UE libera importação de carne brasileira
27 de Fevereiro de 2008 às 15:12 admin | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 319
O embaixador da União Européia (UE) no Brasil, João Pacheco, anunciou hoje a decisão de Bruxelas de autorizar a importação de carne bovina in natura de 106 propriedades brasileiras. A medida começa a vigorar hoje. Segundo o embaixador, a decisão foi tomada com base em uma lista enviada pelo governo brasileiro, no início da semana, e que, segundo ele, atende às exigências de certificação da rastreabilidade.
Segundo reportagem de Denise Chrispim Marin, da Agência Estado, a missão de veterinários europeus, que iniciou seus trabalhos de verificação, aqui no Brasil nesta semana, deverá inspecionar uma amostra de cerca de 27 fazendas. Ele explicou que o governo brasileiro poderá pleitear a liberação de novas listas de fazendas e que a União Européia seguirá o mesmo procedimento - a checagem dos termos da certificação nessas propriedades e a posterior inspeção.
Em sua explanação, Pacheco insistiu que a União Européia “nunca” definiu um limite de 300 propriedades que seriam autorizadas a exportar para o mercado europeu. Segundo ele, esse número foi apenas uma sugestão técnica de Bruxelas para o governo brasileiro. “Não há limite quantitativo, nem cota de propriedades, afirmou.
Em relação ao sistema de rastreabilidade, que é um possível alvo de queixa do Brasil à OMC, Pacheco advertiu que a União Européia não abre espaço para aliviar essas regras. Afirmou, ainda, que as exigências de rastreabilidade, aplicadas aos produtores brasileiros, são inferiores às regras para os produtores europeus. “Não vejo nenhum caso na OMC”. Para Pacheco esse episódio não deve ferir a aliança estratégica do Brasil com a União Européia, cujas bases foram lançadas no ano passado.
Fonte: Beefpoint
Data: 27/02/2008
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1 Comentário Faça seu próprio
1. Carlos José Pedrosa | 28 de Fevereiro de 2008 às 15:35
Este é apenas mais um capítulo de uma longa história, na qual a incompetência prevaleceu e a pecuária nacional pagou o pato. As missões técnicas que estiveram aqui deixaram uma lista de reclamações, que deveriam ter sido objeto de profunda análise e providências rigorosas. Ao invés disso, as pseudo-autoridades acharam que aquilo tudo não resultaria em nada e foram empurrando o problema com a barriga. Até que chegou o embargo, agora parcialmente levantado. Quando “profissionais” estranhos resolvem mexer na área alheia, que não conhecem, o resultado é o desastre. Espera-se que desta vez aprendam a lição e façam o dever de casa. Ou cedam o lugar a quem sabe fazê-lo.
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