Arquivo de 7 de Novembro de 2008

União Européia quer ampliar intercâmbio comercial com MT

O chefe da União Européia no Brasil, embaixador João Pacheco, disse ontem em Cuiabá que o bloco europeu tem interesse em ampliar o intercâmbio econômico, científico e tecnológico com o estado de Mato Grosso. Ao se reunir com um grupo de produtores na sede da Federação da Agricultura e Pecuária (Famato), Pacheco destacou as potencialidades de Mato Grosso – especialmente na área do agronegócio e de energias renováveis - como “atrativos” para os investimentos europeus no Estado. “Acredito até mesmo que é possível construirmos uma grande plataforma de exportação para o resto do mundo”, afirmou o embaixador.

Ao falar sobre a crise mundial e os impactos na relação comercial entre o Brasil e a União Européia, João Pacheco lembrou que os efeitos já estão sendo sentidos em todo o mundo. “Muitos imaginavam que a crise só afetaria os norte-americanos. Mas logo se espalhou pelo mundo inteiro e o que vimos hoje são sinais de recessão na economia nos próximos meses”.

Pacheco prevê um “período de estagnação econômica”, mas acredita que o crescimento será retomado ainda em 2009. “Não acredito que haverá grande impacto em volumes exportados entre o Brasil e a União Européia”.

Ele destacou o forte interesse dos europeus em incrementar o intercâmbio comercial com Mato Grosso. “Acho que é possível fortalecermos esta parceria”, disse, lembrando que os europeus têm interesse em vários produtos brasileiros, citando a carne como um dos exemplos.

O embaixador defendeu o fim das barreiras comerciais entre os blocos econômicos, lembrando que é possível evoluir nas negociações entre a União Européia e o Mercosul (Mercado do Cone Sul), formado pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

RASTREABILIDADE - O embaixador ressaltou o trabalho que está sendo realizado em Mato Grosso, no sentido de garantir a rastreabilidade do rebanho. Ele falou sobre as exigências do mercado europeu para o setor de carnes, lembrando que Mato Grosso “está realizando um ótimo trabalho” nesta área.

“Mato Grosso está caminhando muito bem com seu processo de certificação e em breve estará em condições de exportar um volume maior de carne bovina in natura à Europa”.

Pacheco afirmou que Mato Grosso poderá ser uma alternativa de investimento dos europeus também na área de biocombustíveis e energia renovável.

“A previsão é de que até 2020 cada país terá seu cronograma de utilização de biodiesel acelerado. Para a Europa este percentual será de 20% de energia renovável, incluindo o etanol. Por isso, vemos um enorme horizonte pela frente”. Ele disse que “há interesse de importar biodiesel e etanol, pois a União Européia pretende trocar o petróleo por fontes alternativas de energia”.

ABERTURA – Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), Rui Ottoni Prado, a visita do embaixador João Pacheco a Mato Grosso é importante para consolidar a abertura com o bloco europeu e fomentar as exportações. “A visita é um importante passo para dinamizarmos nossas relações”, frisou Prado.

Segundo ele, a Europa é um grande parceiro de Mato Grosso, mas tem restrições na compra de soja. “Os europeus só compram soja orgânica. Queremos mostrar que a tecnologia que estamos usando aqui é a mesma utilizada nos Estados Unidos e na Argentina, e que o nosso produto é de ótima qualidade e poderá ter uma boa aceitação também na Europa”.

Marcondes Maciel

Fonte: Diário de Cuiabá
Data: 07/11/2008

4 comentários 7 de Novembro de 2008 às 10:29 admin

Pecuarista não precisa mais vacinar rebanho

A partir deste mês, o pecuarista não é mais obrigado a vacinar seu rebanho bovino, bubalino, eqüino, caprino e ovino contra a raiva dos herbívoros, doença transmitida pelo morcego hematófago – que se alimenta de sangue. A decisão foi anunciada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.

Os controles de focos da doença e das populações do transmissor, por parte das equipes da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), órgão da secretaria, possibilitaram a redução drástica no número de propriedades com registro da moléstia. O total caiu de 536 em 2003 para 45 em 2007.

A vacinação, que ocorria simultaneamente à campanha de imunização contra a febre aftosa, nos meses de maio e novembro, foi realizada na última etapa (maio) somente nos municípios das regionais de Mogi das Cruzes, Pindamonhangaba e Guaratinguetá, alcançando 98,2% de cobertura vacinal de um total de 750 mil animais.

Com o fim da obrigatoriedade, o pecuarista fica desonerado da compra dessa vacina. Entretanto, se houver agressões por morcegos hematófagos, a CDA recomenda a imunização e a aplicação de pasta cicratizante ao redor da mordedura.

Controle – Preocupado com o avanço da raiva dos herbívoros, o Estado de São Paulo mudou, em 2001, a estratégia de ação com relação ao seu controle. Por meio da Resolução nº 29, de 24 de setembro daquele ano, a Secretaria de Agricultura tornou obrigatória a vacinação contra a doença em toda a área de risco, abrangendo 18 regionais e 57 mil propriedades. O número total de animais vacinados chegava a 3,2 milhões.

O controle do transmissor, o morcego Desmodus rotundus, começou a ser feito por meio de busca ativa. Os técnicos da secretaria passaram a visitar as propriedades para localizar animais agredidos e os abrigos dos morcegos hematófagos, principalmente em áreas de cavernas e montanhas. Essas atividades foram contínuas nos últimos sete anos.

Dez equipes trabalharam duas semanas por mês, em forma de mutirão, em regiões específicas, ficando o monitoramento diário por conta dos escritórios regionais de defesa agropecuária (EDAs), 40 em todo o Estado. Com o trabalho, os focos de raiva diminuíram e a obrigatoriedade foi gradualmente suspensa nas 18 regiões.

Pecuarista deve continuar atento aos sintomas da doença

No Estado de São Paulo, o principal transmissor da raiva aos herbívoros é o morcego hematófago da espécie Desmodus rotundus. O herbívoro doente não oferece risco de transmissão a outros animais. Os sintomas iniciais são isolamento do animal, hipersalivação, tremores musculares e paralisia dos membros posteriores.

A morte ocorre entre três e cinco dias após o início dos sintomas. No caso do homem, a contaminação acontece somente se houver contato com a secreção dos animais. Por isso, é recomendável que estes sejam isolados.

Se algum animal apresentar sintomas sugestivos de raiva ou se for observada a existência de abrigo de morcego hematófago, é preciso comunicar imediatamente à unidade de defesa agropecuária mais próxima.

Informações completas podem ser obtidas no site www.cda.sp.gov.br, no link Programas – Sanidade Animal.

Fonte: Cosmo On line
Data: 07/11/2008

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Retração da demanda ajuda no recuo dos preços do boi

Existem informações de frigoríficos parados (momentaneamente ou não) em todas as praças do País, como conseqüência da oferta restrita de animais terminados, da dificuldade de acesso a crédito e da retração das vendas externas.

Mas no Tocantins, região de Araguaína (Norte do Estado), a situação está mais complicada para quem precisa vender o gado hoje. São poucas as opções.

Dentre os quatro grandes frigoríficos da região, somente um está em funcionamento hoje. Isso corresponde a um ajuste de 1.800 animais no abate diário.

A ausência de concorrência faz com que os preços caiam, mesmo havendo pouca oferta. Na semana passada ocorriam negócios com boi gordo na região por até R$82,00/@. Hoje a cotação está em R$73,00/@.

Os negócios caminham muito lentamente.

MGT

Fonte: Scot Consultoria
Data: 06/11/2008

17 comentários às 10:18 admin

Stephanes anuncia mais crédito para agricultura

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, anunciou, há pouco, mais três medidas para garantir crédito para a Agricultura. Durante reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quarta-feira (5), ficou acertada a criação de uma linha de crédito no valor inicial de R$ 1 bilhão para financiar a Cédula do Produto Rural (CPR). A linha será oferecida pelo Banco do Brasil aos produtores que já emitiram a Cédula e aos que pretendem utilizar esse recurso para financiar a safra.

Stephanes anunciou também que o governo irá garantir os preços mínimos dos produtos agrícolas durante a safra atual. O orçamento para a Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM) é de R$ 1,5 bilhão. “Se for necessário, o governo irá colocar mais recurso nessa política”, garantiu o ministro.

O governo também irá se reunir na próxima terça-feira (11) com as tradings e cooperativas para avaliar o acesso a recursos para o Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC). Segundo o ministro, os recursos estão disponíveis e é necessário saber por que não estão sendo acessados por essas instituições. Esses ACC´s são usados, principalmente, pelo setor exportador de soja e algodão.

Além disso, será instituída uma outra linha de crédito para os bancos credores do setor rural financiarem as dívidas de investimento. A medida atinge os produtores do Centro-Oeste do País, com o financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas.

Fonte: MAPA
Data: 06/11/2008

19 comentários às 10:13 admin


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