Arquivo de Agosto de 2008
Enquanto o Brasil está incentivando seus produtores rurais a aumentarem as colheitas, aproveitando a alta do preço no mercado internacional, a Argentina elevou tarifas de exportação para garantir o abastecimento doméstico.
“Preços crescentes de alimentos significam que muitos fazendeiros pelo mundo estão colhendo lucros recordes”, diz a reportagem assinada pelo correspondente do jornal em São Paulo Andrew Downie.
“Na corrida para tirar proveito do difícil mercado global de alimentos, o Brasil tem uma série de vantagens sobre o seu vizinho do sul.”
Entre as vantagens, o jornal destaca que o Brasil tem mais que o dobro de terras cultiváveis do que a Argentina, uma pauta de exportação mais diversificada e lidera em mais itens de exportação.
“O governo de Brasília quer continar assim”, afirma a reportagem, citando o crédito de US$ 49 bilhões para fazendeiros - um aumento de 12% em relação ao ano passado.
Na Argentina, o governo Kirchner tentou aumentar impostos sobre exportações de grãos e soja.
“A decisão tinha como intenção forçar os fazendeiros argentinos a venderem sua produção em casa, criando assim um excesso de oferta doméstica que manteria preços baixos e a inflação sob controle.”
O jornal afirma que a decisão argentina gerou protestos em vez de vantagens no país, com fazendeiros conduzindo demonstrações e bloqueios em estradas. Por fim, a medida acabou derrubada no Senado em julho.
A reportagem conclui que mesmo com as reações diferentes de Brasil e Argentina à crise, “analistas acreditam que ambos países vão eventualmente se beneficiar do aumento dos preços globais dos alimentos”. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Fonte: O Estado de São Paulo
Data: 28/08/2008
28 de Agosto de 2008 às 18:48
admin
Os preços no atacado de SP sofreram os maiores aumentos entre fevereiro de 2003 a junho de 2008.
Neste período, o Indicador Esalq do preço da arroba do boi gordo em São Paulo acumula alta de 61%, enquanto o preço do dianteiro subiu 103,61%, o da ponta de agulha 89,47%, o da carcaça casada 73,02% e o do traseiro 55,1%. O economista Paulo Sérgio Mustefaga, assessor técnico do Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da CNA, lembra que o ano de 2003 marca o início do processo de perda de renda da pecuária de corte brasileira.
Na análise de Paulo Mustefaga, os preços da carne bovina ao consumidor também subiram menos do que os preços no atacado, indicando que o comércio varejista não vem conseguindo repassar integralmente ao consumidor o aumento de preços dado pelas indústrias frigoríficas. “Já o aumento maior dos preços no atacado em relação aos da arroba do boi gordo demonstra, no entanto, que as indústrias frigoríficas vêm aumentando seus preços em proporção superior aos aumentos dos preços pagos aos produtores rurais”, revela o economista.
Já nos últimos 12 meses, de julho de 2007 a junho de 2008, a arroba do boi gordo teve um reajuste de 40,8%, de acordo com o Indicador Esalq, calculado para SP. Na avaliação de Paulo Mustefaga, “a atual alta dos preços do boi gordo reflete unicamente a escassez de oferta de animais para abate, ocasionada pelo desestímulo na pecuária nos últimos anos, em decorrência dos baixos preços e da perda de rentabilidade do setor”.
O economista ressalta ainda que, enquanto os preços da arroba do boi gordo subiram 61% no período de fevereiro de 2003 a junho de 2008, o custo operacional total (COT) da pecuária de corte subiu, em média, 73,76% até o mês de maio de 2008, o que significa que o produtor rural ainda não recuperou toda a perda do período. “A tendência é que a pecuária de corte continue o processo de recuperação de preços nos próximos três anos, o que deverá atrair novos investimentos para o setor e contribuir para o equilíbrio entre a oferta e a demanda”, acredita o assessor técnico da CNA.
Fonte: Portal DBO
Data: 27/08/2008
às 18:43
admin
Pouco mais de um ano desde que comprou o terceiro maior frigorífico dos EUA, o Swift, por US$ 1,4 bilhão, o grupo brasileiro JBS-Friboi começa a colher os resultados de sua estratégia agressiva de crescimento no mercado americano. Quando foi comprada pelos brasileiros, a Swift se encontrava em péssima situação financeira. Numa decisão ousada, a JBS decidiu dobrar a produção da maior unidade da companhia, em Greeley (Colorado). Não havia demanda que justificasse a resolução e a empresa continuou perdendo dinheiro por
vários meses. Mas o aumento da capacidade de produção em Greeley ajudou a JBS Swift a abocanhar uma fatia maior do mercado e aumentar suas vendas. O grupo JBS registrou prejuízo de R$ 364 milhões no segundo trimestre, por causa do endividamento e de despesas financeiras contraídas com as aquisições. Mas o resultado teria sido pior se as coisas não estivessem indo tão bem nos EUA, onde o grupo contabilizou lucro de R$ 113 milhões no período.
Fonte: Valor Econômico
Data: 27/08/2008
27 de Agosto de 2008 às 15:12
admin
Disposta a fazer tudo que estiver ao seu alcance para frear a expansão do JBS no mercado norte-americano, uma associação de criadores de gado ameaça recorrer à Justiça se as autoridades aprovarem os planos do grupo brasileiro - gerando complicações que podem atrapalhar por algum tempo os seus negócios. Conhecida pela sigla R-Calf USA, a associação apresentou nos últimos meses seis petições à Divisão Antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, pedindo que as aquisições da National Beef e da Smithfield Beef pela JBS não sejam aprovadas. Ela também mobilizou governadores e senadores de vários Estados americanos para reforçar a pressão contra o grupo em Washington. O Departamento de Justiça não tem prazo para concluir sua análise sobre as aquisições feitas pela JBS.
Fonte: Valor Econômico
Data: 27/08/2008
às 15:10
admin
Segundo reportagem do Meat and Livestock Austrália (MLA), citando informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o número de bovinos confinados nos EUA, no início deste mês de agosto, estava em 9,869 milhões de cabeças. O menor patamar desde agosto de 2004.
Os custos de produção, com especial destaque para o aumento dos preços do milho, têm desestimulado os confinadores locais.
Aliás, praticamente todos os grandes players de mercado atravessam um período de retração da produção e/ou de dificuldades de venda. Na Austrália, de acordo com o próprio MLA, a produção deverá recuar em 2009, reflexo de secas severas e da redução de investimentos. Nos EUA, como comentado, o confinamento está em baixa. O Brasil, por sua vez, colhe os frutos do descarte de matrizes e redução de investimentos entre 2002 e 2006. Já na Argentina, tem-se o auto-embargo imposto pelo governo.
Na outra ponta, apesar da redução do ritmo de crescimento da economia global (efeito da crise dos EUA e da volta da inflação), o consumo mundial de carne bovina segue em alta. O cenário, portanto, favorece o aumento dos preços internacionais.
FTR
Fonte: Scot Consultoria
Data: 27/08/2008
às 15:08
admin
O leilão dos bois piratas apreendidos em junho pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na Estação Ecológica Terra do Meio, que fica em Altamira, no Pará, previsto para ser realizado nesta terça-feira, 26, foi adiado mais uma vez. Atendendo um pedido do próprio Ibama, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou um novo edital informando que a nova data para tentar vender o rebanho de 3.046 cabeças é a próxima quinta-feira, 28.
Além de adiar mais uma vez a venda dos bois piratas, o Ibama reduziu ainda mais o valor dos lotes. A previsão era de que o lance inicial pelos animais no leilão de hoje fosse de R$ 1,6 milhão, preço que já representada uma redução de 50% sobre o primeiro valor divulgado pelo Ibama, de R$ 3,15 milhões. De acordo com o novo edital, o novo valor do rebanho foi reduzido em mais 21% e será de R$ 1,25 milhão. Na prática, o novo preço representa um deságio superior a 60% sobre o valor original do rebanho.
Alexandre Inacio
Fonte: O Estado de São Paulo
Data: 27/08/2008
às 15:06
admin
As cotações mais altas do gado para o mercado externo - com valorização superior à registrada no mercado interno - estão estimulando a comercialização do animal para o exterior. De janeiro a julho, o Brasil embarcou 216,9 mil animais vivos - que serão abatidos em seus destinos - um volume 22% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
A maior parte do animal exportado é oriunda do Pará (95% do total) Em janeiro, a arroba do boi naquele estado custava R$ 60 e, no mês passado, R$ 75 - um incremento de 25%. Na mesma comparação, o gado vivo embarcado saiu de US$ 730 por cabeça para US$ 1.080 - alta de 47,9%.
Para Ronald Aitken, superintendente de Relações com Investidores do Minerva, o que ocorreu é que o frete do animal subiu e, por isso, o preço do gado no destino teria ficado mais caro. O frigorífico é o maior exportador nacional de animal vivo - com cerca de 40% do mercado. A empresa espera aumentar em 40% o faturamento com a exportação deste produto.
Para Aitken, a explicação para o Pará ser o principal fornecedor é a disponibilidade de boi, a logística e o preço mais barato.
Em julho, todos os animais enviados do Brasil eram oriundos do Pará. No período, o País exportou 35,6 mil bovinos - para uma receita de US$ 38,7 milhões. Quando o volume é comparado com o mesmo período do ano passado, houve queda. Em julho de 2007 foram embarcadas 46,6 mil reses. Mas, como o preço está mais alto, naquela ocasião, o faturamento com a venda foi menor: US$ 29,5 milhões.
“A variação depende mais da disponibilidade de navio que da demanda. Esta é crescente”, afirma Aitken. Para ele, como o Brasil é o maior exportador de carne, nada mais natural também vender o boi.
A matéria é de Neila Baldi, publicada na Gazeta Mercantil, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
Fonte: Beefpoint
Data: 26/08/2008
às 15:04
admin
Volume é 22% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Levantamento da Scot Consultoria mostra que, em valores, o crescimento foi de 124%, totalizando US$ 183,1 milhões. Pelos dados da consultoria, o preço médio do animal nos sete meses de 2008, comparado com igual período do ano passado, aumentou 102% - US$ 840 por cabeça. A maior parte do animal exportado é oriunda do Pará (95% do total) e o maior importador do bovino brasileiro é a Venezuela, que recebe 73% dos animais embarcados.
Em janeiro, a arroba do boi naquele estado custava R$ 60 e, no mês passado, R$ 75 - um incremento de 25%. Na mesma comparação, o gado vivo embarcado saiu de US$ 730 por cabeça para US$ 1.080 - alta de 47,9%. Para Ronald Aitken, superintendente de Relações com Investidores do Minerva, o que ocorreu é que o frete do animal subiu e, por isso, o preço do gado no destino teria ficado mais caro. O frigorífico é o maior exportador nacional de animal vivo - com cerca de 40% do mercado. A empresa espera aumentar em 40% o faturamento com a exportação deste produto.
Em julho, todos os animais enviados do Brasil eram oriundos do Pará. No período, o País exportou 35,6 mil bovinos - para uma receita de US$ 38,7 milhões. Quando o volume é comparado com o mesmo período do ano passado, houve queda: em julho de 2007 foram embarcadas 46,6 mil reses. Mas, como o preço está mais alto, naquela ocasião o faturamento com a venda foi menor: US$ 29,5 milhões. As informações são da Gazeta Mercantil.
Fonte: Portal DBO
Data: 26/08/2008
às 15:02
admin
É fato que os preços do boi gordo subiram forte no primeiro semestre de 2008. Entre janeiro e junho, na média de 28 praças pesquisadas pela Scot Consultoria, o aumento (considerando valores em reais nominais) foi de 21%. Destaque para Rondônia, com alta de 35%, e Tocantins (Sul e Norte), Redenção e Marabá, no Pará, todas com 29% de aumento.
É fato também que, neste segundo semestre, o ritmo de alta diminuiu bastante. Na verdade, o mercado está andando de lado, com variação média, entre julho e agosto (ainda incompleto) de -0,1%.
Diante desse cenário, temos ouvido conclusões do tipo: “Agora a oferta aumenta por conta dos confinamentos” ou “A margem das indústrias vai melhorar, porque o boi não sobe mais”.
Primeiro, é preciso considerar que o Brasil abate cerca de 46 milhões de cabeças ao ano, e que o confinamento gira em torno de 3 milhões de cabeças. Considerando mais o semiconfinamento, seria algo entre 7 ou 8 milhões de cabeças. Em síntese, a maior parte dos animais é terminada quase que exclusivamente a pasto e, se na entressafra aumenta a oferta de boi de cocho, também diminui a oferta de boi de pasto.
Lógico que existem as especificidades regionais, e aí vale uma “menção honrosa” a Goiás, que com mais 1 milhão de cabeças confinadas está se tornando um Estado sem entressafra. Temos tratado bastante desta questão, neste mesmo espaço, ao longo da última semana.
De toda forma, essa não é a realidade da maior parte do país. No Norte, por exemplo, que foi para onde a pecuária mais avançou nos últimos anos, praticamente não existe confinamento e a oferta de animais terminados encontra-se realmente bastante reduzida.
Segundo, mesmo que os preços parem de subir, seria preciso que realmente despencassem para retornar aos patamares do primeiro semestre. Em São Paulo, por exemplo, o primeiro semestre ficou com preço médio de R$79,42/@. E o boi hoje é negociado a R$92,00/@. Em Rondônia foi registrada média de R$67,72/@ nos primeiros 6 meses do ano, frente a uma cotação atual de R$80,00/@.
Em síntese, o custo da matéria-prima (boi gordo) não deverá recuar aos patamares do primeiro semestre. Primeiro, porque a oferta, com raríssimas exceções, não está aumentando (a morosidade do mercado se deve, principalmente, a dificuldades na ponta vendedora de carne). Segundo, porque seria preciso um movimento de baixa bastante forte e prolongado para que isso acontecesse, o que não é, de forma alguma, típico de entressafra.
Para a margem das indústrias melhorar no segundo semestre, na comparação com o primeiro (e esperamos que melhore mesmo), será necessário que bons resultados venham das vendas. E se o dólar se mantiver firme já ajuda bastante.
FTR
Fonte: Scot Consultoria
Data: 26/08/2008
às 14:56
admin
Fazendeiros e pessoas atentas do interior sabem que a maioria do gado, quando pasta, volta-se para a mesma direção. Muitos se perguntam o que determina esse alinhamento.
Agora, um estudo publicado no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences” parece responder, pelo menos em parte, a essa questão. Para pesquisadores alemães e tchecos, o campo magnético da Terra é um dos principais fatores determinantes.
De acordo com os cientistas, que analisaram fotos de satélite de milhares de bovinos ao redor do mundo e também fizeram estudos de campo, parece que o gado sabe como encontrar o norte e o sul.
A maior parte dos animais observados que pastava ou descansava tendia a alinhar os seus corpos em uma direção norte-sul, afirmou o estudo, conduzido por Hynek Burda e Sabine Begall, da Faculdade de Biologia na Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha.
A constatação se mantém verdadeira independentemente do continente em que o rebanho se localize, segundo eles. “O campo magnético da Terra tem de ser considerado como um fator”, declararam.
O tema desafia os cientistas a descobrir por que e como estes animais alinham o corpo ao campo magnético, disse Begall.
“Naturalmente, a questão levanta se os seres humanos também apresentam um comportamento espontâneo”, afirmou. O estudo levou Tina Hinchley, que cuida com o marido de uma fazenda leiteira no Estado de Wisconsin, EUA, a ter um novo olhar para uma foto aérea tomada de sua fazenda há alguns anos atrás. “As vacas estavam espalhadas por todos os lados do pasto e cerca de dois terços estavam na direção norte-sul”, disse Hinchley.
Essa proporção é próxima da verificada pelos investigadores ao olhar para 8.510 bovinos em 308 pastagens. No estudo, entre 60% e 70% dos bovinos ficaram virados para a direção norte-sul, o que Begall chamou de “desvio altamente significativo de distribuição aleatória”.
Meteorologia
A equipe de pesquisa observou que, quando há ventania, o gado tende a enfrentar o vento, e também tende a procurar o sol em dias frios. Mas os cientistas disseram que foram capazes de descontar os efeitos meteorológicos no estudo, analisando pistas como a posição do sol baseada em sombras.
“Esta é uma descoberta surpreendente”, disse Kenneth J. Lohmann, do Departamento de Biologia da Universidade da Carolina do Norte.
Lohmann, que não fez parte do estudo, advertiu, porém, que a pesquisa “é inteiramente baseada em correlações”.
“Para demonstrar conclusivamente que os bovinos têm um senso magnético, algum tipo de manipulação experimental será eventualmente necessária”, disse.
Fonte: Folha de São Paulo
Data: 26/08/2008
às 14:53
admin
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