Arquivo de Janeiro de 2008

Exportações de carne atingiram recorde histórico em Goiás

As carnes (bovina, suína e aves) foram o principal item de exportação de Goiás em 2007, ao totalizarem US$ 994,21 milhões, com crescimento de 33,82% sobre o ano anterior. Pela primeira vez no balanço anual, as carnes superaram o complexo soja, que ficou em segundo lugar, com vendas externas de US$ 880,66 milhões, 4,68% a mais do que no período anterior. O resultado da balança comercial goiana foi divulgado ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secomex).

No ano passado, as exportações do Estado bateram mais um recorde histórico, ao atingirem o montante de US$ 3,18 bilhões, apresentando crescimento de 52% sobre o total de 2006 (US$ 2,09 bilhões). O crescimento superou a média nacional do período, de 16,6%. Já as importações goianas somaram US$ 1,70 bilhão, com alta de 71% na comparação com o ano passado. O saldo (exportações menos importações) foi superavitário em US$ 1,48 bilhão, 35% acima do apurado em 2006, enquanto na média nacional houve queda de 13% no período.

Sanidade e qualidade

De acordo com o secretário Ovídio de Ângelis, vale destacar o desempenho das vendas externas das carnes no ano passado. Ele afirma que não foi episódico, mas resultado de muito trabalho e articulação do governo, juntamente com os produtores e frigoríficos, visando a sanidade animal e a qualidade do produto para atender às exigências do mercado internacional. Ele atribui ainda às missões comerciais goianas realizadas em 2006, que começaram a ter reflexos nas exportações de carnes a partir de outubro daquele ano e também em 2007.

Na avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes no Estado de Goiás (Sindicarne), José Magno Pato, Goiás se beneficiou do fato de manter a febre aftosa sob controle. Principalmente depois que São Paulo foi excluído das compras da União Européia (UE), as exportações dos frigoríficos com sede no território paulista com filiais goianas foram concentradas no nosso Estado. Foram ampliadas, inclusive, as vendas de carne suína para a Rússia. Magno Pato acredita que as exportações de carnes continuarão crescendo, mesmo com limitações por parte da UE.

Do total de carnes exportadas em 2007, 78% foram bovinas, 16% aves e 4,8% suínas. Ovídio de Ângelis defende que, diante de possíveis restrições da UE em relação à carne brasileira, que poderão afetar Goiás, o governo goiano deverá atuar em duas frentes.

Uma delas é procurar incrementar os negócios com outros mercados. A outra é intensificar ações políticas e diplomáticas que visem regionalizar essas limitações de acordo com as condições sanitárias de casa Unidade da Federação, já que o Estado não pode ser penalizado por causa de casos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul ou Pará.

Outra novidade da balança comercial do ano passado foi a inclusão de sulfeto de cobre, responsável por US$ 436,29 milhões de vendas externas, e já aparecendo como terceiro item exportado no período, com participação de 13,70%. Ovídio de Ângelis destaca também o desempenho do complexo milho, o quinto item mais vendido, com total de US$ 167,77 milhões. Em 2007, o agronegócio foi responsável por 71% das exportações goianas, seguido da mineração (22%) e dos demais itens (7%).

Fonte: O Popular
Data: 09/01/2007

616 comentários 10 de Janeiro de 2008 às 14:24 admin


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