Arquivo de Maio de 2008

Rússia impõe restrições às importações da Europa

A agência veterinária russa Rosselkhoznadzor está impondo restrições temporárias às importações de carne de 18 companhias processadoras da Europa alegando que seus produtos contêm substâncias nocivas à saúde, de acordo com reportagem da Interfax News Agency.

A Rosselkhoznadzor começará a restringir as importações de carne a partir de 22 de maio de três processadoras da Bélgica, cinco da Alemanha, duas da Espanha e oito da França. A agência disse que as restrições serão impostas porque o laboratório de testes descobriu que as carnes dessas empresas continham substâncias proibidas e nocivas.

As carnes enviadas antes de 22 de maio serão aceitas, mas serão tomadas amostras de cada lote para testes em laboratório.

Oficiais russos embargaram um lote de 18 toneladas de peixe da Bélgica recentemente e um de mais de 300 quilos de carne bovina holandesa sem a documentação adequada para garantir qualidade e segurança.

Fonte: Beefpoint
Data: 23/05/2008

11 comentários 26 de Maio de 2008 às 09:52 admin

Bezerro valorizado no MS

O preço do bezerro está em alta em Mato Grosso do Sul. Faltam animais para vender. Quem tem, ainda não quer se desfazer.

A propriedade do criador Francisco Maia fica no município de Campo Grande. Ele se especializou na cria dos animais. Mantém os bezerros até a desmama, quando eles completam um ano de idade. Ele contou que possui 300 cabeças, metade do que tinha há dois anos. O animal está muito valorizado. Mas ele disse que vai esperar mais 20 dias para fechar negócio.

“Os produtores que estão com a situação financeira não muito endividada. Ele pode segurar um pouco até que o mercado se estabeleça. Para mim é vantagem segurar porque tenho condições, tenho pasto. Então, eu posso segurar. Quem não tem, tem que vender”, falou Maia.

Com a procura em alta e a oferta em baixa, um bezerro bom, de 200 quilos, chega a valer cerca de R$ 700,00 a R$ 800,00 no Estado. Só este ano, o preço da bezerrada acumula alta de 40%.

Na comparação com maio do ano passado, a alta já é de 100%. Esse aumento é visto com preocupação pelos pecuaristas que precisam comprar os bezerros para continuar o ciclo da atividade, ou seja, a recria e a engorda.

O criador Leôncio Neto disse que só terá bois prontos para o abate daqui a seis meses. Ele acha que na reposição desses animais a margem de ganho vai diminuir por causa da alta que vem acontecendo com os bezerros.

“Hoje, por exemplo, o boi gordo não está acompanhando a mesma alta do bezerro porque os custos de produção também estão aumentando muito”, avaliou Neto.

Fonte: Globo Rural
Data: 23/05/2008

22 comentários às 09:44 admin

Insumos podem ficar ainda mais caros a partir de agosto

Em ano de reforma tributária, a renovação de benefícios fiscais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) está mais complicada. E, mais recentemente, entrou no páreo a renovação do incentivo para insumos agrícolas (defensivos, fertilizantes, sementes e máquinas agrícolas). Na última reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em abril, o representante do estado de Mato Grosso negou-se a prorrogar o incentivo de 60% sobre o ICMS nas transações interestaduais até 31 de dezembro e propôs a renovação apenas até 31 de julho. “Na prática, em 1 de agosto, os insumos serão taxados com tarifa cheia. Isso causará um impacto de, no mínimo, 10% nos preços”, calcula o secretário-executivo da Associação Paulista dos Produtores de Sementes (APPS). A alíquota total de ICMS para insumos agrícolas varia de 12% a 18%, dependendo do estado.

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder de Moraes Dias, assumiu que negar-se a prorrogar essa e outras renovações de benefício fiscal por mais de 90 dias foi a maneira encontrada pelo estado para continuar negociando o aumento da participação de Mato Grosso no repasse de recursos de compensação da Lei Kandir. “A intenção dos membros do Confaz era de, em 2008, renovar a participação de 4,46% no total de recursos distribuídos aos estado para compensação da Lei Kandir. Tive que votar contra tudo, abandonar a reunião para conseguir o coeficiente de 7,12. E, para 2009, precisamos aumentar esse valor para 12%, pois o Confaz tem informações distorcidas sobre as exportações de Mato Grosso”, defende o secretário, referindo-se ao volume de produtos do estado que são exportados pelos portos do Sudeste, portanto, não contabilizados nas estatísticas oficiais.

Ele afirma que, se o estado não tivesse sido duro na negociação para mudar o coeficiente de 4,46 para 7,2, perderia este ano R$ 150 milhões no repasse da Lei Kandir. “Mato Grosso representa 12% das exportações brasileiras, por isso, para o ano que vem esse coeficiente tem que subir para esse percentual. “Mato Grosso sempre foi levado na mão grande pelos estados maiores, que se apropriaram de recursos nossos. Se tivesse aprovado essa medida para dezembro, não teríamos como negociar”, afirma o secretário.

O benefício fiscal de 60% de ICMS aos insumos agrícolas - convênio ICMS 100/97 - existe desde 1997 e, desde então, vem sendo prorrogado, na maior parte das vezes, para período de dois anos. Neste ano, a proposta inicial, votada na reunião ordinária do Confaz de 4 de abril, era de prorrogar até 31 de dezembro, que já é um prazo curto dentro da média dos últimos anos. E Mato Grosso propôs a renovação para um período ainda mais curto, até 31 de julho. André Paiva, presidente da Comissão Técnica Permanente do ICMS (Cotepe) no Confaz, diz que os prazos têm sido mais curtos neste ano por causa da guerra fiscal - benefícios fiscais concedidos pelos estados à margem do Confaz. Também motiva esse movimento de prazos mais curtos o fato de estar em negociação a reforma tributária. “Trata-se de um elemento de negociação e discussão”, avalia Paiva ponderando que, anualmente, os membros dos 27 estados que compõem o Confaz, têm encontrado acordo.

José Roberto Da Rós, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), explica que à indústria só cabe repassar os impostos, portanto, se esse benefício cair, o consumidor é que sentirá o impacto. Somente no que se refere a defensivos agrícolas, o benefício impede que US$ 350 milhões de dólares (R$ 600 milhões) sejam repassados ao consumidor, segundo Da Rós. “Tivemos US$ 5,3 bilhões em vendas no ano passado. Portanto, esse incentivo representaria 6,6% de alta no preço desses defensivos”, calcula o executivo do Sindag.

Nos últimos doze meses, segundo a entidade, não houve alta nos preços dos defensivos, com exceção do glifosato (produto para combater plantas daninhas), cujo preço elevou-se 40% no mercado brasileiro, dependendo da formulação. “Trata-se de um aumento desnecessários. Esperamos que os estados cheguem a um acordo”, acrescenta.

Rui Prado, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) é enfático ao afirmar que não há mais espaço para subir preços. No estado, somente os fertilizantes subiram 36% neste ano e 300% em três anos, segundo levantamento da entidade. “Já nos posicionamos firmemente com o governo estadual. Eles têm de chegar a um entendimento. Isso será a gota d‘água”, afirma Prado.

Carlos Sperotto, presidente da Comissão de Crédito da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), critica a discussão no Confaz, justamente no momento em que o setor está pressionando o governo para desonerar fertilizantes e defensivos de impostos. “O mundo está a aclamar por alimento e esse tipo de medida só faria os preços dos produtos alimentícios subirem ainda mais. Isso não pode ser admitido”, reitera Sperotto.

Fabiana Batista

Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 23/05/2008

33 comentários às 09:41 admin

Consumo de frango vai superar o de carne

O consumo mundial de frango deverá provavelmente crescer nos próximos anos mais do que a demanda por carne de porco e até a bovina. A principal razão é que as carnes de aves vão continuar a ser mais baratas, uma vez que os preços recordes das rações vão elevar ainda mais os preços da carne vermelha, acredita Robert Feldman, chefe de pesquisa econômica do Morgan Stanley, em Tóquio.

“O comércio global de frangos deverá se acelerar, já que os consumidores buscam sempre os melhores preços”, acrescentou Feldman em um relatório divulgado quarta-feira. “A criação de frangos requer menos grãos e gera um grau menor de poluição do que a de bois e de porcos. Assim, a tendência é de maior consumo de frango e de a demanda pelas carnes de boi e de porco cair”.

Grãos

O milho, o principal ingrediente das rações animais, teve alta de 56% nos últimos 12 meses, registrando preços recordes este mês. A produção de carne de porco e de boi exige muita ração e os produtores serão obrigados a aumentar os preços mais do que os de aves, explicou Feldman. A aceleração das vendas deverão beneficiar mais os criadores, as empresas que processam frangos e as que fornecem serviços e equipamentos para o setor, disse ele.

Como os preços mais altos dos grãos puxam os preços da carne para cima, haverá naturalmente uma tendência de os compradores de todo o mundo buscarem os melhores preços”, disse Feldman, que, no entanto, não forneceu recomendações específicas sobre as ações das empresas avícolas.

Nos Estados Unidos, os preços da carne de boi no atacado aumentaram 5,9% este ano, para US$ 1,5593 a libra-peso e os da carne de porco saltaram 41%, para 81,68 centavos de dólar a libra-peso, devido à alta da demanda interna e externa, segundo mostram os dados do Departamento de Agricultura dos EUA (Usda, na sigla em inglês). Os preços do frango inteiro aumentaram 8,8% desde janeiro, para 83,5 centavos a libra-peso, segundo mostram os dados divulgados pelo Usda.

Etanol

Os preços do milho aumentaram de cerca de US$ 2,05 o bushel em junho de 2001 para o recorde de US$ 6,39 em 9 de maio deste ano à medida que a demanda global por carne aumentou e os EUA elevaram o uso do cereal para fabricar o combustível alternativo etanol.

Com a alta nos preços das rações, o custo de engorda do gado para produzir carne de boi de qualidade deve aumentar 70,5 centavos de dólar a libra-peso, enquanto que o custo de carne mais barata terá alta de 49,4 centavos de dólar a libra-peso, previu Feldman. Para engordar porcos, o custo vai aumentar 28,2 centavos de dólar a libra-peso enquanto que o de alimentar frangos terá alta de 14,1 centavos de dólar a libra-peso, diz o documento.

Algumas empresas já aumentaram a produção de carnes mais baratas. O OAO Cherkizovo Group, sediado em Moscou e o maior produtor de carne da Rússia, informou que aumentou o processamento de carne de porco e frango no primeiro trimestre, enquanto os preços da carne de boi sofriam altas.

A produção de frangos teve crescimento de 6 por cento no primeiro trimestre, para 41.500 toneladas. A produção de carne de porco foi aumentada para 10.000 toneladas, de 4.000 toneladas no mesmo período de 2007, informou a empresa.

Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 23/05/2008

1 comentário às 09:37 admin

ONU alerta que preços dos alimentos devem continuar altos

Um relatório divulgado nessa quinta-feira (22) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) alerta que os preços dos alimentos no mundo devem continuar altos. A informação é da BBC Brasil.

O estudo mostra que uma das conseqüências é que, pela primeira vez, o custo total de importação de alimentos globalmente deve passar de US$ 1 trilhão.

Os países pobres que importam mais alimentos do que exportam serão os mais afetados, já que devem ter de pagar quase US$ 170 bilhões neste ano para importar esses produtos, um aumento de 40% em relação ao ano passado.

Segundo o relatório, embora os preços tenham caído um pouco nas últimas semanas, o aumento na demanda e a necessidade de repor estoques devem fazer com que os preços se mantenham elevados.

“Comida não é mais um produto barato como no passado. O aumento no preço dos alimentos deve fazer com que os níveis inaceitáveis de privações sofridos por 854 milhões de pessoas piorem ainda mais”, disse o diretor-geral assistente da FAO, Hafez Ghanem.

Por outro lado, o estudo indica que também há sinais encorajadores. Os preços altos levaram a um aumento na produção de alguns alimentos e, por isso, as próximas colheitas devem ser boas. No caso do trigo, por exemplo, a FAO prevê um aumento de quase 9%.

O organismo internacional também afirma que o mundo está melhor preparado para lidar com uma crise global de alimentos. Mas o cultivo voltado para a produção de biocombustíveis deve impedir que a produção de alguns alimentos também aumente.

A produção de carne deve aumentar, apesar do custo alto para alimentar animais nas fazendas. Isso porque a demanda por carne vem aumentando rapidamente à medida que a renda da população em países em desenvolvimento aumenta.

Fonte: Agência Brasil
Data: 23/05/2008

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Brasil avança nas negociações para exportação de carne para os EUA

As diferenças regulatórias entre Brasil e Estados Unidos para a abertura de mercado de produtos agropecuários foi um dos principais temas abordados nos dois dias da terceira edição do Comitê Consultivo Agrícola Brasil -Estados Unidos, realizado em Brasília, em 19 e 20 de maio. Durante o encontro, os representantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) se comprometeram em agilizar os trâmites para a análise de risco das carnes brasileiras, principais produtos afetados por estas divergências.

“No caso do Brasil, a aprovação para a importação de um produto do agronegócio começa e termina no Ministério da Agricultura. Já nos EUA, este processo, chamado “análise de risco”, composto por onze passos, é conduzido inicialmente pelo Departamento de Agricultura, seguido por análise de impacto econômico para o consumidor e o produtor, passando ainda por consulta pública e, finalmente, segue para a aprovação do congresso americano”, explica o diretor de Assuntos Sanitários e Fitossanitários da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luiz Carlos de Oliveira. “O trâmite americano vai além do que preconiza o Acordo de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio (OMC), que somente prevê a análise sanitária e fitossanitária”, completa.

Um dos resultados desta negociação foi o anúncio, pela delegação americana, da garantia de uma missão para avaliar o sistema de saúde animal, a Santa Catarina, entre os dias 9 e 13 de junho. Esta já representa uma segunda etapa da análise de risco para a abertura de mercado de carne suína de Santa Catarina para os EUA. Cumprida a parte de saúde animal, a próxima etapa será a aprovação de indústrias, que é feita por outro órgão do USDA.

Oliveira diz que outro importante progresso foi a definição de conclusão técnica da análise de risco para carne bovina brasileira, em que foi reforçado o pleito para aprovação de uma cota. Essa medida já seria importante para sinalizar a abertura dos EUA ao Brasil a mercados que levam em consideração o posicionamento americano, como é caso do México, países da América Central e Japão.

Manga - Uma outra decisão anunciada pela delegação americana foi a redução de inspetores dos EUA nas casas de embalagens de mangas do Brasil. A inspeção pelos americanos é uma das exigências para a exportação da fruta àquele país. A diminuição do número de fiscais é o primeiro passo para que as auditorias passem a ser feitas somente pelos profissionais brasileiros, reduzindo os custos operacionais para os produtores. A medida representa o reconhecimento da equivalência do sistema de inspeção brasileiro do governo americano. Atualmente, os maiores produtores de manga do País estão em Juazeiro/BA e Petrolina/PE.

Fonte: MAPA
Data: 23/05/2008

3 comentários às 09:28 admin

Carne ’sustentável’ é nova aposta do varejo

A pressão de ONGs sobre as condições de produção da carne - que, em muitos casos, envolve polêmicas como o desmatamento da Amazônia e uso de trabalho escravo - está levando redes varejistas a investirem na chamada “carne sustentável”, produzida em condições menos agressivas ao ambiente e com respeito às leis trabalhistas.

Redes como o Pão de Açúcar e o Carrefour estão treinando seus fornecedores para que passem a adotar normas socioambientais em seus sistemas de produção de carne. No caso do grupo Pão de Açúcar, a receita para chegar ao bife socialmente correto implicou no treinamento de fazendeiros, por meio de uma parceria entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Instituto Ethos, que consumiu recursos de US$ 74 mil. O programa teve início em 2005. Além de fomentar boas práticas nas fazendas, o programa teve foco no desenvolvimento da qualidade da carne, com rastreamento da produção.

O Carrefour informa que também adota, desde 1999, critérios de qualidade e responsabilidade social no contrato com os fornecedores. O programa da rede varejista, batizado de Garantia de Origem, prevê acompanhamento e auditorias nas fazendas. O contrato exige que as propriedades estejam à frente da legislação brasileira em itens como respeito às leis sanitárias, ambientais e trabalhista. Hoje, 40% da carne bovina comercializada pela rede tem o selo que identifica o programa. Além de carne, o programa engloba também peixes e hortifrúti.

Fonte: Agência Estado
Data: 21/05/2008

19 comentários às 09:21 admin

Produtores rurais argentinos anunciam suspensão de protestos

As principais associações de produtores rurais da Argentina decidiram nessa segunda-feira suspender mais uma vez os protestos que realizam em todo o país e retomar as negociações com o governo.

Segundo os produtores, os protestos serão suspensos a partir de quarta-feira, quando o governo vai receber líderes rurais para discutir possíveis mudanças nos impostos que provocaram as manifestações.

Os protestos do setor rural argentino foram iniciados em março, motivados pelo aumento de impostos sobre as exportações agropecuárias, principalmente de soja.

As manifestações envolveram o bloqueio de estradas e panelaços nas principais cidades argentinas, provocaram desabastecimento no país e se transformaram na maior crise enfrentada pela presidente Cristina Kirchner desde que assumiu o poder, em dezembro passado.

Os produtores chegaram a manter uma trégua de um mês, mas retomaram os protestos no início de maio, após o fracasso das negociações com o governo.

Avanços

Segundo o correspondente da BBC em Buenos Aires Max Seitz, apesar dos fracassos anteriores, analistas acreditam que desta vez há a possibilidade real de avanços no diálogo entre produtores e governo.

Analistas afirmam que as posições parecem ter se “suavizado” e a população argentina demonstra estar cansada do conflito, diz Seitz.

Na semana passada, Cristina Kirchner já havia transmitido uma mensagem em tom conciliador, apesar de não ter feito referência direta ao setor rural.

Na ocasião, a presidente disse que “os enfrentamentos só serviram para dividir o povo” e convocou “todos os argentinos, sem distinção, a debater e discutir em um marco democrático”.

No entanto, o governo disse que não conversaria com os dirigentes rurais enquanto os protestos fossem mantidos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: O Globo Online
Data: 20/05/2008

Adicionar comentário 20 de Maio de 2008 às 11:31 admin

Independência lucra no primeiro trimestre

A negociação das dívidas e a desvalorização do dólar permitiram ao frigorífico Independência S.A. encerrar o primeiro trimestre do ano com lucro 146,3% maior ao mesmo período de 2007, totalizando R$ 7,6 milhões. A empresa, que não tem capital aberto, teve uma receita líquida 11,6% superior, na mesma comparação, somando R$ 306,2 milhões. A margem Ebtida, no entanto, caiu de 16,7% para 16,2%. Das quatro empresas do setor que divulgaram seus balanços do trimestre, duas tiveram prejuízo e as outras duas, lucro.

O diretor-financeiro da empresa, Tobias Bremer, explica que, como a dívida do frigorífico está atrelada ao dólar e houve renegociação de débitos a custos menores, o frigorífico encerrou o trimestre com lucro superior ao do mesmo período de 2007. A relação dívida líquida e Ebtida, que estava em 4,15 vezes, no quarto trimestre, caiu para 3,9 vezes. É a segunda vez que o Independência divulga seus resultados, mas Bremer diz que, apesar de preparada para a abertura de capital, o momento atual do mercado não é o adequado.

Bremer acrescenta que, em relação ao último trimestre, a margem Ebtida da empresa melhorou, mas caiu na comparação com o mesmo período de 2007 - considerada pela empresa como alta. Segundo o diretor, o índice, superior a outras empresas do setor, se deve ao tipo de produto que o Independência trabalha com o negócio do couro, por exemplo, além da uso maior da capacidade instalada, por volta de 80% - quando a média no País está em 50%. Ele argumenta também que há redução nos custos de logística, com as última aquisições da empresa, nesta área. Diferente da média brasileira, que registrou queda nos abates no primeiro trimestre, o Independência aumentou em 3,3% em relação ao ano passado, com a entrada da nova planta de Juína (MT) em funcionamento. A meta da empresa é encerrar o ano com capacidade instalada de 12 mil abates por dia - 85% em uso. “As novas plantas são localizadas em regiões com amplo fornecimento de gado, de forma estratégica”, garante Bremer.

Os investimentos do frigorífico no trimestre totalizaram R$ 12,8 milhões e a previsão para o ano é de R$ 50 milhões a R$ 60 milhões. No ano passado o volume aportado foi de R$ 170 milhões.

Neila Baldi

Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 20/05/2008

Adicionar comentário às 11:29 admin

Investment Grade e etanol impulsionam os preços das terras

A elevação do Brasil a Investment Grade (Grau de Investimento), a valorização dos grãos nos mercados externo e interno e a disputa por área entre biocombustíveis e alimentos estão dando grande sustentação aos preços da terra no Brasil. A afirmação é da analista Jacqueline Bierhals, responsável pelo relatório de análise do mercado de terras da consultoria AgraFNP, que destaca a grande participação de grupos estrangeiros e fundos de investimentos no agronegócio brasileiro.

Segundo ela, o levantamento bimestral da AgraFNP revela que o preço médio das terras destinadas à agropecuária no País foi de R$ 4.135 por hectare no período de março-abril de 2008, com aumento nominal médio de 16,3% em relação ao mesmo período do ano passado e de 35,2% em comparação aos valores de 2006.

A analista diz que outro assunto acompanhado de perto por este mercado é mudança no Ministério do Meio Ambiente, com a saída de Marina Silva. “A Floresta Amazônica deve ocupar a pauta das discussões ambientais por muito tempo ainda. A questão é que o Brasil tem uma grande quantidade de área de pastagens degradadas que podem ser convertidas em lavouras, sem que se mexa na Amazônia. Por outro lado, o governo federal, através do PAC, pretende estimular o desenvolvimento na Amazônia. Resta saber como o novo ministro irá se posicionar frente ao tema.”

O relatório divulgado nesta segunda pela AgraFNP mostra que as terras para cultivo de grãos continuam puxando os negócios. “A procura de terras para a produção de biocombustíveis também continua aquecida, sobretudo nas fronteiras agrícolas. Por outro lado, em São Paulo, maior estado produtor de cana-de-açúcar no Brasil, o mercado encontra-se bastante travado e com leve diminuição na demanda por terras”, diz a analista.

A AgraFNP destaca neste bimestre o movimento de terras que a agroindústria de frango e de leite tem trazido a algumas regiões específicas. Em Mato Grosso, a instalação de abatedouros de frango na região de Sorriso/Lucas do Rio Verde trouxe forte aquecimento para o mercado de terras. Já em Ponta Grossa no Paraná, a bovinocultura de leite é que vem dando sustentação à compra e venda de terras.

Na média do bimestre, a região Centro-Oeste teve a valorização mais expressiva: de 40,1% na comparação com 36 meses atrás. Mas foi no Norte onde se registrou a maior apreciação de preços no período, de 818% na área de mata em Macapá, estado do Amapá. No Nordeste a alta foi de 39,3%. As regiões Sudeste e Norte tiveram valorizações médias muito próximas, de 35,4% e 35,2%, respectivamente. Por fim, a região Sul apresentou 29,7% de valorização e já ultrapassa os preços médios da região Sudeste.

Fonte: O Estado de São Paulo
Data: 20/05/2008

18 comentários às 11:28 admin

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