Independência lucra no primeiro trimestre
20 de Maio de 2008 às 11:29 admin | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 239
A negociação das dívidas e a desvalorização do dólar permitiram ao frigorífico Independência S.A. encerrar o primeiro trimestre do ano com lucro 146,3% maior ao mesmo período de 2007, totalizando R$ 7,6 milhões. A empresa, que não tem capital aberto, teve uma receita líquida 11,6% superior, na mesma comparação, somando R$ 306,2 milhões. A margem Ebtida, no entanto, caiu de 16,7% para 16,2%. Das quatro empresas do setor que divulgaram seus balanços do trimestre, duas tiveram prejuízo e as outras duas, lucro.
O diretor-financeiro da empresa, Tobias Bremer, explica que, como a dívida do frigorífico está atrelada ao dólar e houve renegociação de débitos a custos menores, o frigorífico encerrou o trimestre com lucro superior ao do mesmo período de 2007. A relação dívida líquida e Ebtida, que estava em 4,15 vezes, no quarto trimestre, caiu para 3,9 vezes. É a segunda vez que o Independência divulga seus resultados, mas Bremer diz que, apesar de preparada para a abertura de capital, o momento atual do mercado não é o adequado.
Bremer acrescenta que, em relação ao último trimestre, a margem Ebtida da empresa melhorou, mas caiu na comparação com o mesmo período de 2007 - considerada pela empresa como alta. Segundo o diretor, o índice, superior a outras empresas do setor, se deve ao tipo de produto que o Independência trabalha com o negócio do couro, por exemplo, além da uso maior da capacidade instalada, por volta de 80% - quando a média no País está em 50%. Ele argumenta também que há redução nos custos de logística, com as última aquisições da empresa, nesta área. Diferente da média brasileira, que registrou queda nos abates no primeiro trimestre, o Independência aumentou em 3,3% em relação ao ano passado, com a entrada da nova planta de Juína (MT) em funcionamento. A meta da empresa é encerrar o ano com capacidade instalada de 12 mil abates por dia - 85% em uso. “As novas plantas são localizadas em regiões com amplo fornecimento de gado, de forma estratégica”, garante Bremer.
Os investimentos do frigorífico no trimestre totalizaram R$ 12,8 milhões e a previsão para o ano é de R$ 50 milhões a R$ 60 milhões. No ano passado o volume aportado foi de R$ 170 milhões.
Neila Baldi
Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 20/05/2008
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