máximo de consumo. E há uma tendência de retração, com a queda dos preços do petróleo”, disse Ho.

A Venezuela é um dos países para onde o frigorífico Marfrig pretende ampliar volumes exportados, embora ainda não seja destino expressivo. Segundo Marcos Molina, presidente do frigorífico, neste momento, alguns cortes que iriam para a Rússia estão sendo direcionados para o mercado venezuelano. “Tradicionalmente os russos importam menos no fim do ano por conta do inverno e a logística fica difícil. Praticamente não temos contratos negociados em novembro e dezembro com a Rússia”, disse. “Mas essa situação é pontual”.

A matéria é do jornal Diário do Comércio e Indústria/SP, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: Beefpoint
Data: 17/11/2008

20 comentários às 10:39 admin

Brasil amplia para 574 número de fazendas habilitadas para UE

O Brasil voltou a ampliar o número de fazendas habilitadas a terem seus animais abatidos para abastecer o mercado consumidor da União Européia. A nova lista, atualizada hoje pela Comunidade Européia, traz o nome de 29 novas propriedades, o que eleva para 574 o número de fazendas cadastradas pelo bloco.

Das 29 novas inclusões, 14 estão localizadas em Minas Gerais, Estado que tem o maior número de propriedades certificadas, com 283 unidades, a partir dessa semana. Além disso, 9 novas fazendas de Mato Grosso, três do Rio Grande do Sul, duas de São Paulo e uma de Goiás foram inseridas na lista.

Depois de Minas Gerais, o Estado de Goiás é o que apresenta maior número de cadastros, com 105 fazendas, seguido por Mato Grosso, com 93, Rio Grande do Sul, com 43 e São Paulo, com 20 fazendas. Sem novas inclusões nas últimas semanas aparecem os Estados do Espírito Santo e Paraná, com 16 e 14 propriedades habilitadas, respectivamente.

Alexandre Inacio

Fonte: Agência Estado
Data: 17/11/2008

24 comentários às 10:34 admin

Indústria de carnes leva susto em outubro, mas já vê situação melhorar

Mercado fundamental para as exportações de carnes do país, a Rússia e seus problemas de crédito assustaram as empresas exportadoras brasileiras em outubro, mas nos últimos dias o fluxo de transações deu sinais de melhora. Segundo associações que representam os exportadores, em parte a evolução refletiu medidas adotadas por Moscou para afrouxar o estrangulamento financeiro das companhias russas. Mas o clima também ajudou, já que nesta época do ano os embarques escasseiam devido ao rigoroso inverno daquele país, quando os portos têm as operações comprometidas.

Agora, Abiec (entidade que representa exportadores de carne bovina), Abef (carne de frango) e Abipecs (carne suína) torcem para que o reaquecimento dos negócios, no início de 2009, não acuse a flagrante desaceleração econômica russa, que já afetou manufaturados, mas ainda não chegou com força às vendas de alimentos, normalmente o último setor a ser abatido em crises.

“Até agora fomos pouco ou quase nada afetados. Mas é preciso cautela”, informou a Sadia por meio de sua assessoria de imprensa. Além de ser grande exportadora de carnes suína e de frango para a Rússia, a empresa mantém no país uma fábrica em Kaliningrado, construída com um parceiro local, a Miratorg. A unidade, que absorveu US$ 90 milhões no total, foi inaugurada no fim de 2007.

No tocante apenas ao fluxo comercial, a carne bovina destinada à Rússia, atualmente o principal mercado externo para o produto - em parte devido às restrições impostas pela União Européia -, foi a mais afetada em outubro. Os embarques de cortes in natura para o país alcançaram 24,7 mil toneladas líquidas, 41,7% menos que no mesmo mês do ano passado.

Como o preço médio das vendas já vinha em elevação e ainda foi 72,12% superior ao de outubro de 2007, a receita oriunda dos embarques manteve-se praticamente estável em US$ 103,6 milhões.

As vendas de miudezas de bovinos para os russos também recuaram na comparação - 8,91%, para 810,4 toneladas líquidas. Também aqui o preço médio foi maior, 112,45%, e a receita subiu 116,5%, para US$ 5,5 milhões. “A situação melhorou depois de intervenções do Estado para ampliar o créditos aos importadores”, afirmou na semana passada Roberto Giannetti da Fonseca, presidente da Abiec.

Segundo o ex-ministro da Agricultura Pratini de Moraes, hoje no conselho da JBS-Friboi, maior empresa de carne bovina do mundo, também pesou para fortalecer a pressão russa por renegociações de preços o fato de o país ter importado muito no primeiro semestre e estar, assim, bem estocado.

Em razão das semanas de impasse com os russos e das incertezas que esse impasse provocou nos frigoríficos exportadores, os preços da arroba do boi gordo chegaram a diminuir no mercado brasileiro, mas nos últimos dias esse mercado já apresentava maior sustentação, conforme levantamentos de consultorias especializadas.

Ainda que menos dependentes da Rússia, os exportadores de carne de frango (a Sadia entre eles) também sentiram uma desaceleração. Tanto que, de janeiro a outubro - e sobretudo graças aos dois últimos meses -, venderam um volume 7% menor (148 mil toneladas) para o país na comparação com igual intervalo de 2007. Também nesse caso a receita aumentou. A alta foi de 25%, para US$ 292 milhões, menos de 5% do total.

Já as exportações de carne suína “agradeceram” à Rússia, que ainda absorve mais de 40% das vendas brasileiras ao exterior, em outubro. O país vendeu mais (18,8 mil toneladas, alta de 18,2% sobre o mesmo mês de 2007) e foi melhor remunerado (40,1 milhões, salto de 61,4%). Mas nem por isso as indústrias do ramo estão tranqüilas.

“Na Rússia, a crise global teve grande impacto não só no câmbio como no sistema bancário. Os importadores sofreram seus efeitos”, disse Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs, em comunicado divulgado na semana passada. Segundo ele, os russos continuavam a tentar renegociar preços, mas a falta de estoques em época de demanda crescente preservava, neste segmento, o poder de barganha das empresas brasileiras.

Fernando Lopes

Fonte: Valor Econômico
Data: 17/11/2008

5 comentários às 10:17 admin

Bovinos: Mercado potencial de US$ 500 mi para MT

As exportações mato-grossenses de carne bovina para União Européia poderão atingir em 2009 a cifra de US$ 500 milhões, um salto de 100% em relação aos números consolidados de 2007. A previsão é do consultor da área pecuária da Federação da Agricultura do Estado (Famato) e membro do Sistema Brasileiro de Rastreabilidade Bovina (Sisbov) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luís Carlos Meister.

Segundo ele, este é o potencial que o Estado têm em relação o comércio com aquele bloco, atualmente, o principal consumidor da carne bovina in natura de Mato Grosso.

Para Meister a projeção leva em consideração todo um potencial de oferta por parte do Estado, como também, a manutenção do ‘apetite’ europeu pela carne bovina brasileira e consequentemente, a mato-grossense. O Estado é o maior produtor nacional de rebanho de corte com 26 milhões de cabeças, conforme censo pecuário de 2007.

“Este crescimento deverá ocorrer em função da habilitação do restante do Estado para exportar carne in natura à União Européia e o credenciamento de mais 10 frigoríficos de Mato Grosso. A liberação de todo o Estado dará um novo alento às nossas exportações”, frisou Meister. Recentemente, Mato Grosso que tinha quase metade de seu território apto às exigências européias, teve a barreira comercial quebrada e agora 100% do rebanho, antes apenas 13 milhões, pode ser negociado com o bloco.

“Mas é preciso também que novas plantas frigoríficas sejam adaptadas a esta nova realidade, visando o atendimento da oferta de produtos que estarão disponíveis em grande escala no mercado regional”, lembrou Meister.

UE - Ele diz que os pecuaristas estão procurando fazer sua parte no sentido de garantir a rastreabilidade do rebanho bovino. “Apesar do rigor da União Européia, os pecuaristas têm conseguido atender a todas as exigências. Prova disso é o número de propriedades habilitadas a exportar para os europeus, que tem aumentado praticamente toda semana”, afirma Meister.

Até agora, segundo ele, 84 propriedades já foram credenciadas pelos europeus, totalizando um rebanho de aproximadamente 270 mil bovinos que aptos à exportação para a União Européia. Nesta semana, mais sete fazendas, num total de 90 mil cabeças, serão habilitadas à UE.

Além dessas propriedades, mais 254 estão aguardando habilitação. “Na verdade, falta apenas a auditagem, pois as fazendas já cumpriram todos os pré-requitos, passando pelo processo de identificação e colocação dos brincos nos animais”. Esse processo vai desde a chegada e saída de bovinos até à sua morte na propriedade rural.

Meister informou que a auditagem dos animais é feita pelos técnicos do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea), com o acompanhamento do Mapa.

De acordo com ele, em Mato Grosso são 104 mil propriedades rurais. Desse total, cerca de mil fazendas – concentrando um rebanho bovino de dois milhões de cabeças - estão em condições de solicitar sua habilitação junto à União Européia.

“Acredito que o credenciamento é só uma questão de tempo mesmo”, afirmou Meister.

Marcondes Maciel

Fonte: Diário de Cuiabá
Data: 17/11/2008

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Anunciadas novas recomendações oficiais sobre bem-estar animal

Novas recomendações sobre práticas de bem-estar relacionadas ao manejo, dieta, instalações e transporte do animal de produção (bovinos, suínos e aves) foram divulgadas, nesta quinta-feira (13), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As medidas integram a Instrução Normativa nº 56, publicada no último dia 7 de novembro, no Diário Oficial da União.

Entre as orientações, destacam-se o cuidado com o manejo dos animais, desde o seu nascimento, e a importância de adequar o transporte para reduzir o estresse e evitar sofrimentos desnecessários.

Para o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Márcio Portocarrero, a preocupação do ministério é estar à frente das exigências dos padrões de criação dos animais e se ajustar a regras que são internacionais.

“A instrução normativa estimula todo o setor produtivo a se adequar a essas regras, para que o produto brasileiro não sofra nenhuma restrição nos mercados mais exigentes”, declarou. O próximo passo, segundo ele, será elaborar recomendações de procedimentos específicos para cada espécie animal, de acordo com sua finalidade produtiva e econômica

O secretário informou ainda que o Brasil está avançado em termos de medidas adotadas para o bem-estar dos animais. De janeiro a novembro deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro já totalizaram US$ 71,5 bilhões. Desse montante, 30% é direcionado à União Européia, um dos mercados mais exigentes em boas práticas agropecuárias.

Cartilha - Para intensificar o processo de divulgação das novas recomendações, o Mapa está elaborando cartilhas que contém todas as medidas a serem adotadas pelos produtores. Ela será distribuída para orientar sobre o conteúdo da instrução normativa e mostrar a importância de seguir as recomendações sugeridas.

O produtor que adota normas de bem-estar tem benefícios como animais mais resistentes à doenças, maior qualidade e melhor imagem do produto, maior eficiência econômica e aumento das oportunidades de venda nos mercados interno e externo.

Confira a íntegra da Instrução Normativa nº 56

Cristiane Araujo

Fonte: MAPA
Data: 14/11/2008

1 comentário às 09:59 admin


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