Arquivo de 13 de Novembro de 2008
Brasil ainda é um grande importador mundial.
O secretário nacional de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Adoniran Sanchez, declarou que a autonomia do Brasil na produção de fertilizantes será alcançada no prazo de sete anos. Segundo ele, atualmente o país importa 92% do potássio que consome, 60% do nitrogênio e 40% do fósforo. “Há jazidas inativas de potássio em Sergipe e no Baixo Amazonas que estarão operando em dois anos”, previu. “Reativaremos também algumas usinas de fósforo. A obtenção de nitrogênio depende de processo químico e será extraído a partir de cargas elétricas aplicadas em gás produzido pela Petrobras”, completou. As informações são da Agência Brasil.
Fonte: Portal DBO
Data: 12/11/2008
13 de Novembro de 2008 às 18:04
admin
A nova administração do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, deve ser preparada para tentar uma nova estratégia para melhorar as relações comerciais com os principais mercados de exportação do país, disse o presidente da Federação de Exportações de Carnes dos EUA (U.S. Meat Export Federation - USMEF), Philip Seng.
Falando aos participantes da Conferência de Planejamento Estratégico anual da USMEF em Tucson, Seng aconselhou a nova administração a considerar vários passos:
• Criar uma nova posição no Gabinete Nacional responsável por todos os assuntos relacionados ao comércio. Esta nova pessoa no comércio seria responsável por direcionar a agenda de exportação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) através de negociações comerciais e programas de promoção das exportações, garantindo que os padrões de comercialização doméstica cumpram as expectativas dos clientes de exportação;
• Redefinir uma parceria indústria-Governo. Seng disse que em um esforço para reabrir os mercados internacionais após o anúncio da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), o USDA poderia se beneficiar de uma consulta mais próxima com seus cooperadores sobre a possibilidade de execução de várias opções de negociações;
• Tentar uma nova estratégia para financiar o desenvolvimento do mercado de exportação. Seng sugeriu que uma iniciativa de exportação agrícola se beneficiaria de um mecanismo de coleta e administração de fundos que seriam usados somente para o desenvolvimento dos mercados internacionais. Estes fundos seriam remetidos ao USDA que os distribuiria em combinação com seus próprios fundos para os grupos da indústria de exportação baseado na contribuição de cada setor da indústria ao valor das exportações agrícolas e balança comercial agrícola;
• Garantir que as nomeações políticas sejam baseadas em credenciais. Muitos dos problemas que os EUA encontraram na reabertura de mercados às exportações e no trabalho com os parceiros comerciais em geral podem ser diretamente atribuído à falta de experiência internacional dos nomeados políticos, disse Seng. Ele enfatizou que experiência e sensibilidade cultural aumentariam a efetividade dos negociadores dos EUA.
A reportagem é do MeatingPlace.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
Fonte: Beefpoint
Data: 12/11/2008
às 18:03
admin
Quem chega à fazenda em Paulistânea, em São Paulo, de longe nem imagina o que aconteceu neste pasto. Por volta de 17h, fechou o tempo e veio a chuva. Instintivamente, o rebanho procurou abrigo debaixo da árvore. Começaram as descargas elétricas e um raio matou 37 animais.
Quando chegou ao local o administrador da fazenda João Otaviano de Oliveira custou a acreditar. “Quando cheguei, desci do cavalo, sentei e fiquei sem saber o que fazer“, afirmou. No mesmo pasto foi aberta uma vala para enterrar o gado. O prejuízo é de pelo menos R$30 mil. Mais do que isso, ficou um vazio na rotina de Seu João.
“A gente lida com eles com todo carinho. Quando adoece um a gente vai lá aplica o remédio e se preocupa. Aí, depois acontece isso, a gente fica triste, né? Mas a gente não pode fazer nada”, lamenta Seu João.
Em situações assim, o recomendado é procurar abrigo em construções e evitar ficar embaixo de árvores e postes de energia.
Fonte: Globo Rural
Data: 12/11/2008
às 17:57
admin
Assim como a época das chuvas é a ideal para iniciar o plantio da safra de verão, agora também é a melhor época para reformar, recuperar ou formar pastagens. Conforme explica o zootecnista e difusor de tecnologia da Embrapa Gado de Corte, Haroldo Queiroz, “agora há maior disponibilidade de água por causa das chuvas, além de temperaturas mais elevadas e maior luminosidade, fatores que estimulam o desenvolvimento e o estabelecimento das gramíneas”.
Tanto faz o tamanho da área a ser reformada ou cultivada, os procedimentos a serem adotados, diz Queiroz, devem ser os mesmos de uma lavoura, sobretudo a análise de solo para aplicar as doses corretas de calcário e adubo para o bom estabelecimento da pastagem. “Pastagens bem cuidadas, adubadas anualmente e da maneira correta, duram cerca de 15 anos”, diz.
SOLOS BONS
De todo modo, como se trata de um investimento de porte - o pecuarista Carlos Viacava, por exemplo, está reformando 100 hectares de pasto em Presidente Venceslau (SP), ao custo de R$ 600 por hectare -, o diretor-técnico da AgraFNP, José Vicente Ferraz, indica que, antes de decidir pela ampliação ou reforma de pastagens, deve-se considerar se a área disponível tem um solo que responderá à altura do investimento.
“O preço dos fertilizantes dobrou do ano passado para cá”, continua Ferraz. “Por isso o investimento deve ser feito em solos de boa qualidade”, diz. “Não adianta nada gastar um capital importante em solos ruins, que nos anos seguintes exigirão na conservação do pasto praticamente o mesmo que se gastou na formação ou reforma”, diz Ferraz.
O professor da Esalq/USP e pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), Sergio de Zen, acrescenta que, em tempos de insumos caros, uma boa saída para o pecuarista que quer reformar pastos é utilizar ao máximo os recursos disponíveis em sua própria região. “Arrendar, por exemplo, a área a ser reformada para o plantio de alguma lavoura exigente em adubação é uma alternativa”, diz De Zen. “Depois de colhida a lavoura, aproveita-se o adubo residual para cultivar o pasto.”
ANIMAIS MELHORES
Além disso, diz De Zen, o investimento não deve ser só na pastagem, mas também no animal. “Um investimento depende do outro: se o pecuarista investe em pastagem mas não melhora o animal, perde dinheiro.” Além de abrir as portas para a melhoria genética do rebanho, outra vantagem de reformar ou recuperar pastos é a possibilidade de aumentar a lotação de animais por hectare, diz Queiroz, da Embrapa. “Dependendo da espécie da gramínea utilizada na reforma, pode-se aumentar a lotação do pasto de 1 Unidade Animal (UA) por hectare, sendo que uma UA equivale a 450 quilos de peso vivo, para até 3 UA por hectare, garantindo maior ganho ao produtor, na mesma área”, finaliza.
INFORMAÇÕES: Embrapa, www.cnpgc.embrapa.br
Tânia Rabello
Fonte: O Estado de São Paulo
Data: 12/11/2008
às 17:55
admin
São Paulo - Os frigoríficos exportadores esperam fortalecer sua presença na Ásia em 2009, contando com a abertura do mercado da Coréia do Sul para a carne bovina industrializada, além de acreditarem na resolução dos entraves em torno dos embarques do produto in natura para a China. Cinco plantas exportadoras obtiveram habilitação do governo chinês para a comercialização direta em 2008, porém não estão sendo liberadas as licenças de importação.
Somadas essas expectativas com as da recuperação do mercado europeu e a reabertura do Chile, os exportadores de carne bovina acreditam que no próximo ano as vendas possam ficar em patamares superiores ao do faturamento projetado para 2008, que é de US$ 5,7 bilhões - US$ 1,2 bilhão a mais em comparação à receita de 2007.
“Considerando que a recuperação do mercado europeu é um grande objetivo para 2009, não seria impossível ampliarmos nossas vendas em US$ 1,5 bilhão no ano que vem”, disse ontem Roberto Gianetti da Fonseca, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).
Sobre a abertura da Coréia do Sul, a informação partiu do diretor executivo da entidade, Luiz Carlos de Oliveira. “As conversas estão em andamento e há chances de exportarmos carne bovina industrializada para a Coréia do Sul no próximo ano”, disse.
O site da Abiec indica que houve exportação de industrializados para a Coréia do Sul, no entanto, Oliveira afirma que se trata de um mercado oficialmente fechado para o produto nacional e que, inclusive, já solicitou a revisão desses dados.
A Coréia do Sul importou 320 mil toneladas de carne bovina de outros países em 2007, somando in natura e industrializada. Esse volume representou 7,76% do comércio global de carne bovina. Os dados são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e foram fornecidos pela Corretora Planner. Segundo o analista Peter Ho, da corretora, a Coréia do Sul é um mercado importante e estratégico para o Brasil. “Embora a Coréia do Sul não compre grande volume é um mercado significativo. E para o Brasil seria um novo nicho para garantir remanejamento da produção, além de fortalecer a presença na Ásia”, comenta. Hoje, o maior comprador da carne bovina industrializada brasileira são os Estados Unidos, que enfrentam crise e onde pode ocorrer certa desaceleração de demanda.
Os principais fornecedores do mercado coreano são Estados Unidos, Austrália e Argentina, porém há problemas com a oferta. Os norte-americanos exportam para a Coréia com restrições por conta de problemas com vaca louca no passado e a Austrália reduziu oferta por problemas climáticos, de acordo com Ho.
Acumulado do ano
Até outubro, os frigoríficos exportaram 1,2 milhão de toneladas de carnes, o equivalente à receita de US$ 4,6 bilhões. Em valor, o resultado foi 26% superior ao de igual período de 2007 e, em volume, houve queda de 12,5%, segundo a Abiec. O principal motivo da redução dos volumes exportados foi o problema junto aos europeus, por conta da rastreabilidade bovina. Somente em outubro, o País exportou US$ 549,5 milhões e 124,5 mil toneladas - 33,8% maior e 7,28% a menos, respectivamente, do que no mesmo mês do ano passado. Para a Rússia, principal mercado de destino, houve queda de 41,6% nos volumes vendidos, com faturamento de US$ 103,5 milhões em outubro deste ano. A crise financeira global impediu que muitos importadores conseguissem crédito para internalizar o produto. “O efeito da crise de crédito foi grave, mas não deve ser permanente. O governo russo já interveio no sentido de melhorar o fluxo de crédito no país. Até o final do ano deve estar normalizado”, acredita Gianetti.
No que diz respeito à Europa, a expectativa é de recuperar vendas e chegar perto dos patamares exportados em 2007. Até outubro deste ano, o Brasil exportou 80 mil toneladas para os europeus, recuo de 77% em comparação com igual período do ano passado. Segundo Gianetti, os europeus estão habilitando rapidamente as fazendas brasileiras que podem vender animais para atender sua região consumidora. “Eles têm necessidade da carne brasileira, o custo de produção lá é muito alto, os contribuintes já não querem mais pagar por isso. Os europeus estão discutindo a redução dos subsídios muito abertamente.”
Com a conquista de novos nichos e o fato de alguns concorrentes estarem enfrentando problemas, como é o caso dos exportadores dos Estados Unidos, há chances de o Brasil ampliar seu market share no comércio global de carnes, hoje de 33%.
Érica Polopriscila Machado
DCI - Diário do Comércio & Indústria
Data: 12/11/2008
às 14:48
admin