Arquivo de Agosto de 2008
Produtos foram incluídos na Lista de Exceções à TEC (Letec).
O governo zerou a tarifa de importação de duas importantes matérias-primas básicas na fabricação de fertilizantes e na ração animal: os ácidos fosfórico e sulfúrico, cujas taxas são, atualmente, de 4%. O fosfato bicálcico, usado para a produção de sal mineral, hoje com tarifa de 10%, caiu para 0%. A inclusão desses produtos na Lista de Exceções à TEC (Letec) foi estabelecida na reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex), desta quinta-feira (28).
O pleito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de retirar o trigo da Lista de Exceção foi atendido. A taxa de importação da commodity cairá de 10% para 0%. Além disso, não haverá prorrogação de prazos para internalização do trigo que já recebeu licença de importação, mas não ingressou no País, nem a concessão de nova cota.
Fonte: Portal DBO
Data: 29/08/2008
29 de Agosto de 2008 às 10:11
admin
Assim como a cana-de-açúcar, a pecuária se expande cada vez mais em áreas tradicionalmente conhecidas no País pela produção de soja. Mais duas regiões estão sendo alvos de conversações para a implantação de ambiciosos programas de confinamento bovino. Sorriso, no Mato Grosso, e a região oeste da Bahia estão na mira de investidores - estrangeiros e nacionais -, que planejam viabilizar seus projetos já a partir de 2009.
No caso da Bahia, fundos internacionais têm interesse em investir no que será o primeiro confinamento do estado, com uma escala de cerca de 30 mil bovinos/mês. As informações partem do superintendente de política de agronegócios da Secretaria da Agricultura do Estado da Bahia, Eujácio Simões. “Em setembro virá uma missão com representantes desses fundos para seguir com as conversações. O plano de viabilidade deverá ser montado até o final deste ano e a intenção é implantar em 2009″, conta.
A região escolhida é produtora de 4,8 milhões de toneladas de soja, caroço de algodão e milho por ano. “A idéia é apostar em confinamentos, transformando grãos em proteína animal”, diz Simões.
Perto do fornecedor da matéria-prima para a ração bovina, o confinador economiza em logística. Atualmente, na Bahia, a criação de gado está se expandindo, mas ainda se concentra na região litorânea. O boi de capim é o comum. O rebanho da Bahia, segundo números mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), soma 10,7 milhões de cabeças. Os números da Secretaria apontam 11,5 milhões de cabeças - sendo que há excedente de 1 milhão de cabeças por ano no estado (não consumidos internamente). Por isso, o governo da Bahia já mostrou interesse em atrair os grandes frigoríficos exportadores, como JBS-Friboi, Marfrig e Independência, para construírem unidades no estado. Hoje, a região possui unidades frigoríficas, mas de menor porte, comenta Gabriela Tonini, consultora da Scot Consultoria. O frigorífico Bertin é o único, entre os de maior porte, que tem unidade no sul da Bahia, diz Gabriela.
Mato Grosso
Na região de Sorriso, no Mato Grosso, o investimento parte da GMG Internacional, empresa brasileira importadora da genética da raça rubia gallega - tradicional da região da Galícia, na Espanha. A intenção é confinar - por meio de parcerias e/ou áreas próprias pertencentes à empresa - e construir uma unidade industrial para abater e embalar o produto. Segundo Eduardo Grandal, diretor da GMG, os detalhes do projeto serão finalizados nas próximas semanas. O aporte ainda não foi divulgado.
O secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia do Mato Grosso, Pedro Nadaf, disse que, apesar de não conhecido ainda o valor do aporte, o projeto deve criar aproximadamente 1,2 mil empregos na região. Segundo cálculos da secretaria, a indústria terá capacidade de abate entre 1,5 e 2 mil cabeças por dia, informou Nadaf. “Até meados de 2009 o projeto deverá ser implantado e estar operando”, espera o secretário de indústria do estado. A capacidade de abate da indústria a ser construída, se for desse porte, é alta: equivalerá à da planta da JBS-Friboi localizada em Barra do Garças (MT), que pode abater entre 1,8 e 1,9 mil cabeças/dia, segundo comenta Gabriela, da Scot. A consultora cita, ainda, outro exemplo, o da unidade do frigorífico Bertin, localizada em Mozalândia (GO), que pode abater até 2 mil cabeças/dia.
A aposta da GMG Internacional no Brasil, no segmento de pecuária de corte, é a comercialização da carne proveniente de melhoramento genético e cruzamento industrial da/com a raça rubia gallega. A empresa importa a genética desse tipo de gado espanhol e desenvolve programas de melhoramento. Atualmente, cerca de 50 pecuaristas distribuídos entre Mato Grosso, Goiás e São Paulo criam 50 mil cabeças de bovinos dessa raça. Toda a carne é comercializada para até 50 lojas do Grupo Pão de Açúcar.
Segundo Grandal, a GMG fornece média de 400 animais por semana para o Pão de Açúcar - ou seja, o equivalente a 88 mil quilos de carne se for considerado o peso médio por animal de 220 quilos.
Érica Polo
Fonte: DCI - Diário do Comércio & Indústria
Data: 29/08/2008
às 10:10
admin
O Ministério do Meio Ambiente conseguiu, na quarta tentativa, vender as 3.046 cabeças de gado apreendidas na Estação Ecológica da Terra do Meio, no município de Altamira, no Pará. Os lotes foram arrematados pelo valor inicial de R$ 1,260 milhão no leilão eletrônico realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Houve apenas um lance pelos chamados “bois piratas”, que estavam divididos em sete lotes. Não foi divulgado o nome do comprador.
Para o leilão de hoje, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reduziu ainda mais o valor dos lotes. A previsão era de que o lance mínimo hoje fosse de R$ 1,6 milhão, preço que representa uma redução de 50% sobre o valor do primeiro leilão realizado pelo Ibama, de R$ 3,15 milhões. O lance de hoje representa 41,3% do valor inicial. O deságio foi autorizado pelo desembargador federal Souza Prudente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Por meio de sua assessoria, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que pecuaristas da região estavam fazendo “uma queda de braço” com o governo, promovendo um boicote que levou ao insucesso das primeiras tentativas de se leiloar o gado, “mas acabou prevalecendo o interesse ambiental, mesmo com a venda pelo preço mínimo”.
“Nosso objetivo não é vender boi nem ganhar dinheiro, mas proteger as unidades de conservação. Após a apreensão desses bois piratas, 36 mil outras cabeças de gado já foram retiradas pelos donos da estação ecológica e outras 20 mil de outra unidade de conservação, também na Terra do Meio. E outras ainda serão retiradas, porque nossa ação contra o boi pirata não vai parar”, disse Minc.
Perdimento
O ministro lembrou que agora, após assinatura de decreto regulamentando a Lei de Crimes Ambientais, pelo presidente Lula, o Ibama passou a ter direito ao chamado perdimento. Ou seja, ao se esgotar o processo administrativo, com direito de defesa dos acusados, o gado apreendido em qualquer unidade de conservação poderá ser vendido sem demora, com o dinheiro sendo aplicado em outras ações de combate a crimes ambientais.
“O nosso ganho com essas operações não é financeiro, mas de combate à impunidade e de preservação do meio ambiente. Acabou a moleza, acabou a impunidade. Os proprietários que estejam criando gado em unidades de conservação terão que retirá-lo”, disse o ministro.
Fonte: Cosmo Online - Campinas
Data: 29/08/2008
às 09:45
admin
Esperando crescimento no comércio e turismo, os peruanos esperam com grandes expectativas a abertura da Rodovia Interoceânica e enxergam uma imensa possibilidade de negócios, principalmente na importação de carne bovina brasileira.
A rodovia será a primeira ligação física entre os dois países. Essa carência de transporte terrestre tem explicações. Primeiro, o longo desinteresse do Brasil pelos vizinhos. Só nos governos FHC e Lula as obras de integração regional foram priorizadas. Segundo, o temor dos militares peruanos de invasão brasileira, compreensível num país que tem histórico de conflitos e perdas territoriais para vizinhos. Em terceiro lugar, a atividade econômica nas regiões de fronteira por muito tempo não justificava a ampliação da rede viária, cenário que mudou com a expansão da fronteira agrícola no Brasil. E, finalmente, a demanda de exportação pelo Pacífico teve crescimento explosivo só na última década.
Um estudo da Universidade do Pacífico, de Lima, intitulado “Estimativa de Benefícios Econômicos da Rodovia Interoceânica”, ilustra as vantagens que o Peru espera obter com a estrada.
A rodovia deve ser uma alternativa para as exportações brasileiras destinadas à bacia do Pacífico, diminuindo o valor do frete para algumas regiões além do barateamento do frete marítimo. Quanto a importação de produtos do Brasil, o foco dos peruanos é a carne bovina do Acre, já que e o produto é caro no país. Isso preocupa ambientalistas brasileiros, que temem que a demanda maior, com a facilidade de transporte, acelere o desmatamento no Estado, para dar lugar a pastagens.
Um ponto interessante para o Peru é a possibilidade de abastecer parte da região norte do Brasil com produtos como cimento, brita, móveis e hortifruti, concorrendo do outras regiões brasileiras. Há ainda uma grande expectativa quanto à construção das hidrelétricas no Rio Madeira. “Elas estão a apenas 700 km da fronteira peruana, e é natural que o Peru forneça parte dos suprimentos”, disse o presidente da Odebrecht no Peru, o brasileiro Jorge Barata.
Outro benefício para os peruanos será o possível crescimento da economia do país, melhorando o transporte entre regiões do Peru. Só isso pode elevar em 1,5% o PIB, diz o governo. Nos trechos da estrada já inaugurados, houve incremento em uma série de atividades, como transporte de passageiros.
A matéria é de Humberto Saccomandi, publicada no jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
Fonte: Beefpoint
Data: 28/08/2008
28 de Agosto de 2008 às 19:00
admin
Multas e fiscalização estão bloqueadas.
Em reunião com parlamentares e entidades do agronegócio na terça-feira (26), o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fez questão de ligar pessoalmente para o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias, solicitando a suspensão de ações contra produtores rurais com pendências previstas no Decreto 6514, que regulamentou a legislação ambiental vigente.
Minc disse que multas e fiscalização estão bloqueadas, pelo menos enquanto o decreto estiver em negociação com agricultores, governo, parlamentares e ambientalistas. Os parlamentares entregaram ao ministro uma carta aberta manifestando os efeitos negativos da aplicação do decreto para à atividade econômica e o compromisso de oficializar, na próxima quinta-feira (4), as propostas conjuntas entre as entidades de classe e os congressistas.
Durante a reunião com Carlos Minc, foi acertado que o Grupo de Trabalho comprometido a estudar a legislação ambiental seja composto por dois membros de cada entidade representativa, dos ministérios, das Comissões de Agricultura do Senado e da Câmara, também das Frentes Parlamentares da Agricultura e do Meio Ambiente.
Fonte: Portal DBO
Data: 28/08/2008
às 18:59
admin
Relator destaca que “estímulos especiais” podem contribuir para reduzir a pressão nas áreas de floresta.
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) confirmou nesta quarta, 28, em turno suplementar, sem mudanças, a aprovação de proposta que prevê a possibilidade de concessão de “estímulos especiais” para incentivar a substituição da tradicional pecuária extensiva pelo sistema intensivo de produção, bem como para o desenvolvimento do sistema orgânico de produção agropecuária. O texto preparado pelo senador Osmar Dias (PDT-PR), um substitutivo, promove a fusão de dois projetos que tramitavam em conjunto.
Uma das propostas consolidadas, apresentada pelo senador João Tenório (PSDB-AL), tratava da inclusão da pecuária intensiva entre as finalidades do crédito rural. O segundo projeto, do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), previa a concessão do mesmo status à agricultura orgânica. O acesso aos incentivos depende de previsão das atividades entre os objetivos do crédito rural. O texto, já aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), foi aprovado na CRA em decisão terminativa. As informações são da Agência Senado.
Fonte: Portal DBO
Data: 28/08/2008
às 18:58
admin
A CNA (Confederação Nacional da Agricultura) divulgou os “Indicadores de Agosto”, contendo informações à respeito do Produto Interno Bruto, Valor Bruto da Produção e Balança Comercial do Agronegócio.
O destaque vai para o complexo carnes. Atrás apenas da soja, o valor bruto da produção de carne bovina subiu 44,3%, na comparação entre janeiro até julho deste ano, com o mesmo período do ano passado. O valor, em moeda nacional, já alcança R$47,36 bilhões.
No mesmo período, as exportações do setor também aumentaram passando de US$6,15 bilhões em 2007, para US$8,40 bilhões em 2008. O aumento, em dólares, correspondeu a 36,7%.
O agronegócio se destacou nesse período, mostrando excelentes resultados, mas a CNA ressaltou também a situação do PIB da indústria de insumos, que subiu 10,37% no período, aumento maior que a produção primária (8,04%).
Os dois setores garantem os bons resultados obtidos pelo campo brasileiro, mas a desproporção entre os aumentos revela o aumento nos custos de produção enfrentado pelos produtores brasileiros.
Saiba mais sobre os indicadores do campo no informativo Boi & Cia publicado semanalmente pela Scot Consultoria.
JA
Fonte: Scot Consultoria
Data: 28/08/2008
às 18:56
admin
As terras agrícolas brasileiras se transformaram em um novo filão de negócios. Nos próximos meses, quatro empresas planejam investir no país nada menos que US$ 1 bilhão na compra de propriedades rurais com perspectiva de valorização futura. Esses recursos, somados aos que devem ser aportados por companhias já instaladas no país, são suficientes para comprar 5% da área agricultável do Brasil, de acordo com levantamento da consultoria Agroconsult.
Em comum, esses grupos crêem que o governo brasileiro cometeria um erro ao proibir a venda de terras a estrangeiros. Para eles, a medida poderia inibir investimentos e a entrada de novos recursos. A simples possibilidade de que isso aconteça, porém, tem levado alguns deles a antecipar seus planos para o país. E isso explica em boa parte a avalanche de recursos.
Os grupos interessados em terras brasileiras têm se associado a investidores e fundos, e muitos já se preparam para a abertura de capital. Além do fato de que a negociação de terras passou a chamar a atenção do setor financeiro, a emissão de ações dá opções de saída para os fundos e permite que estrangeiros participem desse mercado mesmo que o governo venha a restringir a venda de terras para não-brasileiros.
De todas as empresas que pretendem investir no Brasil nos próximos meses, o maior aporte deverá vir da Agrifirma, que tem entre seus acionistas investidores ingleses que atuavam no mercado de mineração e metais. A empresa pretende captar US$ 500 milhões com a emissão de ações no mercado londrino para pequenos negócios com alto potencial de crescimento, o AIM. Todos os recursos serão utilizados em terras agrícolas brasileiras, e a Agrifirma pretende colocar em prática a mesma filosofia da SLC Agrícola - que abriu seu capital no ano passado e que adquire terras para plantio de grãos. No país, a Agrifirma já adquiriu 20 mil hectares, mas pretende crescer dez vezes mais.
Com expertise em açúcar e álcool, o grupo Cosan, o maior do país, está criando a empresa Radar, que também terá sócios estratégicos estrangeiros. O perfil, porém, é diferente do da Agrifirma. A Radar pretende atuar com especulação imobiliária (compra e venda de terras agrícolas), aproveitando o “boom” desse novo e valorizado mercado de terras.
O Valor apurou que o interesse da Cosan no mercado de terras agrícolas surgiu há alguns meses, quando o grupo decidiu montar três projetos de usinas “greenfield” (construídas a partir do zero) no sudoeste de Goiás. A companhia percebeu que as terras próximas de onde seriam construídas as suas usinas começaram a se valorizar.
Cada vez mais escassas no mundo, as terras no país tiveram valorização média de 20% nos últimos 12 meses. Levantamento da consultoria Agroconsult mostra que o potencial de compra desses novos grupos e companhias já instaladas no país chega a 4 milhões de hectares (5% da área agricultável do país). De olho na forte valorização que as terras brasileiras podem ter no curto e médio prazo, a americana AIG Capital Investments adquiriu 37% de participação na Calyx Agro. A empresa tem como seus principais acionistas o grupo francês Louis Dreyfus Commodities, que no país é gigante em grãos e está crescendo em cana. O grupo Calyx Agro também negocia propriedades rurais na Argentina e Uruguai. “A idéia é comprar terras para investir na produção agrícola e vender essas propriedades depois”, afirma Marcelo Aguiar, diretor da AIG Investments. Segundo Aguiar, a Calyx deverá abrir capital no país para futuras captações de recursos. “Aguardamos o mercado se recuperar para ir à bolsa.”
O CEO da Calyx Agro, Axel Hinsch, conta que a empresa já tem duas propriedades na região do Mapito - nova fronteira agrícola que compreende os Estados do Maranhão, Piauí e Tocantins. “Vamos alcançar 100 mil hectares até o final do ano”, disse.
Tanta pressa dessas empresas em investir no país tem justificativa. Os preços de terras agrícolas continuam firmes no Brasil, principalmente nas regiões produtoras de soja e áreas de pastagens. No país, a cotação média do hectare encerrou o bimestre maio/junho a R$ 4.287, com aumento de 17% e ganho real de 2,9% em relação há 12 meses, segundo levantamento realizado pela consultoria AgraFNP. Nos últimos 36 meses, a valorização média foi de 40,5%, frente uma inflação de 20% no período, resultando em um ganho real de 6,4%.
Como a revisão na lei que regulamenta a compra de terras por estrangeiros ainda não saiu, as compras financiadas por estrangeiros estão aquecidas, sobretudo no Centro-Oeste e Nordeste, de acordo com a AgraFNP. Para as terras negociadas para plantio de grãos, os preços são indexados em sacas de soja. Com a valorização das áreas, há propriedades que já estão sendo negociadas a 600 sacas por hectare. O que atrai interesse para Mapito são os preços. Lá há terras negociadas a 60 sacas por hectare.
“O foco mundial em alimentos e energia renovável tem atraído os investidores ao país”, afirmou Ricardo Freire, da empresa de consultoria imobiliária Colliers.
A Vision, gestora de recursos que administra cerca de R$ 1 bilhão, busca oportunidades em terras para clientes estrangeiros interessados em agronegócios, conta João Adamo, diretor-comercial da empresa. A empresa foi criada em 2006 por ex-banqueiros do Bank of America no país.
Considerada um case de sucesso no Novo Mercado da Bovespa, a SLC Agrícola também compra terras. Mas seu propósito não é a especulação no mercado de propriedades rurais. Hoje o grupo já possui cerca de 200 mil hectares plantados e deverá ampliar seus domínios nos próximos anos. Com ações negociadas na bolsa desde o dia 15 de junho de 2007, os papéis da empresa registravam valorização de 61,9% até ontem. No mesmo período, o Ibovespa subiu 3,36%. É considerado a oferta inicial de ações mais bem-sucedida, o que permitiu que a empresa voltasse a lançar ações este ano.
Também na bolsa, a BrasilAgro encerrou o primeiro ano agrícola com 22,8 mil hectares explorados. Na bolsa desde maio de 2006, a empresa teve uma desvalorização até ontem de 0,10%, enquanto o Ibovespa ficou em 34,97%.
Mônica Scaramuzzo e Raquel Balarin
Fonte: Valor Econômico
Data: 28/12/2008
às 18:55
admin
Atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação que contribuam com a competitividade das cadeias produtivas do leite e da carne bovina contarão com investimentos da ordem de R$ 9,9 milhões, até 2010. Os recursos serão aplicados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) e o Fundo Setorial do Agronegócio (CT- Agronegócio). Serão financiados itens de custeio, capital e bolsas com valor máximo de R$ 500 mil para cada proposta.
Podem participar da seleção, pesquisadores e professores com vínculo empregatício ou funcional em instituições de nível superior públicas, privadas ou sem fins lucrativos, de centros e institutos de pesquisa e desenvolvimento, além de empresas públicas que executem atividades de pesquisa em ciência, tecnologia ou inovação. Os interessados têm até o dia 9 de outubro para encaminhar as propostas. A previsão é que os resultados sejam publicados no Diário Oficial da União (DOU) no dia 17 de novembro de 2008 e a contratação dos projetos inicie em 8 de dezembro.
As propostas encaminhadas devem ser inovadoras, ter caráter estruturador e integrador, com prazo máximo de 36 meses para execução. Para mais informações pelo e-mail edital40-2008@cnpq.br ou pelo telefone (61) 2108-9004.
Fonte: MAPA
Data: 28/08/2008
às 18:54
admin
A Argentina - terra do baby beef que ficou famosa como a grande exportadora de carne bovina ao longo dos séculos 19 e 20, poderá tornar-se daqui a poucos anos em um país importador do produto.
O alerta sobre essa insólita situação foi feito pela Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola que considera que, se continuarem as polêmicas políticas atuais de restrição às exportações e de altos tributos para a produção agropecuária aplicadas pelo governo da presidente Cristina Kirchner, os produtores perderão o estímulo. Na seqüência, o estoque diminuirá, as exportações desaparecerão e, em 2012, segundo as estimativas, a Argentina terá de começar a importar carne para abastecer a população.
O cenário é inimaginável para o país que há 100 anos era o maior exportador de carne do mundo, e cujos habitantes são os maiores consumidores per capita do mundo do produto (69 quilos por pessoa anualmente). “Ainda existe tempo para evitar isso”, diz o diretor da associação, Belisário Álvarez de Toledo.
Segundo a Associação de Consórcios, o custo de produzir carne aumentou 50% desde 2006. Mas, por causa das pressões do governo, que força o congelamento, o preço do bezerro ainda é o mesmo.
Em 2003, o país contava com 53,9 milhões de cabeças de gado. Em 2007, havia aumentado apenas para 55,9 milhões de cabeças de gaso. Analistas do mercado sustentam que o crescimento se estagnou porque, desde 2006, cresceu o número de fêmeas que foram para o abatedouro.
O próprio abate registrou uma queda entre maio de 2007 e o mesmo mês deste ano, passando de 1,19 milhão de cabeças de gado para 1,09 milhão.
A produção de toneladas de carne (sem osso), entre maio do ano passado e o mesmo mês de 2008, caiu de 260 mil toneladas para 229 mil.
Para complicar, por causa da perda de lucratividade para os pecuaristas - e o simultâneo crescente interesse em usar as áreas de pastagens para o plantio da soja - o gado está sendo empurrado para áreas menos “nobres” do país. Com isso, nos últimos 14 anos, 3,5 milhões de cabeças foram transferidas da região dos Pampas (a área tradicional da criação de gado) para províncias do Norte do país, onde o calor e as pastagens proporcionam uma carne de inferior qualidade. Segundo Toledo, para cada 100 vacas transferidas para essas regiões, o nascimento de bezerros cai em 21%.
As vendas argentinas de carne ao exterior registraram uma queda de 17% em volume no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2007, segundo dados do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentícia (Senasa).
Em 2005, antes das primeiras restrições impostas pelo governo, o país bateu seu próprio recorde em exportações, ao enviar ao exterior um total de 762 mil toneladas de carne. Mas, de lá para cá, as exportações despencaram.
O Uruguai, que conta com somente 2% do total do estoque de gado da Argentina, em 2007 ultrapassou o país no ranking de exportadores de carne. Entre 2005 e 2008, a Argentina despencou do terceiro posto de exportadores mundiais do produto para a sétima colocação.
Ariel Palacios
Fonte: O Estado de São Paulo
Data: 28/08/2008
às 18:51
admin
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