Arquivo de Maio de 2008

Ruralistas argentinos vão retomar protestos

O governo argentino cancelou ontem reunião com representantes agrícolas após um discurso agressivo em uma manifestação dos produtores contra a presidente Cristina Kirchner. O encontro havia sido marcado para tentar identificar potenciais mudanças num sistema de tarifas flutuantes aplicadas às exportações, mas o governo decidiu que não havia condições para negociar.

Diante da decisão “definitiva” do governo, os produtores argentinos marcaram para hoje a retomada dos protestos pela alta das taxas sobre exportações de grãos. Os lideres dos agricultores consideraram a atitude como uma nova provocação do governo.

Já o chefe de gabinete, Alberto Fernández, declarou que esperava mais responsabilidade por parte dos dirigentes rurais. “Com esse tipo de discurso agressivo, parece-me que pretendem impedir o diálogo. Quem rompeu o diálogo foi o campo”, disse.

Durante concentração rural no domingo, à qual compareceram alguns políticos de oposição, líderes do setor acusaram a presidente de não defender de maneira igualitária os interesses de todos os argentinos. Um deles pediu que Cristina deixasse de mentir à população.

Luciano Miguens, presidente da Sociedade Rural Argentina, lembrou que o governo demonizou o setor e disse que era um “erro” encerrar as negociações. “Fala-se de ofensa, mas o que se disse do campo? Que éramos especuladores, golpistas, desestabilizadores”.

Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 27/05/2008

59 comentários 27 de Maio de 2008 às 10:37 admin

Paraná poderá exportar animais vivos

A recuperação do status sanitário de área livre de febre aftosa com vacinação do Paraná deverá levar o Estado a conquistar um outro mercado: a exportação de animais vivos para a Europa. Segundo o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Alexandre Lopes Kireeff, as características do rebanho estadual - formado a partir do cruzamento entre raças européias e zebuínos - despertou interesse de importadores europeus e árabes. Ele, inclusive, acredita que alguns negócios devem ser fechados ainda neste ano.

A Rural recebeu a visita, em 2007, de integrantes de uma associação italiana de exportação e importação de carnes e tem sido alvo de consultas de grupos árabes. A intenção, de acordo com Kireeff, é a comercialização de bezerros. ‘‘A União Européia tem retirado subsídios para a produção de carnes, tornando menos competitiva a produção’’, comenta Kireeff. Ele acrescenta que os animais fruto do cruzamento têm temperamento mais dócil e são adaptados ao clima europeu. Inclusive, a comercialização nestes moldes já é feita pelo Rio Grande do Sul e pelo Pará.

‘‘Mas a retomada do status é a ratificação da organização mais importante do mundo de que nosso rebanho é saudável e que estamos habilitados a disputar os principais mercados’’, comenta o presidente da Rural. Ele lembra que a União Européia consome cortes mais nobres, pagando bem por isso. Kireeff também não acredita que o preço da arroba bovina vá subir em função da retomada do status. ‘‘Como vários Estados também recuperaram o status não deverá haver impactos ao consumidor. Talvez a médio prazo (6 meses) poderá ocorrer elevação de preços dos cortes mais valorizados’’, avalia.

Para o pecuarista André Carioba, presidente da Associação Nacional dos Produtores de Bovinos de Corte (ANPBC), a notícia da recuperação do status sanitário é boa. ‘‘Mas infelizmente chegou atrasada. Esperamos mais de dois anos por causa de uma doença infecciosa que não existiu; não foi isolado qualquer vírus de aftosa’’, reitera. No entanto, ele acrescenta que o episódio poderá servir de lição para que o fato não volte a ocorrer. ‘‘Também pode gerar algum reflexo no preço da arroba porque os custos de produção aumentaram absurdamente. É alarmante’’, observa.

Segundo ele, subiram as cotações de vários insumos, como vacinas, sal mineral, menejo, óleo diesel e adubos. Somente o custo do sal mineral teria aumentado cerca de 80%. ‘‘Os ganhos com a arroba não foram repassados integralmente porque os pecuaristas já vinham perdendo. As empresas repassam mais rapidamente o aumento dos preços dos insumos e quem mais sai perdendo são os pecuaristas e os consumidores’’, diz.

Fonte: Folha de Londrina
Data: 27/05/2008

29 comentários às 10:34 admin

Boi gordo: Disparada em dólar

As cotações da arroba do boi gordo quase dobraram em dólar de maio do ano passado para cá, apontou levantamento da Scot Consultoria divulgado ontem. Em Redenção, no Pará, o salto foi de 92% no intervalo, para US$ 41,41 na média deste mês (até dia 23). Foi a maior valorização apurada pela Scot, mas houve altas expressivas também no sudoeste de Rondônia (82,3%, para US$ 42,60), no norte de Mato Grosso (79,5%, para US$ 42,68), no noroeste do Paraná (71,6%, para US$ 46,63), na paulista Bsarretos (70,1%, para US$ 48,11) e na sul-mato-grossense Dourados (69,7%, para US$ 46,27). A Scot realça que os ganhos observados refletem um aumento em moeda brasileira e a desvalorização do dólar em relação ao real - de 16% nos últimos doze meses até agora.

Fonte: Valor Econômico
Data: 27/05/2008

17 comentários às 10:31 admin

Uruguaios otimistas com resultado da auditoria dos EUA

Finalizou na semana passada a auditoria sanitária dos Estados Unidos no Uruguai e, segundo informações oficiais do país, o resultado foi positivo, informou o El País.

Durante 15 dias, um técnico do Serviço de Inspeção Sanitária Animal e Vegetal (Animal and Plant Health Inspection Service - APHIS) dos EUA fez auditoria do processamento da carne bovina uruguaia, revisou documentações oficiais que apóiam a condição sanitária do país, assim como o cumprimento das normas.

Oficiais uruguaios estão otimistas com o resultado desta nova auditoria no país, uma das mais exigentes e meticulosas dos últimos anos. O auditor visitou 11 frigoríficos e armazéns frigoríficos que formam uma lista de 23 empresas habilitadas para exportar aos EUA.

Segundo fontes oficiais consultadas pelo El País, há uma planta frigorífica observada dentro das 11 visitadas, mas são observações “menores”. Agora, a empresa terá 30 dias para resolver as observações do auditor que, segundo informado, “são solucionáveis”.

No mês que vem chegará no Uruguai outra missão sanitária dos EUA, desta vez, centrada em determinar se o Uruguai está cumprindo com o sistema de equivalências que os EUA aplicam em suas empresas, para evitar o aparecimento de novos casos de Escherichia coli O157:H7.

Desde janeiro, quando os EUA realizaram o maior recolhimento de carne de sua história, a Direção Geral de Serviços Pecuários do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) do Uruguai conseguiu que as autoridades do APHIS aprovassem o sistema de equivalências criado para não interromper as exportações de carnes, principalmente aquelas com destino à fabricação de hambúrgueres. Agora, essa missão vem comprovar que esse sistema está sendo cumprido.

Fonte: Beefpoint
Data: 26/05/2008

16 comentários às 10:28 admin

Carnes: Rússia pretende proibir produto congelado na industrialização

Os bancos já começam a fugir dos investimentos na área de processamento devido aos “altos riscos políticos”.

Anunciada no início deste mês pelo Ministro da Agricultura da Rússia, a intenção do governo de proibir o uso de carne congelada para a produção de industrializados permanece, informa o AviSite. De acordo com o diário moscovita Kommersant, o diretor do Rospotrebnadzor (órgão que trata dos direitos, da defesa e do bem-estar do consumidor), Gennady Onischenko, já preparou um esboço com normas sanitárias e epidemiológicas que regulam a questão.

Aproximadamente 98% de todas as carnes importadas pela Rússia são congeladas, e cerca de um terço desse produto é utilizado na fabricação de subprodutos. Mas, se a proposta do Rospotrebnadzor - batizada de “SanPiN” - for oficializada, os importadores vão ter que procurar novos canais para a comercialização do produto importado, enquanto as empresas processadoras de carnes terão que encontrar novos fornecedores.

Adequações e altos investimentos - Pelas proposições do “SanPiN”, na fabricação de derivados de carnes será permitida somente a utilização de produto in natura resfriado e “não congelado”; é citado ainda que “dados científicos” apontam que a carne congelada “apresenta um efeito negativo significativo sobre o organismo humano”.

Em 2007, a Rússia importou 733 mil/t de carne bovina, 672,3 mil/t de carne suína e 1,280 milhão/t de carnes avícolas, totalizando US$ 9,2 bilhões. Cerca de 30% de todas as carnes avícolas importadas têm como destino a industrialização e, entre as carnes bovina e suína, esse índice chega a 45%. “Para atender às novas medidas, o setor terá não só que redesenhar 99% do atual sistema tecnológico de processamento de carnes, mas também alterar todo o sistema de transporte, planejado para transportar carne congelada a -18ºC”, comenta o executivo de uma empresa processadora.

Dmitry Kolokatov, diretor da Agrica PP, calcula quanto vai custar a mudança: “Uma planta processadora com capacidade de produção de 20 mil toneladas/dia requer instalações de refrigeração para, pelo menos, 4.000 t de produto in natura. Isso custa entre 12 a 17 milhões de euros. Mas, neste caso, mais câmaras frigoríficas serão necessárias para estocar a carne resfriada. Não é só, porém: toda a linha de processamento precisará ser alterada, investindo mais 13 a 18 milhões de euros. Na realidade, teremos que partir praticamente do zero, pois os processos de industrialização utilizando um e outro tipo de carne diferem totalmente”, disse Dmitry ao Kommersant.

Fonte: Portal DBO
Data: 26/05/2008

15 comentários às 10:23 admin

Fundos negociam até 8 vezes mesma safra

Risco maior e irracionalidade. Esses são os novos “perigos” para as negociações no mercado agrícola internacional. Os riscos são trazidos, em boa parte, por novos fundos que, em busca de diversificação de mercados para atuar, descobriram os agrícolas no momento em que a demanda por eles explode com o apetite voraz por alimentos dos mercados emergentes gigantes, como China e Índia. Essa inflação agrícola (já batizada de “agflação”) vem gerando distúrbios sociais em países consumidores e ganhos em produtores, como o Brasil.

O ritmo acelerado de negociações no mercado futuro chega a girar 22 safras anuais de soja. Só os fundos são responsáveis por 8 dessas safras. Em 2007, o mercado futuro agrícola da Chicago Board of Trade negociou 7,3 bilhões de toneladas de milho, 4,3 bilhões de soja e 2,7 bilhões de trigo. A produção física desses produtos, em 2007, foi de 780 milhões, 220 milhões e 606 milhões de toneladas, respectivamente.

Volumes maiores de negociações esquentaram os preços, que passaram a ter variações bruscas, chamadas pelo mercado de “volatilidade”. Essas oscilações seguem entradas e saídas dos fundos e trazem riscos.

Esses riscos, no entanto, não desagradam aos participantes do setor. Para os produtores, podem significar preços maiores. Para os investidores, a chance de uma margem maior de lucro nas operações. Para as Bolsas, maior liquidez, o que tornam ainda mais atraentes as operações nessas instituições.

Esse mercado voraz exige cada vez mais profissionalismo. Do contrário, empresas e produtores podem ser liquidados quando estiverem do lado errado da tendência do mercado. Foi o que ocorreu com empresas do Meio-Oeste dos EUA e do Centro-Oeste brasileiro. No caso brasileiro, uma tradicional empresa de Goiás não conseguiu honrar os compromissos no mercado de Chicago.

Os produtores brasileiros não ficaram isentos a essa volatilidade. No ano passado, negociaram parte da safra com valores até inferiores a US$ 9 por saca. A soja superou os US$ 30.
Um dos grandes produtores de soja de Mato Grosso vendeu a soja por valores inferiores a US$ 10 por saca e, na hora da entrega, rompeu os contratos. O caso foi para a Justiça.

Operações na BM&F

Não é só no exterior que aumentaram as operações agrícolas. A BM&F, agora BM&F Bovespa S.A., pode negociar US$ 45 bilhões neste ano no mercado agropecuário. No ano passado, foram US$ 24,3 bilhões. Em 2006, US$ 12,5 bilhões.

“O mercado atual é dominado por imprevisibilidade e irracionalidade impressionantes”, diz Fernando Muraro, da Agência Rural. Há cinco anos, oferta, demanda, chuva e seca direcionavam os preços do mercado futuro de grãos. Nos últimos anos, se perdeu essa formação básica e “a volatilidade [dos preços], que historicamente era de 20%, foi a 50%”, afirma.

Victor Abou Nehmi Filho, gerente da Sparta, administradora de fundos de investimento, diz que os fundos não influenciam nos preços finais do produto, “mas dão volatilidade”. Os fundos operam sob as mesmas regras técnicas e públicas a que todos têm acesso. A entrada ou saída desses fundos no mercado pode, no entanto, provocar alterações bruscas nos preços, admite ele.

Ivan Wedekin, diretor de Produtos do Agronegócio e Energia da BM&F, concorda. “Os fundos não geram os fundamentos do mercado -aumentam ou diminuem a febre [dos preços]”, que vem da oferta e da demanda.
“Os fundos não criam mercados, mas apenas vão onde existe liquidez. Quem cria os mercados são os “hedgers” -cooperativas, traders, exportadores etc.”, diz Wedekin.

Muraro insiste em que os preços atuais têm algo mais do que oferta e demanda. “O mercado viveu, em 2007, com os maiores estoques de soja da história. Mesmo assim, os preços explodiram.” Isso mostra o lado irracional do mercado, diz.

Além de oferta e demanda

O diretor da Agrural diz, ainda, que oferta e demanda não explicam o fato de a saca de soja subir de US$ 17,60, em agosto de 2007, para US$ 35, em fevereiro, na Bolsa de Chicago. Em abril, já recuava para US$ 24.
“Essa “financeirização” do mercado veio para ficar e pode gerar novo boom para as commodities”, diz Muraro. Um desses sinais é a retomada de pressão dos preços do petróleo que, na sexta-feira, atingiram US$ 132 por barril em Nova York.

Apesar da imprevisibilidade e da irracionalidade do mercado, Muraro diz que a volatilidade não é ruim. Quem estiver no mercado tem de ser profissional para não ser atropelado.

É difícil mensurar, mas os volumes negociados no mercado futuro agropecuário são impressionantes. A alta se deve, em parte, aos novos milhares de fundos que se especializam em nichos, diz Muraro.
Começaram com ações na Dow Jones, passaram pela Nasdaq, migraram para as commodities minerais, petróleo e chegaram aos agrícolas.

Essas bruscas elevações de preços forçam produtores e empresas que trabalham no mercado físico a buscar saídas. Diz um operador que bancos e tradings já montam operações paralelas às de Chicago, em que as duas partes -fornecedor e usuário de matérias-primas- seguem a Bolsa, mas sem o pagamento dos ajustes diários, como os do mercado futuro.

Mauro Zafalon

Folha de São Paulo
Data: 26/05/2008

22 comentários às 10:12 admin

Stephanes: OIE declara 10 Estados livres de aftosa com vacinação

São Paulo, 26 - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje, em São Paulo, que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconheceu o status de área livre de febre aftosa com vacinação para dez Estados brasileiros e mais o Distrito Federal. São eles: Bahia,
Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins. A decisão foi comunicada ao ministro pela delegação do Ministério que está em Paris, sede da organização, segundo a assessoria de imprensa da pasta. O anúncio oficial é aguardado para esta terça-feira (27), em Paris, durante a 76ª Sessão Geral plenária da OIE.

Segundo Stephanes, o Mato Grosso do Sul ainda não foi reconhecido pela entidade como área livre da doença pois faltaram informações adicionais do ponto de vista técnico. “Essas informações serão entregues à OIE e, dentro de 60 dias, o status como área livre deve ser
reconhecido pela entidade internacional também para o Mato Grosso do Sul”, disse Stephanes. Com o reconhecimento da OIE, importantes Estados exportadores de carne como São Paulo e Paraná poderão voltar a embarcar carnes para países que pagam mais pelo produto, como o Chile e os da União Européia. O ministro descartou, no entanto, que a mudança no status possa incrementar a receita com
exportações no curto prazo, já que existe uma baixa oferta de animais para abate no mercado interno brasileiro.

Alexandre Inacio

Fonte: Agencia Estado
Data: 26/05/2008

64 comentários 26 de Maio de 2008 às 16:52 admin

Produtores rurais argentinos investem em terras brasileiras

Centenas de produtores agropecuários argentinos, cansados dos problemas que possuem com o governo da presidente Cristina Kirchner, começaram a buscar oportunidades de investimentos nos países da vizinhança.

Do outro lado da fronteira não existem impostos especiais sobre as exportações de produtos agrícolas. Além disso, ao contrário do que ocorre na Argentina, os governos da região não aplicam costumeiramente políticas de restrição total às vendas de produtos agropecuários ao exterior, tal como acontece com o trigo e a carne bovina argentina.

Segundo o jornal portenho Clarín, alguns dos grandes grupos agropecuários da Argentina estão desembarcando em terras brasileiras para adquirir dezenas de milhares de hectares.

Entre eles, estão os grupos Grobocopatel (o maior produtor de soja da Argentina), Cresud, El Tejar e MSU. Segundo o jornal, os argentinos são atraídos por isenções tributárias para a exportação de soja no Brasil.

Mas, a tendência de atravessar a fronteira é mais forte no caso do Uruguai, para onde os argentinos estão indo em massa. Segundo estimativas do governo uruguaio, a área cultivada de soja no país crescerá 9% em 2008, chegando a 400 mil hectares.

Autoridades uruguaias admitem que esse crescimento está sendo proporcionado pelos investimentos realizados por agricultores da Argentina, que controlam atualmente metade da produção da soja do Uruguai.

Além da ausência de impostos sobre as exportações agrícolas, o Uruguai conta com a vantagem de terras baratas e previsibilidade na política econômica. Mas, a crescente presença de argentinos na produção agrícola uruguaia está levando políticos desse país a solicitar ao governo que “coloque limites”.

Fonte: O Popular
Data: 26/05/2008

64 comentários às 10:01 admin

Marfrig retoma abate na Argentina

São Paulo e Chicago (EUA) - O frigorífico brasileiro Marfrig, um dos maiores produtores de carne bovina da América Latina, anunciou na última sexta-feira que retomará a produção da Quickfood, uma de suas subsidiárias em Vila Mercedez, na província argentina de San Luis.

As atividades dessa unidade tinham sido paralisadas entre os dias 12 e 23 deste mês, por falta de licenças de exportação. Na sexta-feira, as ações (ordinárias) da empresa na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tiveram alta de 0,61%, fechando em R$ 21,23.

O frigorífico enviou comunicado à Bovespa afirmando que no dia 22 de maio foi concedido “significativo número de licenças de exportação”, pelo governo argentino o que permitiria à unidade retomar seu nível de atividades na Argentina, abastecendo, assim, “com normalidade os mercados interno e externo”, afirmou a nota do Marfrig.

A assessoria do JBS-Friboi, outro frigorífico brasileiro que está com dificuldades na Argentina, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que até a última sexta-feira não tinha conhecimento de nenhuma posição oficial do governo argentino sobre liberação de autorizações para exportação à empresa. As ações do JBS encerraram o pregão de sexta-feira cotadas em R$ 8,50, com queda de 1,16% na Bovespa.

O Marfrig possui oito unidades na Argentina, cinco de abate e três de produção de industrializados. O frigorífico comercia-liza 85% de seu volume de produção do país no mercado doméstico, e anunciou anteriormente, que seus resultados financeiros positivos no trimestre, diferentemente de concorrentes, tiveram como base o bom desempenho em territórios argentino e uruguaio.
Na mesma nota em que anuncia a retomada das atividades da Quickfood, o Marfrig afirmou que a suspensão na produção ocorreu devido “à morosidade na concessão de licenças de exportação nos últimos 50 dias e ao acúmulo de estoques de cortes resfriados especiais”.

A Argentina tem optado pela política de restringir exportações para elevar a oferta internamente e combater a inflação. Além de dificultar a emissão de registros de exportação de carne, o governo elevou os impostos de exportação de grãos, especialmente a soja.
Isso disparou um protesto de produtores rurais. Depois de três semanas de manifestações em março, o movimento foi suspenso para permitir o início de negociações com o governo, que não voltou atrás em sua posição. Dessa forma, o setor agrícola retomou o protesto e vem enfrentando dificuldade para negociar com a presidente Cristina Kirchner.

Na última quinta-feira, o chefe de gabinete do governo argentino, Alberto Fernandez, afirmou que as exportações de carne bovina estão voltando ao normal. Mas acrescentou que o governo está rejeitando pedidos de empresas que não estão seguindo regras para garantir o suprimento interno do país.

Tornado afeta JBS

Um tornado danificou na última quinta-feira a sede da empresa de carne bovina e suína JBS-Swift, nos Estados Unidos, mas a unidade de produção não foi paralisada, disse uma porta-voz da multinacional brasileira. Mais tempestades estão previstas para a área de Greeley, no Colorado, onde fica a sede da empresa nos EUA, segundo a agência de emergências do Estado.

“O escritório do JBS Swift foi danificado na quinta-feira, como resultado de tornados na região. Os danos ainda estão sendo avaliados e a sede está operando apenas para serviços essenciais por enquanto”, afirmou Tamara Smid, porta-voz do JBS, por e-mail. Ninguém na unidade sofreu ferimentos. Segundo a empresa, o escritório deve voltar a operar normalmente na terça-feira.

Mais cedo, a companhia havia informado que o escritório não estava operacional. O sistema de tempestades, que gerou cerca de seis tornados, varreu o centro-norte do Colorado na quinta-feira, matando uma pessoa e danificando cerca de 150 casas e um número desconhecido de instalações comerciais na região. Além disso, 60 mil residências ficaram sem energia elétrica, afirmou na sexta-feira Polly White, porta-voz da divisão de emergências do Colorado.

Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 26/05/2008

28 comentários às 09:58 admin

Febre aftosa: MS quer recuperar status sanitário junto à OIE

Pedido será feito na próxima semana, durante encontro da Organização Mundial de Saúde Animal, na França.

O representante do Mato Grosso do Sul na comitiva brasileira, o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV/MS), Osmar Bastos, disse que o governo federal está mandando delegados à reunião e que todos os Estados interessados podem mandar representantes.

Além do Mato Grosso do Sul, deverão compor a comitiva brasileira representantes do Distrito Federal, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins. A 76ª Reunião Ordinária da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) acontece entre os dias 25 e 30 de maio, em Paris.

Osmar disse que é imprevisível o resultado do pedido de restabelecimento do status de área livre de aftosa com vacinação porque, apesar de ter conseguido eliminar a doença, o cenário nacional é instável aos olhos dos europeus. “Nós temos que resgatar a qualidade e a credibilidade de nosso serviço de vigilância sanitária. Os europeus têm receio porque aparece um foco da doença a cada dois anos na América do Sul, seja no Brasil, na Argentina ou no Uruguai”, comentou.

Fonte: Portal DBO
Data: 23/05/2008

51 comentários às 09:53 admin

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