Arquivo de 11 de Novembro de 2008
A União Européia avalia que o Brasil consolidará seu status como “exportador gigante” de produtos agrícolas até 2017, com domínio nas vendas de oleaginosas, açúcar, etanol, carnes bovina e de frango. Já a UE deve perder espaço nas vendas de grãos, açúcar, lácteos e carnes. A exceção será para o trigo, cujas exportações deverão aumentar. Os Estados Unidos continuarão líder no comércio de trigo e de milho, principalmente. A nova projeção européia para o comércio agrícola global prevê que o Brasil vai passar os Estados Unidos como maior produtor mundial de óleo de soja em 2016/17. A demanda por açúcar deve crescer mais rápido que a produção, e o Brasil e a UE serão os principais atores no mercado, de acordo com a projeção.
Fonte: Valor Econômico
Data: 11/11/2008
11 de Novembro de 2008 às 16:37
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Das 19 novas fazendas, 15 estão em Minas Gerais.
O Brasil voltou a ampliar o número de fazendas cadastradas a abater seus animais para abastecer o mercado de carne bovina da Europa. Na nova lista divulgada nesta segunda, 10, pela Comissão Européia, o Brasil ampliou em 19 propriedades o número de fazendas habilitadas, que conta agora com 545 propriedades, ante as 526 da semana passada.
Das 19 novas fazendas, 15 estão em Minas Gerais, Estado que possui maior número de habilitações e conta agora com 269 propriedades. Goiás incluiu uma fazenda e possui atualmente 104 propriedades cadastradas. As outras três inclusões foram feitas por São Paulo, que elevou o número de fazendas para 18, sendo o quinto maior Estado em habilitações. As informações são da Agência Estado.
Fonte: Portal DBO
Data: 11/11/2008
às 16:34
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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), inicia este mês o monitoramento sorológico de vacinação contra a febre aftosa no rebanho bovino.
Além de São Paulo, outras unidades da federação habilitadas à exportação para a União Européia farão o monitoramento. O objetivo é verificar a eficiência da vacina quanto ao nível adequado de imunização dos rebanhos e mostrar que a cobertura vacinal apresenta correspondência com o percentual de bovinos declarados como vacinados.
Esta ação é desenvolvida dentro dos procedimentos estabelecidos pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em atendimento às exigências da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e da União Européia, que deverá realizar visita oficial em 8 Estados brasileiros (Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo) na segunda quinzena de janeiro do próximo ano.
O monitoramento é uma atividade com periodicidade anual, realizada sob a coordenação do Ministério. É uma das ações estabelecidas no Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa e tem como objetivo comprovar a ausência de atividade viral, condição indispensável para obter o reconhecimento nacional e internacional como Estado livre de febre aftosa.
CDA. Adaptada pela Scot Consultoria
Fonte: Scot Consultoria
Data: 11/11/2008
às 16:27
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Enquanto o mundo assiste como o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, e um Congresso com mais Democratas, vão em janeiro enfrentar a crise econômica global e as guerras no Iraque e no Afeganistão, a indústria de carne do país está também aguardando para ver como questões específicas que impactam no mercado serão direcionadas no novo Governo.
Membros da indústria de carne dos EUA disseram ao MeatingPlace.com que existem várias preocupações com relação a muitos assuntos, incluindo: subsídios para a produção de combustível renovável, comércio, imigração, direitos animais, regulamentação ambiental e regulação de segurança alimentar.
Combustíveis renováveis
Obama falou sobre seu suporte aos incentivos fiscais aos combustíveis renováveis e biocombustíveis. Em resposta ao questionário pré-eleição da Associação Nacional dos Produtores de Milho, o presidente eleito disse que investiria US$ 150 bilhões nos próximos dez anos no setor de energia verde com uma meta de 60 bilhões de galões de combustível vindo dos biocombustíveis até 2022.
Comércio
As questões comerciais são críticas para a indústria de carnes dos EUA, que se tornou cada vez mais dependente das exportações por sua viabilidade financeira. Obama disse que pretende apoiar acordos comerciais com padrões trabalhistas e ambientais para proteger os produtores rurais dos EUA e os trabalhadores de qualquer desvantagem injusta com os parceiros comerciais. A preocupação da indústria de carne é garantir que qualquer novo padrão não atrapalhe o atual comércio de carne ou limite oportunidades futuras.
Imigração
Obama disse que apoiará funcionários adicionais, infra-estrutura e tecnologia na fronteira e nos pontos de entrada. Na reforma de imigração, ele apóia um sistema que requeira que os imigrantes sem documentação que estejam em boa posição paguem uma multa, aprendam inglês e busquem a oportunidade de se tornarem cidadãos.
Regulamentação ambiental
Obama prometeu reverter o que ele chamou de tentativa da administração de Bush de remover gradualmente os padrões de limpeza do ar e da água. A indústria de carne está preocupada em manter as pegadas de carbono permitidas baseadas em cálculos feitos pela indústria.
Obama prometeu trazer os acionistas para a mesa quando a regulamentação ambiental impactar na agricultura e basear suas decisões “nas melhores evidências científicas válidas disponíveis e não em predisposições ideológicas de agências oficiais ou nomeados políticos”.
Segurança alimentar
Com um democrata na Casa Branca e a maioria democrata no Congresso, existe a preocupação de que a proposta da representante Rosa DeLauro de combinar a Administração de Alimentos e Drogas (Food and Drug Administration - FDA) e o Serviço de Inspeção e Segurança dos Alimentos (Food Safety and Inspection Service - FSIS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em uma agência única ganhe força.
Bem-estar animal
Apesar do bom manejo animal ser universalmente suportado na indústria pecuária e de carne, existe preocupação de que os grupos de direitos dos animais que vão além do bem-estar possam encontrar algum apoio no Governo dominado por democratas nos próximos anos.
Fonte: Beefpoint
Data: 10/11/2008
às 16:23
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Criado em pasto sem agrotóxico e sem adubação química, o boi orgânico pode ser uma das grandes oportunidades para o MS no mercado internacional.
Atualmente, algumas propriedades rurais do Mato Grosso do Sul já criam e engordam o animal em sistemas agroecológicos. Mas para entrar com força no mercado orgânico, precisam comprovar que atendem às normas e exigências dos órgãos certificadores. Capacitar para esta adequação é a principal proposta do projeto “Apoio à Certificação da Pecuária Orgânica no Pantanal”, que o Sebrae e a Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO) lançam no dia 11 de novembro, em Campo Grande (Avenida Mato Grosso, 1661, Centro).
Participam do projeto 16 fazendas pantaneiras, que juntas ocupam 87 mil ha de terras e somam mais de 38 mil cabeças de gado. Destas, nove tiveram certificação no passado. A expectativa é que no primeiro ano todas estejam com o selo e até 2010 haja um aumento de 20% no rebanho de gado certificado e o Estado consiga a inserção no mercado norte-americano.
“Os produtores vão receber, através do projeto, apoio técnico, financeiro, comercial e sustentável para efetivarem todas as mudanças necessárias. A legislação exige, por exemplo, que as propriedades tenham um protocolo interno de compromisso sócio-ambiental, envolvendo os funcionários na educação, cultura, lazer e preservação do Pantanal”, explica o gerente de agronegócio do Sebrae/MS, Carlos Alberto do Valle. Além do interesse econômico em agregar valor à pecuária, o incentivo ao boi orgânico, segundo Carlos Alberto, visa proteger a Reserva da Biosfera do Pantanal, que é a terceira maior do mundo.
Estudo da International Federation of Organic Agriculture Movements (IFOAM) mostra que em 2007 havia quase 31 milhões de ha certificados como orgânicos no mundo, em mais de 100 países. A maior área está na Austrália, com 11,8 milhões de ha. O mercado destes produtos cresceu muito principalmente na Europa e na América do Norte; nos Estados Unidos, a carne orgânica foi a que teve maior crescimento no setor: 51%.
Fonte: Portal DBO
Data: 10/11/2008
às 16:18
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Os aumentos de preços da carne bovina e das frutas representaram juntos mais da metade da taxa geral de inflação de 0,58% registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) na primeira quadrissemana de novembro (últimos 30 dias encerrados em 7/11) na média das sete capitais onde a Fundação Getúlio Vargas (FGV) realiza a medição - São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife. De acordo com o coordenador do indicador, Paulo Picchetti, enquanto o valor médio do segmento de carnes subiu 4,77% e respondeu por 0,16 ponto porcentual do índice, as frutas avançaram 6,93% e contribuíram com 0,17 ponto porcentual da inflação.
Ambos os segmentos foram o destaque do grupo Alimentação, cuja alta passou de 0,83%, no fechamento de outubro, para 1,16% na primeira medição do IPC-S de novembro. Segundo Picchetti, eles foram determinantes também quando se analisa a aceleração de 0,11 ponto porcentual do indicador ante a taxa geral de 0,47% do final de outubro. “Desta aceleração, as frutas responderam por 0,07 ponto e a carne bovina representou 0,03 ponto porcentual”, disse, acrescentando que o segmento de Laticínios, que saiu de uma queda de 0,21% para uma alta de 0,17% no período, contribuiu com o 0,01 ponto porcentual restante deste movimento.
Para Picchetti, o cenário para o futuro dos preços das frutas e das carnes é distinto. De acordo com ele, enquanto a expectativa para o primeiro segmento é de um esgotamento no processo de alta, para as carnes, por enquanto, não há sinais claros de interrupção na aceleração de preços.
Flavio Leonel
Fonte: Agência Estado
Data: 10/11/2008
às 16:11
admin