Arquivo de 6 de Novembro de 2008
Pecuarista deve ser cauteloso antes de vender por preço baixo, seja ao mercado nacional ou internacional.
Segundo Gabriela Tonini, consultora de mercado da Scot Consultoria (Bebedouro, SP), os produtores não devem se deixar levar pelas especulações do mercado, oscilações do dólar e pela onda de importadores que querem derrubar o preço da carne brasileira. “O momento não é para compra ou venda. O melhor é esperar o setor se normalizar antes de qualquer negócio”, afirmou ao “A Cidade”.
Os primeiros efeitos da crise no setor da pecuária é o impasse entre Rússia e Brasil. A Rússia é o principal comprador da carne bovina brasileira e deixou de adquirir do Brasil de 60 mil a 90 mil toneladas, que estariam paradas nas fábricas e nos navios. Os russos costumam pagar 30% na compra e o restante quando a mercadoria chega ao País; este dinheiro não está entrando e os 30% pagos não são suficientes para manter a estocagem do produto. “Os russos alegam que estão com pouco crédito e querem que o Brasil baixe o preço da carne, e nós optamos por deixar a carne nos contêineres”, diz a consultora da Scot.
O diretor-executivo da Abiec (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Carne Bovina), Luiz Carlos de Oliveira, também afirmou que o cenário é de cautela para os produtores de carne bovina. “Temos que adaptar a situação do cenário presente. Precisamos trabalhar com o governo a regularização de créditos e não arriscar a introduzir nada na Rússia até a renegociação de contratos”, afirmou. Luiz Carlos afirmou que a melhor atitude agora é continuar introduzindo o produto no Oriente Médio e Venezuela, tentar recuperar o mercado chileno e ampliar negócios com a Europa.
Fonte: Portal DBO
Data: 06/11/2008
6 de Novembro de 2008 às 18:49
admin
Após uma rápida reunião com representantes de frigoríficos de pequeno e médio porte, o governador André Puccinelli anunciou nesta manhã a redução em 25% da alíquota da carne e alteração em pautas fiscais em Mato Grosso do Sul. A justificativa para as medidas é diminuir imposto para “salvar empregos”.
A alíquota de ICMS cairá de 4% para 3%. Já a pauta fiscal, valor que serve de base para arroba, na qual incide a alíquota, terá as seguintes alterações: a da vaca passará de R$ 82,00 para R$ 78,00 e do boi em pé cairá de R$ 90,00 para R$ 85,00.
“Sei que não é o imposto que está prejudicando o setor, mas a concorrência dos grandes frigoríficos”, analisou Puccinelli.
Mesmo assim, antes de anunciar o benefício ao setor, Puccinelli impôs uma condição aos empresários. Os frigoríficos terão de manter no emprego pelo menos 95% dos funcionários que tinham em outubro.
Os índices não agradaram os empresários que esperavam mais, solicitavam a redução da alíquota para, pelo menos, 2%, como forma de concorrer com os grandes grupos. “Foi um corte insignificante. Dessa forma, não vamos assinar acordo de não demitir”, disse João Alberto Dias, da Associação dos Frigoríficos de MS, que representa 30 empresas, com abate por mês de 60 mil cabeças.
Puccinelli disse que não pode “dar mais”, recorrendo aos últimos números sobre a perda de impostos no Estado. Nos últimos 23 dias, pelos cálculos do governador, Mato Grosso do Sul já perdeu quase R$ 30 milhões em ICMS, com a redução no comércio da carne, grãos e produtos industrializados, com a crise financeira mundial.
Em outubro, a receita de ICMS ficou em R$ 405 milhões, contra uma expectativa de R$ 435 milhões no mês.
A matéria é de Ângela Kempfer e Paulo Fernandes, publicada no Campo Grande News, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
Fonte: Beefpoint
Data: 06/11/2008
às 18:47
admin
O governo federal garantiu ontem que não faltarão recursos para apoiar o produtor rural durante o período de comercialização da safra 2008/2009. Uma das hipóteses é recompor os estoques da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), considerados pequenos. O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse ontem que o Banco do Brasil criará uma linha especial de Cédula de Produto Rural (CPR), em um total de R$ 1 bilhão. O objetivo é dar liquidez ao campo e dar tranqüilidade aos produtores rurais no cultivo da safra agrícola atual, diante da falta de crédito na praça.
“Se houver necessidade de novos recursos, isso deverá ser definido mais a frente”, disse o ministro, depois de uma prolongada reunião em Brasília com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os recursos não são novos. Eles fazem parte do total anunciado anteriormente de R$ 2,5 bilhões e autorizados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o Banco do Brasil conceder os empréstimos a partir da ampliação dos recursos da poupança rural.
Comercialização
Além deste R$ 1 bilhão, o ministro afirmou que o governo já dispõe de R$ 4 bilhões no orçamento para apoiar a comercialização da produção agrícola. Desse total, parcela de R$ 1,5 bilhão será destinada para a política de garantia de preços mínimos.
“Se for necessário, dependendo da situação da colheita e da comercialização no período, o governo vai manter a sustentação do preço e da comercialização. Se for necessário, vai aproveitar para recompor os estoques que estão pequenos”, adiantou.
Ao reconhecer a falta de crédito para financiar a exportação agrícola, o ministro disse que vai se reunir na próxima terça-feira com tradings, representantes das principais culturas exportadas, como soja e algodão, e representantes de grandes bancos, para saber porque os recursos disponíveis não estão chegando na ponta. “Se necessário vamos adotar as medidas necessárias”, ameaçou o ministro, sem dar mais detalhes.
Ajuda aos credores
Depois de conversar com Mantega, o ministro da Agricultura afirmou que o governo não vai mais ajudar produtores rurais que não pagam empréstimos tomados para a realização de investimentos. Segundo ele, o governo poderá adotará novas medidas para apoiar os credores, mas não os devedores.
O problema envolve sobretudo produtores rurais do Centro-Oeste. O montante dessa divida não foi revelado por Stephanes. “Será estudada uma linha de crédito para os próprios credores, mas não haverá mais prorrogação de datas de pagamento para os produtores rurais inadimplentes”, disse o ministro da Agricultura.
Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 06/11/2008
às 18:46
admin
Os serviços sanitários dos Estados Unidos enviaram um documento ao Ministério da Pecuária do Uruguai que reabilita a entrada de cortes bovinos com destino à indústria.
No momento, os frigoríficos uruguaios não estavam exportando este tipo de produto, mas sim, cortes embalados a vácuo, devido à necessidade de esclarecer alguns aspectos vinculados com o programa de amostragens que se aplica localmente, para prevenir qualquer incidente com a Eschericia coli O157:H7.
Desde o começo do ano, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) impôs uma nova norma aos frigoríficos de seu país para prevenir contaminação da carne. Após vários incidentes de contaminação com a bactéria, o USDA fez grandes recolhimentos de carne no começo do ano. Diante disso e buscando não reduzir o fluxo de negócios, a Direção Geral de Serviços Pecuários do Uruguai negociou com os norte-americanos a aplicação de um protocolo de equivalência que forneça máximas garantias para as carnes uruguaias.
No entanto e apesar de a E.coli estar associada à carne procedente de animais criados em confinamento e não a pasto, como é o caso do Uruguai, na reunião anual da Associação de importadores de carne, os importadores de carne norte-americanos voltaram a demonstrar medo de que ocorresse algum episódio de contaminação da carne uruguaia. O que estava faltando era contar com o aval por escrito do USDA, aprovando este protocolo de equivalência que estava sendo aplicado desde o começo de 2008.
Agora, com este documento em poder dos Serviços Pecuários, não se descarta que, nas próximas semanas, os frigoríficos uruguaios voltem a exportar um volume maior de carne bovina, maturada e sem osso aos EUA com destino à indústria. Todavia, os uruguaios continuam negociando a possibilidade de entrar no mercado dos EUA com carne moída.
A reportagem é do El País, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
Fonte: Beefpoint
Data: 05/11/2008
às 18:42
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Os criadores maranhenses vinham utilizando o porto de Belém para a comercialização.
O Porto do Itaqui oferece as condições necessárias de infra-estrutura portuária para início imediato das exportações de gado do Maranhão para a Venezuela, como parte do Acordo de Cooperação Técnica Internacional Bilateral, que está sendo celebrado entre os governos do Maranhão e do Estado de Monagas, na República Bolivariana da Venezuela. A informação foi dada pelo superintendente de Estudos de Mercado da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Raimundo Neves, que está participando do “3o. Encontro Técnico Maranhão/Venezuela”, em São Luís.
De acordo com Aymoré Fernandes, médico veterinário da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged) e responsável pelo Programa de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa no Maranhão, “será feito um planejamento técnico de escalonamento de embarque para evitar problemas de engarrafamento na BR e de congestionamento nos pátios de embarque do porto”. Os gestores da Emap estão sugerindo à Associação de Criadores do Estado do Maranhão (Ascem) que o embarque seja feito em lotes de 10 caminhões, com 20 animais por caminhão. A viagem do Porto do Itaqui até o Porto de Cabello, na Venezuela, dura 10 dias.
Para o secretário de Agricultura, Domingos Paz, o governo está fazendo esforços para o desenvolvimento da pecuária maranhense, através da Seagro e da Aged. “Estamos avançando na cooperação entre os povos latino-americanos, abrindo novos mercados de comercialização e iniciando o intercâmbio de tecnologias. Com este acordo de cooperação, o criador maranhense terá mercado garantido, valores justos e compatíveis com os preços de mercado, escoamento da produção e garantia de recebimento do pagamento através da Carteira de Crédito do Banco do Brasil”, concluiu o secretário.
Fonte: Portal DBO
Data: 05/11/2008
às 18:39
admin
De acordo com o Meat and Livestock Australia (MLA), os preços pecuários, para todas as categorias, estão em queda no país. O aumento sazonal da oferta de gado jovem, a deterioração das pastagens e o enfraquecimento da demanda por carne bovina derrubaram entre 10% e 15% as cotações, em relação aos picos registrados em setembro.
Os australianos apontam que a crise econômica que assola o planeta tem levado a um “exagero” das quedas de preço, que nessa época do ano seriam normais. No entanto, eles esperam que as vendas de carne, principalmente no que diz respeito às exportações, voltem a melhorar no início de 2009, já que os estoques mundiais deverão encolher.
FTR
Fonte: Scot Consultoria
Data: 05/11/2008
às 18:36
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O governador José Serra assinou, nesta terça-feira, 4, no Palácio dos Bandeirantes, o decreto que cria o Programa Pró-Trator – Agricultura Moderna. O programa vai oferecer ao produtor paulista a oportunidade de financiar 6 mil tratores a juros zero. O Governo do Estado em parceria com o Banco Nossa Caixa vai oferecer recursos para financiamento de tratores a pequenos e médios produtores.
“Esse programa vem num momento especialmente relevante de queda de produção dentro do setor de veículos e implementos agrícolas, portanto deve permitir um certo respiro”, observou o governador José Serra depois de assinar o documento. “Agricultura e finanças trabalham juntos em São Paulo, o que sempre acaba dando bons resultados”, completou Serra.
Pelo Programa, o Banco Nossa Caixa deve disponibilizar até R$ 400 milhões em crédito, para pagamento em cinco anos. A taxa de juros, de 6,75% ao ano, será subsidiada pelo Governo do Estado, por meio do seu Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O valor do subsídio poderá chegar a R$ 100 milhões. O produtor beneficiário é aquele com renda agropecuária bruta anual de até R$ 400 mil.
Numa primeira fase do programa, o Tesouro Estadual subsidiará R$ 26 milhões para o programa, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista e o Banco do Agronegócio Familiar (FEAP/Banagro), vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
Com a assinatura do decreto pelo governador, a Secretaria de Agricultura preparará uma resolução estabelecendo o processo para aquisição do trator pelo produtor. A secretaria fará uma ampla pesquisa de preço com todos os fabricantes de tratores, de acordo com as especificações técnicas estabelecidas no Programa. Desta forma, o produtor terá acesso ao financiamento, à subvenção dos juros e a tratores com preços mais baixos.
Os produtores terão direito ao financiamento de tratores nas faixas de potências de 50 cavalos (CV), 75 CV, 85 CV, 100 CV, e 120 CV, com índice de nacionalização mínimo de 60%. Será permitida a aquisição de apenas um trator por beneficiário do programa.
O evento contou com a participação do secretário de Agricultura e Abastecimento, João Sampaio, e do secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa.
As infomações são da assessoria de imprensa do Governo do Estado de São Paulo
Fonte: Cosmo On line
Data: 05/11/2008
às 18:33
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O Departamento de Agricultura das Filipinas informou ontem que retirou o embargo à importação de carne bovina do Mato Grosso do Sul e do Paraná.
A proibição foi retirada depois que a Organização Mundial para Saúde Animal (OIE) restaurou aos Estados o status de livre de febre aftosa.
O Brasil respondia por cerca de 20% das importações de carne bovina das Filipinas antes do embargo imposto em 2005.
As informações são da Dow Jones
Fonte: Cosmo On line
Data: 05/11/2008
às 18:32
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O Brasil habilitou 38 novas fazendas para exportar carne bovina para a União Européia. Segundo a nova lista atualizada pela Comissão Européia, o País conta agora com 526 propriedades certificadas e que atendem às exigências para exportar ao bloco.
O maior número de inclusões nesta semana foi feito por Minas Gerais. O Estado habilitou 21 novas propriedades e conta agora com 254 fazendas certificadas e segue como região com maior número de propriedades. Na segunda posição aparece Goiás, com 9 inclusões e 103 fazendas no total, seguido pelo Estado de Mato Grosso, com habilitou 3 fazendas e conta agora com um total de 84.
O Estado de São Paulo voltou a superar o Paraná. O Brasil conta com 15 fazendas paulistas certificadas, enquanto as paranaenses somam 14 no total. O Espírito Santo aparece com 16 propriedades habilitadas, sem nenhuma nova inclusão, enquanto as fazendas gaúchas somam 40, duas a mais do que na semana passada.
Fonte: Diário de Cuiabá
Data: 05/11/2008
às 18:31
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Os Estados Unidos era o terceiro maior exportador de carne bovina em 2003, até a data da detecção da Encefalopatia Espongiforme Bovina (doença da vaca louca - BSE), que levou vários importadores a cancelarem e restringirem as importações de carne daquele país.
Segundo um estudo realizado pela US Trade Commission (Comissão de Comércio Exterior dos EUA), o prejuízo estimado durante o período de 2004 a 2007 foi de US$11 bilhões de dólares. As maiores perdas ocorreram em 2004 e, desde então, vem diminuindo de acordo com a redução das restrições internacionais sobre seu produto. O custo das tarifas impostas sobre a carne norte-americana foi estimado em US$6,3 bilhões no mesmo período.
Mesmo após o país ser reconhecido pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) como zona de risco controlado de BSE, os representantes da indústria de carne bovina daquele país consideram injustificadas as barreiras existentes para seu produto.
De qualquer forma, o retorno às exportações para países asiáticos e o risco de uma nova onda de desvalorização do dólar frente às principais moedas internacionais pode fortalecer a posição dos Estados Unidos no comércio internacional de carne bovina.
JA
Fonte: Scot Consultoria
Data: 04/11/2008
às 18:28
admin