Arquivo de 14 de Novembro de 2008

Bem-estar animal: Governo anuncia novas regulamentações

Para o secretário Márcio Portocarrero, objetivo do Mapa é estar à frente das exigências dos padrões de criação.

Novas regras sobre práticas de bem-estar relacionadas ao manejo, dieta, instalações e transporte de bovinos, suínos e aves foram divulgadas nesta quinta-feira (13), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As medidas integram a Instrução Normativa nº 56, publicada no último dia 7 de novembro, no Diário Oficial da União.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Márcio Portocarrero, a preocupação do ministério é se ajustar às regras internacionais. “O próximo passo será elaborar recomendações de procedimentos específicos para cada espécie animal, de acordo com sua finalidade produtiva e econômica”, adiantou Portocarrero. O secretário informou ainda que o Brasil está avançado em termos de medidas adotadas para o bem-estar dos animais.

Para intensificar o processo de divulgação, o Mapa está elaborando cartilhas que contém todas as medidas a serem adotadas pelos produtores. Ela será distribuída para orientar sobre o conteúdo da instrução normativa e mostrar a importância de seguir as recomendações sugeridas. As informações são da Ascom-Mapa.

Fonte: Portal DBO
Data: 13/11/2008

19 comentários 14 de Novembro de 2008 às 10:12 admin

Canadá: EEB relacionada à ração comercial

A vaca holandesa de 61 meses de idade em uma fazenda leiteira de British Columbia, que foi o 13º caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como doença da ‘vaca louca’ do Canadá, provavelmente contraiu a doença a partir de ração comercial, de acordo com um relatório da Agência Canadense de Inspeção de Alimentos (Canadian Food Inspection Agency - CFIA).

O animal foi destruído no começo de junho e nenhuma parte de sua carcaça entrou na cadeia de alimentos humanos.

A investigação da CFIA sobre o caso envolveu tanto animais da fazenda em questão como nos alimentos aos quais o animal com EEB teve acesso. A investigação mostrou que embora todos os produtos aos quais o animal foi exposto eram destinados à nutrição de ruminantes, alguns dos fornecedores de ração para a fazenda usaram materiais proibidos no preparo das rações e isso pode ter causado a infecção com EEB.

O Canadá implementou barreiras na fabricação de ração de ruminantes em 1997, que proíbem o uso de certos produtos animais, conhecidos como materiais proibidos, na fabricação de ração de ruminantes.

O relatório nota que a detecção deste caso não muda nada nos parâmetros de risco de EEB do Canadá. A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) classificou o Canadá como país de risco controlado para EEB.

A reportagem é do MeatingPlace.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

Fonte: Beefpoint
Data: 13/11/2008

61 comentários às 10:09 admin

Mercado firme para o boi gordo, mas com queda acumulada de 0,8% em novembro

Nos últimos dias, em função da reduzida oferta de animais terminados e quase completa ausência de avanço das escalas de abate, o mercado do boi gordo voltou a trabalhar em ambiente firme, com preços em alta em algumas regiões. E novos reajustes devem ser registrados no curtíssimo prazo.

No acumulado do mês, porém, tem-se uma retração média de 0,8%, na média de 28 praças pesquisadas pela Scot Consultoria. No Rio de Janeiro, por exemplo, o boi gordo despencou de R$86,00/@ para R$82,00/@ (-4,7%).

Recuos significativos também foram registrados nas regiões de Alta Floresta – MT (-3,7%), Marabá – PA (-3,8%), Sul e Norte do Tocantins (-3,9% e -2,6%, respectivamente).

Os preços caíram em 12 praças, permaneceram estáveis em 11 e subiram em 5, ao longo do período analisado. A maior alta foi registrada na região de Erechim – RS: 1,9%.

FTR

Fonte: Scot Consultoria
Data: 13/11/2008

23 comentários às 10:07 admin

Frigoríficos investem alto para se adequar às normas internacionais

Metade das fazendas autorizadas a vender carne bovina para a União Européia fica em Minas Gerais. Mas não foram só os pecuaristas que tiveram que se adaptar às exigências do mercado internacional. Os frigoríficos também investiram alto.

Na orelha dos animais está o registro de vacina, de medicamentos e alimentação. O sistema de rastreamento foi um dos requisitos que fizeram o criador Paulo Ferolla conseguir a certificação que autoriza a venda para o mercado europeu. “Para mim melhora muito em termos econômicos, porque eu passo a vender meu gado entre R$ 10 e R$ 14 reais a mais a arroba do que é isto é comercializado no Brasil.”, afirmou o criador.

As exportações de carne in-natura para o mercado europeu foram suspensas no início do ano por causa de uma indefinição sobre o número de fazendas que poderiam receber a certificação. A fazenda de Seu Paulo é uma das 236 propriedades de Minas Gerais credenciadas nos últimos meses pela União Européia. Os frigoríficos também foram inspecionados por técnicos internacionais antes do fim do embargo em junho.

Este frigorífico em Araguari, no Triângulo Mineiro, investiu pesado para melhorar a qualidade na produção de carne. Tudo deve atender às exigências: dos cuidados com os animais antes do abate até a embalagem da carne. A empresa, uma das maiores no setor, abate 1200 bois por dia. Metade da carne é para o mercado interno. A outra metade é exportada.

O produto para a exportação já sai da indústria em contêiners direto para o porto de Santos. De Araguari, em média, são 10 contêiners por dia. Oito deles vão para a Europa. Em junho, apenas 5% do que era exportado seguia para a Europa. Hoje, passa dos 50%.

“Há uma série de providências que foram tomadas como treinamento, investimentos na parte industrial, investimentos na parte de transporte, investimento nos nossos funcionários, investimentos em todo o tipo de procedimento para atender às exigências da União Européia”, enfatizou o diretor administrativo do frigorífico, Rubens Vicente.

Em todo o país, 545 fazendas estão autorizadas a exportar carne bovina para a União Européia.

Fonte: Globo Rural
Data: 13/11/2008

1 comentário às 09:58 admin

Em terra de soja, gado e garimpo, a vez do eucalipto

Desde sua fundação, no fim do século XIX, Alto Araguaia passou por uma coleção de guinadas nas atividades-chave de sua economia. Pecuária, garimpo e a diversificação da agricultura, com a soja à frente, marcaram essas mudanças. Pois o eucalipto pode inaugurar mais uma dessas reviravoltas.

Ainda não foram realizados os primeiros cortes das árvores plantadas no território do município, mas já há entre 6 mil e 8 mil hectares com eucaliptos no solo ou, ao menos, reservados para o plantio. Um misto de oportunidade de aproveitamento de pastagens degradadas e de desânimo com o cultivo da soja abriram a oportunidade para a nova cultura no município. Se análises prévias atualmente em curso se efetivarem, outros 40 mil hectares de eucalipto podem ser plantados.

Em alguns anos, a cultura tem potencial para superar a área atualmente ocupada pela soja, a principal cultura agrícola alto-araguaiense, diz o secretário de Agricultura da cidade, Dimas Gomes Neto. E isso não é necessariamente ruim, avalia. “A diversificação sempre é boa”, afirma.

No Brasil, as florestas de eucalipto destinam-se basicamente à indústria de papel e celulose. Não será a alternativa de aproveitamento em Alto Araguaia. No município, a madeira deverá ter como finalidade principal o abastecimento das agroindústrias, que devem usá-la, com a queima, na secagem da soja ou na geração de energia para o beneficiamento da oleaginosa.

A receita com o eucalipto chega a ser 2,5 vezes maior que a obtida com a soja. Há que se salientar que o ciclo do grão é anual e o das florestas, de seis a sete anos. O consórcio de eucalipto com pecuária ajuda a contrabalançar essa diferença, segundo técnicos.

Foi o sistema adotado por Jacson Liendemeier, que já tem 400 hectares com eucaliptos há dois anos, cultivados em parceria com a empresa de projetos agroflorestais Replantar. “A soja está inviável. Com o eucalipto, dá para fazer dinheiro com o gado enquanto a árvore cresce”.

O cultivo de eucalipto pode, com isso, dar um novo fôlego à pecuária no município. “Três anos atrás a cidade tinha 180 mil cabeças de gado. Hoje esse número está em 140 mil cabeças. Muito criador arrendou as terras e deixou de atuar com pecuária aqui”, afirma Paulo Serafim, presidente do Sindicato Rural de Alto Araguaia.

Foi para tocar a vida e o gado que o mineiro João José de Morais, o Cajango, chegou à região de Alto Araguaia, em 1895, quando o território era dominado pelos índios caiapó. Outro forasteiro, o baiano Cezilo dos Santos, chegou 13 anos depois. Joana de Jesus, sua esposa, lavava pratos no rio Cassununga quando avistou uma pedra de diamante. Involuntariamente, criou o ciclo do garimpo, tristemente marcado por disputas sangrentas entre os caudilhos Morbeck e Carvalhinho, na década de 20.

O plantio de soja floresceu na década de 70, com o desembarque dos agricultores migrantes do Sul do país, especialmente do Rio Grande do Sul. A cultura chegou a ocupar 45 mil hectares, mas está atualmente em 18 mil.

Com o eucalipto, também o cultivo de braquiária ganhou terreno. A gramínea deverá abastecer as caldeiras da Agrenco, que inaugurou em 2007 uma beneficiadora de soja na cidade. O desenvolvimento da cultura, contudo, aguarda a recuperação da companhia, que está em dificuldades financeiras.

Fonte: Valor Econômico
Data: 13/11/2008

27 comentários às 09:57 admin


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