Arquivo de Março de 2008
Curso inicia-se na segunda, 31 de março.
As aulas teóricas do treinamento serão ministradas em um hotel-fazenda próximo à Brasília, DF. A parte prática será em campo, nos seis estados habilitados (RS, SC, GO, MT, ES e MG) a exportar carne à União Européia.
O treinamento dos fiscais tem o objetivo de qualificar as auditorias que serão realizadas nas certificadoras e nos Estabelecimentos Rurais Aprovados no Sisbov (Eras) que pretendem exportar carne bovina in natura para a UE.
No fim de fevereiro, inspetores europeus vieram ao Brasil para vistoriar o trabalho dos fiscais brasileiros. Após analisar os relatórios das auditorias, 106 fazendas foram autorizadas a voltar a exportar carne bovina à Europa.
Fonte: Portal DBO
Data: 27/03/2008
27 de Março de 2008 às 19:57
admin
Na avaliação de Sandia Bergamaschi Pezerico, coordenadora do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT) na Superintendência Federal de Agricultura do Estado (SFA/MS), a ferramenta será de suma importância para a erradicação da doença. “Ela chegará ao mercado ainda neste mês de março”, destaca.
De acordo com a IN33, de 2007, a vacina RB51 será utilizada em situações estratégicas, como focos de brucelose em fêmeas adultas com idade superior a 8 meses e que não foram imunizadas com a vacina B19, entre 3 e 8 meses de idade, ou em fêmeas adultas não reagentes aos testes de diagnóstico.
Sandia salienta que a vacinação com a amostra B19 continua sendo oficial e obrigatória. “Também é importante ressaltar que, assim como a vacina B19, a vacina RB51 é patogênica para humanos, sendo necessários cuidados no manuseio destes imunobiológicos para evitar acidentes vacinais”, alerta.
Novo estudo - Em 2008, com o estabelecimento de um convênio entre o Mapa e a Iagro, será realizado um novo estudo sobre a ocorrência da brucelose e tuberculose em Mato Grosso do Sul. “Será importante para se conhecer a real situação epidemiológica de ambas as doenças, para acompanhar o andamento do programa e para escolher melhor as estratégias de combate destas enfermidades”, destaca Sandia, lembrando que o estudo está em fase de delineamento experimental.
Em 1998, a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal realizou um levantamento sorológico e obteve 6,3% de prevalência de brucelose, que é um índice idêntico ao obtido em 1975 para o Mato Grosso (na época um estado só). A coordenadora estadual do programa PNCEBT, Ilda Botene, adianta que entre os dias 8 a 11 de abril, o órgão estará participando de um seminário em Pedro Leopoldo, MG, justamente para definição dos parâmetros do levantamento.
Fonte: 24 Horas News
Data: 27/03/2008
às 19:54
admin
Às vésperas da análise do pedido brasileiro de recuperação de antigas áreas livres de febre aftosa na Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Mato Grosso do Sul ameaça abrir um contencioso com os maiores Estados exportadores de carne bovina do país. O governador André Puccinelli (PMDB), acompanhado por deputados e senadores de Mato Grosso do Sul, pediu nessa quarta-feira(26-03) ao Ministério da Agricultura a transferência do Estado, atingido pela aftosa em 2005, do chamado Circuito Pecuário Leste para o Centro-Oeste, que inclui os Estados mais “avançados”. Nos bastidores, o temor é de que Mato Grosso do Sul “fique para trás” em caso de a OIE rejeitar o restabelecimento do status sanitário do circuito Leste, composto por Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe e Tocantins. O circuito Centro-Oeste inclui São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Goiás. “Devemos figurar no circuito Centro-Oeste, até por questões geográficas óbvias”, afirma o deputado Waldemir Moka (PMDB).
Os pecuaristas e frigoríficos situados em Mato Grosso do Sul poderiam perder ainda mais dinheiro se não aproveitar a reunião do grupo da OIE que avaliará a retomada do status dos dois circuitos no fim de abril. O ministério, porém, rejeita a tese. “As chances são iguais para os dois circuitos”, diz o diretor de Saúde Animal, Jamil Gomes de Souza. “A transferência [do Leste para o Centro-Oeste] pode ser feita depois. Nada impede isso”. As secretarias de São Paulo, Goiás, Paraná e Mato Grosso prometem agir para evitar “ruídos” num momento delicado para a análise do pedido na OIE.
Fonte: Porkworld
Data: 27/03/2008
às 19:51
admin
Frigorífico vende 50 toneladas de carne desossada para a Holanda.
O frigorífico Independência, de Janaúba, região Norte do estado, realiza nesta quarta-feira (26) o abate de um lote 429 animais, todos provenientes de fazendas mineiras aprovadas pelos europeus. O produto foi vendido para a companhia Meat Import Zandbergen Brothers, da Holanda.
As cinco fazendas que venderam os animais fazem parte da lista de 97 propriedades selecionadas pela UE, após auditoria realizada no início do mês nas fazendas dos estados autorizados a exportar para o bloco. Duas estão no município de Jaíba, duas em Francisco Sá e uma em Joaquim Felício. Minas Gerais detém 82% das fazendas que estão na lista aprovada pelos europeus.
A previsão do frigorífico é fazer mais dois embarques em abril. “A tendência é que os embarques passem a ser semanais, até que, gradativamente, possamos voltar ao ritmo normal, que era de remessas quase diárias para a UE”, afirma o diretor comercial do frigorífico, André Skirmut. Segundo ele, já foram feitos contatos com outras fazendas para negociar futuras vendas.
Fonte: Portal DBO
Data: 26/03/2008
26 de Março de 2008 às 17:42
admin
Na criação exclusiva a pasto, forrageira deve ser adaptada a clima, relevo e solo da região e ao manejo a ser adotado
Na criação de boi a pasto, sistema predominante nas fazendas do País, a escolha da forrageira é fundamental. Segundo a pesquisadora Patrícia Menezes Santos, da Embrapa Pecuária Sudeste, o primeiro critério de escolha do capim refere-se à adaptabilidade ao clima e solo e ao sistema de produção, intensivo ou extensivo.
A braquiária decumbens, por exemplo, é rústica e boa opção para pastos nos quais não há “”manejo muito refinado”". O único senão é sua suscetibilidade ao ataque de cigarrinhas. Em áreas alagadas, a dica é não plantar tanzânia e mombaça, que não se adaptam. Esses dois capins, primos do colonião, entretanto, são indicados para pastos com manejo intensivo, pois são exigentes em fertilidade de solo.
O criador Veber Orsi Munhoz, da Fazenda Chão Bom, em Arenápolis (MT), optou pela braquiária brizanta, “”que tem mais massa”", e pela braquiária humidícola, “”que resiste mais a locais alagados”". Munhoz faz análise de solo e investe em curvas de nível, para evitar erosão. Seu rebanho, de 1.100 nelores, é criado a pasto.
Comparando os capins tropicais, não há grande diferença de valor nutricional, digestibilidade, teor de proteína e fibra. O que faz diferença é o tempo certo de pastejo. “”Quanto mais velho o capim, menor será seu valor nutricional.”"
PONTO CERTO
O ideal, portanto, é pastejar no ponto certo, com o capim nem muito novo, quando não há bom volume de massa, e nem muito velho, quando baixa seu valor nutricional. “”Quem maneja o pasto como lavoura controla melhor a área e colhe o máximo de capim de qualidade, sem prejudicar a rebrota.”"
Outro fator importante é a oferta de capim por animal. “”Se não há capim suficiente, o boi passa a comer material seco, de qualidade inferior.”" Para evitar isso, deve-se ajustar a oferta ao número de animais, conforme critérios como raça, idade e sexo.
Na Fazenda Morro Vermelho, de Jaú (SP), 90% do rebanho de 700 cabeças de nelore padrão PO é criado a pasto, constituído por tanzânia, mombaça e três variedades de braquiarão. Os dois primeiros são ideais para o solo fértil da região, mas na seca deixam a desejar. A saída, aí, é o rústico braquiarão, que rende mais massa no inverno, diz o zootecnista da fazenda, Hermany Sangiovani Ferreira. “”Não existe o melhor capim, e sim o que se adapta à região.”" A cada dois anos é feita análise de solo e o pasto, cuja área é de 250 hectares, é dividido em piquetes de 4 hectares. Em rodízio, os animais ficam em cada piquete por quatro dias. “”Quando chegam ao piquete onde o rodízio começou, após 35 dias, encontram bom volume de massa e capim de ótima qualidade.”"
Na NPP Agropecuária, em Naviraí (MS), de Nelson Pedro Polis, a integração lavoura-pecuária garante pasto verde o ano inteiro. “”Integramos com soja e milho safrinha e o pasto, de mombaça e uma variedade de braquiarão, aproveita o nitrogênio da soja”", diz o superintendente da fazenda, Valentim Maier. A NPP tem 15 mil cabeças de gado e foi campeã na categoria Melhor Lote de Carcaça do Circuito Boi Verde de Julgamento de Carcaças em 2006. “”A integração é tão eficiente que, no verão, são colocados até 10 animais/hectare.”"
Esta seção, que tem por objetivo fomentar a raça nelore, resulta de parceria entre o Suplemento Agrícola e a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB)
Fonte: O Estado de São Paulo
Data: 26/03/2008
às 10:28
admin
Buenos Aires - A Argentina poderá enfrentar uma intensificação na escassez de alimentos como reflexo da greve dos agricultores, que protestam contra a alta dos impostos de exportação. O movimento já se prolonga por 13 dias e não há sinal de que suas reivindicações serão atendidas pelo governo daquele país.
Os agricultores estão impedindo que os caminhões levem produtos até os centros de consumo. Eles mantêm bloqueios nas principais rodovias argentinas. O ministro da Justiça do país, Aníbal Fernández, rejeitou negociar com os produtores rurais sob as condições estabelecidas por eles.
A nova alíquota variável do governo argentino para a exportação de soja e sementes de girassol, anunciada em 11 de março, elevou as tarifas incidentes sobre a soja para cerca de 44%, a partir da alíquota fixa de 35%.
Os agricultores interromperam o envio de animais e produtos agrícolas para os mercados do país, afetando a oferta de alimentos. A crise no abastecimento pode piorar, disse ontem o analista Pablo Morra, do Goldman Sachs.
“Já há informações sobre escassez de carne, laticínios e legumes causada pela greve”, disse Morra. Apesar da intensificação da escassez de alimentos devido à greve, disse Morra, o governo da presidente Cristina Fernández de Kirchner se mantém firme em sua decisão de elevar os impostos de exportação para produtos agrícolas. “A greve de produtores rurais se transformou no mais sério conflito que o governo terá de enfrentar” desde que a presidente assumiu o cargo, em dezembro passado.
Fonte: Gazeta Mercantil
Data: 26/03/2008
às 10:23
admin
A Bovespa Holding e a Bolsa de Mercadoria & Futuros (BM&F) anunciaram ontem à noite a integração de suas operações com a formação de uma nova companhia chamada Nova Bolsa. Segundo as empresas, será realizada reorganização societária, que resultará na emissão de ações ordinárias da Nova Bolsa, negociadas no Novo Mercado - o nível máximo de governança corporativa -, e com participação de 50% da BM&F e 50% da Bovespa. Os acionistas desta última vão receber pagamento de R$ 1,24 bilhão.
“Estima-se preliminarmente que esta reorganização societária poderá, até 2010, atingir um potencial de economia de até 25% das despesas operacionais anuais da organização combinada, em função das sinergias existentes”, diz o comunicado enviado pelas empresas.
Foi nomeado um comitê de transição que, dentro de um prazo de 60 dias indicará um novo presidente para o Conselho de Administração e do diretor geral. Os atuais presidentes da Bovespa, Raymundo Magliano Filho, e da BM&F, Manoel Felix Cintra Neto serão eleitos para os cargos de co-diretores gerais da Nova Bolsa. As informações são da Agência Leia.
Fonte: Safras & Mercado
Data: 26/03/2008
às 10:21
admin
Porto Alegre, 25 - Quase sete mil bovinos devem ser embarcados a partir de quinta-feira no navio-curral Almawashi, no porto de Rio Grande (RS), com destino ao Líbano. A operação representa a retomada das exportações de bovinos vivos pelo porto gaúcho, após um ano sem movimento deste tipo de carga. O embarque deve durar 24 horas. Conforme dados do porto, desde 2005, quando as operações com bovinos começaram, foram embarcados 120 mil animais. Os bovinos serão abatidos no Líbano. Antes do embarque, eles ficarão em propriedade rural de Rio Grande aguardando o transporte até o porto.
Sandra Hahn
Fonte: Agência Estado
Data: 25/03/2008
25 de Março de 2008 às 19:00
admin
Com terras mais baratas em comparação com Estados de tradição na pecuária, a Bahia ganha espaço na atividade. O rebanho baiano chegou a 10,4 milhões de cabeças, segundo os dados preliminares do censo agropecuário do IBGE, divulgado em dezembro passado e que apurou o rebanho de 2006. O avanço de quase 20% em comparação com o censo anterior, de 1995/96, fez o Estado superar o declinante rebanho paulista.
Casos como o do pecuarista Nelson Pineda têm se multiplicado. Com o encarecimento da terra em São Paulo e a rentabilidade cada vez mais desvantajosa em comparação com outras atividades, Pineda foi procurar outras paragens. Seu projeto prevê criação em 6 mil hectares na região de Wanderley, no oeste baiano. O número de animais o pecuarista não revela.
“Uma terra que vale R$ 10 mil por hectare, como em São Paulo, inviabiliza o negócio”, afirma o pecuarista. Em sua busca por terras, os preços ficaram na faixa entre R$ 400 e R$ 2 mil por hectare. Uma alternativa seria aumentar a rentabilidade com criação intensiva, o que também pesa contra a pecuária em São Paulo, avalia ele. “A criação intensiva não é possível sem o uso de insumos, o que acaba encarecendo ainda mais a criação. Em São Paulo, a pecuária está destinada à integração com a cana”.
A oferta de terra mais barata não é exclusividade da Bahia, mas o Estado tem outros diferenciais competitivos, segundo Pineda. Um dos mais relevantes é o fato de o Estado estar fora da Amazônia Legal, constante razão de conflito em terras onde a pecuária também ganha espaço, como Pará e Tocantins. Em lugar da obrigatoriedade de manter 80% de mata nativa, na Bahia, as fatias são de 20% a 35%, a depender da localização, segundo ele.
Ainda que existam variações de acordo com cada região, dados de 2007 da Câmara Setorial da Carne Bovina mostram o menor apelo da pecuária em São Paulo em comparação com outras culturas e ajudam a explicar casos como o de Pineda. A rentabilidade da pecuária em São Paulo ficou abaixo de R$ 400 por hectare no ano passado. Na soja, a rentabilidade foi superior a R$ 1 mil e, na cana, superou os R$ 3,9 mil por hectare.
Na Bahia, a melhoria genética tem ajudado a melhorar a produtividade. Os criadores do Estado já levam para o abate animais com dois anos e quatro meses, pesando entre 17 e 18 arrobas. “Há três anos, isso era impensável. Para chegar a esse peso era preciso esperar quatro anos”, afirma Wilson Cardoso, presidente da Fórum da Pecuária de Corte na Bahia.
Há entraves que impedem um crescimento mais vigoroso da atividade no Estado. Estima-se que nada menos que 30% do abate de bovinos na Bahia seja feito de forma clandestina. Considerado área livre de febre aftosa com vacinação desde a década passada, o Estado ainda não tem frigoríficos exportadores. E, nas palavras de um criador, “há problemas de vacinação e falta muita informação”.
São seis os frigoríficos em atividade na Bahia com inspeção do Ministério da Agricultura e 14 com inspeção estadual. Com essa estrutura, a demanda existente ainda não é atendida, mas há quatro projetos de frigoríficos privados em andamento, segundo Alex Bastos, coordenador de pecuária da Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri). Em sete anos, afirma ele, ações conjuntas entre a Seagri e o Ministério Público fecharam 98 abatedouros clandestinos.
Boa parte dos frigoríficos busca habilitação para exportar. Um deles é o Frigorífico Feira de Santana (Frifeira), que pertence à cooperativa dos pecuaristas da cidade, a Cooperfeira. “Estamos investindo e nos capacitando para isso”, diz Wilson Pereira, presidente do frigorífico e da cooperativa. Segundo ele, o Ministério da Agricultura já aprovou a planta para exportação. Agora é preciso que as instalações e o abate sejam adequados às exigências internacionais.
O boi baiano ainda é pouco valorizado, e o fato de o Estado não exportar sua carne contribui para os preços baixos. Segundo Cardoso, do Fórum da Pecuária de Corte, até julho do ano passado, o preço da arroba do boi no Estado era um dos menores do país. A partir de setembro, por conta de maior fiscalização nas divisas, houve um ajuste. A melhora para os produtores foi logo ofuscada pelo embargo da União Européia à carne brasileira. Com isso, muitos frigoríficos direcionaram sua produção para o Estado, o que derrubou novamente os preços.
Mas, quando aptos a exportar, para quem os frigoríficos venderiam a carne, já que as exigências dos compradores externos estão cada vez mais rígidas? “Podemos muito bem vender para a Rússia, que é menos exigente. Estamos livres de aftosa há mais de dez anos. Falta o exportador, os comerciantes daqui querer exportar. Muitos ainda são muito pequenos e não têm essa visão”, diz Pereira.
Como o Estado ainda não exporta, alguns pecuaristas de menor porte estão desmotivados. “Hoje é preciso ter pelo menos mil cabeças para viver do gado. Os custos subiram muito”, diz Pereira. Segundo ele, há cerca de cinco anos, era possível comprar um rolo de arame com uma arroba de boi. “Agora o arame custa R$ 130 e a arroba não vale nem R$ 80″, diz.
Há, no entanto, quem caminhe em direção oposta. É o caso do Fabiano Borré que, com seu pai, Ivo Borré, passou a a criar gado onde antes colheu batatas. Como após a colheita é preciso esperar três anos para plantar novamente o tubérculo, a pecuária é uma boa alternativa.
Pereira acredita que os frigoríficos estão perdendo uma grande oportunidade. O mercado consumidor baiano “é pobre, mas é grande”, diz. Segundo o pecuarista, os abatedouros poderiam exportar a parte traseira do boi, mais nobre, e vender no Estado a parte dianteira.
Fonte:Valor Econômico
Data: 25/03/2008
às 15:10
admin
O prejuízo com o embargo europeu à carne brasileira continua e já soma US$ 300 milhões. Mesmo com a habilitação de algumas propriedades a exportar ao bloco, os embarques não foram normalizados. Como novas adesões à lista devem demorar pelo menos 60 dias, a previsão é que apenas em junho as vendas sejam retomadas.
Agora, estariam ocorrendo embarques apenas de negócios fechados anteriormente. A estimativa é que seriam necessárias pelo menos 3 mil fazendas.
“Dentro do quadro de aprovações, poucos frigoríficos têm chance de viabilizar atividade comercial e, diante da quantidade de animais ofertados, o preço da arroba é diferenciado, também inviabilizando a exportação”, comentou o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec), Antonio Camardelli.
Ele disse ainda que as empresas esperam que até julho o país tenha pelo menos “um número razoável” de propriedades - 2 mil - habilitadas. Mas antes do final do ano não haverá normalidade. “Está tudo fechado. Não apenas pelo número de fazendas, mas também porque não são representativas no volume de embarques”, confirmou o analista da Safras & Mercado, Paulo Molinari, em reportagem de Neila Baldi, da Gazeta Mercantil.
O diretor da AgraFNP, José Vicente Ferraz, acredita que se confirme a projeção feita pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na semana passada, que as exportações de carne in natura para a União Européia caiam a zero neste mês por falta de matéria-prima.
Segundo Miguel Cavalcanti, da AgriPoint, mesmo redirecionando as vendas para outros países, as empresas estão perdendo. Segundo ele, o preço de um quilo de corte nobre, que seria comercializado a US$ 40 na Europa sai a US$ 15 em outros mercados.
Fonte: Beefpoint
Data: 25/03/2008
às 13:15
admin
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