Arquivo de Junho de 2008

Confinadores buscam economia pra manter lucro

Nas últimas semanas o preço do boi tem subido bastante. E isso está mexendo com a cadeia produtiva. Em Goiás, os donos de confinamento já pensam em formas de economizar para manter a lucratividade do negócio.

Na fazenda em Pontalina, a 120 quilômetros de Goiânia, seiscentos animais já estão fechados. O ganho de peso no lugar está na média de 1,7 quilo por dia. É um ganho bom, mas que está custando bem mais caro este ano.

“Hoje a gente fala em valores acima de R$ 4,80, chegando a R$ 5,00 por dia por boi, incluindo os custos de alimentação e os custos operacionais. Ano passado, trabalhávamos com valores em torno de R$ 3,20 a R$ 3,60 por cabeça por dia. Então, de maneira geral, praticamente todos os insumos dentro do confinamento subiram. E o que reflete hoje é a alta no custo diário do boi dentro do confinamento”, explicou o agrônomo, Daniel de Castro Rodrigues.

Para reduzir os custos, o pecuarista produz na propriedade 30% dos grãos e 100% do volumoso que o gado vai comer. Onde não está conseguindo economizar é no preço do boi magro para reposição.

“Ano passado nós tínhamos boi magro da ordem de R$ 700,00 e tínhamos uma oferta abundante do produto. Esse ano, a R$ 1,1 mil nós temos escassez do boi”, calculou o pecuarista Marcos Alberto Luiz Campos.

Em outro confinamento, no ano passado foram fechadas 60 mil cabeças. Este ano, a previsão é confinar 75 mil cabeças em três ciclos. Até novembro vai ter boi no lugar.

Apesar do aumento nos custos, o criador Túlio Junqueira não vai reduzir o confinamento. Segundo ele, a atividade está dando lucro.

“O boi magro custando R$ 1,1 mil e a arroba do boi projetada para R$ 100,00 dá um lucro menor, mas dá lucro. A gente já está no ramo, já tem o confinamento construído, já tem toda a estrutura e a gente acredita que o boi não vai ficar nos R$ 100,00. A gente acredita que o boi vai passar dos R$ 100,00”, avaliou Junqueira.

Fonte: Globo Rural
Data: 27/06/2008

41 comentários 27 de Junho de 2008 às 10:33 admin

Mais de 1/3 do gado está na Amazônia

O número de cabeças de gado criados na Amazônia Legal atinge 73 milhões, o que representa 35% da pecuária brasileira, em 185 milhões de animais. O dado é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com base nas estatísticas de vacinação de febre aftosa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da confederação, Assuero Doca Veronez, o crescimento da pecuária de corte na Amazônia Legal nos últimos dez anos foi de 85,2%. Acima da média nacional que foi de 27,5%, em igual período.O desempenho motivado pelo o fato de a região possuir condições mais competitivas e ter vocação para a atividade.

O rebanho brasileiro já ultrapassou 200 milhões de cabeças de gado nos últimos anos. Ele lembra que nos últimos três anos, entretanto, a pecuária brasileira experimentou uma crise, por conta de focos da febre aftosa. Isso fez elevar os abates de matrizes. “Até 2002 a taxa de abates de fêmeas era em torno de 25% anuais. E o percentual subiu para entre 32% e 35% nos últimos anos”, declarou. Por outro lado, houve crescimento do rebanho na região da Floresta Amazônica.

“A Amazônia Legal representa hoje uma nova fronteira para a pecuária e tem uma forte vocação para o setor. Lá o clima é o grande diferencial por não ter frio e nem seca. E permite que um boi seja criado em pasto em se desenvolve mais em menor tempo, de seis vezes a menos d que nas demais regiões do País”, disse Veronez.
É possível se criar uma cabeça de gado com menor custo na Amazônia, diz. Cerca de 20% a menos em relação às demais regiões, em decorrência “das boas” condições climáticas.

O número de gado existente na Amazônia Legal, segundo a CNA, supera todo o rebanho da Argentina, de 51 milhões.

Ele disse, porém, que a atividade da pecuária na região induz ao desmatamento da Floresta. “É óbvio que os principais responsáveis são a indústria madeireira e a pecuária”, destaca. “Os índices de desmatamento caíram 60%”, justifica.

Viviane Monteiro

Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 27/06/2008

61 comentários às 10:31 admin

Coréia do Sul remove embargo à carne bovina dos EUA

A Coréia do Sul removeu o embargo às importações de carne bovina dos EUA na quinta-feira, informou o The Associated Press. A remoção do embargo foi feita após a Coréia do Sul ter conseguido que os EUA limitassem os envios às carnes de animais de menos de 30 meses de idade.

O Primeiro-Ministro, Han Seung-soo, disse em um anúncio em rede nacional que o Governo não tolerará mais protestos violentos e ilegais contra as importações de carne bovina.

O Ministério Público Administrativo da Coréia emitiu na quinta-feira de manhã uma notificação legal sobre o acordo de importação com os EUA, o passo administrativo final necessário para permitir que as vendas sejam retomadas, informou o oficial, Chang Su-wan.

A Coréia do Sul planeja começar inspecionando 5300 toneladas de carne bovina dos EUA enviadas anteriormente e que ficaram retidas nos armazéns da alfândega, de acordo com o Serviço Nacional de Pesquisa Veterinária e Quarentena. A inspeção poderá levar alguns dias e a carne deverá chegar às prateleiras do país dentro de cerca de uma semana.

Cargas de carne fresca dos EUA deverão chegar à Coréia do Sul dentro de um mês, mas os principais supermercados do país disseram que não venderão carne bovina dos EUA por enquanto, citando as preocupações de saúde pública. Os Governos dos EUA e da Coréia do Sul insistem que a carne é segura.

O presidente da Coréia, Lee Myung-bak, disse que se essa situação dos protestos persistir, poderá prejudicar a economia do país e que agora, o Governo focaria no aumento da economia. Ele disse que se a Coréia do Sul não implementasse o acordo de carne bovina, perderia sua credibilidade internacional.

Fonte: Beefpoint
Data: 27/06/2008

Adicionar comentário às 10:30 admin

Rastreabilidade: Entidades vão decidir com quem fica a coordenação do Sisbov

Novo grupo de trabalho da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Carne Bovina foi formado nesta quarta (25), durante reunião em Brasília.

A proposta de estudo que vai definir se o serviço de rastreabilidade bovina (Sisbov) deve ser coordenado pelo setor público ou privado foi feita pelo representante da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, o superintendente de marketing João Gilberto Bento. “Em qualquer das opções, a indústria terá que repassar para o setor produtivo parte do bônus da venda para mercados de alta remuneração, caso da Europa, premiando de forma justa o pecuarista e estabelecendo uma relação comercial mais justa e inteligente. Assim, o criador terá como investir no atendimento aos padrões exigidos pelo Sisbov”, disse Bento.

Além da ABCZ, o grupo de trabalho será formado pela Associação Brasileira do Novilho Precoce (ABNP), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Embrapa e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Outro assunto discutido na reunião foi a implantação da Guia de Transferência Animal (GTA) eletrônica em todo o País. Atualmente, o serviço só funciona em alguns estados, pois está em fase de adaptação. As informações são da ABCZ.

Fonte: Portal DBO
Data: 26/06/2008

64 comentários às 10:28 admin

Estado de vigilância em Goiás será mantido até 2 de julho

O governo de Goiás deverá manter o estado de vigilância epidemiológica até dia 2 de julho. Um raio de 10 quilômetros a partir da área onde foram localizados os animais contaminados com estomatite está sendo monitorado por técnicos da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), que inclui equipes móveis de veterinários e barreiras fixas, montadas em locais estratégicos. “A fazenda está interditada e proibida de movimentar animais”, afirma José Augusto Cintra, diretor técnico da Agrodefesa.

De acordo com Cintra, o estado de vigilância epidemiológica foi instalado um dia após a informação da suspeita do caso de estomatite, que ocorreu no dia 11 de junho. “Essa situação persiste durante 21 dias após o aparecimento do último caso da doença, mas até agora o foco foi isolada a uma única propriedade”, explica Cintra.

Após o término do prazo de vigilância a Agrodefesa irá fazer um relatório e entregar ao Ministério da Agricultura para que as negociações com a Rússia tenham andamento. A expectativa é de que apenas a área de 10 quilômetros ao redor do foco fique embargada temporariamente para exportar para o mercado russo. “Essa é uma decisão que vai ser negociada pelo ministério com o governo russo, mas o fato de ser uma região montanhosa, de difícil acesso e baixa movimentação de animais seriam argumentos para não penalizar todo o Estado”, afirma Cintra, ao lembrar que não existe nenhum frigorífico dentro desse raio.

Alexandre Inacio

Fonte: Agência Estado
Data: 26/06/2008

72 comentários às 10:11 admin

Cai respaldo no Congresso argentino a imposto sobre exportação

Reuters - O polêmico imposto sobre as exportações agrícolas conta cada vez menos com o respaldo do Congresso da Argentina, onde muitos deputados se mostravam na quinta-feira reticentes em ratificar uma medida que disparou uma forte crise política.

Após quatro paralisações rurais, bloqueios de estradas, desabastecimento de alimentos e uma prolongada disputa que saturou os argentinos, o governo decidiu na semana passada buscar o respaldo do Parlamento para o sistema aplicado em março.

Mas muitos legisladores do governo, que conta com a maioria no Congresso, sofrem uma forte pressão do setor rural, especialmente no interior do país, o que começou a causar dúvidas sobre o futuro do projeto, que eleva a taxa paga sobre a soja, o principal cultivo do país.

“Nós estamos a favor dos impostos sobre as exportações, mas acreditamos que é preciso buscar um mecanismo de compensação para os produtores”, disse à televisão Patricia Fadel, deputada da Frente Para la Victoria.

Diários argentinos afirmaram na quinta-feira que 50 deputados próximos do governo –ante um total de 257 que compõem a Câmara– não aprovariam o projeto oficial se ele não for modificado.

O debate ocupa atualmente grande parte dos noticiários e o setor rural e o Congresso mantêm a discussão na frente do Parlamento, onde montaram enormes tendas brancas para promover suas reivindicações.

Gigantescos bonecos infláveis, cantores populares, jogos de rúgbi e alguns momentos de tensão dão cor à praça em frente ao Congresso Nacional nos últimos dias.

Nicolás Misculin

Fonte: Reuters
Data: 26/06/2008

64 comentários às 10:09 admin

Boi gordo: é o momento de correr atrás de hedge?

Essa pergunta nos feita várias vezes, ao longo dos últimos dois dias. Isso porque o boi gordo, na BM&F, despencou ladeira abaixo.

Bom. Acredito que a nossa opinião com relação a esse movimento de baixa já ficou bastante clara, veja a análise “Pressão baixista no mercado do boi gordo”. A intenção agora é tentar responder a pergunta colocada como título.

Primeiro, é importante enfatizar que ninguém aqui é dono da verdade. A nossa intenção é apenas fornecer subsídios para auxiliar os agentes da cadeia em seus processos de tomada de decisão.

A partir do momento em que a BM&F, para outubro, entrou na casa do R$100,00/@ (e se não me falha a memória chegou até R$104,00/@), escrevemos diversas análises de que ela havia alcançado um patamar bastante interessante para hedge. Isso porque estava precificando uma alta, para o boi, bem acima da média dos últimos anos. Para quem quiser recordar, sugiro que leia, por exemplo, o artigo “Boi a R$US$100,00/@?”, publicado na edição 766 do informativo Boi & Companhia, editado pela Scot Consultoria.

Logicamente que, como o clima de alta era muito forte, quem entrasse vendendo no mercado futuro corria o risco de arcar com o pagamento de ajustes. Em outras palavras, o preço era bom, mas o risco era alto.

É aí que vale a pena estudar outras alternativas de negócio. No caso, o mercado a termo e as opções de venda. São ferramentas diferentes, cada uma com suas vantagens e desvantagens, mas o interessante é que não há, para ambas, depósito de garantia e nem a necessidade de se preocupar com os ajustes diários.

Aliás, nessa mesma época, o médico veterinário Leandro Bovo, da Credit Suisse Hedging-Griffo, escreveu um artigo, também para o Boi & Companhia (edição 768), mostrando a possibilidade de se adquirir opções de venda nível R$95,00/@ a R$2,00/@ ou menos. Na verdade, daria para fazer negócio a menos de R$1,50/@. Isso significa desembolsar R$1,50/@ para ter a possibilidade, e não a obrigação, de ficar assegurado em R$95,00/@. Se na época de vender os animais, o mercado estiver acima do valor da opção, o produtor simplesmente não a exerce. Se estiver abaixo, ele exerce. É um seguro, que garante um preço mínimo, e que na minha modesta opinião foi a melhor alternativa de hedge que já pintou esse ano.

Pessoal, cuidado com alguns conceitos meio tortos que circulam por aí, do tipo “boi a termo só é bom para o frigorífico” ou “o mercado de opções não tem liquidez”. A coisa não é bem assim.

Cuidado também com a mania de querer acertar no “olho da mosca”. A BM&F estava em um bom patamar para hedge, mas muita gente ficou esperando o mercado futuro subir um pouco mais. Agora, a Bolsa despencou, e muitos dos que estavam em compasso de espera estão saindo atrás de hedge.

Acho que todo mundo já ouviu aquela máxima do mercado de ações: “comprar na baixa e vender na alta”. Ela vale também para o mercado futuro do boi gordo. Nos parece que o momento atual é bom para hedge de compra, ou seja, é a hora do frigorífico se proteger.

O pecuarista que correr atrás de proteção agora, é aquele que acredita num movimento de baixa sustentado, ou seja, que avalia que há oferta de gado suficiente no mercado para impedir que o boi (no físico e no futuro) volte a firmar.

FTR

Fonte: Scot Consultoria
Data: 26/06/2008

64 comentários às 10:07 admin

Preço da carne bovina seguirá em alta, diz CNA

Os preços da carne bovina continuarão em alta, reflexo do incremento da demanda externa e da melhora do consumo no mercado interno. Além disso, os custos da pecuária de corte estão elevados, o que impede a venda de bois para abate a preços mais baixos. O preço do sal mineral, por exemplo, subiu 100% no acumulado deste ano. O produto é usado como suplemento alimentar. As informações são do presidente do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte, Antenor Nogueira, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). “A tendência é de preços firmes. Não podemos vender por valores inferiores ao custo de produção”, argumentou.

Ele participou hoje, na sede da CNA, da primeira parte do seminário internacional Agri Benchmark Beef Conference. Nogueira lembrou que o preço da arroba dos animais rastreados supera R$ 100 em algumas regiões do País. Para animais que não tenham o sistema de rastreamento, os lotes estão sendo vendidos, em média, a R$ 94 por arroba. Nesse valor e com o dólar nos patamares registrados nas últimas semanas, em dólar, a arroba do boi brasileiro vale quase US$ 60. Historicamente, o preço médio da arroba nas praças paulistas variava entre US$ 20 e US$ 25.

O representante dos pecuaristas acredita que a alta dos preços é resultado do abate excessivo de fêmeas, fenômeno que vem sendo verificado nos últimos três anos. “No passado, nós procuramos o governo e defendemos um programa para retenção de matrizes, mas nada foi feito”, lembrou. A escassez de animais para abate tem levado alguns frigoríficos a avaliarem a possibilidade de conceder férias coletivas para os funcionários com objetivo de ajustar a oferta com a mão-de-obra instalada nas indústrias.

Nogueira lembrou que os preços da carne no mercado internacional também estão em alta. De acordo com ele, os cortes enviados para a Rússia tiveram valorização de 200% no acumulado dos cinco primeiros meses do ano em relação a igual período de 2007. Os preços dos cortes enviados para Irã e Egito dobraram no ano. Para o presidente do Fórum, a valorização dos preços no mercado internacional pode “acabar” com as barreiras ao produto brasileiro no mercado externo. “Quando dói no bolso ninguém segura”, comentou.

Fabíola Salvador

Fonte: Agência Estado
Data: 26/06/2007

Adicionar comentário às 10:01 admin

OMC tenta a última cartada para salvar Doha

A Organização Mundial do Comércio (OMC) dará sua última cartada para fechar um acordo na Rodada Doha. A entidade convocou para 21 de julho uma reunião ministerial para tentar superar as diferenças entre os governos. Um fracasso colocaria toda a rodada no congelador pelo menos até 2010. Para o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, um fracasso em julho pode pôr em risco a própria existência da OMC.

Ontem, o diretor da organização, Pascal Lamy, convocou os governos após reunião com 30 países. A idéia é tentar chegar a um acordo antes do fim do mandato do presidente americano, George W. Bush, em janeiro de 2009. O processo foi lançado em 2001 e deveria ter sido concluído em 2005. Mas os países não se entendem sobre como deve ocorrer a liberalização dos setores agrícola e industrial.

Um dos pontos cruciais da discussão é a permissão para que países emergentes mantenham certas barreiras para a importação de produtos industriais. Para americanos e europeus, cada país deve ter apenas 10% de suas importações protegidas. O Brasil, alegando tentar salvar o Mercosul, exige que um número maior de linhas tarifárias possam ser protegidas.

Na semana passada, o embaixador brasileiro Roberto Azevedo disse que não haveria como negociar se as demandas do País não fossem atendidas. Índia e outros emergentes afirmam que não podem cortar suas tarifas em até 60%, como querem países ricos.

No setor agrícola, os países ricos alegam que não têm como fazer concessões no corte de tarifas e de subsídios se não obtiverem um “pagamento” dos emergentes em forma de acesso a seus próprios mercados.

Repercussão

Para Brown, a convocação para a reunião é um sinal de que o processo está em seu momento crítico. “Esse é o capítulo final das negociações”, afirmou. “Tenho certeza de que conseguiremos fechar a rodada.” O britânico disse que as atividades diplomáticas nos bastidores vão se intensificar nos próximos dias e que o G-8, o grupo dos países mais ricos do mundo, tratará do assunto em sua cúpula.

“Eu sei que isso (convocar uma reunião) representa um risco. Mas acho que temos mais de 50% de chance de chegar a um acordo”, afirmou Lamy. Antes do encontro, os mediadores das negociações apresentarão os novos rascunhos do acordo.

Mas o jogo de tentar encontrar um culpado para um fracasso já começou. O comissário de Comércio da Europa, Peter Mandelson, afirmou que um acordo agrícola já estava quase pronto, insinuando que só faltaria o compromisso dos emergentes, como o Brasil, de abrirem seus mercados para os produtos industriais. O Itamaraty se irritou com os comentários.

Para os americanos, ainda há muito trabalho pela frente. “Apesar de termos visto alguns progressos nos últimos dias, há muitas diferenças em capítulos como agricultura, manufaturas e serviços”, afirmou Sean Spicer, porta-voz do Escritório Americano para o Comércio.

Se um acordo não for fechado agora, a administração Bush terminará e o novo governo terá de ser incorporado ao processo. Por isso, já se fala que um fracasso em julho significaria que a negociação seria retomada apenas em 2010. Para os mais pessimistas, isso pode significar o fim de um processo.

Para os europeus, só haverá acordo se os demais países “mostrarem que estão dispostos a flexibilizar posições”. Na próxima semana, a França assume a presidência da União Européia e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, já disse que não está disposto a abrir seu mercado agrícola. “Não obtivemos nada em troca por enquanto.”

Jamil Chade

Fonte: O Estado de São Paulo
Data: 26/06/2008

20 comentários às 10:00 admin

JBS não teme restrição da justiça americana

O grupo JBS-Friboi não teme que o lobby do senador Herb kohl, contra as recentes aquisições da empresa nos Estados Unidos, seja aceito pelo Departamento de Justiça daquele país.

“É uma tentativa de pressão. Mas o Senado não tem nada a ver com a decisão, que é técnica”, disse Jerry Callaghan, diretor de Relações com Investidores do grupo. Segundo ele, a expectativa é que o departamento tome uma decisão entre 60 a 90 dias sobre as aquisições da Smithfield Beef Group e o National Beef Packing.

Ontem, o grupo anunciou ainda que continuará exportando para a Rússia, por meio de suas unidades fora de Goiás. O governo brasileiro comunicou a suspensão das exportações de carne bovina do estado para a Rússia depois da descoberta de um caso de estomatite vesicular. “É por isso que estamos presentes em vários estados”, explica o diretor. A unidade do JBS no estado responde por aproximadamente 10% da produção destinada à Rússia. O país é o único que, em acordo sanitário, suspende as compras quando a detecção da enfermidade, cujos sintomas se confundem com a febre aftosa.

Neila Baldi

Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 26/06/2008

58 comentários 26 de Junho de 2008 às 09:58 admin

Publicações anteriores


Minhas Publicações Recentes

Publicações por Mês

Estatísticas

Meta