Arquivo de 4 de Novembro de 2008

Comércio internacional: Exportações globais de carne bovina podem subir 2% em 2009

A expectativa é que o Brasil exporte mais de 2 milhões de toneladas.

Os Estados Unidos deverão importar 1,213 milhão de toneladas de carne bovina em 2009 - um aumento de 82 mil toneladas, ou 7% sobre 2008 -, mas ainda um volume menor do que importou entre 2004 e 2007, segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). De acordo com o relatório Livestock and Poultry World Markets and Trade divulgado na semana passada, o USDA revela que as importações dos EUA vão aumentar devido ao fortalecimento do dólar e a uma redução no abate de animais, o que fará apertar a oferta para o processamento da carne.

O relatório prevê que a Rússia vai aumentar suas importações em 2%, chegando a mais de 1 milhão de toneladas, enquanto as compras japonesas, apesar da retração econômica, subirão para 690 mil toneladas, um aumento de 2% em relação a 2008. Já as importações sul-coreanas deverão crescer 6% em 2009, para 340 mil toneladas.

O relatório do USDA mostra também que as exportações globais de carne bovina podem subir até 2% em 2009, com incrementos nas vendas do Brasil, Argentina e Estados Unidos, mas com queda nas exportações da Austrália (3%) e Nova Zelândia (4%). As exportações norte-americanas deverão subir quase 10%, para 934 mil toneladas em 2009, graças a expansão do mercado asiático.

A expectativa é que o Brasil exporte mais de 2 milhões de toneladas, 5% a mais que em 2008 - os embarques brasileiros diminuiram em 2008 pela primeira vez desde 1996. O USDA prevê ainda que a Argentina aumente suas exportações em 20%, para 480 mil t em 2009, após uma retração de 25% em 2008. A expectativa de crescimento é atribuída ao possível incremento da cota de exportação por parte do governo argentino, aos maiores embarques de carne termoprocessada e pela ausência de greves no setor agropecuário, o que limitou a oferta em 2008. As informações são do Meatingplace. (Gualberto Vita)

Fonte: Portal DBO
Data: 04/11/2008

7 comentários 4 de Novembro de 2008 às 10:08 admin

Indústria: Marfrig conclui aquisições da Moy Park e empresas do Grupo OSI

Empresa brasileira investiu US$ 680 milhões.

O Frigorífico Marfrig comunicou nesta segunda-feira, 3, aos seus acionistas e ao mercado em geral que concluiu a aquisição das empresas da Moy Park na Inglaterra, Irlanda do Norte, França e Holanda, e de outras empresas do Grupo OSI no Brasil, após aprovação do negócio em 13 de outubro pela Comissão das Comunidades Européias. Para a aquisição das sociedades do Grupo Moy Park, o Marfrig constituiu em 29 de agosto - de acordo com as leis da Irlanda do Norte - a empresa Kilnway Limited, que controlará os ativos adquiridos na Europa.

O valor da transação foi de US$ 680 milhões, sendo US$ 270 milhões em moeda, US$ 130 milhões mediante a assunção de dívidas e 20,117 milhões de ações da empresa correspondentes à participação do Grupo OSI. A companhia também comunica que a aquisição das empresas do OSI no Brasil e do Moy Park na Europa será ratificada em assembléia geral a ser oportunamente convocada.

Fonte: Portal DBO
Data: 03/11/2008

36 comentários às 10:00 admin

Aftosa: começa 2ª etapa de vacinação em 14 estados

Pecuaristas de 14 estados brasileiros e do Distrito Federal começaram a imunizar bovídeos contra a febre aftosa, neste sábado (1º), com a segunda etapa da campanha de vacinação.

Até 30 de novembro, serão vacinados mais de 129 milhões de bovídeos de Goiás, Mato Grosso, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. Em Rondônia, Amapá, Acre e Mato Grosso do Sul a segunda etapa da campanha começou no mês passado.

As campanhas de vacinação visam imunizar o rebanho, preservar o status sanitário obtido pelos estados e, assim, aumentar o mercado exportador de produtos agropecuários brasileiros.

O coordenador-geral de Combate às Doenças do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Guilherme Marques, ressalta a importância dos cuidados com as vacinas. “As doses devem ser armazenadas em temperatura entre 2º a 8º graus até serem aplicadas nos animais”, explicou.

Após vacinar o rebanho, o produtor deve declarar a vacinação nas unidades da Agência de Defesa Agropecuária, em que estão cadastrados, ou nos órgãos responsáveis pela erradicação da febre aftosa. Na maioria dos estados, a declaração deve ser feita até 15 úteis, depois da campanha.

As informações são do Mapa.

Fonte: Beefpoint
Data: 03/10/2008

9 comentários às 09:49 admin

Aftosa: começa 2ª etapa de vacinação em 14 estados

Pecuaristas de 14 estados brasileiros e do Distrito Federal começaram a imunizar bovídeos contra a febre aftosa, neste sábado (1º), com a segunda etapa da campanha de vacinação.

Até 30 de novembro, serão vacinados mais de 129 milhões de bovídeos de Goiás, Mato Grosso, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. Em Rondônia, Amapá, Acre e Mato Grosso do Sul a segunda etapa da campanha começou no mês passado.

As campanhas de vacinação visam imunizar o rebanho, preservar o status sanitário obtido pelos estados e, assim, aumentar o mercado exportador de produtos agropecuários brasileiros.

O coordenador-geral de Combate às Doenças do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Guilherme Marques, ressalta a importância dos cuidados com as vacinas. “As doses devem ser armazenadas em temperatura entre 2º a 8º graus até serem aplicadas nos animais”, explicou.

Após vacinar o rebanho, o produtor deve declarar a vacinação nas unidades da Agência de Defesa Agropecuária, em que estão cadastrados, ou nos órgãos responsáveis pela erradicação da febre aftosa. Na maioria dos estados, a declaração deve ser feita até 15 úteis, depois da campanha.

As informações são do Mapa.

Fonte: Beefpoint
Data: 03/10/2008

2 comentários às 09:49 admin

Pressão no mercado de boi gordo

O mercado de boi gordo apresentou grande pressão de baixa na semana passada, o que representa certa contradição, já que a oferta continua escassa e restrita. Mesmo com poucos animais, os preços caíram.

A indústria usa estratégias para driblar os altos preços pagos na entressafra, de modo a evitar a alta e garantir bons patamares para o final do ano. Os frigoríficos reduzem a capacidade de abate e dão ordem de férias coletivas aos empregados.

Em Cuiabá-MT, por exemplo, o mercado abriu a semana passada (segunda-feira, 27 de outubro) a R$86,00/@, a prazo, para descontar o funrural e terminou a semana cotada em R$83,00/@, nas mesmas condições.

Na região Sul de Goiás o boi iniciou a semana passada cotado em R$84,00/@, a prazo, livre do imposto e terminou a sexta-feira (31 de outubro) em R$80,00/@, nas mesmas condições.

Ainda assim o mercado deverá se estabilizar, mesmo com a utilização de mecanismos para segurar os preços, pois ainda não existe oferta de boi de pasto e a oferta de animais confinados está chegando ao fim.

LP

Fonte: Scot Consultoria
Data: 03/11/2008

69 comentários às 09:42 admin

Boi gordo sobe na BM&F em mês de forte queda de grãos

Em seu momento de entressafra, o boi gordo foi o único entre os seis contratos agrícolas negociados no mercado futuro da BM&FBovespa a encerrar outubro em alta. Os grãos, sob a influência das cadentes cotações no mercado internacional, terminaram o mês com quedas pronunciadas.

Na média, os contratos de boi gordo de segunda posição de entrega negociados na bolsa brasileira subiram 1,51%, para R$ 92,06 por arroba, segundo cálculos do Valor Data. O avanço do preço médio ocorreu a despeito das quedas registradas na segunda metade do mês, ocorridas sob a onda de boatos de que parte dos embarques de carne para a Rússia seria desovada no mercado interno.

“Todo mundo achou que o mercado de carnes não seria afetado pela crise da forma que foi. Para uma época de entressafra como essa, era para o preço estar novamente próximo de R$ 100 por arroba, como ocorreu no meio do ano”, disse André Nardini, analista da Terra Futuros. No ano, a média dos contratos de segunda posição acumula alta de 37,54% e, no ano, de 42,30%.

A alta da média dos contratos de boi gordo acabou sendo tímida, mas a oscilação dos preços manteve-se acentuada. A instabilidade atrapalha frigoríficos e pecuaristas na montagem de custos e margens, mas não é vista como negativa de forma unânime. “A volatilidade é boa para o mercado porque, ao atrair o especulador, dá liquidez ao mercado. A entrada e a saída ficam muito mais fáceis”, avalia Marcos Barbosa de Lima, operador da corretora Souza Barros.

Dos seis contratos agrícolas negociados na BM&FBovespa, o que encerrou o mês com queda mais acentuada foi o de soja. Em outubro, os papéis de segunda posição de entrega recuaram -21,21%, para US$ 20,49 por saca de 60 quilos, na média. No ano, o recuo acumulado é de 16,22% e, nos úlitmos 12 meses, de 32,89%.

A baixa ocorre sob a influência direta do tombo das commodities agrícolas no mercado internacional. Na bolsa de Chicago, principal referência para a formação de preços, a queda dos contratos de segunda posição, normalmente os de maior liquidez, foi de 21,15%, para US$ 9,3385 por bushel.

Os contratos de café, produto com segundo maior volume de negócios na bolsa brasileira, tiveram queda menos acentuada, o que não significa que esse mercado teve dias menos agitados. A baixa da média dos papéis de segunda posição foi de 16,67%, para US$ 139,10 por saca de 60 quilos.

“Café e dólar estão em pontas contrárias. Se um sobe, o outro cai. E, na volatilidade, os dois estão iguais. O dólar está subindo e caindo muito e o mesmo tem acontecido com o café”, diz Lima.

No milho, o recuo dos contratos de segunda posição em outubro foi de 10,50%, para R$ 21,72, na média. Ainda que tenha repetido o movimento registrado no mercado externo, sua dinâmica está muito mais relacionada à atual situação de oferta do mercado interno, afirma Eduardo Tang, analista da Souza Barros.

Em 2007, diz, com a quebra da safra européia, a demanda por milho brasileiro cresceu exponencialmente. As exportações chegaram a cerca de 10 milhões de toneladas. “Neste ano, se a exportação atingir 6 milhões de toneladas, vai ser muito”, diz Tang. E isso em um ano em que a safrinha de milho atingiu pico histórico. “Sem demanda lá fora, a saída vai ser vender no mercado interno, mas não há demanda aqui para tanto milho”, avalia.

Os contratos de etanol e açúcar, de volume irrisório, também tiveram um mês de declínio. O etanol caiu 18,73%, para US$ 464,64 por metro cúbico, na média, e o açúcar, 11,60%, para US$ 15,01 por saca de 50 quilos, na média.

Patrick Cruz

Fonte: Valor Econômico
Data: 03/11/2008

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Frigoríficos: Setor pede ‘socorro’ para evitar novas demissões (MT)

Representantes da indústria frigorífica de Mato Grosso estiveram reunidos na sexta-feira passada com a equipe econômica do governo estadual para pedir socorro no sentido de evitar o fechamento de novas plantas e mais demissões no setor. O Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado (Sindifrigo) defende que o valor devido das indústrias que paralisaram suas atividades, no valor de R$ 7 milhões, não seja rateado entre as empresas que ainda continuam trabalhando.

Na reunião com técnicos da Secretaria de Fazenda (Sefaz), os empresários apresentaram um diagnóstico sobre a situação dos frigoríficos no Estado e solicitaram do governo um ajuste no valor da estimativa do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a indústria.

O rateio do ‘prejuízo’ é uma conseqüência do enquadramento tributário das empresas que formam o segmento, que é o regime de estimativa, pelo qual se recolhe o ICMS com base exclusivamente sobre o faturamento da empresa. Fica estabelecido então, que todas as empresas juntas terão de ter enviado aos cofres estaduais um valor pré-determinado e acordo entre iniciativa privada e Estado. Se no exercício fiscal o volume não for atingido por qualquer motivo, o valor devido deverá ser pago por todas as beneficiadas pelo regime. No caso deste segmento para 2008, o recolhimento de ICMS deverá totalizar R$ 109 milhões. Com cinco plantas desativadas neste segundo semestre, R$ 7 milhões deixaram se ser gerados por estas empresas, que por ora estão paradas.

“Não podemos assumir o passivo dos frigoríficos que estão fechados, pois as indústrias passam por um momento muito delicado e isso viria complicar ainda mais a situação, podendo gerar novos fechamentos e demissões”, alerta o presidente da entidade, Luís Antônio Freitas Martins.

Segundo ele, os empresários estão tentando um diálogo com o governo para evitar que a crise se aprofunde. “Não há como assumirmos este prejuízo. O governo precisa rever a estimativa e fazer o abatimento do valor referente às cinco plantas que estão fechadas”.

Segundo Martins, as indústrias em atividade estão fazendo o recolhimento dos impostos regularmente e “não podem assumir mais este ônus”.

Na verdade, afirmou Martins, estamos pedindo socorro ao governo estadual para evitar o agravamento da crise na indústria frigorífica, que já está em dificuldade. O setor gera atualmente mais de 20 mil empregos diretos no Estado.

“Caso não seja feito um ajuste no valor da estimativa, novas demissões irão ocorrer, pois a cada dia está caindo o volume de abates no Estado por falta de boi gordo”, adverte Martins.

Por conta deste quadro, cinco plantas frigoríficas de Mato Grosso – três da rede Quatro Marcos, uma do Margen e uma da Arantes Alimentos - fecharam suas portas, provocando a demissão de 5,7 mil funcionários.

“Esta é uma crise localizada, gerada pela escassez de matéria-prima para suprir os frigoríficos. A situação poderá se agravar com a queda das exportações e com os efeitos da crise internacional que já estão repercutindo em Mato Grosso”, assinalou Martins, que acredita no “entendimento e no bom senso” por parte do governo.

Fonte: Diário de Cuiabá
Data: 03/11/2008

1 comentário às 09:34 admin

Reposição lenta

A pressão de baixa observada no mercado do boi gordo tem deixado o mercado de reposição apreensivo.

Existe pouca gente querendo comprar o gado magro, apostando que, se o mercado do boi gordo realmente cair, os preços da reposição tendem a se ajustar na mesma proporção, mesmo sendo pequena a oferta.

Ao mesmo tempo, quem tem o gado para vender, está apostando em firmeza nos preços do boi gordo e conseqüente estabilidade nas cotações da reposição.

Realmente está difícil arriscar sobre o que pode acontecer com o mercado no curto prazo.

Se o preço da arroba do boi gordo ceder, é possível que o preço da reposição siga comportamento semelhante. Vamos ver.

MGT

Fonte: Scot Consultoria
Data: 31/10/2008

1 comentário às 09:22 admin

Em 10 anos Brasil pode deter quase 90% do mercado de carne de frango

Nas projeções que divulgou ontem sobre as tendências de produção e exportação dos principais produtos do agronegócio brasileiro nos próximos 10 anos, o Ministério da Agricultura também fez projeções em torno da possível participação do Brasil no mercado internacional (leia-se: exportações) por volta de 2018/2019. E apontou, entre sete produtos agropecuários brasileiros hoje negociados internacionalmente, que a maior parcela de participação deve ser detida pela carne de aves – o que pressupõe carne de frango e de peru, mas principalmente a primeira.

Pelas projeções do MAPA, em 2018 a participação da carne bovina no comércio mundial praticamente dobrará, passando de 31% para 60,6% do total. A participação da carne suína também dobrará, mas como ela alcança, no momento, apenas 10% do comércio mundial, sua participação no total comercializado será pouco superior a 20%. Já a carne de aves, cujas exportações neste ano devem representar 44,6% das exportações mundiais, pode se expandir a um nível que dobraria sua participação atual e que, nas projeções do MAPA, pode chegar a 89,7% do total comercializado mundialmente.

Fonte: Avisite
Data: 31/10/2008

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Apesar da crise, um futuro promissor

Mesmo sob os efeitos da atual crise financeira global, o agronegócio brasileiro pode viver uma fase de forte expansão na área plantada, produção, produtividade e exportação até safra 20018/19.

Estimativas divulgadas na quinta-feira pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura prevê a ocupação de 15,5 milhões de hectares adicionais e a produção total de 180 milhões de toneladas de grãos, fibras, cereais (alta de 29% em relação a 2008/09), além de 37,2 milhões de toneladas de carnes bovina, suína e de frango (aumento de 51%). A produção de açúcar chegaria a 47,4 milhões de toneladas (44% mais) e a fabricação de etanol saltaria 59 bilhões de litros (alta de 174%). No leite, a produção atingira 37 bilhões de litros (crescimento de 35%).

O estudo, que levou em conta os resultados médios dos últimos 32 anos para estimar o desempenho do agronegócio na próxima década, projeta um acentuado crescimento do consumo interno, uma aceleração nas vendas externas e uma significativa elevação da participação dos produtos brasileiros no total do comércio internacional. ‘Não é a primeira crise que temos. A metodologia [do estudo] considera as crises numa série histórica de 32 anos. Nas projeções futuras, leva em conta a crise atual. Mas os alimentos são os últimos itens cortados’, disse o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

O trabalho, coordenado pelo pesquisador José Garcia Gasques, prevê a ampliação de 6 milhões de hectares na área plantada com cana, 5,2 milhões com soja e 1,75 milhão com milho. Arroz e trigo também devem avançar em novas áreas de cultivo. ‘A produtividade também acompanhará a evolução da tecnologia adotada pelo setor’, afirmou Gasques.

No exercício de futuro realizado pelo governo, em condições normais de produção, sem a ocorrência de uma recessão econômica profunda ou um desastre climático de efeitos prolongados em dez anos, a soja alcançaria 81 milhões de toneladas (aumento de 35%), o milho chegaria a 73,3 milhões (25%) e o trigo a 7,9 milhões de toneladas (46%). A produção de feijão somaria 4,3 milhões de toneladas (22%) e de arroz, 13,5 milhões (11%) ao fim do período.

O consumo interno deve sustentar o crescimento da produção nacional, segundo o estudo. A demanda por grãos, fibras e cereais deve saltar de 102,3 milhões para 123,6 milhões de toneladas em dez anos. O consumo de carnes sairia de 18 milhões para 24,2 milhões de toneladas e o açúcar passaria a 14 milhões de toneladas, com o etanol chegando a 50 bilhões de litros. ‘O mercado interno está em forte expansão e deve consumir boa parte da produção. Isso é expressivo em todos os produtos’, avaliou Gasques.

Auxiliadas pela boa performance no campo, as vendas externas devem registrar um significativo crescimento na próxima década, segundo o levantamento do governo. A soja deve permanecer como carro-chefe das exportações, saltando de 25,7 milhões para 36,5 milhões de toneladas. O milho também deve seguir a tendência, passando de 11,5 milhões para 22,9 milhões de toneladas no período.

A carne bovina teria suas vendas externas elevadas de 2,4 milhões para 4,6 milhões de toneladas, segundo o estudo. No frango, as vendas saltariam de 3,6 milhões para 6,6 milhões de toneladas. Em suínos, os embarques passariam de 625 mil para 1,2 milhão de toneladas. O etanol manteria as projeções de boa demanda e cresceria de 3,5 bilhões para 8,9 bilhões de litros. ‘O consumo lá fora deve permanecer em alta porque não tem havido reposição nos estoques. Milho, trigo e arroz têm dificuldades para repor’, afirma José Garcia Gasques.

Diante desse avanço nas exportações, o agronegócio brasileiro deve ganhar ainda mais espaço nos mercados internacionais. A projeção avalia que a fatia da soja brasileira no total dos embarques mundiais aumentaria de 36% para 40% até 2018/2019. O milho sairia de 13% para 21% no período. Nas carnes, os embarques de bovinos passariam de 31% para 61% do total mundial e as vendas de cortes de frango cresceriam de 45% para 90% da produção global. A fatia da carne suína brasileira avançaria de 10% para 21% e do açúcar, de 58% para 74% em dez anos.

Fonte: Valor Econômico
Data: 31/10/2008

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